Depois de muito tempo, uma breve resenha em véspera de feriado. Vamos comentar brevemente da produção animada da Dreamworks que esteve nos cinemas “Os Croods” (“The Croods”).


A narrativa de abertura nos mostra o dia a dia dos Croods, uma família na idade da pedra, que tem uma rotina bastante simplória, que se trata de caçar algum alimento, e ao menor sinal de perigo se esconder em sua caverna, principalmente à noite. Tendo o pai Grug, um truculento brutamonte; sua esposa Ugga, bastante gentil; o filho do meio Thunk, não tem opinião própria e sempre esta do lado do pai; a bebê Sandy, que só rosna; a vovó Gran, sogra de Grug; e a filha mais velha Eep.
A trama acaba girando ao redor da garota, que não concorda com essa vida e sempre desafia seu pai para tentar conhecer o novo, ir além do que estão acostumados. Porém, durante anos eles foram instruídos de que o “novo” é mal, ruim, perigoso… E por isso seguem nessa tediosa, e aparentemente segura, rotina.


Numa noite, Eep percebe algo estranho e sai escondida da caverna para descobrir o que é o brilho no meio da escuridão. Ela então conhece o interpreto Guy, um jovem magrelo, fraco, porém muito esperto. E seu bicho de estimação o Braço, uma preguiça que sempre está preso em sua cintura segurando suas calças. Nesse momento, a jovem descobre algo novo… o fogo! Mas mais importante que isso, ela é avisada de que o mundo esta se acabando, na verdade, se trata mais da separação da Pangeia que vira a formar os continentes. Guy vai embora e deixa uma concha para caso Eep tenha problemas, o chame.


Ao voltar para a caverna, todos ficam preocupados, e o pai de Eep, Grug, extremamente nervoso. A discussão acaba sendo interrompida por um terremoto e a caverna é destruída. Todos precisam fugir de uma fera, e acabam caindo em um mundo novo… Cheio de plantas, animais estranhos, e suscetíveis ao novo e todo seu deslumbre.  Inesperadamente, durante o ataque de umas aves-piranhas, Eep consegue chamar Guy e salva a família toda.


Guy acaba tentando convencer a todos para seguirem para as montanhas mais altas, no final do horizonte, onde estarão seguros do fim do mundo. A trama acaba tendo seu lado divertido, nas inusitadas situações que a família se encontra, tendo que aprender sempre algo novo para driblar os obstáculos, enfrentar desafios e encarar o medo e somente aceitando isso, alcançariam algo muito maior: o amanhã.




Bom, a história acabou tendo um cerne bem clichê, onde ter medo do novo é algo assustador, para posteriormente reconhecer que é algo necessário, e até bom. Achei a aventura bem cativante, a caracterização de cada um dos personagens ficou muito boa. Inclusive me lembrou – e muito – os personagens do jogo “Rayman Origins” (Ubisoft, 2011), do PS3.


No início fiquei um pouco incomodado com a o tipo de renderização no 3D utilizado. Um resultado que tentaram fazer parecer muito real, algo que estamos acostumados com um ar mais cartoon, ainda mais com personagens tão caricatos. Enfim, em questão visual, podemos nos deslumbrar a todos os momentos com uma cena nova, uma surpresa, seja na selva, debaixo d’água, na savana…  No entanto, o roteiro clichê me fez pensar algo que de fato devemos lembrar, para qual público é destinado, e imagino que muito mais aos nossos filhos, que para nós mesmos, que assistimos animações desde o tempo do Epa. Não que justifique, mas creio que possamos ter uma sequência de produções previsíveis, apenas com visuais em computação gráfica estonteantes, mas sem muito conteúdo.


A trilha sonora, produzida por Alan Silvestri, é bem bacana de se ouvir e conduziu muito bem a narrativa. E a música dos créditos – assim como em “Detona Ralph” (2012) – também teve a participação da banda Owl City. Na versão original, Grug foi dublado por Nicolas Cage, Guy por Ryan Reinolds, entre outros famosos. Aqui a dublagem ficou por conta de Hércules Franco e Raphael Rosatto, respectivamente. A direção do filme ficou a encargo de Chris Sanders, famoso por outras produções como Design Character de “Lilo & Stitch” (2002) e um responsável pelo storyboard da sequência de Mufasa – como fantasma nas nuvens – em “O Rei Leão” (1994).




No final “Os Croods” foi um filme que me surpreendi. Nunca fui muito fã das produções em 3D da Dreamworks, mas creio que essa se salvou – da mesma maneira que “Como Treinar seu Dragão” (2010) – e ao menos superou, em bilheteria, o seu antecessor “A Origem dos Guardiões” (2012). Apesar da sala quase vazia, dei bastantes risadas – até mais do que a criança que estava lá – e adorei o Braço, que aceito um de pelúcia de presente. *-*


Se não assistiu, assista, senão pode esperar o DVD pra assistir com o irmãozinho, priminho, sobrinho, ou alguém só para ter uma desculpa de ver desenho animado. Hehe!


Bom feriado para todos!
Ateh a próxima!  _o/

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5 Comments on Assistir: Os Croods (2013)

  1. legal sua resenha. vou frequentar mais aqui pra escolher os desenhos pro meu filho!
    parabéns pelo blog, bem legal!

  2. Tava animada pra ver, ainda mais porque uma sala VIP aqui de São Paulo tava com promoção de 10 reais pro filme… mas adivinha se eu aproveitei. ¬¬”
    Agora vai pra lista de downloads, pra quando São Torrent resolver colaborar.

  3. Eu gostei bastante do filme também, foi uma surpresa boa. E que tu comentou sobre o roteiro, eu fui procurar umas críticas e vi comentarem que esse roteiro teria uma ‘pegada meio filosófica’ sobre o mito da caverna de Sócrates e a evolução do pensamento humano, alguma coisa assim, quer dizer que dá para olhar o roteiro com uma visão não somente infantil.

    • Ah sim sim, exatamente. É que essa parte do plot foi apresentada desde o trailer, então acabei não mencionando mesmo, mas com certeza, partiram dessa idéia para desenvolver todo o resto. Legal ter lembrado, Carolina, obrigado. 😉

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