Para esse final de semana, um dos meus filmes favoritos da infância, nada melhor que juntar dinossauros e desenhos animados. Vamos relembrar um pouco do “Em Busca do Vale Encantado” (The Land Before Time).


A produção de Don Bluth (desenhista e animador que já mencionamos, aqui no Chocottone, noutra ocasião), são marcantes justamente por toda essa maneira única de ilustrar. “Em Busca do Vale Encantado”, pelo que me recordo, foi um dos primeiros VHS que assisti… Quase não voltou para a locadora.


Primeiramente, os créditos iniciais, dentro da água, com a música criando o clima, e depois entrando o vozeirão do Marcio Seixas (dublador do “Batman”, na Liga da Justiça), como narrador do filme. Em diversos momentos ele faz algum comentário a respeito do desenvolvimento da aventura, sempre com uma voz ponderada e serena, que até começa com o tradicionalismo “Era uma vez…”


Nos primeiros minutos, ainda hoje, fico impressionado com as cores das cenas, a animação fluída, desenhar as diversas manadas em movimentos. Simplesmente único! Enfim… Os diversos dinossauros comedores de planta (sim, eu sei que o termo técnico é herbívoros) estavam migrando para o oeste para encontrarem o Vale Encantado, uma vez que as folhas verdes haviam acabado.



Alguns pequenos filhotes, quando as manadas paravam, começaram a nascer, e dentre eles o jovem pescoçudo Littlefoot. Traçando um paralelo, essa sequência me lembrou – e muito o início de “Bambi”, pois os diversos animais também aparecem ao redor do filhote para admira-lo. No entanto, devido a diferenças entre as espécies, o pequenino acaba desobedecendo a mãe, e vai brincar com Saura, uma tricorne, e acabam sendo perseguidos pelo Tiranossauro Rex. A mãe de Littefoot luta contra ele, mas acontece o grande terremoto que dividiu os continentes, e ela acaba finando no final desse evento.




Sozinho e perdido de seus avós, o pescoçudo vaga sem rumo por um tempo… No entanto, acaba encontrando a bico-chato Patassaura, e a convida para seguir na caminhada rumo ao Vale, passando pela pedra que parece um pescoçudo, e pelas montanhas de fogo. Nessa jornada, encontram o voador Petrucio – que estava mais pra caidor – e o rabo de espora, Espora (!?), e mais tarde, Saura acaba se juntando ao grupo, mesmo contra gosto.


Nunca haviam visto uma manada como essa, e que agora estavam juntos. O filme segue com cenas lindas de chuva, algo muito complicado de se animar, e altos e baixos nas emoções. Enquanto num momento, vemos os 4 se acomodando juntos para dormirem e Saura, para não sentir frio, acaba indo para perto deles, no momento seguinte vemos ela brigando com o pescoçudo e dividindo o grupo. E essa decisão quase custou a vida de todos, mas Littlefoot retorna para ajuda-los e salvando os amigos.




O filme é repleto de pequenas lições, justamente pelas características dos personagens que favorecem a condução da narrativa. Enquanto Littlefoot é um pouco ingênuo, é um pescoçudo de bom coração querendo o bem de seus amigos; Saura, a tricorne, é deveras orgulhosa, e isso mostra-se um grande problema, não só para ela, mas para o grupo também; a bico-chato Patassaura, é a faladeira do grupo, e divertida; Petrúcio, o voador, é o personagem medroso que não sabe voar e gosta de pegar carona nos companheiros maiores; e Espora, que é o mais devagar, preguiçoso, sonolento, e é mais na dele.


A dublagem é aquele capítulo a parte, que vale do início ao fim. O apatassouro, Littefoot e a saurolofo Patatassaura foram dublados pela Marisa Leal (“Baby” da Família Dinossauro; “Pequena Sereia”; e “Kitty” em X-Men Evolution), Saura pela Adriana Torres (“Heather” em Ilha dos Desafios; “Estrela Negra” em Os Jovens Titãs; e “Flora” em Clube das Winx), e o pterodáctilo Petrúcio pelo grande Mário Monjardim (“Pernalonga” em Looney Tunes e Tiny Toon; “Salsicha” em Scooby Doo; “Animal” em Muppet Babies). E ouvir com a primeira dublagem, é emoção na certa.


Atualmente, o filme é bem díficil de se encontrar nas lojas, quando vendido, vem num box com algumas das continuações. Minha surpresa, foi pela produção executiva ter sido a encargo de Steven Spielberg e George Lucas, algo que não recordava mesmo. E não é a toa que o resultado ficou tão espetacular.





“Em Busca do Vale Encantado” nos mostra um conjunto de lições envolvendo amizade, e busca pelos sonhos, mostrando que “certas coisas vemos com os olhos, e outras com o coração”. Acredito que para todos que assistiram na infância, se lembraram dessa turminha, e mesmo depois de grande continuaram se emocionando com essa história que se prolongou por mais 13 filmes, os quais não assisti, ainda, além da série de animação de 26 episódios.
É, creio que demandara um bocado de tempo para colocar em dia. Enfim, prefiro ficar com o original que foi o que me marcou.


Bom final de semana para todos.
Ateh o/

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3 Comments on Em Busca do Vale Encantado (1988)

  1. Achei seu blog por acaso e acabei acessando por curiosidade… O nome é bem bacana! Parabéns!!! Gostei ainda mais por causa deste post. Amo esse desenho e adoro quando acordo sábado de manhã e está passando na globo! =)

  2. Muito bom Beto. Sem vocea jamais toemairs estes momentos registrados. Espero que a ABES tenha como armazenar este acervo para no futuro relembramos o nosso passado. As coisas boas que estamos fazendo Uma abrae7o, Vitorio.

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