Em especial para a semana do Dia dos Namorados, aqui no Chocottone, é dia de falar do 31º Clássico Disney: “A Bela e a Fera” (The Beauty and the Beast).


O filme tem um prólogo mostrando como surgiu a Fera, que já denota uma arte muito bonita por meio de vitrais que ilustram a narração por Márcio Seixas, na versão dublada. Esse tipo de apresentação já proporciona ao público entrar no clima de um conto de fadas, como é a estrutura da narrativa.


Numa pequena aldeia, conhecemos a jovem Bela, uma garota fascinada pelo universo permitem leva-la, tanto que todos os dias vai até a livraria para saber se tem alguma novidade. Contudo, esse modo de agir soa muita estranheza para os demais moradores do lugar, tanto que seu pai já tem fama de ser meio matusquela por ser um inventor.
Durante seu passeio matinal, ela acaba se encontrando com Gaston, o personagem bonitão, machista e prepotente, que todas as menininhas correm atrás, mas ele só tem olhos para Bela, que por sua vez, não faz questão nenhuma da companhia do rapaz.




Após terminar sua última invenção, um tipo de cortador de madeira a vapor, o pai de Bela parte para participar de uma feira. Contudo, durante sua viagem, com o cavalo Philip, eles acabam se perdendo e sendo atacados por lobos. Durante a correria, o pai de Bela, Maurice, encontra um castelo e tenta se proteger da chuva e dos animais selvagens. Inesperadamente, ao entrar, um pequeno candelabro e um relógio começam a conversar com ele, e todo os objetos que normalmente seriam inanimados num castelo, são cheios de vida: xícaras, armários, vassouras, sofás.. No entento, como nem tudo é bonito, surge a Fera, que é um ser de aparência medonha, e sem dar chance de explicações, joga Maurice no calabouço do castelo. Somente quando Felipe volta sozinho pra casa e Bela o vê, vão atrás de seu pai, e por ele ser uma pessoa de mais idade e estar doente, a jovem se propõe a ficar no lugar dele… para sempre.




Apesar da maneira de como se desenrolou esse encontro, todos no castelo ficam ansiosos para que ela seja a garota que possa quebrar a maldição lançado pela feiticeira tempos atrás, que transformara o príncipe nessa criatura, e todos os serviçais em objetos. A expectativa que gira entre os dois, lógico que é grande, e alternada entre as brigas, desentendimentos e posteriormente, uma compreensão por parte de ambos. Enquanto, que na aldeia, Gaston tenta de todas as maneiras conquistar Bela, nem que para isso tenha que matar a Fera.






Entre tantos dos detalhes do Making of, algo que me chama a atenção é o modo que diversos animadores com estilos distintos, conseguiram produzir algo tão harmonico e único, cheio de energia e divertido. Na versão estendida está incluído os outros dois músicais “Seja Nossa Convidada” e “Humano Outra Vez”. Outro detalhe importante é justamente a pesquisa de refências, algo que acredito e apoio muito, o de conhecer lugares (como as viagens que realizaram para o interior da França), imergir naquilo que será a base para a excência da animação, do mesmo modo o desafio que foi realizar a personificação de tantos objetos do interior do castelo ao ponto de terem características específicas e se destacarem um dos outros e possuírem tanto carisma. O reflexo disso foi visto quando exibiram uma versão inacabada, que além de mostrar uma história, mostrou à aquele público, a magia que existe na produção de um desenho animado.






Fifi, Madade Samovar, Horloge, Zip e Lumiere.

“A Bela e a Fera”, entre os diversos prêmios que foi indicado, ganhou o “Globo de Ouro 1991 – Melhor Filme”, “Oscar de Melhor Trilha Sonora Original” (composta por Howard Ashman – a quem o filme foi dedicado, pois falecu antes do mesmo ficar concluído – e conduzida por Alan Menken), “Annie Awards: Best Animated Feature”, apenas para citar alguns, além de ter sido também indicado o “Oscar de Melhor Filme”, sendo o primeiro longa metragem animado a ter esse reconhecimento, que se repetiu apenas em 2010 com UP – Altas Aventuras. Essa valorização do trabalho desses profissionais impulsionou a carreira de diversos talentos presentes na equipe, que vieram, posteriormente a participarem de produções como Roger Allers, o supervisor da história e veio a ser o diretor de “Rei Leão”; Kevin Lima, que foi character designer e mais tarde tornou-se p diretor de “Tarzan”; Brenda Champman, que foi importante para intercalação da história e depois dirigiu o “Príncipe do Egito“, e todos derivados de um único projeto, dentre tantos outros.



E por se tratar de um filme Disney, lógico que tem uma lição de moral, e todos, bem sabemos, que nesse é que existe muito mais que os olhos podem ver. E como os pequenos detalhes fazem diferença. Mas muito mais do que mostrar esse lado mágico do amor, uma das cenas que sempre me marcou é quando os aldeões resolvem ir para o castelo, e vão cantando “…não gostamos daquilo que nunca entendemos, e esse monstro pode até nos devorar…” Creio que essa, entre tantas, críticas são algo que fazem o filme agradar tanto um público infantil, quanto espectadores menos jovens por apresentar esses sútis detalhes.


Em 1993, foram lançados alguns títulos para os consoles domésticos baseados no longa animado, um deles foi “Disney´s Beauty and the Beast” (SNES), “Beauty and the Beast: Roar of the Beast” (Mega Drive), onde você controla a Fera, em ambos vídeo-games, contudo com diferenças de interface e narrativa, além dos gráficos que aproveitaram melhor os recursos do Super Nintendo. Também foi lançado o game, considerado popularmente a versão para meninas, apenas para o Mega Drive, “Beauty and the Beast: Belle’s Quest”, onde, nessa adaptação, os acontecimentos são do ponto de vista da Bela, a qual também é sidescrolling, mas na jogabilidade ela deve se abaixar e pular obstáculos, e enfrentar labirintos para no final encontrar a Fera. No game você conversa com os personagens para que te ajudem em alguns trechos, enfim, achei meio monótono perto da outra versão. Houveram também uma versão para NES (Que a Michelli já falou aqui), GameBoy Color, além da participação dos personagens e cenários no crossover “Kingdom Hearts”.

“Disney´s Beauty and the Beast” (SNES), “Beauty and the Beast: Roar of the Beast” (Mega Drive) e “Beauty and the Beast: Belle’s Quest” (Mega Drive)

Kigdom Hearts (1992) / Sony Playstation 2

Bom, eu tenho a versão que saiu DVD duplo + cd da trilha sonora, e é um absurdo de tempo que você deve ter para usufruir na integra de todo o material, contudo, vale – E MUITO – a pena! Assistir “A Bela e a Fera”, seja a época que for, é algo que sempre irá impressionar, seja pelo seus desenhos, paleta de cores; emocionar, pela sua história, cantorias, tanto que ouso dizer que esta entre os TOP 5 filmes da Disney, e pq não falar entre os melhores longas animados do cinema.


Enfim, esperamos que aproveitem caso não conheçam.
Bom final de semana para todos.
Ateh

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1 Comment on A Bela e a Fera (1991)

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