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Outubro Rosa

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Quando eu era pequena na minha escola tinha um pequeno palco, onde, me lembro como se fosse hoje, a mãe da minha amiga estava para receber uma homenagem. Ela estava lá, no dia das mães depois de passar por um tratamento de câncer de mama. Os cabelos estavam crescendo e ela recebeu um buquê de flores.

Muitos anos depois minha mãe foi internada com trombose e em uma das visitas eu conheci a moça que estava com ela no quarto. Câncer nos ossos. Pelo que me lembro, a doença se espalhou pelo corpo pela demora de diagnóstico de um câncer de mama. O médico falava que ela era muito nova e se recusava a dar a mamografia. Ela não tinha nem 30 anos.

Algum tempo atrás eu parei e pensei: “caramba, eu tenho 28 anos”. Não, não é besteira. A gente vai ficando mais velho e parece que a cabeça demora pra acompanhar, isso já me foi relatado por mãe e avó e pelo visto acontece com todo mundo. Acontece que a frase do Homem-Aranha vai ficando verdadeira, pois com grandes poderes vem grandes responsabilidades. Cresci, tenho minha casa, meu trabalho, minha vida e as responsabilidades estão sendo jogadas na minha cara a todo momento, mas uma coisa eu não tinha reparado, minha saúde faz parte disso.

Cresci, tenho minha casa, meu trabalho, minha vida e as responsabilidades estão sendo jogadas na minha cara a todo momento, mas uma coisa eu não tinha reparado, minha saúde faz parte disso.

Todo ano eu via o Outubro Rosa como uma campanha para “mulheres mais velhas”, afinal, eu tinha 13 anos, depois 18, depois 23… mas aí cheguei nos 28, idade que muitas mulheres descobrem este tipo de doença, e ainda não me identificava com as campanhas, foi quando a constatação da idade deu aquele click e eu entendi que eu tenho sim que me conhecer.

Na verdade a gente sempre tem que entender nosso corpo, mas eu comecei a me preocupar mais depois que parei de tomar o anticoncepcional (assunto para outro post), comecei a perceber mais o que acontece comigo e como isso é importante. Nunca tinha me tocado que eu poderia sempre fazer o auto-exame, que é tão fácil e importante pra prevenção do câncer de mama, algo tão simples e que eu achava que “não estava na idade”.

Como eu devem haver outras mulheres por ai (MU.LHER. Porque deixei de ser menina faz tempo) que não se enxergam com esses olhos, então quero convidar vocês pra ir comigo e embarcar neste mundo de gente adulta com responsabilidades e muita saúde. Faça sempre o auto-exame.

Tema Especial: Abraçando Patinhas

Abraçando Patinhas

Este mês o Rotaroots, grupo de blogueiros que se uniram pra resgatar aquele espírito da antiga blogosfera, está fazendo parte de uma campanha fofa e nobre. Junto com a Max Total Alimentos, os posts especiais deste mês visam falar sobre a guarda responsável, a adoção consciente de animais e além disso, divulgar uma campanha de arrecadação de ração para a ABEAC – Associação Bem Estar Animal, que é responsável pelo bem-estar de cerca de 1100 cães. Além da campanha, o Rota e a Max vão doar 1 tonelada de ração para a ONG.

Eu sempre quis ter um cachorrinho ou um gatinho, mas na casa da minha mãe nunca tivemos como ter um bichinho, o apartamento sempre foi pequeno demais e minha mãe sempre gostou de aquários e peixinhos. Até lembro de termos um cachorro em casa quando pequena, era a Torga e ela era uma pastor alemão linda e grande comilona de abacates da árvore que havia no quintal. Quando fui morar em república era praticamente impossível ter bichinhos e depois que me mudei pra São José dos Campos o apartamento continuou pequeno. Além disso, eu e o namorado ficamos fora o dia todo, então como ter um animalzinho se não teremos como dar atenção pra ele? Por esse motivo é que não pegamos animaizinhos aqui em casa. Sabe o que isso tem a ver? Tem a ver que se eu arrumar um bichinho pra mim um dia ele tem que vir com responsabilidades e tempo pra me dedicar a ele. Isso é parte de ter uma guarda responsável.

Os pilares da guarda responsável:

1. Educação das crianças sobre a necessidade do respeito aos animais
2. Denúncia e vigilância contra maus tratos aos animais
3. Castração dos peludinhos pra evitar o abandono dos filhotes não planejados
4. Vacinação para todos
5. Visitas regulares ao veterinário
6. Conscientização contra os abandonos, principalmente no final do ano
7. Necessidade de auxílio aos cães e gatinhos mais idosos
8. Alimentação digna e saudável
9. Espaços adequados para a diversão e bem-estar
10. Higiene constante do local onde moram e também deles mesmo

Abraçando Patinhas

Lembre-se, um animal não é um presente, é uma responsabilidade e a escolha de ter um em casa tem que vir com muita sabedoria, não importa se é cachorro, tartaruga, coelho, gato, passarinho, ramster ou peixinhos, eles são seres vivos e merecem seu carinho e atenção.

Quer ajudar e participar da campanha? Clique aqui e veja como doar e como ajudar no projeto.