Séries

Resenhas de séries de TV ou de programas de streaming.

Assistir: Gilmore Girls

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Gilmore Girls é uma aclamada série do canal americano CW e ganhou popularidade mundial no começo dos anos 2000. Criada por Amy Sherman-Palladino e estrelada por Lauren Graham e Alexis Bledel, o seriado é exibido no Brasil pelo canal Warner Channel na TV paga. A série estreou em 5 de outubro de 2000 e terminou em 15 de Maio de 2007 na sua sétima temporada no canal The CW. Wikipédia

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É um modo de vida. É uma religião.

Há uns oito anos atrás, ou mais, uma grande amiga me indicou Gilmore Girls, e lá fui eu devorar sete temporadas de falas rápidas, romances, trapalhadas e muito café de Lorelai e Rory. De cara foi uma paixão incrível e devorei as temporadas como se não houvesse amanhã. Ai vem o Netflix e faz o favor de trazer todas as temporadas de volta, com direto ainda a fazer mais quatro episódios de revival da série, como eu fiquei no meio de tanta coisa linda? Eu revi todas as temporadas e estou aqui ansiosamente esperando dia 25 de novembro como se não houvesse amanhã.

Então, caso você tenha ouvido falar muito sobre Gilmore Girls, mas não sabe ainda se assiste, vim aqui te dar alguns motivos:

Romance


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Eu sou dessas pessoinhas melosas e românticas, por isso a série me ganhou de cara, pois ao longo das sete temporadas acompanhamos vários relacionamento de Lorelai e Rory, alguns meio atrapalhados, elas tem muito que aprender com relacionamentos, mas quem sabe pra nova temporada, 16 anos depois a coisa não tenha melhorado, né não?

Humor


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Piadinhas e falas rápidas e ácidas, situações constrangedoras pra você se divertir de maneira bem gostosa. A série em geral leva os assuntos de maneira bem leve, deixando ela bem interessante de se assistir depois de um dia cansativo de trabalho. Sookie, Michel e especialmente Kirk são personagens que me fazem dar muitas gargalhadas.

Referências


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Meus livros parecem tristes. Livros podem parecer tristes?

Rory é uma viciada em livros. Lorelai uma apreciadora de cinema. Lane, melhor amiga de Rory, uma especialista em música. Em todos os episódios temos referências a filmes, livros, seriados e bandas, dá pra ficar maluco depois de cada episódio pesquisando tudo que foi falado. Existe até o The Rory Gilmore Reading Challenge (Desafio de Leitura de Rory Gilmore), no qual a pessoa deve ler todos os livros citados na série, nada mais nada menos que 339 obras.

Mulheres Fortes


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Lorelai fica grávida quando adolescente e sai da casa dos pais, uma família muito tradicional e com muitos recursos, para construir sua própria vida em uma cidadezinha no interior de Connecticut. Lá ela cria a filha, Rory, faz sua faculdade, e ao longo das temporadas vemos ela abrir o próprio negócio com a amiga, Sookie. As mulheres Gilmore estão sempre lutando pelo que querem, Rory sempre mostra como quer ser independente e não deixa homem nenhum atrapalhar seu futuro, ok, ela dá um deslise com Mitchel Huntzberger, mas a coisa volta logo ao seu rumo. Além disso o feminismo sempre aparece de forma rápida, mas sempre presente na série e eu só percebi isso da segunda vez que assisti.

Eu não consigo achar uma temporada ruim, tudo corre como tem que correr, começamos com Rory entrando em uma escola muito boa, para conseguir chegar a Harvard e terminamos na sétima temporada com ela se formando na faculdade, acompanhamos toda esta fase da vida dela. Enquanto isso, Lorelai dava um jeito em tudo pra que a filha chegasse onde ela sonhava e procurava um amor que se somasse a ela. Mais que uma série de diálogos rápidos, Gilmore Girls é uma série de mulheres buscando seus sonhos, com caminhos certos ou não, elas chegam lá, assim como nós.

Ficou com vontade? Aproveite então esta playlist delícia da Warner com as músicas mais queridas da série, entre elas a abertura de Carole King, “Where You Lead”.

Se você já assistiu, já é fã, só tenho uma coisa pra te falar:

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Assistir: That ’70s Show

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“That ’70s Show é uma série de televisão norte-americana exibida entre os anos de 1998 e 2006, contando a história de seis jovens que vivem na cidade fictícia de Point Place, subúrbio de Green Bay, Wisconsin, durante a década de 1970.”

O noivo vivia falando da gente assistir esta série, que ele via com os amigos na república na época da faculdade e tudo mais. Como os episódios são curtos (uma média de 22 minutos cada), começamos a detonar os 200 que estão disponíveis em 8 temporadas no Netflix (até a data deste post).

A série cheia de comédia e algumas coisas meio nonsenses conquistou meu coração nos primeiros episódios e logo estava adorando o romance de Donna (Laura Prepon, a Alex de “Orange is the New Black”) e Eric (Topher Grace, o Venom de Homem-Aranha 3), rindo das besteiras de Michael (Ashton Kutcher) e adorando o jeito rabugento de Hyde (Danny Masterson). Além de bem divertida a série apresenta referência a várias coisas dos anos 70, desde músicas, até a paixão de Eric por Star Wars, que estava sendo lançado na época.

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As primeiras temporadas são super engraçadas, mas depois de um certo momento as coisas vão ficando forçadas. Não sei se são os vinte e tantos episódios de cada temporada que me deram esta impressão, mas quando trocam a atriz que interpreta a irmã de Eric, Laurie Forman, de Lisa Robin para Christina Moore eu já achei que algo ia mal. A oitava temporada perde totalmente sentido, sem Eric Forman e sem Michael a coisa desanda e sofremos pra terminar a temporada.

Apesar disso o programa mostra discussões legais como o começo da conquista das mulheres no mercado de trabalho, sendo Donna uma personagem bem feminista e retrucando todo machismo que aparece. Muitas piadas com estrangeiros, geralmente de Jackie (Mila Kunis) para o engraçadíssimo Fez (Wilmer Valderrama), me deixaram meio irritada e não entendi se estavam alí para cutucar o preconceito dos norte-americanos com pessoas que vem de outros países ou eram pra ser engraçadas.

A música de abertura fala tudo que você precisa saber sobre a série, mesmo lugar, mesmas coisas pra fazer sempre e o que estes jovens fazem numa cidade pequena pra se divertir.

“That ’70s Show” está longe de ser a melhor série de comédia que eu assisti, mas para acompanhar aqueles momentos que você quer ligar a TV e ver alguma coisa, cobre facilmente. Um adendo aqui pra risada mais gostosa que eu já ouvi, Debra Jo Rupp, que interpreta a mãe do Eric, está de parabéns.

E vocês, alguém aqui já assistiu? O que acharam?

Assistir: Jessica Jones – 1ª Temporada (2015)

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Criação de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos, a personagem de Jessica Jones surgiu nos quadrinhos em 2001 na série Marvel Alias que teve 28 edições. Nesta HQ ela se torna uma investigadora particular depois de se aposentar como heroína. Algumas diferenças existem ainda do quadrinho para a série do Netflix, porém tanto na série quanto nos quadrinhos, os super poderes que ela apresenta surgiram depois de um acidente de carro, mas ainda saberemos mais sobre isso na segunda temporada (será?).

Nesta primeira temporada descobrimos quem é Jessica (Krysten Ritter), quais os poderes que ela tem e até um pouco do seu passado, mostrando uma relação extremamente abusiva que deixou traumas permanentes no psicológico dela. O que me fez gostar da série foi a mistura entre ação e investigação, afinal, como uma investigadora muito boa no que faz, Jones faz o melhor estilo “Sherlock” dos personagens da Marvel. Fora que o vilão, Kill Grave (interpretado maravilhosamente por David Tennant) é daqueles que você só pensa “como ela vai se livrar deste cara?”, já que ele tem o poder de mandar qualquer pessoa fazer qualquer coisa, e elas obedecem como em um transe hipnótico.

jessica_jones_1Jessica dos quadrinhos, quem viu essa roupa na série?

Além das “tretas” ainda acompanhamos os dramas pessoais da personagem com sua amiga Patsy (Rachael Taylor), que também tem um passado bem conturbado com a mãe, e o romance com Luke Cage (Mike Colter). Como um easter egg ainda temos a participação de Claire Temple (Rosario Dawson), que faz uma enfermeira na série Demolidor .

A série é muito boa e terminamos ela muito rápido aqui em casa, mais alguém devorou esta série? O que vocês acharam?

Assistir: Demolidor – 1ª Temporada (2015)

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Rating: ★★★★★ Matthew Michael Murdock (Charlie Cox) é um jovem atleta e excelente aluno. Ainda na adolescência, um acidente envolvendo um caminhão que carregava lixos tóxicos o deixou cego e fez com que ele desenvolvesse vários sentidos. Quando Matt decide vestir o uniforme e adotar o nome “Demolidor” (Daredevil), leva uma vida dupla: é advogado durante o dia, e, à noite, protege as ruas de Hell’s Kitchen, seu bairro em Nova York.

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Quando você começa a assistir esta série criada por Drew Goddard, você logo se depara com uma abertura vermelha e cheia de líquido esparramando por prédios e estátuas, preste bem atenção pois isso indica tudo que você vai ver na série: porrada, sangue, violência e uma ótima história. Vamos acompanhando a evolução de um personagem meio perdido e confuso entre suas ações e seus valores religiosos durante os episódios, que não fazem muita questão em ficar te explicando o que ele faz e como faz, a graça é ir descobrindo aos poucos. Eu achei que Charlie Cox deixa um pouco a desejar no papel de um cara cego, mas se a gente parar pra pensar que ele vê de uma outra maneira, até passa.

Apesar de gostar do Matthew, meu personagem predileto é o Foggy (Elden Henson), por ser tão determinado, leal e corajoso com o que ele tem. E vocês?
A primeira temporada não te dá folga e você devora os 13 episódios como se não houvesse amanhã e agora é aguardar a próxima e torcer pra ser tão boa quanto.