ficção

Assistir: 3% (2016)

3% – Três por cento, série brasileira no Netflix

Três por cento, série brasileira no Netflix, escrito em um fundo cinza.

Sinopse

“Em um futuro pós-apocalíptico não muito distante, o planeta é um lugar devastado. O Continente é uma região do Brasil miserável, decadente e escassa de recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Mar Alto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá. ” Sinopse de 3% por AdoroCinema.

O que achei?

Eu já conhecia a história da série, pois no tempo que eu estava na faculdade eu fazia parte de um podcast com amigos – o saudoso Séries no Ônibus – e tivemos a oportunidade de entrevistar os criadores (sim, foi demais!). Hoje não lembro de muita coisa – foi em 2011! – mas todos havíamos gostado muito do piloto que estava na internet e torcíamos para que ela fosse pra frente. E não é que foi?

A primeira série brasileira no Netflix vem com tudo na ficção e jogando muitas coisas que ocorrem hoje no mundo na nossa cara, talvez de uma maneira caricata e mais exagerada, mas nada que George Orwell não tenha feito um dia na vida.

Começamos a entender o processo seletivo para entrar no Lado de Lá e as motivações dos personagens aos poucos, assim como suas personalidades. É bem interessante a maneira que isso foi sendo construído e como muitas vezes somos surpreendidos. Aos poucos máscaras vão caindo e conseguimos nos aproximar mais de alguns personagens.

Alguns efeitos especiais podiam ser melhorados? Acho que sim, pois são bem poucos, mas a maneira como conseguiram apresentar as diferenças e as locações eu gostei bastante. No geral, a série faz você ficar grudado na cadeira, te entretêm, mas sem nenhuma grande novidade. O feijão com arroz que empolga e faz a gente querer uma segunda temporada.

Quero destacar aqui uma parte que eu adorei: o design dos figurinos e de alguns objetos. Afinal, designer que é designer presta atenção nessas coisas.

E vocês assistiram? Que acharam? Conta aí pra mim nos comentários!

Assistir: Black Mirror

Black Mirror: você tem que assitir.

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Uma espécie de híbrido entre “The Twilight Zone” e “Tales of the Unexpected”, Black Mirror explora sensações do mal-estar contemporâneo. Cada episódio conta uma história diferente, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada à tecnologia.

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Sobre a série

A primeira temporada de Black Mirror foi ao ar em dezembro de 2011 e contou com três episódios. Desde lá já foram, também com três episódios, a segunda temporada (2013) e terceira com seis. Diferente das séries que estamos costumados, Black Milk mostra em cada episódio uma história nova feita pra acabar com sua cabeça.

A série com ares de “Admirável Mundo Novo” em muitos episódios, vive mostrando futuros fictícios muitas vezes bem próximos do que entendemos hoje, com muita crítica ao que somos ou viremos a ser. Será? Os temas tem quase sempre a ver com tecnologia e a maneira que utilizamos ela.

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O que achei

O episódio mais perturbador pra mim foi o “The National Anthem”, primeiro episódio da primeira temporada, que mostra o primeiro Ministro da Inglaterra tendo que fazer algo super absurdo para salvar uma princesa. Foi sufocante ver o sofrimento do personagem e a reação das pessoas.

O mais fofo, com certeza é “San Junipero”, no qual em um futuro fictício as pessoas morrem, mas podem escolher viver em suas consciências em computadores, pra sempre. Uma delicadeza, uma poesia, figurinos maravilhosos, tudo lindo. Amor demais pra mim.

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Vocês já tinham ouvido falar dessa série? Já assistiram? Qual seu episódio favorito?

Quadrinhos: Cerulean e Farofrance

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Vem conhecer “Cerulean”, obra de Catharina Baltar, e “Farofrance”, de Giovana Medeiros, duas ilustradoras brasileiras que correm atrás e publicam seus quadrinhos de maneira independente.

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Cerulean

“Cerulean conta a história de uma curiosa sereia de cabelos azuis cerúleo e seu pequeno amigo cor de rosa, Ollie. Eles vivem tranquilamente no fundo do mar, até que um dia Cerulean encontra um objeto misterioso e brilhante em uma caverna: um celular! Cada vez mais encantada com a tecnologia humana, Cerulean precisa aprender a lidar com dois mundos completamente diferentes.” Catarse.

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Catharina trouxe através do Catarse um quadrinho super gracinha e gostoso de se ler. Com ilustrações bem coloridas ela conta a história de uma sereia que descobre a tecnologia, e assim como Ariel, ganha pernas para ver o mundo com outros olhos, desta vez com óculos. Além da história principal, a HQ conta com algumas histórias rapidinhas no final, que particularmente viraram minhas prediletas.

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Farofrance

“Giovana Medeiros que ela manteve entre os dias 27 de maio e 1 de julho de 2014, pela Europa. No quadrinho ela conta sobre passagens que ocorreram na viagem e curiosidades dos lugares.”

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Este quadrinho da Giovana é um amorzinho! Além de conseguirmos viajar com ela pelas memórias e acontecimentos da viagem, o traço característico da artista faz a gente morrer de fofura a cada página virada. Se você procura uma obra leve, esta aqui é super indicada.

Os Últimos Cinco Filmes que Eu Assisti #9

Opinião dos últimos cinco filmes que assisti, curtas e diretas. Hoje temos “Esquadrão Suicida”, “O Mordomo da Casa Branca”, “A Grande Aposta”, “Caça Fantasmas” e “Dr. Estranho”.

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Esquadrão Suicida (2016)


Rating: ★★☆☆☆

Após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de metahumanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria o projeto do Esquadrão Suicida, onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas abreviadas em 10 anos. Caso contrário, simplesmente morrem. O grupo é autorizado pelo governo após o súbito ataque de Magia (Cara Delevingne), uma das “convocadas” por Amanda, que se volta contra ela. Desta forma, Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach) são convocados para a missão. Paralelamente, o Coringa (Jared Leto) aproveita a oportunidade para tentar resgatar o amor de sua vida: Arlequina.

Eu ignorei todas as críticas negativas do filme e fui ver com alguma esperança de que o filme não fosse de todo ruim. Minhas expectativas eram baixíssimas e mesmo assim o filme conseguiu decepcionar. Uma história jogada, piadinhas demais para um filme que nem foi feito pra isso, um Coringa bizarro ao ponto de incomodar demais e colocado na história pra nada, vilão fraquíssimo (pra mim), mas pra compensar tudo isso, uma trilha sonora de arrasar.

O Mordomo da Casa Branca (2013)


Rating: ★★★★★

1926, Macon, Estados Unidos. O jovem Eugene Allen vê seu pai ser morto sem piedade por Thomas Westfall (Alex Pettyfer), após estuprar a mãe do garoto. Percebendo o desespero do jovem e a gravidade do ato do filho, Annabeth Westfall (Vanessa Redgrave) decide transformá-lo em um criado de casa, ensinando-lhe boas maneiras e como servir os convidados. Eugene (Forest Whitaker) cresce e passa a trabalhar em um hotel ao deixar a fazenda onde cresceu. Sua vida dá uma grande guinada quando tem a oportunidade de trabalhar na Casa Branca, servindo o presidente do país, políticos e convidados que vão ao local. Entretanto, as exigências do trabalho causam problemas com Gloria (Oprah Winfrey), a esposa de Eugene, e também com seu filho Louis (David Oyelowo), que não aceita a passividade do pai diante dos maus tratos recebidos pelos negros nos Estados Unidos.

Assistimos este filme pelo Netflix sem pretensão e logo todos estávamos vidrados na frente da TV. Mais do que a história de um mordomo, este filme fala sobre a história dos Estados Unidos e de como os negros eram tratados por lá. Vemos a morte de Kennedy, a ascensão do movimento negro, passamos por Martin Luther King, Panteras Negras e enquanto isso Eugene vai vivendo na Casa Branca, passa-se tanto tempo que ele chega a conhecer 7 presidentes. O filme é emocionante, a história é real e eu indico muito!

A Grande Aposta (2015)


Rating: ★★★★☆

Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas pessoais desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.

Pra você entender este filme completo, eu acho que a pessoa tem que ter se formado em economia ou contabilidade. Muuuuito conteúdo, muitas explicações, muitas metáforas, você fica até tonto no meio do filme tentando entender tudo aquilo, mas é sobre o que ocorreu nos Estados Unidos há alguns anos atrás quando o mercado imobiliário quebrou. Eles explicam como algumas pessoas lucraram com a desgraça alheia, mostrando como o capitalismo trabalha (money over everything). Apesar de denso, o filme é bem legal, com uma edição de som de deixar o queixo caído.

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Caça-Fantasmas (2016)


Rating: ★★☆☆☆

Atualmente uma respeitada professora da Universidade de Columbia, Erin Gilbert (Kristen Wiig) escreveu anos atrás um livro sobre a existência de fantasmas em parceria com a colega Abby Yates (Melissa McCarthy). A obra, que nunca foi levada a sério, é descoberta por seus pares acadêmicos e Erin perde o emprego. Quando Patty Tolan (Leslie Jones), funcionária do metrô de Nova York, presencia estranhos eventos no subterrâneo, Erin, Abby e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) se unem e partem para a ação pela salvação da cidade e do mundo.

Eu entendo que a vibe machista caiu em cima da adaptação do clássico dos anos 80, mas eu vou confessar que não gostei tanto assim do filme. Eu tenho que concordar com meu noivo que muitas partes de comédia foram forçadas (oi prefeito, oi diretor, oi Thor), o que transformou o filme numa palhaçada só. Eu entendo que ele foi feito pra isso, mas não faz meu tipo de filme favorito. Em contrapartida, Kate McKinnon maravilhosa! Melhores cenas, melhores risadas.

Dr. Estranho (2016)


Rating: ★★★★★

Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.

É DISSO QUE EU TÔ FALANDO!!!!!!! Que filme pessoal, que filme! Primeiro eu quero dizer que o 3D dele me surpreendeu e eu fiquei triste por não ter um cinema IMAX na minha cidade, porque veria de novo facilmente. Segundo, achei uma história madura, divertida sem ser exagerada e com um final que eu não esperava. Achei demais mesmo!