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Priscilla Tramontano – Artistas inspiradores

Conheça a arte de Priscilla Tramontano, a Prips.

Priscilla Tramontano com sua manopla

Quem é?
Priscilla Tramontano, mais conhecida na internet pelo seu apelido Prips, é uma brasileira formada no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em design, colorista e ilustradora. Atualmente trabalha na série mensal de quadrinhos dos Transformers e também tem trabalhos para os quadrinhos do Godzilla.

Rascunho da artista

Fan art do desenho Street Fighter

La Muerte com um animal de estimação de esqueleto

Como conheci?

Sigo a Priscilla no Instagram há um bom tempo e tive a oportunidade de conhecê-la em um evento aqui na cidade onde moro. Uma pessoa fofíssima! Além de ter tatuagens maravilhosas ela é uma graça.

O que gosto no trabalho da Prips é como ela consegue ir do fofo ao fantástico, dos robôs até as menininhas e parece que tudo foi feito com tanta facilidade que deixa a gente embasbacado. Também me admira em como ela usa cores fortes e bem saturadas e o trabalho não fica pesado nem bagunçado, tudo combina no conjunto e fica lindo, uma meta que tenho pra vida.

Fora que trabalhar desenhando robôs é algo de se admirar demais, pois são seres cheios de geometria, detalhes e que são, pelo menos ao meu ver, BEM difíceis de se desenhar e ela manda muito bem no que faz.

Transformers

Transformers

Godzilla

Quer conhecer mais da artista?
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HQ: Yowiya | Hiro Kawahara

Conheça Yowiya, de Hiro Kawahara

Capa da HQ Yowiya de Hiro Kawahara. Na frente temos Kipky, em amarelo, logo atrás Manon, toda em azul com as letras do título da HQ na frente. Atrás dela, bem ao fundo da composição,  Yowiya.

O Projeto

Esta HQ independente feita por Hiro Kawahara foi para o Catarse ano passado e tive o prazer de ajudá-la a vir à vida. Sou fã do Hiro desde que juntava e colecionava as lâminas das bandejas do Mc Donald’s e a admiração só aumentou quando fiz um workshop com ele há uns anos atrás.

Junto desta HQ veio o Maravilhoso, que já falei por aqui no blog.

A História

Yowiya é um deus que era adorado pelos macacos, mas com a evolução e a massificação do homem na terra, ele deixa de ser adorado, até que Kipky por algum motivo o desperta. Ele agora quer ser adorado pelos humanos, mas o que ele fará pra que isso aconteça?

Para ajudar Kipky nesta aventura temos a personagem de Manon, uma modelo que foi brutalmente assassinada e tem seu corpo astral andando pela terra.

Página mostrando Kipky e Manon andando lado a lado na rua

Sobre o quadrinho

Apesar de contar com 86 páginas, eu senti que a história tinha espaço pra muito mais coisa. A morte de Manon fica pairando no ar, apesar de ser mencionada por várias vezes e dando a entender que ela era importante para o que ia acontecer. Acho que seria legal ter abordado um pouco mais da própria Kipky, que é a personagem principal. Em alguns momentos dá a entender que ela tem alguma doença, mas nunca diz qual.

Adorei a maneira que o Hiro achou pra homenagear pessoas que ele admira, colocando artes espalhadas por todo o quadrinho. E falando em desenho, Hiro arrasou. Principalmente na parte dos macacos, eu fiquei olhando o maior tempão para a página tentando imaginar aquilo tudo acontecendo. Foi muito doido e grandioso e achei que ele conseguiu mesmo passar aquele sentimento.

No geral gostei muito da história, entendi que tem um limite de páginas e que por isso muita coisa pode ter sido deixada de fora para um próximo volume, quem sabe. Seria interessante ter mais um para fechar isso e nos explicar algumas coisas, mas o que me deixou bem chocada foi a maneira que Kipky “destrói” Yowiya. Achei BEM bizarro, mas depois de ler Maravilhoso acho que meio que aceitei. Mesmo assim pareceu bem forte e teria cuidado em indicar a HQ por ai, pois me passou um pouco uma sensação de estupro e não sei, só sei que foi assim.

Cena do quadrinho mostrando coisas caindo de um penhasco

E você, já leu essa HQ? O que achou? Conta aí nos comentários!

Viagem: Ilha Grande – RJ – Como chegar e onde ficar

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Ilha Grande é uma ilha de 193 km² e 5 mil habitantes que pertence a Angra dos Reis e fica a oeste do estado do Rio de Janeiro. A principal praia é a Vila de Abraão que concentra maior parte da população local e possui posto médico, polícia, supermercado, farmácia, restaurantes, pousadas e demais comércios. Na ilha existem 113 praias, algumas habitadas, outras semi-desertas e algumas desertas.

Um belo dia o noivo chegou e falou: o que você acha da gente ir pra Ilha Grande nas férias? Eu nunca tinha ouvido falar do lugar, mas basta você jogar no Google Imagens para que seus olhos sejam inundados com as imagens mais lindas de praia que você deve ter visto hoje. Claro que concordei com ele e então em meados de janeiro de 2016 estávamos eu e ele indo de São José dos Campos para Angra dos Reis. A viagem foi muito gostosa, apesar de alguns percalços, e como adoro fazer posts sobre lugares e passeios eu vou separar os de Ilha Grande em três para ficar bem explicadinho: Como chegar e onde ficar, onde comer e o que fazer, espero que vocês gostem e programem-se para ir pra lá porque é aqui no Brasil e é lindo.

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Embarcações saem para Ilha Grande de: Mangaratiba, Angra dos Reis, Conceição de Jacareí e Paraty.

Como Chegar?

Para ir para a Ilha você não vai precisar do seu carro. Isso mesmo caros amigos, não é permitido veículos automotores particulares na ilha. Então o que fizemos foi deixar nosso meio de transporte em um estacionamento em Angra dos Reis que tinha convênio com a pousada que íamos ficar. Dali você pode pegar vários tipos de transporte marítimo para chegar até a ilha e dependendo do que você escolher vai ser o tempo de travessia, que pode variar entre 30 minutos até 1 hora e 40 minutos, e varia entre R$15 e R$40. Para fazer a travessia você compra a passagem nas agências de viagem que ficam perto do cais, mas também aparecem pessoas das agências no cais distribuindo senhas para a travessias, então fique esperto.

FATO: Chegamos lá e ficamos perdidos na hora de pegar a embarcação porque é tudo bem desorganizado. Do centro de informações no cais mandam a gente para uma agência de viagens, mas de lá mandaram pro cais de volta, foi loucura. Fora que na hora de embarcar não tem fila e você tem que ficar esperto porque gritam horários e tudo mais.

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Onde Ficar?

Na ilha você consegue ficar como você bem entender e essa foi uma das coisas que me encantou no lugar: tem pra todos os gostos. Desde pousadas chiques daquelas que você toma café olhado pro mar, hostels até campings. Ficamos numa pousada simples, mas muito gostosa, a Yes, que tinha um café da manhã bacana, quartos bem legais, com varanda (o que ajuda em dias de praia que você precisa secar coisas) e uma recepcionista gracinha, a Dona Eva, que foi simpática com a gente e nos deu dicas de passeios. Foi bom ficar na pousada pois pegamos vários dias com chuva e fiquei doente no meio da viagem, mas vi muitas resenhas positivas sobre o Hostel El Misti e o Camping do Lucio.

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Travessia Ilha Grande – Angra.

Algum de vocês conhece a Ilha Grande? Já ouviu falar? Espero que gostem dos posts e que eu consiga mostrar como este lugar é lindo, até os próximos!

Mais informações? Site de Ilha Grande | Pousada Yes

Passeio: Museu de Pesca – Santos/SP

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Jornal “A Tribuna”, Santos (SP). Autor: Marcelo Justo, fev. 2007.

O Museu de Pesca de Santos sempre foi um lugar que eu quis visitar, desde pequena. A família da minha mãe é praticamente toda de lá e por conta disso cresci visitando a cidade, e sempre passava pela frente do museu e ficava encantada com o esqueleto de baleia que podíamos ver da rua. Finalmente, depois de 27 anos, lá fui eu entrar nele.

O antigo Forte Augusto de 1734 foi construído para a defesa do estuário de Santos, mas em 1893 o lugar sofreu ataques e quase não sobrou muita coisa. Devido ao excelente lugar onde se encontrava, torna-se Escola de Aprendizes-Marinheiros do Estado de São Paulo, organizada pelo Ministério da Marinha. O prédio foi inaugurado em 5 de maio de 1909 e funcionou até 1931. Em 1932, recebeu o nome de Instituto de Pesca Marítima. Durante anos o prédio fui mudando de nome até que em 1969 ele finalmente começou a ser chamado como hoje conhecemos.

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Entrada do museu.

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Balaenoptera physalus.

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23 metros de comprimento e 7 toneladas – Uol

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Tubarão.

Sobre o passeio: Apesar de ser um museu simples, ele é bem interessante e divertido. Com exemplares de vários animais taxidermizados (reproduzidos para estudo com carcaças reais), como arraia-manta, tubarões, lulas (único exemplar em exposição no mundo com 5 metros de comprimento), aves e peixes, o museu trás também salas interativas para crianças e que podem ser visitadas pelos grandes também. Uma das salas mais legais pra mim foi a que tem areias e conchas de várias praias do Brasil. Como praias num mesmo pais, estado e até cidade podem ser tão diferentes. Essa diversidade da natureza me encanta.

Tempo do passeio: Demoramos quase duas horas lá dentro, curtindo cada pedaço do local. Foi bem divertido!

Preço: Até a publicação deste post o valor da entrada consta como R$5,00 inteira e R$2,50 para estudantes e professores. Crianças até 6 anos e adultos maiores de 60 anos são isentos.

Onde fica: Avenida Bartolomeu de Gusmão, 192 – Santos/SP – (13) 3261-5260/ 3261-5995

Mais informações: http://www.pesca.sp.gov.br/museu.php