Vida Real

Alô, alô, planeta Terra chamando! Este é o diário de bordo da blogueira que vos escreve.

E aí que eu voltei de viagem

Giverny - viagem França

Quem me segue em algumas redes sociais percebeu que eu dei uma viajada por esses tempos, mas eu não tinha contado nada por aqui, então vamos atualizar a situação, afinal, eu adoro contar as coisas aqui no blog!

Começamos planejando

No começo do ano o noivo aproveitou uma possibilidade dada pela empresa que ele trabalha e resolveu que iria fazer um intercâmbio. Seriam nove semanas estudando inglês para melhorar as habilidades dele. Eu não iria acompanhá-lo nessa empreitada, mas mesmo assim apoiei ele em todos os momentos pra que ele realizasse essa vontade dele, afinal, a gente tá junto pra isso. Colocamos como meta economizar grana pra que ele conseguisse pagar tudo e ainda tivesse um dinheiro pra ir pra lá e nos preparamos o ano inteiro pra isso. Ele escolheu Edimburgo – capital da Escócia – como lugar pra fazer isso e eu decidi que iria viajar pra Europa com o que eu tinha de economia, ficaria um tempo com meu irmão que mora em Paris e de lá partiria pra encontrá-lo.

E aí chegou o dia dele

Dia primeiro de setembro lá ia ele embora para as terras do kilt e eu ficava por aqui. Neste tempo uma coisa doida aconteceu: achei um freela que me consumiu bastante tempo, mas que me distraiu até a data de viajar pra França. Foi uma experiência que eu sinto que precisava, pois já faziam três anos que estava fora das agências, mas isso é assunto pra outro post. Também trabalhei dobrado pra deixar tudo agendado para o período que eu não estaria aqui. Posts do blog, Facebook da Alpaka, clientes e tudo mais.

Foram 42 dias que passaram lentamente. Como ficar longe de quem a gente gosta faz o tempo ser distorcido? 42 dias que pra mim pareceram uma década.

Flores e Invalides ao fundo - viagem França

E aí chegou o meu dia

Antes de ir pra França passei uma semana na minha terra natal, aproveitando chamego da família toda, mas ai chegou meu dia e fui. Dia 12 de outubro peguei um avião rumo a França. O primeiro dia foi OK, mas passei dois dias com crise de pânico. Amigos, não desejo pra ninguém. Nunca tive uma crise tão forte. Mas graças ao meu irmão – ele é um ser maravilhoso, já contei? – que me ouviu e conversou muito comigo, tudo passou e eu consegui aproveitar dias deliciosos e tranquilos em Paris.

E ai chegou o nosso dia

Desenhei, fui pra Disney (vou contar TUDO aqui), conheci a casa do Monet, andei de bicicleta pela cidade e dia 3 de novembro foi o grande dia. Dia do meu relógio parar de andar tão devagar e reencontrar o noivo. Sim, saí correndo no aeroporto de Edimburgo, pulei no colo dele com mochila pesada, assustei ele e chorei muito. Contarão esta história em canções com gaita de fole para sempre.

De cima do Arthur's Seat

Ai tudo passou rápido

Fiquei quatro dias conhecendo o lugar que acolheu o noivo por dois meses – e que lugar! – voltamos para Paris e de lá saímos numa viagem com o meu irmão, a namorada dele e o irmão dela. Foi lindo, tivemos experiências incríveis e logo estávamos de volta em Paris pra correr pra ver algumas coisas e voltar pra casa. É engraçado que depois tudo foi correr, mas foi tão bom!

Aí que depois de tudo isso de aventuras eu voltei. Acho que não sou a mesma que foi. Tenho algumas coisas na cabeça que quero fazer, tenho sonhos pra correr atrás e algumas decisões pra fazer que ainda me faltam, mas pode ser que vocês logo saibam disso.

Quero contar tudo que vi por aqui, assim como fiz com a minha outra viagem, e espero que vocês gostem das dicas e de tudo mais. Obrigada por ler até aqui. =D

Evento: FLIM – Festa Litero Musical 2017 | São José dos Campos

Festa Litero Musical 2017

Identidade visual da Flim

A Flim

Com o objetivo de se tornar um festival de qualidade no circuito alternativo, falando sobre música, educação, linguagens e artes de maneira geral, a FLIM acontece em São José dos Campos, estado de São Paulo e tem eventos, oficinas, shows e feiras gratuitas para quem quiser aproveitar.

No ano de 2017 o evento contou com mais de 50 atrações em três dias e teve a presença de convidados ilustres como Laerte, Adriana Couto, Chico Cesar e até show da banda As Bahia e a Cozinha Mineira. Além de toda a programação maravilhosa, o festival acontece no Parque Vicentina Aranha, um lugar que está entre os meus favoritos aqui da cidade.

Lousa da Letras e Lousas
Vera brilhando na sinalização improvisada. | Foto por Danilo Ferrara

Feira Livre Grafia

Pela primeira vez a organização do evento resolveu criar uma feira de artes gráficas para acontecer em paralelo com as atrações. Eu logo vi o edital e me inscrevi como ilustradora. Seria lindo mostrar meu trabalho para mais pessoas em um evento e em um lugar tão bacana. Felizmente fui selecionada e pude montar minha barraquinha – chamada carinhosamente de favelinha – para vender originais, prints, adesivos e roupinhas da Alpaka por lá, tudo com meus desenhos.

Vera e as coisas da Letras e Lousas
Minha queridíssima amiga Vera e as coisas lindas que ela faz no Letras e Lousas | Foto por Danilo Ferrara


Eu e minha favelinha. | Foto por Danilo Ferrara


Foto por Danilo Ferrara

Como foi?

Sobre a FLIM em si eu não posso falar muito, mas só ouvi elogios. É que onde eu estava sempre estava lotado de pessoas pra atender e dar atenção, o que foi simplesmente maravilhoso. Uma troca de energias deliciosa que eu nunca tinha experimentado. Tanta gente se encantando com tudo e querendo levar minhas artes que eu fiquei emocionada. Pra mim foi uma das melhores feiras que já participei.

Além disso pude conhecer pessoas muito bacanas que fazem trabalhos especiais como o da Helen do Aleatória é a Mãe, que lançou um livro por lá e já virou uma querida.

Eu e a Vera, minha amiga linda, suamos, endoidamos e mudamos várias vezes de lugar juntas. Foi apoio mútuo e sem ela tudo teria ficado mais difícil. Não daria pra fazer o post sem agradecer toda a ajuda que ela me deu. O trabalho que ela tem feito de quadro negro tem sido maravilhoso e cada dia a coisinha fica melhor! Acompanhem esta maravilhosa!

Eu e Helen
Eu e a Helen


Foto por Danilo Ferrara


Foto por Danilo Ferrara

Apesar de termos sofrido um pouco com a localização da feira, pois estava difícil do pessoal encontrar a gente, a galera do evento deixou a gente sair pro jardim e tudo foi resolvido. Eles foram super prestativos e ajudaram onde precisávamos. Espero que logo surjam novas feiras assim por aqui pra eu poder ir, porque foi sucesso!

Cuidados com o Planeta

Cuidados com o Planeta, como causar menos impacto no meio ambiente.

Cuidados com o planeta - ilustração de um planeta terra.
Eu sou dessas pessoas que na medida do possível se preocupa com o mundo que vive. Ecologia era sim uma matéria que eu gostava na faculdade, mas a gente raramente olha pra dentro da nossa casa e altera alguma coisa. Deixa sempre “prá lá” e quando vemos, estamos igual a todas as outras pessoas do mundo.

Acontece que eu conheci a Alex, uma moça maravilhosa que é namorada do meu irmão. Ficamos um tempo na casa dela e lá ela me ensinou com ações, como que a gente fazer nossa parte é tão importante e se cada um realmente colocasse em prática, o mundo seria melhor. Por isso resolvi vir aqui no meu espacinho virtual e contar pra vocês algumas mudanças que adotei na minha vida ou que ainda pretendo adotar, para fazer minha parte pro mundo ser melhor.

Dentro de Casa

Cozinha

Quando falamos em impacto ambiental só o fato de existirmos já gera algum. Se considerarmos o modelo de vida que levamos tudo fica bem complexo, mas algumas mudanças já podem ajudar a deixar tudo menos pior.Ilustração de um detergente com uma bucha de lavar louça em um porta detergentes

Por exemplo, usar uma buchinha natural na cozinha ou cortar as existentes ao meio . As buchas famosas, amarelinhas, não são recicláveis por conta dos materiais utilizados para fabricá-las e pela quantidade de bactéria que elas carregam.

Aqui em casa eu estou esperando para trocar pelas biodegradáveis, mas enquanto isso corto as que tenho em casa ao meio. Além de economizar – já que dura o dobro – você utiliza menos material. Garanto que não muda nada na utilização e quando preciso usar na casa de alguém acho até estranho.

Ilustração de uma maçã, uma pera, uma banana e uma melancia.Evitar e diminuir ao máximo o desperdício de comida.

Planejando bem as refeições durante a semana e prestando atenção no consumo conseguimos praticamente acabar com todo o desperdício aqui de casa. É raríssimo jogar alguma comida fora porque estragou. Sempre aproveito frutas, vegetais e o que mais encontrar na geladeira para não jogar fora. Vale também buscar receitas que aproveitem partes que você costuma jogar fora das comidas, como caules e sementes.

Além disso uma das minhas vontades é diminuir o consumo de carne e/ou quem sabe um dia parar de consumir. Não pelos animais – na verdade menos – mas sim pelo fato da maneira como é toda a indústria da carne no mundo. Meu problema aqui é a anemia que me acompanha e as broncas que levei dos médicos, mas um dia a gente consegue.

Quartos e Sala

Ilustração de uma pilha de três camisetas.Consumo consciente como um todo, ou seja, roupas e coisas do tipo. As roupas são coisas que um dia irão para o lixo, pois deixarão de ser úteis, assim como maquiagens, sapatos, acessórios, tudo que usamos um dia vira lixo. Pense no ciclo de vida de tudo.

Descarte tudo no seu devido lugar!Eu levo as maquiagens estragadas – quando estragam – nas lojas da Quem Disse Berenice aqui do shopping e os frascos de perfume vão para O Boticário, pois dizem que fazem a logística reversa e reaproveitam o que pode ser reaproveitado. Lâmpadas, pilhas, eletrônicos – já levei até máquina de lavar quebrada – devem ser enviadas para um local correto. Aqui na minha cidade, São José dos Campos, a prefeitura disponibiliza lugares que recebem este tipo de lixo. Lá eles também recebem entulho, restos de obra e até mato e galhos que você pode ter tirado depois de limpar seu quintal.

A cidade conta também com sistema de coleta seletiva, então orgânicos e recicláveis sempre estão separadinhos!

Na Rua

ilustração de uma sacola retornável de pano com um desenho do símbolo de reciclável no meio - três setas em círculoQuando vamos ao supermercado não trazemos nenhuma sacolinha pra casa, usamos as retornáveis já tem mais de ano. “Ah, mas e o lixo?” Querendo ou não sempre temos sacolinhas por aqui, de farmácias ou lojas que vamos de vez em quando, incrível como nunca falta. Para os lixos orgânicos e recicláveis eu compro sacos de lixo maiores, eles cabem muito mais volume e com isso consumimos menos plástico. Infelizmente ainda não dá pra virar zero plástico, mas tentamos reduzir a quantidade.

Além das sacolinhas para carregar as coisas, já deixamos de usar as sacolinhas para colocar as frutas, verduras e legumes. Quando são pouca quantidade elas vem soltas mesmo, porque né? Aquele mísero saquinho não protege nada. E quando em maior quantidade, rola levar uma sacolinha de tecido só pra isso. Claro que isso funciona somente para supermercados que tem a balança no caixa, mas já é alguma coisa.

Não jogar lixo na rua, nem entulho. E aqui vale colocar também de não jogar lixo quando se faz passeios em praias, trilhas, piqueniques e coisas do tipo. A natureza agradece.

Levar um copinho retrátil sempre com você. Eu estou atrás de um desses agora, pois me lembro de sempre ver isso nos Parques de São Lourenço, mas nunca mais vi. Com isso você evita de usar copos plásticos onde quer que você vá. É super simples, prático e fácil de carregar!

E você? O que faz pra tentar ser mais gentil com o nosso planetinha? Conta aí que eu quero saber e aprender, quem sabe não faço por aqui também!

Você é Foda

Caso você se esqueça, você é foda!

Once Upon a Time

Esta semana que passou eu tive que resolver alguns problemas aqui no blog, resolvi links que não existem mais e várias imagens que eu hospedava no Photobucket ficaram quebradas e tive que baixar todas, uma a uma, pra poder arrumar. Estou fazendo isso aos poucos, pois são mais de mil imagens em posts diversos e vai levar um tempo, mas saibam que estou arrumando. Acontece que com isso eu tive o prazer de reler alguns posts mais antigos e rever meus desenhos antigos.

Quem acompanha o blog desde meus tempos de adolescente ou desde a época da faculdade, deve se lembrar de um projeto que se chamava Caderninho de Quinta. Ele funcionava assim: toda quinta-feira eu deveria postar um desenho feito por mim, assim eu me obrigava a desenhar pelo menos uma vez por semana. Comecei com isso em 2009 e levei até 2014 e vou contar pra vocês, esta experiência me trouxe muitas recordações lindas, além de perceber como mudei de opinião em várias coisas, mas o principal mesmo foi ver minha evolução no desenho.

First Things First

Nos primeiros que vi eu já falei: “GZUZ! Como eu tinha coragem e postar isso?”, e a cada nova descoberta, uma exclamação. Na época eu achava eles bem ruizinhos já (aliás, achar trabalho próprio ruim é minha especialidade, já contei?), mas hoje eu vejo como eram bem fracos.

No começo eles eram feitos no meu caderno da faculdade no meio das aulas ou no meu caderninho que ganhei na época e ia comigo pra todo lugar. Eu não estudava anatomia nem nada, era desenhar por desenhar. Depois comprei uma mesa gráfica e comecei a me arriscar em alguns desenhos digitais – arriscar mesmo porque vix! – e até algumas pinturas. Os últimos desenhos do projeto já tinham mais exercícios do curso de desenho que fiz aqui em São José dos Campos que comecei logo quando vim pra cá, mas nem por isso eram melhores dos que eu consigo fazer hoje.

Eu comecei a estudar mais seriamente desenho e aquarela depois do workshop da Sabrina Eras em 2013 – sim, ela mesma – foi um momento de catarse pra mim, onde descobri que dava pra viver de ilustração de alguma maneira, conheci pessoas que gostavam disso assim como eu e me senti animada pra fazer melhor algo que eu já amava fazer.

Nem tudo são flores

Acontece que nem sempre eu consigo me manter bem o suficiente para me manter focada nos estudos. Este ano comecei muito bem fazendo vários cursos do Schoolism , me dedicando pelo menos 2/3 horas diárias para os desenhos, pelo menos 22 dias por mês, mas algo acontece e minha energia vai caindo, o habit tracker começa a ser esquecido e quando vejo me perdi de novo. Isso acontece em várias coisas na minha vida, mas o desenho é algo que sempre volto. SEMPRE. Por isso continuo insistindo e pelo visto tá dando certo.

Até Pokemons Evoluem

Depois de rever tanta coisa mais antiga, trabalhos de quase 10 anos atrás eu pude ter uma visão REAL da minha evolução. Já falei por diversas vezes aqui do livro Perfect Bait do Bobby Chiu no qual ele fala sobre você não se comparar com mais ninguém, apenas com você. É algo complicado, a todo momento a gente está se julgando, mas depois de rever meus desenhos antigos, senti que precisava disso e fiz um antes e depois: escolhi dois desenhos mais antigos e refiz eles com o meu traço e conhecimento de hoje, e vejam só como a coisa está diferente:


Post antigo.


Post antigo.

Ainda vejo muito onde melhorar, mas o movimento, a pose, a composição a noção de corpo melhorou de um tanto que eu fiquei muito feliz com o resultado. Deu pra ver como estou aprimorando dia a dia minhas habilidades e como continuar insistindo no desenho está me fazendo melhorar mesmo.

Na faculdade eu comprei umas aquarelas da Pentel porque queria começar a pintar, mas não tinha informação de nada e esta foi minha primeira vez que resolvi aprontar com a tinta, em 2010:

Minha primeira aquarela, se é que se pode chamar disso, em 2010

Eu não acho que eu deveria ser presa pela “polícia das artes”, a coisa está terrivelmente macabra, mas se não fosse este começo eu nunca teria chegado onde estou hoje, que pode não ser o maior patamar do mundo, mas cada degrau aqui tem que ter sua importância. Depois do curso da Sá em 2013 eu me arriscava mais com materiais e papéis corretos e veja a evolução pro ano de 2014:

Aquarela de pássaro feria em 2014

Você É Foda!

Como diriam algumas pessoas: “me perdoem o “francês”, mas vira e mexe a gente se esquece de quanto a gente sonha com algo, de quanto a gente estuda e investe em algumas coisas, esse recado é pra mim e pra todo mundo que lê este post e que pode se sentir meio na bad de vez em quando: VOCÊ É FODA.

Por mais que as vezes a coisa não corra como queremos, que a gente ache que nunca vai conseguir, a gente é foda por continuar, por insistir e por acreditar. A gente as vezes apoia tanta gente e esquece de se apoiar, então fica aqui meu recado pra gente ser menos mal com a gente mesmo.