anos 80

Ducktales – O Tesouro dos Sóis Dourados (1987)

E estamos aqui, ao vivo do Chocottone, para abrir o mês das Crianças! Para essa primeira sexta-feira do mês, começaremos com essa produção dos Estúdios Disney que permeou a infância de muita gente. É hora de falarmos um pouco sobre os “Caçadores de Aventuras”: “Ducktales – O Tesouro dos Sóis Dourados” (Ducktales: Treasure of the Golden Suns).


Originalmente, esse longa-metragem contempla os cinco primeiros episódios da série de animação, onde são introduzidos os personagens que irão desbravar as mais diversas aventuras: “Não Abandone o Navio”, “Patinhas Vai Para Ronguay”, “A Moeda do Poder”, “Patos Frios” e “Ouro até dizer Chega”. Na 1ª parte, Donald deixa seus sobrinhos – Huguinho, Zezinho e Luisinho – aos cuidados do Tio Patinhas enquanto ele embarca para uma vida na Marinha. Conhecemos o rabugento Tio Patinhas, que não cogita em gastar um tostão de sua fortuna, que fica guardada na sua Caixa Forte, além de outras raridades. Bom, com a ajuda do suspeito El Captain, os Irmãos Metralhas roubam uma antiga miniatura de navio, que mais tarde acabam descobrindo que se trata de um mapa.
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Cavalo de Fogo (1986)



“No meu sonho eu já vivi, um lindo conto infantil. Tudo era magia, era um mundo fora do meu, e ao chegar desse sono eu acordei. Foi quando correndo eu vi, um Cavalo de Fogo ali… Que tocou meu coração… Quando me disse então, que um dia rainha eu seria, se com a maldade pudesse acabar. E o mundo dos sonhos pudesse chegar…!”

Para sair um pouco da rotina, ao invés de um longa metragem, dessa vez iremos comentar mais uma série de animação e a escolhida foi: “Cavalo de Fogo” (Wildfire, 1986).


Apesar de achar que não precisa de muitas apresentações, vamos comentar sobre essa série de animação que foi exibida, aqui no Brasil, pelo SBT. Primeiramente, era um desenho que achava muito triste, já na abertura, em que vemos a mãe da princesa Sara falecendo, então sempre ficava meio com o pé atrás na hora de assistir, mas tudo bem, traumas superados, hehe.



O desenho animado nos mostra o reino de Dar-Shan, que é um lugar mágico, onde conhecemos diversos seres e criaturas, como ogros, goblins, dragões, licantropos e até os cavalos que falam. Era um lugar de paz enquanto a rainha Sarana estava viva, porém, após sua morte, a perversa Diabolyn vem tentado tomar o trono do reino a todo custo. No entanto, a princesa Sara e o bravo Cavalo de Fogo sempre aparecem para trapalhar seus planos. Não apenas sozinhos, mas com ajuda de Alvinar – um velho sábio e antigo conselheiro da rainha – e a dupla de atrapalhados Dorin e seu potro covarde Brutus.


A trama sempre se desenvolvia mostrando Sara no rancho em Montana, no mundo mortal, com seu pai John Cavanaugh, e com sua amiga índia Ellen. Acho que isso é interessante de se ver, a presença da menina é algo muito ligado a história da colonização estadounidense mesmo, sempre que ela aparece comenta sobre seu povo o que serve de aprendizado para Sara (e para o telespectador), e podendo ser útil ao longo do episódio. Logo, quando surgiam problemas na terra mágica, Cavalo de Fogo atravessa o portal dimensional para buscar a princesa para irem ajudar o povo em Dar-Shan. A musiquinha nessa parte da corrida dele é muito legal. Em seus 13 episódios, a dupla encontra muitos desafios, amigos e inimigos. E nessas empreitadas, as situações mostram muito à Sara, de que maneira lidar com o inesperado e aprender com as atitudes dela e de seus companheiros.


Dentre as aventuras, no episódio 3, “A Noiva do Monstro”, é interessante que acontece bem aquele ditado: “quem conta um conto aumenta um ponto”, onde aparece no começo do episódio um ogro, que até então não tinha feito nada além de assustar os fazendeiros, no final já é dito como devorador de porcos e gente. É no mínimo hilário o início desse tumulto, com o pessoal correndo gritando. Lógico que tudo é explicado no final e mostrando que não se deve julgar pelas aparências.



Entre os episódios bacanas, “Um Encontro no Tempo”, descobrimos mais sobre a origem da confusão toda em Dar-Shan, como surgiram os Espectros, os diabinhos de Diabolyn, entre outras situações, como o motivo de Sara estar refugiada no mundo mortal. Apesar de ser um episódio bem interessante acaba sendo bem triste, visto o contexto que a princesa se encontra na narrativa.




Outro episódio que acho muito legal, e creio que o meu favorito, também é quando o pai de Sara acaba indo parar em Dar-Shan, em “De Onde vêm os Sonhos”. Ele vai até o castelo de Diabolyn e encontra o poço dos Espectros vazio. Isso para quem acompanhou os episódios desde o começo, é algo muito inusitado, que até me lembra um toque de RPG, em que passamos por vários cenários em momentos distintos. É muito interessante ver como a trama se desenvolve, o aparecimento o Príncipe Kevin – o qual se casaria a rainha Sarana – e um vilão inesperado, chamado senhor Specs, que aqui foi dublado pelo grande Silvio Navas (aquele que fazia a voz do Papai Smurf, no desenho original dos “Smurfs”; Mumm-Ra em “Thundercats” e o Monstro Estelar em “SilverHawks”, dentre tantos vários). É uma narrativa muito envolvente e intrigante que vale a pena do começo ao fim.





Se tratando dessa visão de cenários, no episódio “Estranhos da Noite”, Sara visita as ruínas do Castelo de Thorinia, que outrora já tinha sido apresentado de maneira mais glamurosa.



Aqui no Brasil, como sempre, a dublagem da época também marcou o pessoal, a própria princesa Sara teve a voz da grande dubladora Miriam Fischer (Lilica dos “Tiny Toons”, Charlene da “Família Dinossauro” e fixa por assim dizer, dos filmes que tem a atriz Jodie Foster), Cavalo de Fogo sendo dublado por Luiz Feier Motta (Ventania em “She-Ra”, Wolverine em “X-Men Evolution”), o pai da Sara, John Cavanaugh por Júlio César Barreiros (Zachary Foxx em “Galaxy Rangers”, Jake Rockwell em “Centurions” e o ator Harrison Ford), Dorin sendo dublado pelo intrépido Ricardo Schnetzer (o Capitão Planeta em seu próprio desenho, Hank em “Caverna Dragão”), Alvinar sendo dublado por Amaury Costa (Líder Mal em “Os Fantasmas”, General Warhawk no desenho animado do “Rambo”), Brutus por Maria da Penha Esteves (Mãe do Speed Racer, no desenho do Speed Racer na dublagem da Sincronvideo), Diabolyn por Neusa Tavares (Zelda em “Trapaleão”) e as vozes de Ellen e a Rainha Sarana sendo de Nair Amorim (Mandy em “As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy”, Velma em “Scooby Doo”)

Sara, Cavalo de Fogo e John Cavanaugh 

Dorin, Alvinar e Brutus

Diabolyn e Specs

 Ellen e Sarana

Os episódios de “Cavalo de Fogo” sempre tinham algo que vejo muito pouco nos desenhos animados seriados de hoje, onde apesar da trama que mexe com nossa imaginação, sempre tinha alguma lição de moral a ser aprendida no final do episódio. Não se trata em ficar nostalgicamente falando que os desenhos de antigamente eram melhores que o de hoje (por que realmente eram, todo mundo sabe disso, hehe), mas esse é um dos exemplos que diferenciam bastante, ao meu ver de uma série de produções atuais. Poucos dos desenhos recentes, que apresentam esse tipo de resultado que me recordo foram “Avatar – A Lenda de Aang” e até mesmo “Young Justice”, o qual mesmo sendo um desenho mais juvenil mostra muito de aprendizado entre os jovens – principalmente confiança e compreensão.



Verdade seja dita, a série de animação da produtora “Hanna-Barbera” (a mesma dos “Flinstones”) marcou a infância de muita gente, seja pelas aventuras num mundo de fantasia, ou mesmo pela música tema (que era daquelas que ficava na cabeça), não apenas essa, toda a trilha sonora é muito bacana também. E apesar dos seus poucos episódios, os cenários eram bonitos e bem trabalhados, e o próprio cavalo, que é um animal complicado de se desenhar, e tinha todos os seus trejeitos.


É interessante ver como eram os desenhos antigamente, lembrando que eram poucos desenhistas e era necessário o uso de muitas células de ilustração.
Por hora é isso, pessoal.

Ateh! o/

Meu Querido Pônei – Especial (1986)

Pois é, aproveitando que estamos numa vibe de anos 80 maior do que nunca, e indo no embalo dos comerciais de TV, para a animação da semana iremos comentar hoje sobre o longa metragem “Meu Querido Pônei – Especial”.


Como muitas produções da época, a série animada  foi baseada numa linha de brinquedo, a qual a Hasbro responsável pelos direitos de distribuição (a mesma empresa de TransFormers e Comandos em Ação). Em 1984 iniciaram as exibições de episódios de 15 minutos (o qual possuí no tema de abertura o tema musical conhecido atualmente) contando as aventuras dos pôneis mágicos e seus amigos, os irmãos Megan, Danny e Molly. Bom, falando do longa metragem, primeiramente, nessa época não usavam na dublagem o termo “O Filme”, foi traduzido como “Especial”. E iremos comentar dele agora…


No Vale dos Pôneis, os equinos coloridos estão fazendo os preparativos do Festival da Primavera. No entanto, a bruxa Hydia e suas filhas Draggle e Reeka, querem estragar a festa… A mão das meninas resolve criar o Smooze, que é uma gosma que destrói tudo em seu caminho. E que for atingido por ela ficará mal humorado e pessimista. Então, durante o ataque ao Castelo dos Sonhos, os pôneis fogem sem poder fazer nada, e Gusty (Risinho) e dois Bushwoolie são atingidos, e então ficam ranzinzas com todos. Em busca de ajudas, NorthStar vai em busca dos irmãos humanos aliados para que Megan liberte o Arco-Íris para que ele enfrente o geleca maligna. Porém, durante a busca dos ingredientes, as irmãs não consenguem pegar um deles, o flume, que seria responsável para tornar o Smooze indestrutível. E ele tem problemas na luta, mas consegue engolir o faixo de luz, acabando com a esperança… (sério, é exatamente isso que acontece!)


Hydia descobre que falta o flume, manda as filhas encontra-lo. Isso faz com que o Smooze – que havia se solificado – volte a ativa e continue destruíndo o restante do vale. Alguns pôneis com as crianças partem em busca do feiticeiro Moochick e seu coelho Habbit (¬¬’) o qual presentei os viajantes com um novo lar para os cavalinhos, a Mansão Paraíso, e diz que o único jeito de derrotar o Smooze, é com ajuda dos pôneis-fadas, que a vibração de suas asas podem desmancha-lo.


O longa metragem é intercalado com musicais, e com “liçõezinhas” que eram clássicas dos desenhos da época, como mostrar que as aparências enganam, ajudar uns aos outros, e por aí vai. A produção contou, inclusive com grandes vozes na dublagem original, como Peter Cullen (Optimus Prime de “Transformers”, Ramrod de “Saber Riders”), Susan Blu (dubladora que tornou-se diretora de dublagem de muitos desenhos animados, nos anos seguintes), Frank Welker (Megatron de “Transformers”), Nancy Cartwright (Bart Simpson) e até Danny DeVito. A série animada teve um remake lançado o ano passado pro novo canal de TV da Hasbro, o HUB, intitulado de My Little Pony: Friendship is Magic. Mas não iremos comentar sobre isso…


Quando resolvi escrever esse post foi justamente pensando nesse período de adaptações de séries animadas que eram exibidas, na década de 80, nas manhãs no extinto “Xou da Xuxa”, haha! Tivemos 3 filmes dos Transformers (fora as séries e animação), está sendo produzindo o segundo dos G.I. Joe (mesmo comentário),  o novo desenho dos Thundercats estreou no final de semana passado no Cartoon Network estadounidense e hoje, Os Smurfs aparecem nos cinemas.
Pro pessoal mais novo, não custa mencionar que Bob Esponja teve sua estréia em 1999… Bom, apenas pra lembrar como o tempo passa rápido. xD


Por hora é isso, bom final de semana a todos.
Ateh  o/

Transformers – O Filme (1986)

A animação de hoje é para o pessoal mais old school. Os famosos carrinhos que viram robôs imagino que já conheçam, mas o desenho original de 1984, se lembram?


A série animada Transformers foi criada para divulgar a linha brinquedos chamada Diaclone, que foi lançada pelo grupo Takara, no começo da década de 80. Mas como não haviam mangás ou animes para divulgação desses brinquedos acabaram encalhando, para tal, anos mais tarde veio a série americana que alguns conhecem. No Brasil foi originalmente exibida aos domingos de manhã, e mais tarde entrou no quadro de programação diária da rede Globo, no extinto Xou da Xuxa.


Enfim, depois desse embasamento teórico… Chegamos no ano de 1986, quando o longa metragem foi lançado. Ele veio ao final da 2ª temporada, e introduz personagens novos para as temporadas que viriam a seguir. Que acabaram deixando a desejar, mas não falaremos disso agora.
Na aventura, os Decepticons domiram o planeta natal dos Transformers, Cybertron. Enquanto que os Autobots estão em bases lunares desse planeta. Com a proposta de contra-ataquerem, o bravo Optimus Prime (Líder Optimus como foi chamado no Brasil) pede a alguns de seus soldados para irem à Terra buscarem mais Energon (fonte de energia dos robôs), para prepararem um ataque em grande escala. Porém, Megatron descobre o plano. Durante a viagem do ônibus espacial, invade-o e usa a técnica de Cavalo de Tróia para atacar a Cidade Autobot. Temos umas das sequências mais agitadas para os fãs da série. Muitos robôs disparando raios (como todo bom desenho animado dos anos 80, os personagens sempre tem péssima pontaria), rock n’roll de fundo e uma excelente animação.

A primeira metade do filme é encerrada com a chegada de Optimus Prime virando o jogo. A cena do Líder, invandido a cidade transformado no caminhão de 18 rodas atropelando os Decepticons chega a ser comparada com a corrida de bigas de “Ben-Hur”. Tá, exageros a parte, é uma cena bem legal. E depois da batalha decisiva contra Megatron, mesmo havendo a vitória dos Autobots, acabamos tendo a baixa do próprio Prime ao final da luta. Percebemos aqui que a idéia do M. Bay, no filme de 2009 não é original não, o Optimus já tinha batido as botas tempos atrás, rá.


Contudo, da segunda metade para diante o filme perde-se um pouco de rumo. Os novos personagens apresentados ( automaticamente sinônimo para novos brinquedos nas prateleiras) iniciam uma busca atrás do vilão maior Unicron, um planeta que devora tudo em seu caminho. Ele reforma, o que sobrou, do Megatron em um novo personagem, o poderoso (e lunático) Galvatron, com novos soldados. Começa uma corrida contra o tempo para que os Autobots consigam escapar dos Decepticons, que contra-atacam, e deterem o gigante devorador de planetas.

No Japão, o filme foi exibido ao longo de 5 dias, sendo o tempo que se passa na aventura. No Brasil, chegou a estar em algumas poucas salas de cinema em São Paulo, e em 1988 foi exibido na Rede Globo no Dia das Crianças daquele ano, na Sessão da Tarde.
Existem comentários diversos entre os fãs em relação ao filme, principalmente pela morte do Líder e os personagens novos apresentados. Alguns não atigiram o mesmo carisma que os personagens antigos tinham, mas como disse, isso é questionável.


O dvd lançando nos últimos anos, que infelizmente não veio para o Brasil, possuia poucos extras, mas interessantes, sendo o storyboard de cenas excluídas e entrevista com Vince DiCola, compositor da trilha sonora. Entre outros convidados tivemos Leonard “Sr. Spock” Nimoy emprestando a voz para Galvatron, Erick Idle (do Monty Pyton) sendo o robô aloprado Wreck-Gar e Orson Welles cedendo sua voz para o personagem Unicron, sendo esse o último trabalho desse ícone do cinema. E não menos importante, uma das músicas da trilha é do inusitato Weird “Al” Yankovic.


Seja você saudosista ou não, “Transformers – O Filme”, é uma animação bem descontraída para um dia de chuva. Atualmente, com a evolução tecnologica e industrial, muitos brinquedos desses personagens antigos vem sendo produzidos e sendo bem mais dinâmicos e interessantes que aqueles “tijolões” dos anos 80.


Encerramos aqui com o link para o trailer europeu que possuí algumas cenas que infelizmente não chegaram a ir para as telas, mas ainda assim ficaram muito legais.

Então é isso, por hoje é só pessoal.