Resenhas

Vício em cinema, gosto por doramas, paixão por animes e aquela quedinha pelo teatro.

Assistir: O Justiceiro (2017)

O Justiceiro – É bruto mesmo!

Sinopse

“Depois de se vingar dos responsáveis pela morte da sua esposa e filhos, Frank Castle (Jon Bernthal) desvenda conspiração mais profunda que submundo do crime em Nova York. Conhecido agora na cidade como Justiceiro, ele precisa descobrir a verdade sobre as injustiças que afetam mais do que apenas sua família.”

O que achei?

Depois da aparição de Frank na série do Demolidor, todo mundo estava esperando ansioso pra saber como seria a série solo do personagem. Eu pelo menos estava querendo muito e a Netflix não desapontou.

A gente já sabia da história de vida sofrida e da busca de vingança que o personagem interpretado por Jon Bernthal trava por aí desde a série do Matt Murdock, mas eles explicam tudo pra quem não viu depois de uma introdução na nova vida que Frank leva. Dá pra ver que ele está desconfortável e ainda cheio de raiva, mas a temporada mostrou o que eu queria ver: evolução. Demora, mas a gente consegue ver a mudança do personagem, ele tentando seguir.

Das séries da Marvel do Netflix com certeza esta ficou entre minhas favoritas. O personagem, apesar de ULTRA violento – sim essa série é de embrulhar o estômago – me fez chorar. Enquanto ele apanhava, eu chorava. Frank consegue, mesmo com a violência toda, fazer a gente se identificar e gostar do personagem. Sentimos pena dele e até arrisco a dizer que dá pra sentir a dor que ele sente. Posso ter visto mais poesia nele do que em muitos personagens delicados? Posso, mas este personagem tá no meu coração.

E vocês, já viram? O que acharam?

Leitura: A Livraria Mágica de Paris | Nina George

A Livraria Mágica de Paris

Paris - Torre Eiffel

Sinopse

“O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta que Perdu não teve coragem de ler. Até um determinado verão o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rua Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos. Sucesso de público e crítica, repleto de momentos deliciosos e salpicado com uma boa dose de aventura, A livraria mágica de Paris é uma carta de amor aos livros perfeito para quem acredita no poder que as histórias têm de influenciar nossas vidas.”

Livro a Livraria Mágica de Paris

O que achei?

Antes da viagem eu estava super procurando algo que me situasse no clima de tudo. Meu Inktober foi sobre a Cidade Luz e eu estava querendo um livro sobre ela também. Na livraria este foi o que vi, com altas recomendações no verso e resolvi arriscar.

O livro tem uma narrativa bem gostosa, a história é cheia de boas passagens e uma lição interessante, mas está longe de ser um livro que eu tenha amado. Fluiu bem a leitura, não empaquei, mas é como se eu tivesse começado uma obra romântica e cheia de delicadeza e em algumas poucas frases Nina George me carregava para “50 Tons de Cinza”. Foram poucas as passagens que isso aconteceu, mas tenho que dizer que me incomodaram um pouco. Sou muito romântica estilo mocinha de filme de princesa, então não esperava.

Apesar disso, a missão de se redescobrir vivo de Perdu me fez bem, em um momento que de certa forma eu precisava de algumas lições daquelas. Se eu fosse o personagem, talvez indicaria o livro para alguém que acabou de perder um ente querido, como um remédio para se redescobrir e ver a vida com olhos mais calmos. Aliás, ele pe passava uma calma gostosa, como se realmente estivesse navegando por um rio.

Citações

“Raro alguém ficar o dia todo rolando em sua sensação de felicidade como um bife na farinha de rosca, não é? A felicidade é tão fugaz. Quanto tempo já ficou feliz sem parar?”

“Não é surpreendente que o amor seja tão físico? O corpo lembra como é tocar alguém enquanto a cabeça recorda de tudo que a pessoa disse.”

“Para amar é preciso muito mais coragem e muito menos expectativa.”

“E, sim, dor de amor é como luto. Porque você more, seu futuro morre e você dentro dele…”

Patches: Comprando em Viagens

Mochila com patches

Depois da minha última viagem em 2014 eu entrei numa de comprar patches pra colocar na minha mochila. Não é muito fácil encontrar essas belezinhas por aqui no Brasil, principalmente temática de lugares, mas nem por isso a gente encontra mais fácil fora. Eu fui querendo comprar um em cada lugar que ia, mas não deu muito certo. Nem na Disney Paris eu consegui achar um bonitinho com princesa pra colocar na mochila – alow Disney, cadê os patches? – mas foi uma questão de procurar um pouco e pude enfeitar a minha mochila.

mochila com patches

Patches de lugares

Em Edimburgo (Escócia) e no Monte Saint Michel (França) eu encontrei alguns com o nome do lugar e preços bem bacaninha – $2/$3 euros – esses foram os mais fáceis, pois em praticamente quase todas as lojinhas de tranqueiras pra turistas tinham eles. A diferença é que nenhum veio com a cola atrás e tive que costurá-los na mochila. Uma mão de obra, mas achei que assim fica mais fácil de tirar e colocar na próxima mochila quando precisar trocar.

patch novo

Patches divertidos

Se tem um lugar que eu apaixonei foi a lojinha de Edimburgo, Pie in the Sky. Eu entrei procurando tintas coloridas pra cabelo e acabei pirando. Eles tinham uma quantidade imensa de patches divertidos, lindos e de todos os tamanhos. Desde temas de cultura pop até livros e ideologias. Os preços eram mais salgadinhos – $6/$12 libras – mas eu escolhi um e foi super fácil de aplicar. Qualidade ótima!

patches
O último que comprei foi na França, em Paris em uma loja que vende coisas militares. Uniformes, botas, boinas, mochilas, tudo que é indumentária de forças armadas e de vários lugares do mundo. Cada parca maravilhosa com bordados que eu namorei lá dentro! Mas o que achei e gostei mesmo foram os patches. Eram vários, com mapas, bandeiras e coisas relacionadas. Eu tive que pegar um pra mim e acabou sendo um que vai me dar forças em caso de apocalipse zumbi.

Vocês também são fãs de patches? Onde vocês grudam?

Onde comprar patches?

Loja militar em Paris – Doursoux Surplus
3 Passage Alexandre – 75015

Loja fofa em Edimburgo – Pie in the Sky
47 Cockburn St, Edinburgh EH1 1BS

Assistir: Anne with an E (2017)

Anne with an E, a série mais fofa de todos os tempos.

Anne de pé na carroça com Matthew segurando seu chapéu, chegando em Green Gable.

A história

“Depois de treze anos sofrendo no sistema de assistência social, a orfã Anne é mandada para morar com uma solteirona e seu irmão. Munida de sua imaginação e de seu intelecto, a pequena Anne vai transformar a vida de sua família adotiva e da cidade que lhe abrigou, lutando pela sua aceitação e pelo seu lugar no mundo.”

De onde veio

A série foi inspirada no livro de 1908, “Anne of Green Gables” de Lucy Maud Montgomery e foi exibida pelo canal CBC, porém atualmente se encontra disponível na Netflix, mas procurando na internet descobri até desenho animado com a personagem.

Anne e Gilbert

O que achei?

Eu acabei de ver esta série e tive que fazer este post. Sei que ele vai ser agendado, mas queria deixar fresca aqui a memória de quem acabou de ver sete episódios lindos, delicados e poéticos.

Anne é uma menina adorável, Amybeth McNulty faz um trabalho magnífico com a personagem que mostra uma inocência com misto de experiência e maturidade devido a suas experiências de vida, ela vai te cativando por sua espontaneidade e carisma. Como ela tem coragem de se achar feia e ainda reclamar daquele cabelo? Nunca saberemos.

Vemos nesta série crianças e idosos vivendo e aprendendo uns com os outros e pra mim esta foi uma das coisas que mais me agradou. Os mais velhos remoem o passado relembrando coisas que poderiam ter sido, amores que podiam ter vivido e os mais novos em busca do novo, do conhecimento e de rumos. Além de acompanhar os aprendizados e dramas de Anne, também acompanhamos um momento de revolução nos ideais sociedade, quando as mulheres começaram a questionar e a querer tomar seus lugares, a querer um trabalho fora ao invés de apenas cuidar da casa. Muitos dos questionamentos da série vem do feminismo e isso é um presente para que assiste.

Acompanhamos as descobertas de Marilla e Matthew, irmãos que não se casaram e que agora começam a se abrir para novos sentimentos. Os dois crescem demais com a chegada de Anne e é lindo vê-los desabrochar e se conhecerem mais. A série trata de bullying, morte, adoção, preconceitos e assuntos mais sérios com a delicadeza de uma brisa e acho que estou liberada pra dar uma de poetiza aqui depois de tanta inspiração.

Eu posso não ser ruiva, nem órfã, mas de um certo jeito Anne me lembrou muito eu mesma, questionadora, lutando pra se encontrar no mundo e cheia de dúvidas sobre si mesma. Certeza também que ela é de câncer, porque chora demais e faz um drama. Em cada lágrima dela, lá estava eu deixando a minha cair do lado de cá. Apaixonada é como eu descreveria Anne. Apaixonada por descobertas, conhecimento, vida, natureza e pessoas que estão ao redor dela.

O melhor episódio

Pra mim com certeza o que Anne acorda de madrugada depois de sua primeira menstruação. Tantos questionamentos, descobertas e visões diferentes. Como era a vida das mulheres na época, como elas tinham que ficar reclusas e não podiam quase conversar sobre o assunto. Tudo um tabu gigantesco.

No final das contas esta série foi um presente. Se você não assistiu ainda, vou te dar mais alguns motivos: a fotografia é de deixar o queixo caído e a abertura… ah a abertura. Suspiro só de ouvir a música.

Frases

“Às vezes, é preciso deixar as pessoas amarem você.”

“A vida é curta demais para ser gasta fomentando animosidade ou remoendo erros.”

“É isso que você precisa decidir: viver uma vida sem arrependimentos.”

“Grandes palavras são necessárias para expressar grandes ideias.”