livro

Leituras: Falando o Mais Rápido que Posso

De Gilmore Girls a Gilmore Girls e Tudo no Meio do Caminho

Lauren Graham na capa do livro Falando o Mais Rápido que Posso

SINOPSE

A estrela Lauren Graham dá um presente aos fãs. Em “Falando o mais rápido que posso”, a intérprete da eloquente e amada Lorelai Gilmore faz uma retrospectiva da sua vida e compartilha histórias engraçadíssimas sobre amadurecimento, o início de sua carreira de atriz e, anos depois, como é sentar em seu trailer no set de Parenthood e se perguntar “Será que eu, hmmm, cheguei lá?”. Ela também fala abertamente sobre os desafios e as cobranças de ser uma mulher solteira em Hollywood e conta histórias divertidíssimas, como, por exemplo, a vez em que pediram a ela que fizesse um teste para um papel com a própria bunda. Finalmente, Lauren encara uma épica maratona de Gilmore Girls e relembra como foi gravar cada ano da série original e o que significou para ela voltar a interpretar, nove anos depois, uma de suas personagens preferidas.

Além de trazer fotos e trechos do diário que Lauren manteve durante as gravações do reboot “Gilmore Girls: Um Ano para Recordar”, este livro é como uma noite agradável em casa batendo papo com sua melhor amiga, rindo, contando muitas histórias e – é claro – falando o mais rápido que você puder.

Lauren Graham

O QUE ACHEI?

Como uma boa fã de Gilmore Girls eu acho que não existia alguma possibilidade de eu não gostar desse livro. Uma amiga querida me emprestou dizendo que tinha adorado e eu fui lá e devorei em poucas semanas toda a história.

A narrativa do livro é bem dinâmica, lembrando e me fazendo ler tudo com a voz da atriz no melhor estilo Lorelay de ser. Ela começa contando sobre como começou na vida de atriz, onde estudou e como algumas das experiências que ela teve foram falhas, o que é legal pra ver que nem tudo são flores no meio do caminho.

Minhas partes preferidas foram as que ela comenta sobre Hollywood de uma maneira tão racional que me fez gostar ainda mais dela. Lauren fala sobre a pressão de ser sempre linda, maravilhosa e jovem, sobre envelhecer como atriz e até sobre dietas malucas de celebridades. Tablóides inteiros foram desmontados com este livro, em alguns momentos quis levantar e bater palmas.

Além disso ela conta sobre bastidores de Parenthood, série que ela trabalhou depois de GG – que eu não conheço – e Gilmore Girls, além de comentar sobre como foi gravar e rever o pessoal com o reencontro promovido pela Netflix.

Quem é fã da série vai adorar o ritmo e as histórias.

Você gosta de GG? Conhecia o livro?

Leituras: Harry Potter e A Pedra Filosofal | J.K. Rowling

A Pedra Filosofal, o primeiro livro de Harry Potter.

Capa do primeiro livro harry potter com um Harry de pano ao lado

Sinopse

Conheça Harry, filho de Tiago e Lílian Potter, feiticeiros que foram assassinados por um poderosíssimo bruxo, quando ele ainda era um bebê. Com isso, o menino acaba sendo levado para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural pelo contrário. Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdava roupas velhas do primo gorducho, tinha óculos remendados e era tratado como um estorvo. No dia de seu aniversário de 11 anos, entretanto, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no país das maravilhas, que o conduz a um mundo mágico. Descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais, o terrível Lorde das Trevas.

O menino de olhos verdes, magricela e desengonçado, tão habituado à rejeição, descobre, também, que é um herói no universo dos magos. Potter fica sabendo que é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal e essa é a causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa. Ele não é um garoto qualquer, ele sequer é um feiticeiro qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de poder, resistência e um líder natural entre os sobrenaturais. Sinopse do Skoob.

Capa de Harry Potter e a Pedra Filosofal

O Primeiro livro de Harry Potter

Escrito por Joanne K. Rowling e lançado em 1997, “A Pedra Filosofal”, primeiro livro de Harry Potter surgiu pra mudar a vida de muita gente por ai. Eu comecei toda errada nas histórias de Harry Potter, como já falei em vídeo no canal, então a APF não foi o meu primeiro livro, mas se tivesse sido, seria o meu divisor de águas. Graças a estes livros eu comecei a me embrenhar no mundo da leitura.

Então este ano resolvi reler todos os livros do bruxinho, de novo, depois de muito tempo. Já devia fazer uns quase 10 anos que não relia HP e sempre é bom revisitar Hogwarts, pois a própria autora diz:

“As histórias que mais amamos vivem em nós para sempre. Não importa se você voltará página por página ou se assistirá aos filmes mais uma vez, Hogwarts sempre estará te esperando.”

— J.K. Rowling em entrevista no ano de 2011.

Como uma fã enorme de Harry Potter foi fácil sentar e reler tudo. Como foi maravilhoso reviver esta primeira aventura! Eu li o primeiro livro com 12 anos, quase a idade de Harry, e pude reviver as angústias, as alegrias, os momentos de curiosidade, a raiva dos Dursley e tudo mais. Tanta coisa eu não lembrava mais da história! Tá explicado porque este livro faz tanto sucesso, não importa a idade, ele tem um ritmo ótimo, uma narrativa intrigante e eu devorei ele em pouco tempo, como era o esperado.

Melhores frases:

“Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro,e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas.”

“Para a mente bem estruturada, a morte é apenas a grande aventura seguinte.”

“A verdade é uma coisa bela e terrível, e portanto deve ser tratada com grande cautela.”

“Não vale apena mergulhar nos sonhos e esquecer de viver.”

Leituras: O Mundo Codificado – Vilém Flusser

O Mundo Codificado

Sinopse

A obra de Vilém Flusser (1920-1991) desvenda a tentativa milenar da humanidade de superar suas limitações físicas por meio da tecnologia. Nesse processo, o autor demonstra que os designers, embora tenham um papel central, caminham sobre um chão conceitual muito frágil. As teorias apresentadas destroem lugares comuns e verdades superficiais, além de lançarem luz sobre problemas que sequer começamos a enfrentar. Flusser, filósofo nascido em Praga, na atual República Tcheca, passou cerca de 30 anos de sua vida no Brasil, onde engajou-se no debate filosófico, contribuindo com escritos para a Revista Brasileira de Filosofia e para os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Os textos reunidos em O mundo codificado trazem a marca da melhor produção do autor- são curtos, rápidos, claros, precisos, incisivos, mas, como afirma Rafael Cardoso, organizador da edição, que ninguém se engane com a aparência amena dessa água, cuja superfície transparente esconde a profundidade vivente de um oceano!. Essencial à formação de qualquer designer, o livro é referência obrigatória para se entender melhor a encruzilhada entre a materialidade temporal e a imaterialidade eternizada à qual nossa cultura parece estar chegando. Por Livraria Cultura.

O que achei

Desde a faculdade eu namorava este livrinho. Todo mundo falava que era leitura obrigatória, mas nunca conseguia botar minhas mãos nele até a promoção da Cosac Naify, o real bota-fora que fizeram, e finalmente consegui! Ele foi todo organizado pelo historiador de arte Rafael Cardoso em três partes: Coisas, Códigos e
Construções.

Visual requintado à parte, o livro é de leitura bem densa, portanto sabia que pra mim seria uma coisa bem difícil – sempre me acho meio burra pra este tipo de livro – porém achei várias passagens que me intrigaram, principalmente se pensarmos que Flusser morreu em 1991. Em alguns pontos ele fala sobre a evolução da tecnologia e como as pessoas irão utilizá-la, exemplo:

“Vamos então buscar outro modelo que a revele mais claramente: o papel de um espectador de TV num futuro próximo. Ele terá à sua disposição um videocassete com fitas de vários programas. Estará apto a mesclá-los e a compor, assim, seu próprio programa. Mas poderá fazer ainda mais: filmar seu programa e outros na sequência, inclusive filmar a si mesmo, registrar isso numa fita e depois passar o resultado na tela de sua TV. Ele se verá, portanto, em seu programa. Isso significa que o programa terá o começo, o meio e o fim que o consumidor quiser (…), e significa também que ele poderá desempenhar o papel que quiser.”

O que seria isso se não o nosso YouTube? Fazemos nossas próprias programações e se nada nos satisfazer ainda podemos criar nosso próprio conteúdo.

Em todo o livro Flussem fala sobre como as informações são utilizadas, recebidas e entendidas, por isso um livro tão importante para estudantes de design e comunicação. Apesar de escrito há mais de 20 anos atrás, o livro trás vários questionamentos que são incrivelmente atuais.

“Vamos recapitular nosso argumento na tentativa de dizer como poderá ser a nova civilização. Temos duas alternativas. A primeira possibilidade é a de o pensamento imagético não ser bem-sucedido
ao incorporar o pensamento conceitual. Isso conduzirá a uma despolitização generalizada, a uma desativação e alienação da espécie humana, à vitória da sociedade de consumo e ao totalitarismo da mídia de massa. Parecerá muito com a atual cultura de massa, até mais, inclusive, e a cultura da elite desaparecerá para sempre. E esse é o fim da história em qualquer sentido significativo que esse termo possa ter. A segunda possibilidade é a de o pensamento imagético ser bem-sucedido ao incorporar o conceitual. Isso levará a novos tipos de comunicação, nos quais o homem assumirá conscientemente a posição formalística. A ciência não será mais meramente discursiva e conceitual, mas recorrerá a modelos imagéticos. A arte não trabalhará mais com coisas materiais (“oeuvres”), ela proporá modelos. Os políticos não lutarão mais pela observância de valores, eles irão elaborar hierarquias manipuláveis de modelos de comportamento. E isso significa, em resumo, que um novo senso de realidade se pronunciara, dentro do clima existencial de uma nova religiosidade.”

Eu não vou dizer aqui que entendi o livro inteiro, acho que ele merece ser relido futuramente, principalmente em um momento de mais paciência. Eu realmente não me dou bem com livros de filosofia e derivados, mas acho que valeu muito a minha tentativa, e apesar de ter literalmente viajado em várias passagens e relido muitas vezes, eu gostei, mesmo me sentindo bem lerda no final. Mas paciência, um dia irei melhorar.

Leituras: A Dança dos Dragões | George R. R. Martin

A Dança dos Dragões

Ilustração da capa do livro, onde um dração enorme e negro encara a pequena Daenerys em meio a um mar de pessoas que assiste da arquibancada

Sinopse

O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é mais fácil conquistar uma cidade que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e económico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?

Sou de câncer, sou dramática

Eu já havia lido os outros volumes d’As Crônicas de Gelo e Fogo havia um bom tempo. Lembro de carregar esses livros enormes pra lá e pra cá quando comecei a trabalhar logo depois de formada. Gramatura horrenda mesmo, que deixa o livro gigante e pesado de se carregar, aliás.

Pra resolver o problema, arrumei um e-book deste quinto volume para ficar mais fácil o que não adiantou muito, já que demorei mais de dois anos pra terminá-lo. Achei que era algum tipo de maldição, praga, carma, qualquer azaração possível porque eu não conseguia engrenar na leitura dele. Li até outros livros no meio do caminho, mas ele sempre ficava pra trás. Então resolvi que esse ano eu tinha que terminar! Nem que fosse de outra maneira. E pá! Foi lembrar da existência de audiobooks e fui salva.

Achei um link na internet com o livro todo em áudio e colocava o bendito pra tocar enquanto estudava desenho. Foi minha salvação. Em pouco mais de uma semana terminei o livro, que só ficou interessante mesmo lá pro final.

O que achei

Capa do livroTive que reler o começo várias vezes, e como ele é arrastado. A gente vai passando pela vida em Westeros, Muralha… e nada parece que vai acontecer. Quando acontece você está lá pro final do livro, mais especificamente lá para a página 800 e qualquer coisa e então o circo começa a pegar fogo! Se você viu a última temporada da série, sabe o que eu tô falando.

Não sei se foi por conta de ter ouvido a passagem, mas a cena de Cersei Lannister respondendo pelos pecados dela foi emocionante, forte, bem como me lembrava na série, mas como temos os pensamentos dela descritos no livro a coisa fica melhor a cada passo que ela dá. Pra mim a melhor passagem deste volume.

No todo vemos todo o tabuleiro se mexendo para quem sabe coisas mais emocionantes num próximo livro. Diz a lenda que serão sete, então imagino o sexto sendo mais enrolado ainda ao me ver, principalmente se for tão grande. Fiquei na dúvida se o sexto livro vai seguir a mesma linha da série, que aliás seria bem interessante, pois alguns personagens tem os destinos mudados, e eu acho que a solução da HBO foi bem legal.

No geral, apesar de achar o começo bem massante, a historia me prendeu novamente e eu fiquei realmente desejando o próximo livro. Enquanto o sexto livro não sai, para meu alívio, já que demorei tanto esse, vou aproveitar e devorar vários!

Você já teve um livro desse, encantado, que você nunca acaba? Já leu este? Conta aí nos comentários!

Sinopse do Skoob.