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Assistir: The Handmaid’s Tale | 2ª Temporada (2018)

A segunda temporada de The Handmaid’s Tale

June com uma mordaça - The Handmaid's Tale
June com uma mordaça.

Sobre a segunda temporada

Vivendo no governo totalitário de Gilead, Offred (Elisabeth Moss) é uma Aia, forçada a viver pelo resto da sua vida com o propósito de procriar para os Comandantes com mulheres inférteis. Nesta apavorante sociedade, Offred precisa navegar entre os Comandantes, suas cruéis esposas, as domésticas Marthas e as próprias Aias – onde qualquer um pode ser um espião em prol de Gilead – com um único objetivo: sobreviver e encontrar sua filha que lhe foi tirada. Porém o que aconteceria neste plano se alguma coisa mudasse na vida de Offred? O instinto materno de June, o amor e os valores de Gilead são colocados à prova em vários momentos nesta nova temporada.

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Aias na chuva.
Aias na chuva.

O que achei?

Apesar de não sair muito do lugar, a segunda temporada me agradou bastante, mas vai ser bem difícil falar algo sem contar alguma coisa da temporada anterior, então sim, cuidado que vai rolar muito spoiler aqui.

Adorei ver June fugindo e indo para um lugar longe da casa dos Waterford. Foi importante pra ver como as pessoas vão se acostumando com tudo aquilo que é ruim e quando se vêem fora, tudo parece insano e errado. Foi importante para a personagem se sentir mais viva e se libertar um pouco de tudo aquilo que estava há tanto tempo nela. Também foi uma boa passagem para aumentar os laços dela e de Nick. Ver os dois juntos e perceber que eles nunca formariam uma família normal era de partir o coração.

Infelizmente June não consegue fugir e parece perder toda a esperança. É quando arrumam um casamento para Nick e uma nova personagem aparece: Eden. Dá pra falar de pedofilia aqui, mas mais que isso a personagem que é delicada, doce e esposa dedicada é uma das mais bravas até hoje demonstradas na série. Ela desafia as regras por algo que ela acredita ser correto. Um soco no estômago das pessoas que vão deixando se levar por medo. Na cena final da personagem todos olham o que está acontecendo pensando que ela é burra, mas no fundo, todos sabem que nela há a coragem que lhes falta.


Aias indo para forca.

Conhecemos mais de Serena, dos motivos que fizeram ela não poder ter filhos e como tudo foi sendo tirado dela aos poucos, transformando ela em uma mulher amarga, mas que no fundo busca seu orgulho. Conhecemos a realidade das colônias com Emily (Alexis Bledel ), entendemos mais da história dda personagem e temos a oportunidade de torcer muito por ela, que já teve tanto retirado da vida. Janine (Madeline Brewer) continua como uma personagem maravilhosa, sensível e que busca naquela insanidade toda um pouco de amor e cuidado. A cena dela segurando a filha e cantando foi de uma delicadeza extrema, relatando muito bem a sociedade de Gilead, carente de amor e carinho.

Esta temporada foi um palco perfeito para Elisabeth Moss (June) arrasar demais. Os episódios que ela praticamente carregou sozinha foram ótimos pra situar a gente no passado da personagem. A cena do parto, foi linda e super elucidante.

Emily nas colônias.
Emily nas colônias.

Sigo torcendo para que a série não se perca e que os rumos comecem a ser melhor construídos. E você? Já viu a segunda temporada?

Assistir: Anne With An E | 2ª Temporada (2018)

Anne With An E e mais uma temporada deliciosa

Anne e Daiana - Anne With an E

Sobre a segunda temporada

Dois hóspedes de Green Gables podem estar aprontando alguma coisa muito estranha. Enquanto isso Anne se questiona sobre seu papel no mundo e qual profissão deve seguir. Uma nova professora aparece na escola depois de muitas mudanças, mas ela é certa para ensinar as crianças dali? Enquanto a cidade vive e passa por mudanças, Gilbert vai trabalhar em navios e conhecer um grande amigo e novos lugares que vão transformá-lo.

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A nova professora - Anne with an E

O que achei?

Assistir cada episódio de Anne é como andar de manhã entre árvores com raios de sol brilhando entre galhos com uma leve brisa batendo no rosto. A série traz temas tão atuais, e talvez polêmicos, de uma maneira tão doce que faz suspirar.

Na segunda temporada temos uma Anne questionadora sobre o futuro, sobre escolhas e sobre quem ela é. Ela tenta encontrar naquele lugar uma resposta para o que ela será, já que parece que tudo é tão distante e não possível em sua pequena fazenda. Green Gables começa a se fazer pequena para nossa querida Anne, sem ela se dar conta.

O melhor episódio para mim é o da festa. Alí temos dois personagens, Anne e Cole, se descobrindo, vendo possibilidades e abrindo os braços pro que pode acontecer com eles. E além deles Diana, grande amiga de Anne, mas que ainda carrega toda tradição e conservadorismo da pequena fazenda que vive. É nítido o desconforto perante vários questionamentos que ela sofre e como ela começa a se diferenciar de todos ali. Um episódio cheio de sutilezas, com figurinos e cenários maravilhosos.

Com a chegada de Sebastian, grande amigo de Gilbert, começamos também a ter ótimas cenas e questionamentos sobre preconceito racial. Alí cabe tantos temas atuais que é até difícil falar todos!

Uma série tão doce que trata sobre homofobia, xenofobia, preconceito racial, feminismo, misoginia e auto-aceitação de uma maneira tão poética merece cada minuto de atenção. Ainda bem que a Netflix atendeu ao chamado de todos os fãs e disse que vamos ter uma terceira temporada. Queremos ver Anne se tornar uma mulher maravilhosa Netflix!

Se você ainda não viu esta série, indico começar agora.

Sebastian

Assistir: The Handmaid’s Tale – 1ª (2017)

A distopia impressionante de The Handmaid’s Tale

Qual a história?

“Em um futuro próximo, as taxas de fertilidade caem em todo o mundo por conta da poluição e de doenças sexualmente transmissíveis. Em meio ao caos, o governo totalitário da República de Gileade, uma teonomia cristã, domina o que um dia foi o território dos Estados Unidos, em meio a uma guerra civil ainda em curso.A sociedade é organizada por líderes sedentos por poder ao longo de um regime novo, militarizado, hierárquico e fanático, com novas castas sociais, nas quais as mulheres são brutalmente subjugadas e, por lei, não têm permissão para trabalhar, possuir propriedades, controlar dinheiro ou até mesmo ler. A infertilidade mundial resultou no recrutamento das poucas mulheres fecundas remanescentes em Gileade, chamadas de “servas” (Handmaid), de acordo com uma interpretação extremista dos contos bíblicos. Elas são designadas para as casas da elite governante, onde devem se submeter a estupros ritualizados com seus mestres masculinos para engravidar e ter filhos para aqueles homens e suas respectivas esposas.”

Leia também: Anne with an E, a série mais fofa de todos os tempos.

Madeline BrewerMadeline Brewer, maravilhosa.

O Conto da Aia

A série foi feita com base no livro da canadense Margaret Atwood, publicado em 1985. Ganhou prêmios, como o Prêmio Arthur C. Clarke em 1987, foi nomeado para outros e já foi um filme e uma ópera.

Alexis BledelAlexis Bledel

O que achei?

Quando ouvi falar deste série eu fiquei muito receosa em assistir, pois morro de medo de filmes de terror, e a fotografia da série juntamente com os comentários que eu ouvia me embasavam para achar que se tratava de uma série cheia de sustos e medos. Eu não estava errada, mas bastou assistir o primeiro episódio para entender que o terror estava em outra coisa. Não no sangue, pedaços amputados ou mortes, mas no terror psicológico que a personagem principal e as outras aias sofrem.

Não sei se homens conseguem assistir The Handmaid’s Tale e sentir todo o terror que uma mulher sente. Pensar em tanta regressão depois de tão recentes vitórias dá nojo, asco, medo, um nervoso que brota episódio a episódio. Acompanhamos por meio de flashbacks como as mulheres foram gradativamente perdendo suas conquistas e como tudo foi mudando ao pouco enquanto todos se calavam. Talvez o que mais assusta na série é pensar que o que está ali é possível.

Yvonne StrzechowskiYvonne Strzechowski

As atuações são esplêndidas, e não por acaso a série ganhou o Globo de Ouro de Melhor Série Dramática em 2018 e Melhor Atriz para Elisabeth Moss, que dá um show na pele de June. Ela consegue passar apenas com os olhos a linha tênue entre a insanidade e a raiva que a personagem apresenta, sempre a um passo de perder o controle.

Com personagens complexas, cheias de nuances e fortes, cada uma de seu jeito, The Handmaid’s Tale fala sobre as bençãos e os dramas de ser mulher, e principalmente sobre sororidade. Atrizes maravilhosas fazem parte do elenco como: Yvonne Strzechowski (Serena), Alexis Bledel (Ofglen), Samira Wiley (Moira) e Ann Dowd (Tia Lydia).

General de costas e uma multidão de homens sentados.O patriarcado

Outras características que dão um show a parte são fotografia e trilha sonora. Com músicas conhecidas e letras se encaixando perfeitamente com os acontecimentos, tomadas maravilhosas e cores que dão o tom para as cenas, a série é um prato cheio para quem gosta de cinema.

Se você assistiu a primeira temporada, indico fortemente o podcast sobre a série gravado pelas maravilhosas mulheres do Mamilos. Elas conversam n~;ao somente sobre a série, mas sobre os acontecimentos distópicos. Você pode acabar o podcast concordando com o comandante de Gileade. É só clicar aqui ou então ouvir no seu Spotify.

Se você ainda não assistiu. Pare tudo que está fazendo e entenda porque esta série está sendo tão comentada.
A segunda temporada está quase no fim e logo devo falar dela por aqui.

Assistir: O Justiceiro (2017)

O Justiceiro – É bruto mesmo!

Sinopse

“Depois de se vingar dos responsáveis pela morte da sua esposa e filhos, Frank Castle (Jon Bernthal) desvenda conspiração mais profunda que submundo do crime em Nova York. Conhecido agora na cidade como Justiceiro, ele precisa descobrir a verdade sobre as injustiças que afetam mais do que apenas sua família.”

O que achei?

Depois da aparição de Frank na série do Demolidor, todo mundo estava esperando ansioso pra saber como seria a série solo do personagem. Eu pelo menos estava querendo muito e a Netflix não desapontou.

A gente já sabia da história de vida sofrida e da busca de vingança que o personagem interpretado por Jon Bernthal trava por aí desde a série do Matt Murdock, mas eles explicam tudo pra quem não viu depois de uma introdução na nova vida que Frank leva. Dá pra ver que ele está desconfortável e ainda cheio de raiva, mas a temporada mostrou o que eu queria ver: evolução. Demora, mas a gente consegue ver a mudança do personagem, ele tentando seguir.

Das séries da Marvel do Netflix com certeza esta ficou entre minhas favoritas. O personagem, apesar de ULTRA violento – sim essa série é de embrulhar o estômago – me fez chorar. Enquanto ele apanhava, eu chorava. Frank consegue, mesmo com a violência toda, fazer a gente se identificar e gostar do personagem. Sentimos pena dele e até arrisco a dizer que dá pra sentir a dor que ele sente. Posso ter visto mais poesia nele do que em muitos personagens delicados? Posso, mas este personagem tá no meu coração.

E vocês, já viram? O que acharam?