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Cinco jovens funkeiras foram escolhidas e lutam para se tornarem as novas estrelas da música brasileira. Orientadas por um ícone carioca, Tati Quebra Barraco, as artistas convivem em uma luxuosa cobertura em Copacababa, com um objetivo inédito para o funk do Rio de Janeiro: ter cinco mulheres dividindo o palco em um show inesquecível.

Quando muita gente pensa em funk já vem aquele “nojinho” e comentários maldosos, mas apesar de muita gente criticar, o funk é uma expressão cultural brasileira. É cultura de classes menores ou de pessoas diferentes de mim? Sim, mas não é por isso que deixa de ser, não é? Então pra matar um pouco do preconceito que eu tinha desse gênero musical eu me aventurei a assistir esse reality show da Fox Life pra ver “qualéra” a dessas mulheres todas.

Lucky Ladies trás uma das maiores ícones do funk carioca, Tati Quebra Barraco, que logo de cara mostra que não vai ser só amor com as meninas e eu adorei, porque ali é trabalho e não moleza. O que me fez gostar de tudo foi a diversidade das meninas que estavam no programa, cada uma com uma história de vida, com uma dificuldade e isso acho que tornou o programa e o aprendizado delas bem mais rico.

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Mulher Filé: Já foi dançarina do Katra e desde o fim do programa ela atende por Yani. Tem gênio forte, é alegre, divertida e canta funks mais piriguete e vulgares por assim dizer. É muito legal a relação tão próxima que ela tem com a mãe e com a religião dela, o candomblé.

Mary Silvestre: Já dançou no Caldeirão, foi vice Miss São Paulo 2011, vice Miss Mundo Brasil 2012 e quis se embrenhar pelo mundo do funk. Ela é a novata e nunca trabalhou com isso na vida, mas é incrível a paciência, calma e delicadeza que ela tem ao tratar as pessoas. Muito dedicada, educada e divertida.

Mc Carol: A bagunceira e mais “apaixonada” da casa. Ela veio da favela e ama o lugar que vive, respeitando muito as origens. A história da vida dela é meio confusa, mas nem por isso ela deixa de ser segura de si e divertida. Um exemplo de auto-estima!

Mc Sabrina: O dia que ela contou uma parte do que aconteceu com ela eu caí em lágrimas. É incrível como não sabemos NADA dos outros mesmo. Acho que todo o sofrimento dela se reflete nas mensagens que ela sempre quer passar nas letras de funk que escreve. Ela é maravilhosa de linda, leva a vida e o trabalho bem a sério e é bem centrada no que quer.

Karol Ka: Essa aqui foi dura de engolir. Ela já é “linda, perfeita e uma diva”. Não sei se a edição pesou muito, mas achei ela bem falsa e nada humilde, faz tudo bem teatral. Apesar disso tem qualidade vocal e dança muito bem, o que faz dela uma pessoa esforçada e talentosa, mas meu carísma por ela caiu total.

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Mulher Filé (Yani), Mary, Tati, Mc Carol, Mc Sabrina e Karol Ka.

Achei bem legal o reality todo. Conheci esse mundo da música que é tão distante do que escuto (eu continuo não ouvindo funk) e me fez respeitar mais essas pessoas que trabalham com isso. Gostei muito do programa ter mostrado a diversidade cultural entre as meninas, principalmente a religiosa. Dá pra ver que religiões afro ainda são bem diminuídas e vistas com “maus olhos” pelas pessoas, isso pode incluir você que está lendo esse texto, e foi ponto alto de discussão do programa pra mim. O show final é super divertido e no todo a temporada me surpreendeu positivamente.

E vocês? Já assistiram? Tem curiosidade?

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10 Comments on Assistir: Lucky Ladies (2015)

  1. Que demais seu post, Chell!

    Eu assisti um episódio só, mas não acho em lugar nenhum da internet mais. 🙁 (onde vc viu?)
    Sou do Rio, não gosto de funk, mas acho que tudo e todos merecem respeito. Só no primeiro episódio já tive as mesmas impressões que você. Vou caçar novamente pela interwebs pra terminar.

    🙂

  2. Também nunca fui de ouvir funk, mas amei Lucky Ladies. Mais do que mostrar o universo do funk, mostra a luta dessas mulheres para posicionarem em universo dominados por homens. Durante muito tempo, as mulheres foram tratadas somente como pedaços de carne em cima do palco. Lucky Ladies reforça bem o quanto essas mulheres precisaram lutar para assumir o protagonismo e serem respeitadas como cantoras.

  3. Eu também viii! Sou do Sul, a realidade delas e a cultura do funk são bem distantes do meu dia a dia, mas achei bem interessante. Tive muita simpatia pela Mc Sabrina e adorei que a Mary foi humilde. Ela tinha um estilo diferente das meninas, como a Karol, mas mostrou mais simplicidade e até respeito por quem já está no ramo.

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