Foto que tirei de alguns objetos que o pessoal levou: monitores e mais monitores, algumas geladeiras também.

Todo mundo tem um eletrodoméstico meio quebrado encostado em casa. Se não tem, um dia vai ter. Atualmente, com toda a tecnologia avançando na área de eletrodomésticos e eletrônicos, muitas vezes nem temos coisas estragadas, mas aquele monitor bege e velho de tubo acabou virando um entulho lá na casinha dos fundos, não é verdade? A cultura da posse e da substituição de tecnologias antigas por novas acaba criando um tipo de lixo eletrônico nas cidades, mas você sabia que tem lugares e jeitos certos para descartar essas coisas?

Eu já vi microondas e televisão de tubo ENORME jogados dentro de um rio. É chocante ver que tem gente tão tapada no mundo que resolve descartar essas coisas em lugares assim, mesmo porque não faz o menor sentido, mas também concordo que deve-se cultivar uma cultura de descarte correto dessas coisas e do próprio lixo que produzimos em casa, como orgânicos e recicláveis.

Hoje vim aqui pra falar sobre a ABREE, a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos, fundada em 2011 e nascida da necessidade em atender a PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos. A associação visa gerenciar e orientar o processo de coleta e destinação de eletroeletrônicos e eletrodomésticos de nossas marcas no Brasil, de forma ambientalmente correta. É uma logística reversa para ajudar o planeta.

Fiquei conhecendo esse pessoal depois de um e-mail que recebi na agência onde trabalho, estava cheia de coisas quebradas em casa e precisávamos dar um jeito naquilo e saber que havia um ponto de coleta no shopping perto de casa foi maravilhoso, nos livramos de tudo sabendo que aquele lixo não vai atrapalhar em lugar nenhum e ainda pudemos dar pra pessoas que vão colocar aquilo no devido lugar. Você sabia que até algumas prefeituras possuem pessoal que vai na sua casa buscar esse tipo de lixo? Cada cidade tem seu número e seu pessoal, procure se informar com a prefeitura e descubra o telefone na sua cidade, é de graça e você não suja a cidade.

São José dos Campos
Urbam – 3944-1000

São Paulo
2281-9410
Lugares pra você levar seu lixo
http://www.coletadelixoeletronico.com.br/

Rio de Janeiro
Lugares pra você levar seu lixo

7 Comments on Dando fim no lixo eletrônico

  1. Infelizmente as pessoas são preguiçosas e se o ponto de coleta não estiver na fuça delas, jogam em qualquer lugar. Tenho vistos mais postos em São Paulo e isso tem me deixado bem contente.

  2. Moro no Rio de Janeiro e trabalho com informática. Nas três vezes que descartei os eletrônicos ruins que estavam comigo, fiz tanta coisa, desde várias ligações para o local que recolhia, paguei a retirada, paguei taxi, andei de onibus e caminhei com o e-lixo no braço, várias vezes. Tenho certeza que as passoas não fariam um décimo do que eu fiz.
    Conforme falaram acima, existem muito mais pessoas preguiçosas do que tapadas. Todos só querem moleza, querem descartar o e-lixo e receber algo em troca, colegas meus já falaram isso. Ou querem um local de descarte na esquina onde moram.
    Este ano descartei algumas placas em um projeto que funcionou no bairro de botafogo por uma semana (infelizmente). Levei uma caixa (pesada) com o e-lixo para o trabalho e de lá, fui de onibus e ainda andei um pouco até o local. Eu pergunto: quem é que quer ter trabalho para descartar lixo ? ninguém. Vejo pessoas jogando lixo através da janela, seja de onibus ou de suas casas. O mundo externo é reflexo do interno das pessoas. Se o mundo é um lixo, é porque as pessoas são um lixo.
    Penso que o link para da matéria para o rio de janeiro deve estar desatualizado. Por exemplo, lá mencionam a regenero. Mas esta empresa fechou as portas se não me engano este ano.
    O outro problema é quando o e-lixo vai para ONGs. O que as ONGs fazem quando determinado item não tem mais utilizade ???
    Outro problema são os “ilixo, smart-lixo, palm-lixo, notelixo” (iphones, smart-phones, palms, notebooks, etc). Esses equipamentos não possuem lojas que vendam suas peças avulças. Isso que dizer que quando acaba a garantia e o equipamento quebra, a dificuldade para encontrar um peça é infinitamente grande além do fato de ser muito cara também. Isso faz com que as pessoas desistam de consertar esses tipos de equipamentos, o preço do conserto chega a ser o preço de um equipamento novo. Aí eles vão para o lixo comum. As empresas fazem equipamento que quebram rápido e querem que você compre um novo quando o antigo quebrar.
    Há anos atrás, quando a televisão quebrava, o técnico trocava o chip ou o componente da placa ruim. Hoje vai a placa inteira para o lixo. Depois que colocaram o uma cara chamado PLÁSTICO no mercado e tudo passou a ser feito com ele, tudo tornou-se descartavel.
    Outra coisa, se depender de prefeitura e governo, f*deu. Aqui no Rio, tem escolas com cestas para lixo reciclavel. Quando a comlurb retira, joga tudo junto no caminhão de lixo.
    Infelizmente essa é a verdade. Existem poucos fazendo ou tentando fazer o correto e muitos ou milhares fazendo o errado.

    • @aceleron,

      Olá Aceleron,

      Concordo que o problema é mais embaixo, mas isso não justifica jogar um micro-ondas em um rio, não é? O post é apenas para alertar as pessoas para tentar fazer o certo antes de simplesmente por preguiça fazerem algo errado, dando o famoso jeitinho brasileiro.

      Att,

  3. Uma pena que meu comentário não foi publicado. Infelizmente quando a verdade é falada, ela é censurada.

  4. —Ok. É que já aconteceu algumas vezes de eu postar em algum site e minha opinião não ser publicada mesmo estando nos conformes. De qualquer forma desculpa qualquer coisa.

    —Conforme você disse, nada justifica, mas as pessoas não se importam com isso. O que vale para elas e se livrar do estorvo, não importa como, desde que não impacte em seu bolso.
    —Meu pai me falou que na época que ele era criança, o lixo era tão pouco e na maior parte orgânico que era queimado. Atualmente existem tantas leis que podiam formular uma para inventar a “conta de lixo”. Cada residencia pagaria pelo lixo que produzisse e quanto mais lixo, mais caro a conta. Só funciona na base de “doer no bolso” infelizmente neste mundo material, é só isso que importa.
    —Hoje tudo é lixo. No supermercado, as prateleiras estão repletas de “lixo”. Se for analisar mesmo a raiz da questão, se chega a essa conclusão sobre o que compramos. Pagasse caro por uma embalam toda cheia de “penduricalho” que vai para o lixo e ninguém se incomoda ou se sensibiliza. Vale destacar que na maioria dos casos até o que está dentro da embalagem também é um lixo. Como por exemplo: hambúrguer ou salsicha enlatada.
    Consome-se muito mais do que se precisa. Lixão é o mesmo que varrer a sujeira para baixo do tapete. Pensar que lixão ou aterro sanitário resolve alguma coisa, não é nem ilusão, é burrice mesmo.
    —A algum tempo eu li uma reportagem de um jornal ou revista português, se não me engano, que falava que o volume de lixo estava diminuindo no país é que isto estava sendo ruim para as empresas de reciclagem e para a economia. Pode uma coisa dessas, reclamar porque está se fazendo menos lixo ?! Também já é de se esperar, tudo que esse lixo de sociedade ensina é o consumo. A “massa” chega em casa depois de um dia estressante de trabalho, liga a “caixa mágica de asneira” (televisão) que só transmite: compra, crimes, compra, novelas, compra, “big bosta brasil”, compra e compra. Essa sociedade não da tempo para ninguém. E se o problema não é tempo, é a educação. E não adianta pedir ou esperar isso do governo porque ele não quer que as pessoas tenham conhecimento.
    —Essa questão de lixo não envolve somente lixeiras de descarte e postos de coleta, é muito mais que isso. Abrange também consciência, o indivíduo pensar coletivamente. Outro problema, “o indivíduo” como tal é individual e só pensa nele ou nem isso. Todos sabem que fumar só causa mal (além do lixo que é gerado). Agora me diz se todos os fumantes pararam de fumar ? Não. Nunca que pessoas assim vão se preocupar com os outros, não se preocupam com si próprias. E são pessoas assim que governam esse país.
    —Tem um video legal, que penso eu que você já deve ter visto, chamado de “a história das coisas” e retrata bem realidade wall-e que vivemos.
    —Depois que apareceram os “gad-lixo” conforme eu falei anteriormente, a coisa piorou em escala exponencial. Trabalho com hardware/suporte e sei como as pessoas agem. As empresas vão pelo mesmo caminho, descartam tudo de qualquer jeito. Ora, as empresas são formadas por pessoas. Hoje também virou “moda” a onda verde. Agora todo mundo se diz “ecologicamente correto” só porque tem uma “cambuca” para recicláveis ou porque limitam a quantidade de impressões ou usam folhas recicladas. Haaa… sai fora, pensar que ser ecologicamente correto é só isso.
    —Inventaram aqui no Rio uma lei (não sei se vale para mais algum estado) que vai multar quem jogar lixo na rua. Eu quero ver isso funcionar na prática. A lei de urinar na rua não funciona. Quando vou para a faculdade de bicicleta, eu vejo durante o percurso, várias pessoas urinando na rua. Ninguém quer responsabilidade, ninguém que ter o “trabalho” de guardar o lixo na bolsa para descartar na lixeira de casa. Um pedaço de papel jogado no chão vai causar sim um “efeito-borboleta” e isso já está mais do que provado pelas enchentes.
    —Esse problema de lixo é um resultado da revolução industrial, provavelmente a principal causadora dessa produção linear que esgota os recursos do planeta.
    —Eu falei isso tudo. Mas não vá pensar que eu vou sair por aí querendo mudar as pessoas na marra. Isso é bobagem, além de perder tempo me arisco a ter um “pire-paque” por causa de estresse. As pessoas só mudam por elas mesma. Eu aprendi que mesmo que ninguém mude, nem mesmo meu pai ou minha mãe, eu devo mudar. Eu não devo seguir a moda, hábitos ou tradições que essa droga de sociedade ensina. Não de ideia se te chamam de louco porque você se tornou vegetariano/vegano ou coisas do tipo ou se te acham careta porque seu celular e antigo. Se uma andorinha só não faz verão. Faça ao menos o seu verão. Se sua consciência se importa, isto é o suficiente. E é isso que eu recomendo a quem interessar o recado.

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