Vamos à recomendação da animação semanal nesse feriado, e o escolhido dessa vez, aqui no Chocottone foi o 2º Clássico Disney: “Pinóquio” (Pinocchio).


Adaptado de um períodico de autoria do italiano Carlo Collodi, Pinóquio foi transformado numa das animações mais citadas de exemplo para as crianças se comportarem e não contarem metiras, ou aprontarem travessuras. Começamos nossa história, com o pequeno Grilo Falante contando de como conheceu o jovenzinho, numa noite fria, num pequeno vilarejo.


Lá, ele observa o velhoe bondoso Gepeto, acompanhado do gato Fígaro e a sua peixe Cléo, terminando de construir a marionete. Que após detalhes de pintura, começa a dançar com o bonequinho antes de ir dormir. No entanto, ele acaba ficando tão fascinado com sua criação que antes de cair no sono, ao ver a Estrela dos Desejos, faz o pedido para que ele se transformasse em um garoto de verdade.




Eis que surge a Fada Azul, que com seu toque de magia, torna isso possível em partes. Pinóquio, ao acordar, fica ciente de que para se tornar um garoto de verdade por inteiro, deveria ser valente, generoso e verdadeiro. Para isso, o Grilo Falante teria o papel de ser sua consciência e lhe mostrar o que é certo e errado. Algo bem interessante, que vai além daquelas simbologias usadas mais tarde do anjinho e do diabinho nos ombros do personagem, mas no final dando o livre arbítrio ao personagem.



Na manhã seguinte, Pinóquio vai a aula, mas no caminho conhece João Honesto e Gideão, o qual quer vender o menino de madeira para o circence Stromboli. Contudo, ele é enganado, achando que seria um ator feliz e de sucesso, e acaba sendo preso e sequestrado. O Grilo tenta ajuda-lo, mas infelizmente não consegue. A Fada Azul aparece novamente, mas o nariz de Pinóquio começa a crescer cada vez que ele conta uma mentira para ela. Ele promente apenas falar a verdade, e ela da uma nova chance e liberta os dois.




Porém, ele acaba caído de volta nas armadilhas de João Honesto, o qual agora esta incumbido de levar o garoto para o Cocheiro, o qual levaria as crianças desobedientes para a Iha dos Prazeres, onde eles viram burros. Tento uma das cenas mais aterrorizantes da narrativa entre o garoto e seu amigo Espoleta. Realmente, mesmo a essa altura da vida, foi algo que fiquei pensando como as crianças reagiriam ao assisti-la.


Felizmente, mais uma vez eles conseguem escapar, e tentam voltar para casa… Porém, Gepeto, com o passar dos dias, estava numa busca pelo garoto, acabara sendo engolido, em alto mar, pela baleia Monstra. Pinóquio, sem pensar duas vezes resolve ir atrás de seu “pai” e resgata-lo já que parte da confusão era culpa sua. A sequência que se segue no mar, e depois com a baleia, é muito boa, considerando os desenhos, os efeitos sonoros, a dramaticidade apresentada, que com certeza nos fazem sentir aquele desespero e torcer pelos personagens.




“Pinóquio” apresenta muito mais do que a própria história da marionete que queria ser um menino de verdade, mas sua arte foi algo que a equipe de produção de Walt Disney quis superar em relação ao seu projeto anterior “A Branca de Neve e os 7 Anões”. Atualmente, trabalhando com ilustrações de cenários, animação, não tem como não ficar impressionado com os resultados obtidos, naquela época  um tanto quanto rudimentares – lógico que comparando a hoje. A colorização das cenas, como foram registrados o movimento de células para a sensação de profundidade, para que no final, transmitissem visualmente todo o propósito da narrativa.


Ao assistir o disco 2 dos extras, é consideravelmente uma linda aula de animação em todos seus âmbitos, desde como chegaram as idéias dos personagens, as suas personificações ilustradas, as escolhas dos dubladores – e algo que favoreceu muito na definição e adequação da personalidade de cada personagem que seria visto em cena.




O filme também recebeu 2 prêmios da acadêmia nas categorias de “Melhor Trilha Original” e “Melhor Canção” com “When You Wish Upon A Star” (que mais tarde passou a ser o tema oficial dos estúdios Disney). E teve uma versão de jogo de plataforma para Super Nintendo, Mega Drive e GameBoy, em 1996, e mais tarde o personagem apareceu em Kingdom Hearts, também (além de tantos outros personagens nesse crossover da Disney e Square).


“Pinóquio”, é um bonito filme que mesmo assistindo a diversos longas animados japoneses, ou filmes cheios de efeitos especiais, ainda deslumbra os olhos pela sua riqueza particular de um trabalho manual que hoje, infelizmente, é se visto muito pouco, ou não dado seu devido valor. Fico feliz por ter assistido e ainda hoje me divertir, sentir medo e sonhar com essa magia única do mundo Disney.

Ateh e bom feriado a todos, por aqui sera prolongado, pelo menos. 🙂

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3 Comments on Pinóquio (1940)

  1. Confesso que não tinha paciência para assiti toda a história…rs., sempre o achei muito chatinho… Fico com pena de Gepeto no decorrer da trama.
    Mas a história possui muitas lições para nossos baixinhos, principalmente sobre a importância de sermos sinceros perantes nossas atitudes…
    Att.,
    Luks

  2. Confesso que não tinha paciência para assiti toda a história…rs., sempre o achei muito chatinho… Fico com pena de Gepeto no decorrer da trama.
    Mas a história possui muitas lições para nossos baixinhos, principalmente sobre a importância de sermos sinceros perantes nossas atitudes…
    Att.,
    Luks

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