E continuamos nossa mês Miyazaki com a grande obra desse diretor.Hoje falaremos um pouco de “Mononoke Hime” (Princessa Mononoke ou Princess Mononoke)

Em tempos antigo, a terra era coberta por grandes florestas, onde bicho e homem viviam em harmonia. No entanto, com o passar dos tempos essas florestas começaram as ser destruídas, as que restaram eram protegidas por guardiões, que eram gigantescos animais, súditos do grande espírito da floresta. Seriam dias de deuses e demônios…

Como sempre, os filmes de Miyazaki nos preparam em relação ao que teremos pela frente. Dessa vez estaremos no num Japão feudal, onde os humanos idolatram esses deuses e convivem assim. No entanto, até o momento em que surge um violento Deus-Javali e, enfurecido, havia se tornado um Tatatri-gami, um ser amaldiçoado. Durante sua luta com ele, o personagem Ashitaka acaba se ferindo e sofre do mesmo mal que o ser, onde seu braço seria corroído até se expandir esse ferimento pelo corpo todo e, consequentemente, o matando.

Tendo essa previsão, a Ancião da aldeia descobre que o Deus-Javali tinha vindo das terras do Oeste. Ashitaka toma uma decisão e resolve ir para aquela região descobrir o que está acontecendo. Em sua viagem, ele acaba conhecendo San, a Princessa Mononoke. Uma garota que foi criada por lobos selvagens, os quais se tornaram sua família… A tal ponto, que sua raiva pelas devastações causadas por humanos, fazem esqueca-la que ela também é.

Ao chegarem nas terras do Oeste, Ashitaka descobre que existe um conflite entre os mineradores de uma vila, liderados por Lady Eboshi, contra os Deuses remanescentes daquele lugar. Lembro que muitos seres que aparecerem ao longo do filme, na época que assisti me deixaram perturbados. Haha. A tensão que se toma ao decorrer da trama e a demonstração de ódio de ambos os lados em relação a seus oponentes é algo que nos mostra um lado sombrio, que não apenas os homens podem ser maléficos, como seres soberbos também.

A animação produzida por Hayao Miyazaki foi consideravelmente premiada, sendo considerado um dos melhores animes, da década de 90, ao lado da série “Neon Genesis Evangelion“. Foi a primeira vez que Miyazaki utilizou computação gráfica em suas produções, sendo amante das técnicas tradicionais, aderei a esse recurso para desenvolver efeitos que a mão livre pudessem ficar muito artificais.

Princessa Mononoke foi o primeiro longa metragem que assisti de Hayao Miyazaki, e até hoje me impressiono com a qualidade gráfica do projeto e o modo que narrativa se desenvolve. É um filme violente, perto de seu outros trabalhos, onde vemos muitos duelos que literamente acabam com sangue jorrando. E no fundo, o que acompanhamos é o eterno conflito em ser humano e natureza e apenas o diretor consegue expressar isso de modo a nos fazermos pensar de um modo fantástico e único. Chegamos ao equilíbrio total da obra por conta da excepcional trilha de Joe Hisashi, parece de Miyazaki em muitas de suas produções.

Por hora é isso pessoal, bom final de semana para todos e boas animações!

Ateh!

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