Viagens e Passeios

Passeios gostosos, viagens inesquecíveis, eventos divertidos e muita coisa bacana pra fazer e conhecer.

Sim, Férias!

Ah… as tão esperadas férias. Depois de um ano de doideras, TCC, trabalhos e estágio e vou para umas merecidas férias. Fui convidada gentilmente para passar uns dias em Florianopolis com meus tios e primos então, LÁ VOU EU!

Sei que o blog está em boas mãos com a Ana, o Gabriel e o Vinícius e eu estou deixando posts agendadinhos pra vocês não ficarem sem Caderninhos e tudo mais.

Até onde vai?

Criança adulta
Quando eu era pequena eu adorava assistir filmes da Sessão da Tarde. Adorava os filmes de luta com Van Dame e Stallone, via Rambo, Robocop, Exterminador do Futuro, Lagoa Azul, Garotos Perdidos, meu primeiro filme de vampiro… hoje eu acompanho o que se passa na mesma Sessão da Tarde todos os dias, e posso afirmar 90% dos filmes são com animais, 95% são com crianças e 100% são frouxos. Me desculpem, mas eu, assistindo todos esses filmes de tarde não me tornei uma pessoa pior por isso.

Hoje em dia está havendo uma super proteção das crianças. Mas eu me pergunto, que super proteção é essa que “quer que crianças sejam crianças”, mas ao mesmo tempo proíbe de assistir um filme 1000 vezes mais legal, de ler um livro e valoriza um crescimento mais rápido delas?

Fui a um shopping na cidade de Santos mês passado e não só eu, mas mãe, irmão, namorado, todos ficamos pasmos ao ver meninas de 12/13 anos, meninas que não tem nem corpo formado ainda, usando roupas de executiva, saltos altíssimos e bolsas caras. Ou então meninas no banheiro trocando band-aid da Pucca pra colocarem no pé que estava sendo massacrado pelo salto. Cadê a infância que tanto querem proteger? Pra mim ela não existe mais.

Criança AdultaAcho que com essa proibição, leis etc só serve para deixar a criança/adolescente mais ansioso e mais interessado naquilo. Será que todos já se esqueceram do que é ser criança? Que tudo que não podia era mais legal? Quando eu tinha 12 anos eu era mais inocente do que qualquer menina de 10 nos dias de hoje. Só pensava em brincar de boneca, massinha, carrinho com meu irmão. Hoje meninas de 12 anos usam salto e passam batom. “Mas os tempos são outros”… OK. Concordo que tudo mudou, que as crianças ficam “grandes” mais cedo, mas se é assim, parem de proteger uma infância que não existe mais. Pra que tirar filmes como “10 Coisas que Odeio em Você” da sessão da tarde, ou picotá-lo inteirinho tirando qualquer parte que remeta ao tema sexo, sendo que comecei a ter aula de educação sexual na 6ª série porque a cada dia que passa meninas ficam grávidas mais cedo?

O que me marcou foi essa notícia do G1 de sexta-feira. Pais pediram o recolhimento do livro de Loyola Brandão das escolas porque acharam a ‘linguagem inapropriada’. Nota, este livro vai para “crianças” do ensino médio. Alguém explica pra esses pais que “Sagarana”, “Noite na Taverna”, “Iracema” ou qualquer outro livro brasileiro, muitas vezes obrigatório para vestibulares, tem também partes eróticas ou que remetem ao tema sexo? No segundo livro tem até caso de NECROFILIA e ninguém nunca sequer deu a menor importância pra isso! Claro, você acha que seu filhinho de 16 anos não fala palavrão e não sabe pra que que aquilo serve, né? Aham cháudia, senta lá!

E você acha que aquele livrinho que você deu de natal é inocente?“Gossip Girls” ou “Crepúsculo” também é inocente, né? Ah, que que tem o livro ser cheio de drogas, bebida, gente esnobe e sexo, ótimas referências para qualquer pessoa. E Edward acordar com o quarto todo detonado e com a Bela toda machucada? Vai ver eles brincaram de “pique-esconde”. Mas eu e muitos outros, incluindo seus filhos, vão concordar que foi mais um “pega-pega”.

Acho que uma pessoa que foi REALMENTE educada com valores, ideais e conceitos corretos nunca vai se deixar influenciar por qualquer livro/filme/conto/whatever que ela for ler ou assistir. Os problema de hoje são os pais ausentes que cada vez mais dão liberdade aos filhos, e esses vão ficando sem controle, então esperam que as leis cuidem dos filhos deles enquanto eles saem de casa.

Mas será que ainda tem jeito de concertar isso?

NDesign Imersão 2010

Ah, o NDesign… uma experiência única na vida de qualquer designer ou pessoa que esteja por lá. Devo dizer que fiquei cansada demais, passei um frio “do peru”, como diz minha mãe, mas que foi muito bom poder conhecer gente nova, explorar mais a bela e maravilhosa Curitiba e ainda por cima aprimorar, adquirir e compartilhar conhecimento com pessoas do Brasil todo. Foram sete dias de muita fila, conhecimento e design sendo respirado pelos corredores. É muito bom ver que tem bastante gente interessada nas mesmas coisas que nós e até gente mais esquisita que a gente hahaha. Mas vamos à um resuminho do que se passou por lá.

Primeiro dia – Feirinha do Largo da Ordem, que tinha muita coisa diferente do que costumo ver em feirinhas, achei super divertido, menos meu bolso, e além disso credenciamento para o evento, todos devidamente etiquetados.

Ndesign

Segundo dia – Turismo louco e frenético por Curitiba. Jardim Botânico, Ópera de Arame, Unilivre, Torre Panorâmica e Parque Tanguá. Fotos lindas, e único dia de Sol pra nós.

Curitiba - Jardim Botânico

Terceiro dia – O primeiro dia realmente de evento, com direto a muita confusão, filas, uma oficina de cinema com uma galerinha gente boa de Goiânia e festa do rock, que teve pouco rock quando estive lá.

NDesign - Oficina Cinema

Quarto dia – Identiffiquei-me com a galera do Caligraffiti. Ótima oficina! De noite: debates complexos que deram nó na minha cabeça.

Identiffique-se

Quinto dia – Go Motion! Oficina com a galera do Caligraffiti de novo, com direito a criação de roteiro e eu na máquina fotográfica (que quebrei nesse dia =( ). De noite, debate e festa da internet. Entre as músicas que tocavam “They’re taking the hobbits to Isengard” e “Tônico com Guaraná”, a melhor festa na minha opinião.

Festa Internet - NDesign

Sexto dia – Segundo dia de Go Motion, pé na lama do alojamento, frio, chuva e muito trabalho pro vídeo ficar bem legal!

Go Motion - Caligraffiti

Sétimo dia – Eu dormindo pelos corredores, apresentação da Thay e gripe das bravas que me deixou de cama no hotel.

NDesign

Oitavo dia – Um dia inteiro de viagem e finalmente em casa!

Show Aerosmith São Paulo 2010

Bem, eu não fui ao show, mas uma super amiga minha foi e pedi que ela fizesse uma resenha pros fãs que não puderam comparecer. Então apresento a todos, minha amiga Tábata Gaza.


Alguém de vocês já realizou um sonho algum dia? Pois então vocês sabem o que é aquele friozinho na barriga, as mãos trêmulas, as noites mal dormidas e a ansiedade fora do normal que antecede o grande momento. E sabem também exatamente o que eu senti no último sábado (29 de maio), durante o show do Aerosmith, no Palestra Itália em São Paulo.

Como fã com direito a tatoo no pescoço referente à banda, vou fazer um relato mais do que apaixonado e descaradamente “tiético” do que foi a apresentação que praticamente lotou o estádio do Palmeiras e alucinou milhares de pessoas que esperavam desde 2007 pela nova turnê da banda na América do Sul.

Logo depois do Cachorro Grande, banda gaúcha encarregada de abrir o espetáculo, uma bandeira enorme, vermelha e azul, com um símbolo branco do Aero, cobriu todo o palco e, depois de 12 longas horas de espera (contando a viagem de Poços-MG até São Paulo), exatamente às 21:38 (no meu relógio!), eu ouvi uma palavrinha que não vou esquecer nunca mais: “Oi”, dito pelo Steven Tyler, um pouco antes de começar a tocar uma música do Bob Dylan.

Na mesma hora, o palco todo se acendeu e um efeito de luzes maravilhoso começou a aparecer por trás da bandeirona. O som da bateria do Joey Kramer começou a encher todo o lugar e, de repente, a banda surgiu, tocando Eat the Rich, que não é uma das minhas músicas favoritas, mas que ficou maravilhosa ao vivo.

Depois disso foram exatas 2 horas de pura boa música e emoção à flor da pele! Mesmo com 62 anos, Tyler mostrou uma energia que faz muito mulequinho dessas bandas novas morrerem de vergonha e provou que sua voz continua como sempre: impecável. Isso sem mencionar o monstro Joe Perry que faz o que quer com a guitarra e deixou todo mundo boquiaberto o tempo inteiro.

Apesar de gostar muito de Crazy e Cryin´, e estar esperando desesperadamente por essas duas músicas, nada foi tão emocionante quanto ouvir o Palestra inteiro cantando What it takes, sem os instrumentos, acompanhado apenas pelo Steven. Me arrepiei inteira nessa hora e tenho certeza que a maioria das pessoas que estavam lá sentiram a mesma coisa. Foi simplesmente fantástico!

Além disso, eles ainda tocaram dois blues, Stop messing around e Baby, please don´t go, do novo CD- Honkin´ on Bobo ( que é excelente pra quem gosta do gênero e eu, particularmente, recomendo “The grind”, que é simplesmente perfeita) e todos os outros clássicos como Dream on, Love in the elevator, Falling in Love e Living on the Edge.Todas sensacionais, é claro.

E, para terminar, depois de deixar a todos estarrecidos com a performance perfeita, eles ainda voltaram ao palco para cantarem mais duas músicas: Walk this way e Toys in the Attic, que encerraram a noite.

Para mim, foi um dia que eu sempre sonhei em viver. Ver o Tyler ali ( não tão pertinho, porque eu fiquei na arquibancada) no mesmo lugar que eu, conversando o tempo todo com o público e com uma bandeira do Brasil no palco foi excepcional! E, para quem perdeu, fica pelo menos o relato…e um gostinho de quero mais, viu?! Quem sabe na próxima turnê??

Fotos por G1 e Tábata Gaza.