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Inktober 2017

inktober 2017

O que é o Inktober?

O Inktober já é um evento quase que obrigatório para ilustradores que estão neste mundão de internet. Acho que Jake Park, artista estadunidense que criou este desafio, não imaginava a proporção que a ideia que ele teve iria tomar, hoje rolando nos sketchbooks de artistas pelo mundo todo, desde os mais iniciantes até os artistas mais conhecidos, todo mundo no mesmo barco.

Eu e o Inktober

Comecei participando do Inktober em 2015, com o tema “Girls at The Sea”, que virou um zine fofinho que vendi por aqui, e ano passado fiz o tema kung fu para treinar um pouco mais de tecidos e movimentos. Para ente ano eu quis aproveitar a vibe das minhas férias sabáticas e escolhi o tema Paris. Assim eu poderia treinar cenários e composições.

Comecei o projeto aqui no Brasil mesmo, que foi complicado pois eu teria que desenhar coisas por referências fotográficas, mas depois chegando lá tudo ficou mais fácil e me joguei nos sketches urbanos. Foquei em desenhos feitos rapidamente, sem muita borracha – afinal estava bem frio – assim treinava um pouco mais a velocidade, e por este motivo o inktober foi se transformando ao longo do mês. Ficou meio sem unidade, mas quem disse que tem que haver uma? A ideia era DESENHAR!

Foram trinta e um desenhos bem diferentes, mas que eu fiquei bem feliz em fazer.

Quem acompanhou? Curtiram?

Ilustração: Inktober 2016

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Ano passado foi a primeira vez que participei de um Inktober, um movimento bastante conhecido por ilustradores e que foi idealizado por Jake Park, um artista de Utah nos EUA. Para participar do projeto, basta desenhar com tinta (ink) um desenho por dia de outubro (october), finalizando o mês com 31 artes.

No ano passado meu Inktober virou um zine, que ainda está disponível pra quem quiser comprá-lo. O tema foram meninas fofas e animais marinhos, coisas que adoro desenhar, mas este ano eu queria algo diferente, que me fizesse sair da zona de conforto. Foi ai que o noivo deu a ideia de fazer o tema kung fu, esporte que praticamos, e eu achei interessante pelos motivos:

1. Me forçaria a praticar posições bem diferentes das que eu estou acostumada;
2. Estudaria mais músculos e traços masculinos, algo que tenho dificuldade;
3. Teria de entender melhor movimento de tecidos e caimento, algo que também não sou muito boa.

Resumindo, eu sairia muito da zona de conforto para a maioria dos desenhos e teria de treinar mais coisas que tenho dificuldade, então, me joguei. Em alguns dias foi complicado fazer os desenhos, não saíam de jeito nenhum, em outros parece que tudo ia mais fácil, foram 31 dias de muito amor e ódio, mas no fim do mês eu finalmente consegui entregar os 31 desenhos.

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inktober_9Em chinês, “xie xie“, ou obrigada.

Eles não ficaram muito elaborados como ano passado, mas fiquei feliz com o resultado, pois nesses dias eu tive que apagar e refazer muita coisa. Alguns ficaram bem ruins pra mim, mas não tinha muito tempo hábil pra tentar mais e tive que postar da maneira como saíram, mas é melhor treinar um pouco do que não treinar né?

E vocês? Participaram do Inktober? O que acharam do resultado final?

Inktober 2015

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Desde 2009 a ideia de Inktober rola pela internet e este ano eu quis fazer parte desse projeto. “Ink” em inglês significa tinta, que junto com “October”, outubro na língua inglesa, formam o “Outubro Tinta”, um mês para postar 31 desenhos em tinta. Ele foi criado por Jake Parker, um artista de Utah nos Estados Unidos e a ideia principal era incentivar o próprio Jake a treinar e desenhar todos os dias com tinta. A ideia é super legal e todo ano o projeto ganha mais adeptos, então este ano me organizei e resolvi que queria participar, principalmente pra me obrigar a sentar e desenhar por uma hora todo dia, e não é que deu certo?

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Desenhos 1-9.

No primeiro dia eu apenas desenhei algo que eu queria, mas queria encontrar um motivo, um tema pra seguir, pra me fazer pensar mais ainda no que desenhar, e foi me deixando desenhar sem rumo que o tema saiu: “Girls at the Sea”. Minha paixão por mar e peixes marinhos poderia ser explorada! Além do mais, prefiro desenhar mulheres que homens e me sentiria mais confortável e tentaria focar mais em poses e movimento da composição.

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Desenhos 10-18.

Foram vários dias procurando animais na internet pra fazer com os mais variados tipos deles. Além disso busquei explorar a diversidade da mulher: cabelos enrolados, encaracolados, crespos, corpos mais magros, mais cheinhos e por aí fomos por todo mês de outubro. Durante o mês todo usei minha brush pen da Pentel, uma UniPin 0,5, uma Faber-Castell – Ecco Pigment 0.2 e caneta de gel dourada Uni-Ball Signo. Alguns dias incrementei com aquarela, mas quis me limitar apenas às canetas e foi por isso que no final eu comecei a colorir menos os desenhos: meus refis da BrushPen acabaram e tive que economizar.

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Desenhos 19-27

Alguns ficaram melhores, outros nem tanto, mas no geral acho que foi bem proveitoso todo o esforço pro projeto. Estou com planos para esses desenhos, mas só vou contar mais pra frente se der certo, enquanto isso vocês podem continuar me seguindo no Instagram (@chell.buzogany) pra ver minhas artes por lá sempre que der. O que vocês acharam?

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Desenhos 28-31.

Leitura: A Livraria Mágica de Paris | Nina George

A Livraria Mágica de Paris

Paris - Torre Eiffel

Sinopse

“O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta que Perdu não teve coragem de ler. Até um determinado verão o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rua Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos. Sucesso de público e crítica, repleto de momentos deliciosos e salpicado com uma boa dose de aventura, A livraria mágica de Paris é uma carta de amor aos livros perfeito para quem acredita no poder que as histórias têm de influenciar nossas vidas.”

Livro a Livraria Mágica de Paris

O que achei?

Antes da viagem eu estava super procurando algo que me situasse no clima de tudo. Meu Inktober foi sobre a Cidade Luz e eu estava querendo um livro sobre ela também. Na livraria este foi o que vi, com altas recomendações no verso e resolvi arriscar.

O livro tem uma narrativa bem gostosa, a história é cheia de boas passagens e uma lição interessante, mas está longe de ser um livro que eu tenha amado. Fluiu bem a leitura, não empaquei, mas é como se eu tivesse começado uma obra romântica e cheia de delicadeza e em algumas poucas frases Nina George me carregava para “50 Tons de Cinza”. Foram poucas as passagens que isso aconteceu, mas tenho que dizer que me incomodaram um pouco. Sou muito romântica estilo mocinha de filme de princesa, então não esperava.

Apesar disso, a missão de se redescobrir vivo de Perdu me fez bem, em um momento que de certa forma eu precisava de algumas lições daquelas. Se eu fosse o personagem, talvez indicaria o livro para alguém que acabou de perder um ente querido, como um remédio para se redescobrir e ver a vida com olhos mais calmos. Aliás, ele pe passava uma calma gostosa, como se realmente estivesse navegando por um rio.

Citações

“Raro alguém ficar o dia todo rolando em sua sensação de felicidade como um bife na farinha de rosca, não é? A felicidade é tão fugaz. Quanto tempo já ficou feliz sem parar?”

“Não é surpreendente que o amor seja tão físico? O corpo lembra como é tocar alguém enquanto a cabeça recorda de tudo que a pessoa disse.”

“Para amar é preciso muito mais coragem e muito menos expectativa.”

“E, sim, dor de amor é como luto. Porque você more, seu futuro morre e você dentro dele…”

:)