Para a recomendação dessa semana, falaremos de desse filme que a tempos estava querendo assistir. Então, aqui no Chocottone, vamos comentar um pouco do longa metragem animado “O Segredo de Kells” (The Secret of Kells).


Desde a primeira vez que vi o trailer, tive vontade de assisti-lo, e noutro dia tive a oportunidade e achei que seria legal compartilhar com o pessoal. Na história conhecemos o pequeno Brendan, que ajuda no vilarejo de Kells em que viveu sempre. Devido a isso, ele tem muita curiosidade em conhecer o mundo “lá fora”, porém seu tio, o abedo Cellach, impedo sua saída, além dos muros, devido aos perigos existentes.


Percebemos que a preocupação obsessiva do abedo Cellach, com a construção de um poderoso muro ao redor da vila, para sua proteção contra os Vikings do norte que vem devastando todos os lugares que passam. Contudo, essa atitude por parte do tio de Brendan, acaba sendo um tanto ofuscante para ele perceber como segue a vida do garoto. Este que gostaria de ajudar mais com a produção do livro que contaria a história do lugar.



Um certo dia, o lendário mestre de ilustração, irmão Aidan chega na vila, após a ilha de Iona, onde vivia, ser dizimada pelo ataque dos Vikings. O pequeno Brendan fica curioso pra saber detalhes do livro que ele escrevia, e se torna muito amigo, de velho desenhista. Este, por sua vez, acaba influenciando muito nas decisões do garoto, e algumas mesmo indo contra as vontade das de seu tio.


Numa dessas ocasiões, irmão Aidan pede que Brendan consiga umas sementes para fazer a cor de uma tinta, e só indo além dos muros, na floresta ele as conseguiria. Ele acaba sendo acompanhado pelo gato do desenhista, Pangur Ban. Porém, os dois acabam se perdendo na floresta, e são atacados por uma alcatéia, que no último instante, para o confronto quando chega um lobo branco.



Aidan e Pangur, conhecem a jovem Aisling que vive na floresta, e ela acaba ajudando-os a encontrar as sementes de que precisam. A sequência da árvore de carvalho é bem bacana, do mesmo modo que ao chegarem ao topo e verem as copas das árvores e a vila com o muro em construção. No entanto, na hora de ir embora, Brendan, curioso, acaba pegando outro caminho e encontra a entrada da caverna de Crom Cruach, um terrível deus pagão, onde só existe escuridão. Felizmente, Aisling consegue salvar o garoto antes que algo de pior acontecesse.




Porém, com o passar dos dias, o abedo acaba descobrindo que Brendan seguia para a floresta, passava tempo demais no monasterio e ajudando de menos na construção do muro. Até que chega a ficar preso em seu quarto, mas com ajuda de Aisling e Pangur, consegue se libertar e dessa maneira continua ajudando a ilustrar o livro, com o irmão Aidan.




Numa das idas a floresta, Brendan decide ir até a caverna de Crom para conseguir um cristal que pode ajuda-lo nas ilustrações. É uma sequência sensacional, não apenas na arte, mas na maneira surreal de representarem o deus, como o garoto tem que agir pra enfrenta-lo, e para aqueles que tiveram aquele celular Nokia, da década passada, se indentificarão bastante.



Apesar dos avisos de Aidan, Cellach mantém-se irredutível enquanto ao plano de construir o muro, acreditanto ser a melhor forma de se defenderem dos Vikings. Infelizmente, durante o ataque, antes do que o abedo esperava, acaba sendo inútil, e vemos a vila de Kells ser dizimada. E ao mesmo tempo, vemos que o o pretencionismo do tio de Bredan, foi a principal causa do massacre. O irmão Aidan, Brendan e Pangur conseguem escapar, mas a que custo?



A cena de abertura já é um detalhe a parte quando se vai assistir. O estilo de ilustração usado saí um pouco do que estamos acostumados a assistir, pois é um traço que ao mesmo tempo sendo simples, traduz muito do que tem que ser expresso. As vezes temos a ilusão de que fazer um desenho mais simplificado pode ser mais fácil, no entanto, ele deve possuir grande essência para ele representar o que desejamos. No caso, isso pode ser a própria característica do trabalho, algo que comento bastante nas Oficinas que ministro, pois pensamos em fazer sempre algo parecido com o que já existe, mas esse diferencial pode acabar sendo o principal destaque numa produção.


“O Segredo de Kells”,  foi uma produção em parceria entre Bélgica, Irlanda e França, que me agradou bastante. Além do grande trabalho em animação 2D, o posicionamente das cameras me lembrou muito jogos de vídeo-game de visão lateral (sidescrolling), a própria movimentação dos personagens nos cenários mostram isso. Esse estilo usado me lembrou a produção animada seriada Wakfu, que também é muito bacana. É bem interessante observar também nos diálogos, entre os personagens a maneira que se referem a lugares, que me soou muito com um ar de RPG, por sua vez: “Iona é muito longe, no mar. Onde qualquer ilha deveria estar”.






Se tiverem a oportunidade de assistir, poderão apreciar também a linda trilha sonora com um ar de música celta, acredito que apreciarão bastante. O filme recebeu diversos prêmios e indicações, dentre elas para “Melhor Animação” no Oscar. Por hora ficamos por aqui.


Bom final de semana para todos.
Ateh!

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2 Comments on O Segredo de Kells (2009)

  1. Adorei a recomendação, não conheço a estória… será que ela já está nas locadoras, ou ainda está nos cinemas?
    Att.,
    Luks

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