Ilustrações

Inspirações, mestres e ilustrações autorais. Acompanhe a evolução de uma aprendiz de ilustradora.

Download: Wallpaper de Maio – Mermay

Papel de parede de maio – Mermay

Simulação do wallpaper no computador e no celular.

Por que maio é mês das sereias?

O ilustrador e animador Tom Bancroft, famoso por criações de personagens como Mushu (Mulan), Iago (Aladdin) e Simba (O Rei Leão), criou em 2016 no seu Instagram o projeto Mermay, uma junção das palavras mermaid (sereia em inglês) e may (maio em inglês), chamando artistas para postarem todos os dias de maio um desenho de sereia.

Sobre a ilustração

Eu sei que mês passado já trouxe uma sereia, mas o que me impedia de fazer outra para maio? Nadinha. Então resolvi fazer uma sereia diferente, gordinha e toda cheia de fofura. Fiz vários rascunhos (quem me segue no Instagram viu alguns no meu Stories) e depois de muito testar eu finalmente escolhi uma. Pra ficar diferente, resolvi tentar pintar no Photoshop, e não é que eu gostei? Ainda tenho muita dificuldade com cores e pintura digital, por não ser um tipo que eu goste muito, mas fiquei feliz muito com o resultado que eu atingi, mesmo não sendo algo extraordinário, mas achei um estilo que me agradou.

Material utilizado:

Lapiseira 0.7 para esboço no meu caderno lindo que ganhei num sorteio da Sabrina Eras e Papelaria Universitária, finalização com Pentel brushpen em preto. Cores e efeitos feitos no computador.

Pra baixar é só clicar nos links abaixo,
de acordo com a resolução desejada:

1920 x 1080 | 1600 x 1200 | Celular

Ilustração de uma sereia gorda com poderes mágicos.

Regras do Creative Commons

Mary Cagnim – Ilustradores Inspiradores

Mary Cagnim: versatilidade e força.

Mary Cagnim com a carta do projeto Donas da Rua na mão.

Quem é?

Autora dos quadrinhos “Vidas Imperfeitas” e “Black Silence”, Mary Cagnim é formada em Artes Visuais pela Universidade Estadual Paulista e foi uma aluna do Curso Abril de Jornalismo. Tem no seu currículo ilustrações para revistas das editoras Globo, Abril e Mol e ganhou o Troféu Angelo Agostini de Melhor Desenhista por Black Silence em 2017. Atualmente também dá workshops pelo país.

Estilo próprio

Depois que comprei a HQ Black Silence pelo Catarse, pude admirar ainda mais o trabalho desta ilustradora que eu já seguia há algum tempo. Pra mim a arte dela tem uma característica bem própria, sempre muito solta, mas ao mesmo tempo muito forte e segura de si.

Pesquisando mais para fazer este post ainda descobri estilos que nunca tinha visto da Mary e por isso achei a arte dela muito versátil, pois encontrei desde ilustrações editoriais infantis, até retratos maravilhosos e aquarelas super cheias de personalidade.

Além de ser uma artista bem talentosa, Mary conta com um canal do YouTube no qual ela mostra processos de criação de suas ilustrações e sobre a vida de ilustrador.

Conheça mais da Mary

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Exposição Salvador Dali – Vale Sul Shopping

Exposição “A Divina Comédia” por Salvador Dali

Dante Alighieri

A Divina Comédia é uma obra muito famosa de Dante Alighieri escrita, estimadamente, entre 1304 e 1321. Ela é dividida em três partes (Inferno, Purgatório e Paraíso) e foi originalmente feita em dialeto toscano. Estes poemas contam a história de uma viagem cenográfica por esses três reinos pelos quais a vida humana passa até atingir a perfeição.

Sobre a exposição

Nascido em Figueres em 1904, Salvador Dalí se tornou um famoso pintor surrealista da sua época por seus trabalhos oníricos e bizarros. Para esta exposição, o Vale Sul Shopping de São José dos Campos trouxe a obra completa, com 100 obras originais do artista, todas feitas por xilogravura e aquarela, vindas diretamente de Paris. Todos os desenhos são assinados por Dalí.

As artes fora encomendadas pelo governo da Itália para comemorar o nascimento de Dante, o escritor da obra, porém por conta da polêmica que isto causou (o artista fazendo não era italiano, e sim espanhol) o projeto foi colocado de lado.

O que achei

Apesar de surrealismo não ser um dos meus estilos preferidos, fiquei muito emocionada em ver de pertinho obras originais de um artista tão famoso. Como uma pessoa formada em design e que teve na formação muitas aulas de história da arte, poder chegar pertinho disso é indescritível.

As obras que coloquei aqui são as que mais gostei da exposição, que conta com uma visita guiada virtual com algumas televisões com atores caracterizados explicando o conceito de cada parte da exposição e as obras. Minha parte preferida foram as artes do purgatório, que pra mim conversam melhor com o estilo bizarro e perturbador do artista.

Como vejo?

A exposição fica na Praça de Eventos do shopping até dia 30 de abril. O Vale Sul funciona de segunda a sábado das 10h às 22h, e domingos e feriados das 12h às 20h, e fica na Avenida Andrômeda, 227.

Testando Papel de Aquarela

Papéis de Aquarela, qual a diferença?

Foto de papéis de aquarela em branco.

Esses dias fui mexer nas minhas coisas e descobri que eu tinha sete tipos de papéis diferentes para aquarela. Alguns em bloco, outros em pedaços menores que sobraram de outros tempos, de quando eu comecei a resolver aprender a técnica e tive aulas com a Sabrina Eras, de vários tipos e marcas diferentes.

Acontece que se tem uma coisa que sempre me intrigou é a diferença que o papel dá quando você vai pintar. Eu achava que não importava o papel de aquarela e a tinta que eu usava, (que quem sabe pode ser o próximo tópico) mas na verdade eles mudam muita coisa, por isso peguei um pedaço de cada e resolvi mostrar pra vocês as diferenças e contar um pouco mais sobre eles.

Papéis de aquarela com suas descrições.

Quais tipos de papel de aquarela existem?

Podemos diferenciar os papéis de aquarela pelo material de que são feitos, os mais comuns são os 100% celulose (feitos de fibras de madeira) e os que são 100% algodão. Os de algodão costumam ter uma melhor absorção da água e do pigmento, por isso são os preferidos de quem pinta. Existem alguns papéis interessantes com fibras de banana, bambu, mas que são mais difíceis de encontrar.

Também diferenciamos os papéis pela maneira que são feitos. Temos os coldpressed (prensados à frio) e os hotpressed (prensados à quente). Os papéis coldpress costumam ser mais rugosos, tem mais textura e uma secagem mais demorada. Os hotpressed são mais lisos, puxam menos água e secam bem mais rápido.

Além disso ainda vem a diferença de textura. Os papéis torchon ou rough grain são bem rugosos, com uma textura bem marcada. Os grana-fina, goft Grain ou fin tem uma textura um pouco mais suave e o satinado, ou satine, quase não apresenta textura, é até gostoso passar a mão e sentir o papel.

Depois de escolher tudo ainda temos que escolher a gramatura do papel, de maneira mais simples, a espessura. Para trabalhos com mais água são indicados sempre papéis com uma gramatura mais alta, como 300g, mas encontramos também em gramaturas menores, como 240g e 180g. Quanto menor, mais fina a folha.

É legal saber se o papel que você compra é Acid Free, que significa que este papel tem pH neutro dificultando o amarelamento do papel com passar dos anos.

Os papéis que eu já testei

Abaixo eu vou mostrar os papéis que tenho em casa. Fiz um pequeno teste em cada um da mesma maneira pra vocês verem como a tinta reage. Usei a mesma tinta (Lukas Dioxazine Violet) em todos também. Na parte de cima um degradê seco (pincel com tinta em cima e puxa o pigmento com água) e embaixo um borrão molhado (mancha de água pura no papel com pontos de pigmento). Também consegui pegar a textura do papel nas fotos, acho que vocês vão conseguir ver a diferença de um para o outro, sendo da mesma marca.

Arches

Arches 300g Coldpress Torchon

Arches 300g Coldpress Grana Fina

Arches 300g Hotpress Satinado

Dá pra ver claramente a diferença de textura de um para o outro, todos da mesma marca, porém com texturas diferentes. Dá pra ver também como a tinta seca mais rápido no satinado, perceba como a tinta corre pouco e quase não espalha a mancha, já no torchon a mancha fica bem mais suave.

Comprei os Arches logo no começo das aulas de aquarela com a Sabrina. Ela falou que se desse era legal comprar as folhas de várias texturas e testar o que cada uma fazia. O torchon eu tenho o bloco, mas as outras comprei em folhas grandes e cortei, separei em saquinho e marquei o nome. Gosto bastante dessa marca, acho que as coisas que faço nesses papéis são bem bacanas (claro que depende da habilidade da artista aqui), mas o preço desse papel já é mais salgado por ser um produto importado. Só uso essas folhas em encomendas que me fazem para quadrinhos, ou coisas assim.

Canson

Canson 300g Montval Grana Fina

Canson 300g Moulin du Roy Grana Fina

Canson 300g Moulin du Roy Satinado

Esses eu descobri a pouco tempo, mas que tem um custo benefício bem bacana já que tem bloco com 100 folhas a preço bem bacana em algumas lojas. O Montval é uma linha mais estudante, tanto que é 100% celulose e dá pra ver em comparação com os outros a diferença de como o pigmento reage. A textura não é tão forte (algo que eu particularmente não gosto) e dá pra fazer coisas mais delicadas.

A série Moulin du Roy é uma delícia! O satinado tem uma textura maravilhosa, mas já garanto que não é nada fácil domar a tinta nessa folha. Ganhei umas duas para testar e dei uma sofrida nos exercícios (lembra que a tinta seca mais rápido?), e nisso o grana fina já fica bem bacana, pois é quase sem textura e não seca tão rápido quanto ao satinado. Dos que usei, o meu preferido é este verdinho!

Lukas

Lukas 180g Coldpressed

Comprei um bloco desta folha em um curso que fiz na Sala Ilustrada com a Sabrina, pois não tinha papel pra treinar em casa, e na época quebrou meu ganho. A textura dele é bem diferente dos anteriores, a gramatura também é menor, o que faz ele enrugar bem mais dependendo da quantidade de água aplicada. Para quem está começando e quer um papel para treinos, vale sim, mas hoje indicaria mais o Montval pela gramatura e a textura, que me agradaram mais.

Qual é o melhor papel de aquarela?

Quando descobrimos as características dos papéis ficamos bem perdidos e não sabemos qual escolher. Tantas possibilidades, características e marcas, uma doidera. O que tenho pra dizer é o seguinte: experimente! Tente arrumar com pessoas papéis variados, ou se você puder, invista em folhas de marcas e texturas diferentes para testar. Não tem uma MELHOR, tem a que você vai gostar mais de trabalhar e a que você vai mais se adaptar.

Eu demorei pra entender as diferenças das folhas e o que elas causavam no resultado do que faço, mas hoje já sei a folha que tenho que usar para o resultado que eu preciso ou quero atingir.

Espero que com este post eu tenha conseguido explicar um pouco sobre os papéis de aquarela e que vocês tenha ficado com vontade de sair pintando por ai.
Ajudinhas do blog da Kris Efe.