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Leituras: Crer ou Não Crer | Pe. Fábio de Melo e Leandro Karnal

Livro Crer ou Não Crer – Uma conversa sem rodeios entre um historiador ateu e um padre católico

Fotos de Leandro Karnal e Padre Fábio de Melo nas laterais com a capa do livro crer ou não crer ao centro

Sinopse

O que pode dizer um homem que fez o voto de se dedicar a Deus a outro que está plenamente convencido de Deus não existe? O que pode ouvir um crente de um ateu? O que um ateu pode aprender? São questões assim que guiaram o encontro entre o padre Fábio de Melo e o historiador Leandro Karnal e resultaram neste livro. Um debate rico e respeitoso entre um cético e um católico que oferece uma referência importante aos brasileiros crentes e não crentes.

Com coragem para provocar um ao outro e humildade para aceitar os argumentos, os autores discutiram pontos fundamentais, como se o mundo é melhor ou pior sem Deus e se a religião ajuda ou atrapalha. Questionaram o quanto a fé faz falta e discutiram as esperanças, os medos e a morte no horizonte de quem crê e quem não crê. Crer ou não crer é o resultado de muitas horas de conversa entre um dos padres mais amados do país com um dos mais populares historiadores. Uma obra que irá agradar e enriquecer milhões de leitores.

Leandro Karnal

O que achei?

O noivo comprou este livro e resolvemos ler juntos, cada hora um lia um capítulo. Foi uma experiência bem bacana, os capítulos fluem facilmente, a linguagem não é rebuscada demais e para algumas coisas mais específicas ele possui um glossário no final com mais explicações. Em duas semanas já havíamos terminado o livro e nos impressionado com as discussões.

Nós não seguimos nenhuma religião em especial, ele tem crisma, eu batismo apenas, mas nossa visão de religiosidade é bem parecida, o que proporcionou alguns momentos de reflexão bem bacanas entre nós.

Ninguém tenta ficar com a razão nesta discussão cheia de conteúdo e é isso que deixa o livro tão rico. Padre e ateu vão se questionando de maneira amigável, discutindo sobre pontos chave e levando o leitor a se questionar sobre seu próprios valores e ideais.

Adorei as passagens que falam sobre a religião nos tempos de hoje e a visão do padre Fábio me surpreendeu e me fez ter mais respeito pelos ensinamentos da igreja, uma igreja que ele mesmo diz muitas vezes diferir de algumas coisas que ele faz e diz, e que por isso Karnal faz graça dizendo que ele tem uma religião própria, o “fabismo”.

Pela primeira vez consegui compreender os ensinamentos da igreja católica, pelo menos os que foram apresentados no livro, gostei do que li e muitas barreiras e preconceitos foram quebrados em mim, fico apenas triste por perceber que muitas pessoas que frequentam estes lugares parecem não entender esta visão bonita que o padre apresenta no livro.

Um livro para aprender, questionar, quebrar e evoluir nossas mentes de maneira leve, mas que leva a reflexão profunda de nossos atos, crenças e ações. Pelo menos assim foi pra mim.

Padre Fábio de Melo

Melhores frases

“O fato de algumas borboletas durarem 48h e algumas tartarugas, 150 anos, não faz com que uma vida seja melhor do que a outra. Na verdade eu acho, inclusive, que a beleza da flor natural é ela morrer. E é o horror da flor de plástico: nunca morre e por isso, nunca vive” (Karnal)

“Nem sempre estamos prontos para o entendimento. Ele é processual. Quantas pessoas e encontrei no passado marcadas pela arrogância, como se tivessem engolido a verdade suprema, sem condições de acolher os que pensam diferente delas. De repente, dois, três anos depois, reencontrei-as mais leves, menos prepotentes, mais dispostas ao encontro que proporciona o entendimento. Eu acho que o processo é assim para todos nós.” (Pe. Fábio)

“O nosso problema não é a falta de Deus. Enfrentamos é a falta de valores humanos, de educação, de conhecimento, de preparo, de solidariedade, tolerância. Quando o discurso religioso recai sobre um ser humano absolutamente carente de tudo isso, qualquer conversa passa a servir.”

“Se o meu corpo não existir, eu não existirei. (…) Por que é que alguém deve temer a morte? Porque eu nunca estarei com a morte. Quando a morte for eu não serei; enquanto eu for, a morte não será.”

Evento: Semana Monteiro Lobato 2017 – #SML2017

Semana Monteiro Lobato em Taubaté

Eu, Renata Cundari, Armindo Ferreira, Má Moraes, Thiago Galvão e Marcela Cerqueira numa selfie.

Um convite delicioso

Este ano fui convidada para um evento que já está no meu coração, a Semana Monteiro Lobato, lá em Taubaté, terra do escritor. Organizada pelo Almanaque Urupês, pelo Taubaté Shopping e pela Livraria Leitura, o evento reuniu uma programação maravilhosa entre os dias 19 e 23 de abril.

Vários nomes de peso passaram por lá, como Carina Rissi, Carolina Munhoz, Raphael Draccon, Heloisa Prieto e Bruno Honda, e eu fui convidada, juntamente com outros criadores de conteúdo aqui da região do Vale do Paraíba, para falar sobre produção de conteúdo digital por aqui.

Thiago Galvão, eu, ma Moraes, Marcela Cerqueira e Armindo Ferreira.

Thiago Galvão olhando para mim, que estou falando no microfone, ao lado, Ma Moraes.

A mesa dos boletos

Foi bem legal reencontrar pessoas que sigo aqui do Vale. Eu, Má Moraes, Marcela Cerqueira, Armindo Ferreira e o mestre de cerimônias Thiago Galvão falamos sobre como é complicada a relação entre as marcas e o produtor de conteúdo por aqui, de como mantemos os trabalhos paralelos da nossa vida “na internet” para pagar os boletos que chegam no fim do mês, mudanças de regras nas plataformas, etc.

Ganhamos um kit fofíssimo pela participação, com direito até a pó de pirlimpimpim!

Eu e Draccon no maior papo.

Carolina Munho e eu.

Autógrafos e espaço pra uma fã.

Fora a mesa, aproveitei para ficar na palestra super legal com Carolina Munhoz e Raphael Draccon, escritores brasileiros que eu adoro e sigo faz tempo nas redes sociais. Draccon é meu querido por conta da trilogia de livros Dragões de Éter que eu adorei ler. Infelizmente não tinha livros para autógrafo, mas fiz questão de tirar foto com os dois.

Eu segurando a pelúcia do Jovem Link, personagem do Zelda, e Camila Loricchio.

Ainda encontrei minha amiga e eterna bixete da faculdade, Camila Loricchio, que é escritora e estava com livros dela numa máquina linda que você podia pegar livros. Aliás indico muito a trilogia Castelo de Cartas.

Eu usando um capacete de papelão criado por Bruno Honda, que estava na exposição dele.

Caixas da exposição de Bruno Honda

Leitura e Arte

Pude ainda conferir a exposição do Bruno Honda, criador do famoso Mônica Toy, animação bem simplificada e engraçadinha da Turma da Mônica. O cara manda muito bem e fiquei só alí babando nas artes que ele faz em coisas que provavelmente jogaríamos fora, como desodorantes e caixas de pizza.

Pra completar a felicidade, estava rolando a exposição Donas da Rua, com artes de personagens da Turma da Mônica feitas por artistas que admiro muito. Mas é tanto que deixei isso pra falar em um próximo post e dar a devida atenção. Calma que logo ele chega.

E você, conhecia o evento? É da região? Conta mais se você foi e o que achou =D

Meme: Epic Reads

epic_read

Sou a maior enrolada pra responder memes, tags e coisas do tipo, mas uma hora nessa vida eu resolvo responder, porque fica guardadinho aqui no meu rascunho. Como faz tempo que não respondo nenhum, peguei este que foi indicado pela Cris e vim aqui correndinho responder esse meme que fala de livros e leituras.

1) Você pode convidar um autor e um personagem para um chá, quem seriam?
Convidaria J.R.R.Tolkien, pra que ele me contasse mais sobre a Terra Média e como as coisas vieram parar na cabeça dele, e adoraria ter também a companhia de Viviane, de “As Brumas de Avalon” pra quem sabe dar uns conselhos.

2) Este autor poderá escrever um prequel para algum personagem, para quem seria?
Acho que tudo que tem que ser contado os autores contam, mas a vida de Daenerys deve ter sido interessante até antes de se casar com Drogo.

3) Crie um bom casal de personagens de livros diferentes.
Daenerys e Eragon? Acho que Dany poderia super aprender muita coisa com Eragon e vice-versa. Afinal, os dois tem que domar dragões né? Mas não sei se Eragon é maduro o suficiente pra Dany. o que acham?

4) Você está numa estação e um escritor está prestes a entrar no ônibus. Qual escritor seria e o que você gritaria pra ele?
Meg Cabot. Gritaria “I love Genovia”, com certeza. Acho as histórias do Diário da Princesa muito divertidas.

5) Qual livro te transformou num leitor?
“Harry Potter e a Câmara Secreta”, porque eu li primeiro esse, como expliquei no vídeo que falei da minha paixão por Harry Potter lá no canal.

6) Está acontecendo um incêndio na sua estante, qual livro você salva primeiro?
Um de contos dos Irmãos Grimm que tenho, capa dura, todo ilustrado. Acho lindo.

7) Em qual universo distópico você viveria e porque?
A pergunta mais difícil deste meme por vários fatores, mas eu viveria muito em Nárnia, com a natureza lindona, bichos que falam e magia.

8) Qual a sua leitura mais épica de todos os tempos?
Diria que foi Senhor dos Anéis, me marcou muito o livro, os filmes, com ele conheci pessoas maravilhosas e até hoje gosto e rever e visitar a Terra Média.

Indicando pra Clay, a Sté e a Tamy, mas fica livre pra quem quiser, e se for responder, me manda o link pra eu ver!

Livros: Novos Fundamentos do Design e Pensar com Tipos

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Faz muito, mas muito tempo que aproveitei uma promoção da Cosac Naify e comprei livros de design e só agora consegui ler alguns. Os que vou mostrar abaixo são livros considerados básicos, mas só consegui lê-los agora que me propus matar uma fileira de livros que estavam na estante.

novos_fundamentos_design Novos Fundamentos do Design Rating: ★★★★★ Ellen Lupton, autora de Pensar com tipos (Cosac Naify, 2006), e Jennifer Cole Philips, revisitam o bê-a-bá do design, enfocando temas como: ponto, linha, plano, ritmo, equilíbrio, modularidade, tempo e movimento, à luz das mudanças tecnológicas e da sociedade global. Neste guia conciso e visualmente inspirador, as autoras partem de trabalhos de estudantes e exemplos-chave da prática profissional contemporânea que vão desde a criação de marcas, impressos e sinalizações à elaboração de páginas da internet e design em movimento, para mostrar a importância do equilíbrio entre habilidade técnica e pensamento visual crítico. Segundo as autoras: “Nós o criamos porque não víamos nada assim à disposição dos estudantes e jovens designers de hoje”.

O que acho mais bacana nos livros da Elle Lupton é a didática maravilhosa que ela tem em explicar as coisas, com uma leitura clara e bem fácil você consegue seguir sem peso algum. Além disso o livro é recheado de exemplos e até ideias de exercícios pra treinar ou se você é professor, aplicar com seus alunos. Eu cheguei a fazer alguns dos exercícios e achei bem interessantes pra quem sabe servir de inspiração pra algo no futuro. Recomendadíssimo!

pensarcomtipos_gdePensar Com Tipos Rating: ★★★★★ É uma excelente porta de entrada para o mundo da tipografia, além de um ótimo companheiro para os cursos da área. Ao longo do livro, as informações teóricas aparecem sempre acompanhadas de exemplos práticos, os quais são contextualizados na história e na teoria do design. Os ensaios trazem panoramas históricos e teóricos abrangentes, que vão das origens da tradição aos impasses dos novos meios de comunicação. Um apêndice com “dicas úteis, alertas agourentos e outras fontes” complementa o livro, incluindo um pequeno guia de preparação, edição e revisão de textos para designers. Ao fim e ao cabo, Pensar com tipos, como o próprio título sugere, não trata tipografia como um fim em si mesma, com seus vícios, fetiches e clichês autorreferenciais, mas como uma atividade “com a qual o conteúdo ganha forma, a linguagem ganha um corpo físico e as mensagens ganham um fluxo social”.

Se tem uma coisa que eu acho que tenho MUITO que melhorar é na tal da tipografia. Pode parecer simples, mas combinar e criar fontes é algo bem difícil e por conta disso sempre que tenho oportunidade faço algum curso, workshop ou leio algo sobre o assunto. Como já declarei meu amor por Ellen Lupton aqui, o livro tem aquele jeitinho gostoso que te leva a ler todos os blocos prestando atenção e te prendendo em toda a leitura te recheando de aprendizado. Achei bem interessante saber mais sobre os tipos e indico pra todo mundo que quer saber um pouco mais deste mundo.

Fora tudo isso, os dois livros possuem projetos gráficos maravilhosos e você pode ter na sua casa como lindas peças de arte.

Sinopses Cosac Naify.