Séries

Resenhas de séries de TV ou de programas de streaming.

Assistir: Anne with an E (2017)

Anne with an E, a série mais fofa de todos os tempos.

Anne de pé na carroça com Matthew segurando seu chapéu, chegando em Green Gable.

A história

“Depois de treze anos sofrendo no sistema de assistência social, a orfã Anne é mandada para morar com uma solteirona e seu irmão. Munida de sua imaginação e de seu intelecto, a pequena Anne vai transformar a vida de sua família adotiva e da cidade que lhe abrigou, lutando pela sua aceitação e pelo seu lugar no mundo.”

De onde veio

A série foi inspirada no livro de 1908, “Anne of Green Gables” de Lucy Maud Montgomery e foi exibida pelo canal CBC, porém atualmente se encontra disponível na Netflix, mas procurando na internet descobri até desenho animado com a personagem.

Anne e Gilbert

O que achei?

Eu acabei de ver esta série e tive que fazer este post. Sei que ele vai ser agendado, mas queria deixar fresca aqui a memória de quem acabou de ver sete episódios lindos, delicados e poéticos.

Anne é uma menina adorável, Amybeth McNulty faz um trabalho magnífico com a personagem que mostra uma inocência com misto de experiência e maturidade devido a suas experiências de vida, ela vai te cativando por sua espontaneidade e carisma. Como ela tem coragem de se achar feia e ainda reclamar daquele cabelo? Nunca saberemos.

Vemos nesta série crianças e idosos vivendo e aprendendo uns com os outros e pra mim esta foi uma das coisas que mais me agradou. Os mais velhos remoem o passado relembrando coisas que poderiam ter sido, amores que podiam ter vivido e os mais novos em busca do novo, do conhecimento e de rumos. Além de acompanhar os aprendizados e dramas de Anne, também acompanhamos um momento de revolução nos ideais sociedade, quando as mulheres começaram a questionar e a querer tomar seus lugares, a querer um trabalho fora ao invés de apenas cuidar da casa. Muitos dos questionamentos da série vem do feminismo e isso é um presente para que assiste.

Acompanhamos as descobertas de Marilla e Matthew, irmãos que não se casaram e que agora começam a se abrir para novos sentimentos. Os dois crescem demais com a chegada de Anne e é lindo vê-los desabrochar e se conhecerem mais. A série trata de bullying, morte, adoção, preconceitos e assuntos mais sérios com a delicadeza de uma brisa e acho que estou liberada pra dar uma de poetiza aqui depois de tanta inspiração.

Eu posso não ser ruiva, nem órfã, mas de um certo jeito Anne me lembrou muito eu mesma, questionadora, lutando pra se encontrar no mundo e cheia de dúvidas sobre si mesma. Certeza também que ela é de câncer, porque chora demais e faz um drama. Em cada lágrima dela, lá estava eu deixando a minha cair do lado de cá. Apaixonada é como eu descreveria Anne. Apaixonada por descobertas, conhecimento, vida, natureza e pessoas que estão ao redor dela.

O melhor episódio

Pra mim com certeza o que Anne acorda de madrugada depois de sua primeira menstruação. Tantos questionamentos, descobertas e visões diferentes. Como era a vida das mulheres na época, como elas tinham que ficar reclusas e não podiam quase conversar sobre o assunto. Tudo um tabu gigantesco.

No final das contas esta série foi um presente. Se você não assistiu ainda, vou te dar mais alguns motivos: a fotografia é de deixar o queixo caído e a abertura… ah a abertura. Suspiro só de ouvir a música.

Frases

“Às vezes, é preciso deixar as pessoas amarem você.”

“A vida é curta demais para ser gasta fomentando animosidade ou remoendo erros.”

“É isso que você precisa decidir: viver uma vida sem arrependimentos.”

“Grandes palavras são necessárias para expressar grandes ideias.”

Assistir: Os Defensores (2017)

Os Defensores na Netflix

Os defensores juntos na foto

Sinopse

Os Defensores é uma série americana criada para Netflix, baseada na equipe homônima da Marvel Comics. Ela está situada no Universo Cinematográfico Marvel, compartilhando a continuidade com os filmes da franquia e é a conclusão de uma série de shows feitas pela Marvel e Netflix.

O que achei

Quando a história já começa com o Punho de Ferro sendo quase um “principal” de toda a história eu já fiquei meio chateada. Ele foi, pra mim, um dos piores heróis da Marvel até hoje, felizmente o roteiro foi melhorando com o pano de fundo principal sendo o do Matt, tentando se encontrar no mundo dos heróis, o eterno dilema do “sou não sou” e “minha religião não permite”.

Acho que esse dilema dele poderia ter sido bem mais explorado, teria deixado a temporada mais densa e com mais conteúdo, mas não sei se isso deixaria a história muito mais cheia de coisa e tinham poucos episódios.

Luke, Jessica e Matt rindo no metro
Gostei muito da participação da Sigourney Weaver, foi uma surpresa e os figurinos dela estavam muito condizentes com a personagem.

Também foi bacana a reviravolta toda da história, as cenas de luta (ok, aquela da Jessica entrando e atropelando ficou meio estranha) e no geral eu gostei bastante. Pra mim a ordem ficou assim: Demolidor> Jéssica Jones > Os Defensores > Luke Cage > Punho de Ferro.

E vocês, assistiram? O que acharam?

Os quatro conversam em uma mesa

Assistir: Girlboss (2017)

Girlboss, a série.

girlboss

Sinopse

“Sophia Amoruso é uma garota que vive na pindaíba e pulando de emprego em emprego. Um dia ela vende uma roupa que achou em um brechó pela internet, faz um bom dinheiro com isso e resolve abrir um negócio próprio. A história é baseada no livro da própria Sophia e no livro com o mesmo nome da série porém depois da primeira temporada ela já foi cancelada pela Netflix.”

O que achei?

Fui com bastante cede ao pote quando comecei a ver esta série, afinal uma mulher empreendedora que começou aos poucos seu sucesso é algo que seria ótimo para quem sabe me inspirar e até me espelhar, mas estava bem enganada.

A série leva uma pegada meio comédia trágica e escrachada com cenas de Sophia roubando coisas, sendo totalmente egoísta com amigos e isso foi me incomodando de um tanto que peguei antipatia pela personagem.

Não entendi o que demais aquela pessoa teve pra que resolvessem gravar uma temporada inteira mostrando como ela foi péssima com pessoas queridas ao redor dela e como ela foi construindo seu império – que hoje não existe mais – em cima disso. Talvez se eu ler o livro eu conheça uma nova Sophia, um pouco mais madura e preocupada com os outros, mas depois da série eu tenho muitos outros livros pra ler na frente.

Conheço algumas pessoas que adoraram a série, mas fico feliz de viver em um mundo em que “Girlboss” é cancelada e “Anne With an E” vai ter segunda temporada.


No final das contas as únicas coisas que gostei da série foram a jaqueta que ela vende no começo e um pouco da trilha sonora.

Assistir: 3% (2016)

3% – Três por cento, série brasileira no Netflix

Três por cento, série brasileira no Netflix, escrito em um fundo cinza.

Sinopse

“Em um futuro pós-apocalíptico não muito distante, o planeta é um lugar devastado. O Continente é uma região do Brasil miserável, decadente e escassa de recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá. ” Sinopse de 3% por AdoroCinema.

O que achei?

Eu já conhecia a história da série, pois no tempo que eu estava na faculdade eu fazia parte de um podcast com amigos – o saudoso Séries no Ônibus – e tivemos a oportunidade de entrevistar os criadores (sim, foi demais!). Hoje não lembro de muita coisa – foi em 2011! – mas todos havíamos gostado muito do piloto que estava na internet e torcíamos para que ela fosse pra frente. E não é que foi?

A primeira série brasileira no Netflix vem com tudo na ficção e jogando muitas coisas que ocorrem hoje no mundo na nossa cara, talvez de uma maneira caricata e mais exagerada, mas nada que George Orwell não tenha feito um dia na vida.

Começamos a entender o processo seletivo para entrar no Lado de Lá e as motivações dos personagens aos poucos, assim como suas personalidades. É bem interessante a maneira que isso foi sendo construído e como muitas vezes somos surpreendidos. Aos poucos máscaras vão caindo e conseguimos nos aproximar mais de alguns personagens.

Alguns efeitos especiais podiam ser melhorados? Acho que sim, pois são bem poucos, mas a maneira como conseguiram apresentar as diferenças e as locações eu gostei bastante. No geral, a série faz você ficar grudado na cadeira, te entretêm, mas sem nenhuma grande novidade. O feijão com arroz que empolga e faz a gente querer uma segunda temporada.

Quero destacar aqui uma parte que eu adorei: o design dos figurinos e de alguns objetos. Afinal, designer que é designer presta atenção nessas coisas.

E vocês assistiram? Que acharam? Conta aí pra mim nos comentários!