Vida Real

Alô, alô, planeta Terra chamando! Este é o diário de bordo da blogueira que vos escreve.

Projeto 100 Dias Felizes

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Eu conheci o projeto #100happydays ano passado, mas este ano eu tive um impulso dado pela Nicas com o post super legal dela, falando que do dia 22/23 de setembro até dia 31 de dezembro faltavam 100 dias para o final do ano. Com essa contagem regressiva tão legal eu resolvi fazer o projeto, que falhei miseravelmente a primeira vez, novamente. Desta vez eu não tiraria a foto do momento, mas escreveria.

Em alguns dias é difícil achar o lado bom, em outros o lado bom parece tão bobo, mas significa muito no meio de tanta coisa. É legal ver como o projeto está fluindo, como muitas vezes as coisas boas são as mesmas coisas (oi kung fu).

Se você se interessou, comece hoje a fazer o seu, ou então, me segue no Instagram pra conferir os #diasfelizesdachell

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Texto: Marcas da Vida

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Em alguns dias eu me sinto mais louca que o normal. Minha cabeça vai e vem num turbilhão de pensamentos que me transformam numa montanha russa ambulante, dez minutos de felicidade e logo depois estou na tão temida bad. Acontece que de uns tempos pra cá eu tenho conseguido externar esses sentimentos, seja pra pessoas próximas ou pra quem me segue no Snapchat ou no InstaStories Opa segue eu: merylliel, e isso era algo realmente difícil pra mim. Me abrir significa expor minhas fraquezas, deixar as feridas expostas e com isso fazer todo mundo perceber que eu sou toda errada da cabeça, pelo menos, esta é a visão que eu tinha.

Nessas divagações e conversas com amigos eu descobri que tudo que eu sinto, minhas dúvidas, meus medos, minhas loucuras, não são loucuras sozinhas e vazias no mundo. Teve gente que me abraçou quando contei o que sentia, pois o sentimento era mútuo. Teve gente que comentou que também se sente frustrado por x,y e z. E gente que mandou corações e disse que também pensa assim. Então nesse meio tempo de abrir um pouco as janelas da minha cabeça pra arejar, eu me vi menos maluca, menos ansiosa do que realmente sou. Na verdade eu sou, mas ao contrário do que eu imaginava estamos todos no mesmo barco, desgovernado, cheio dos mesmos medos e incertezas.

A vida vai moldando a gente e deixando aquelas marcas incômodas de coisas que passaram e a gente carrega elas pra sempre. Alguns acontecimentos podem desencadear um sentimento ruim, no meu caso às vezes acontecimentos bem no passado, coisas que provavelmente só eu lembro, mas esses dias uma pessoa que parece ser sábia e é bem vivida disse: “o que passou, passou, não vai mais voltar, pra quê se preocupar?”. Quando a gente lê “águas passadas não movem moínhos”, pode não significar muita coisa, mas naquele momento, naquela hora, eu peguei a frase pra mim e resolvi começar a esquecer essas coisas que me incomodam, deixar as marcas sumirem. Não é fácil, mas a gente tenta, tudo pelo bem de uma mente tranquila e mais sóbria. Quero deixar o que esses momentos me ensinaram e deixar pra lá o que não agrega, porque dessa vida não se leva nada, só a vida que a gente leva.

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Vida Real: A arte de se boicotar

texto_boicotarPhoebe Dill

Muita gente lê livros de auto-ajuda. Tem aqueles que vem com depoimentos e situações da vida do autor, que fazem você encontrar um gancho com a sua vida e conseguem te fazer refletir. Outros, meus preferidos, trazem dados, estatísticas e estudos feitos em universidades renomadas, mostrando como mudar um hábito, como melhorar sua auto-estima, e por aí vai.

Apesar de livros assim sofrerem preconceito por parte de muita gente, eles servem como doses homeopáticas de ânimo pra muita gente, eu mesma já usei alguns como balde de água pra acordar, mas por mais que eu leia alguns, pareço sempre voltar na estaca zero.

Sinto que boicoto todos os meus sonhos, que se tivesse um professor como em Whiplash eu abandonaria tudo e nunca mais sairia da cama. Todos os dias sinto uma vontade enorme de me estapear e falar “só faz isso caraleo”, mas parece que a parte que me leva pra baixo sempre ganha. Minha ansiedade em querer ver tudo bem logo, faz que eu veja tudo mal e assim vou vivendo, em momentos de empolgação total e desânimo profundo.

Sei que a vida é feita de altos e baixos, mas eu simplesmente não consigo me controlar e sinto que fico nos baixos, o que faz mal pra mim de uma maneira geral e me atrapalha como pessoa e profissional, principalmente sendo uma freelancer e empreendedora que tem que lidar com tudo sozinha.

É fácil demais olhar o cenário e falar que você tem que ser positiva, tentar, ter disciplina, mas ninguém sabe o que é ter que treinar sua própria mente pra parar de te atrapalhar. Esta é a minha maior batalha, que eu começo a jogar desde a hora que acordo, até a hora que durmo e até hoje nenhum livro, frase ou pessoa conseguiu me ajudar, apenas fico com a frase na minha cabeça: “Motivação é como banho, recomenda-se uma dose todos os dias”.

Ilustração: Quadro Sophia + Parederia

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Se você me acompanha nas redes sociais ou no Snapchat (segue lá: merylliel), já deve saber, se não, aí vai: eu ganhei uma irmã. Sim, você leu certo, eu, no auge (cof cof) dos meus 28 anos recém completados ganhei uma irmãzinha por parte do meu pai.

A história é longa, envolve médicos que falaram que pessoas não podiam engravidar e pessoas que na verdade podiam, no meio de tudo isso a namorada de meu digníssimo pai, a Ju, trouxe ao mundo no dia 12 de junho, fazendo a felicidade de um futuro namorado que só dará um presente, a Sophia.

sophiaOi xenti, tô cum quinji dias nexa fotu.

Quem me conhece sabe que AMO dar presentes feitos por mim, aí que foi a oportunidade de fazer mais um quadrinho em aquarela pra presentear esta pequetuxa que chegou fazendo todo mundo babar um pouquinho na família.

Desta vez fiz algo meio diferente pra testar algumas técnicas de profundidade, que preciso melhorar, mas gostei do resultado final. Pra entregar eu comprei a moldura pronta no site que chama Parederia. A moldura chegou SUPER embaladinha, no maior cuidado e em um tempo muito menor que o site falava. No site eles vendem vários tamanhos de moldura e tem até kits prontos se você quiser fazer uma parede cheia de quadrinhos. O Instagram deles também é uma graça e eu, como a louca da loja de molduras que sou, fiquei super feliz com o resultado. Obrigada Vera que um dia me indicou esse site.

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O que acharam? Se quiser encomendar quadrinhos pra dar de presente é só me mandar um e-mail no chell.cottone@gmail.com.