vida real

App: Moovit – Aplicativo com horário de ônibus

Aplicativo com horário de ônibus, facilitando a vida.

Moovit - Aplicativo com horário de ônibus

O que é o Moovit?

É um aplicativo com horário de ônibus disponível em mais de 1400 cidades ao redor do Brasil e do mundo que te ajuda a saber as linhas de ônibus/metrô, horários e caminhos para fazer. Ele permite que você controle totalmente o percurso, o tempo e a quantidade de trocas de transporte que você precisa fazer para chegar ao seu destino. Resumindo: um Waze pra pedestres.

Ele está disponível em cidades como Belo Horizonte, Campinas, Brasília, Fortaleza, Curitiba e a minha querida São José dos Campos, além de várias outras no Brasil e no mundo, como Paris, Bogotá, Peru, Atenas e Madrid.

Telas do aplicativo Moovit

Como usar esse aplicativo com horário de ônibus?

Depois de baixar o aplicativo no seu Android ou iPhone, você só precisa colocar onde você está e onde você quer ir. O aplicativo vai filtrar as melhores rotas pra você fazer, mostrar de onde seu transporte sai e em quanto tempo.

Ele mostra certinho o tempo que o transporte vai demorar pra chegar no ponto, coisa moderna mesmo! Depois de embarcar ele ainda te avisa quantos pontos faltam pra saltar – ou estações – e vai te mostrando o trajeto pra você acompanhar. Quando você está próximo do destino final ele vibra e te avisa pra saltar. Coisa linda e maravilhosa.

Dá pra cadastrar endereços que você mais utiliza, assim fica bem mais fácil de programar no caso de outra viagem, e ele também te mostra o tempo que você vai gastar pra chegar no destino final, essencial pra não perder a hora de encontros importantes.

Celular com tela do Moovit aberta

O que achei?

Descobri este app pegando um ônibus aqui na cidade. O adesivo estava logo atrás do cobrador. Cheguei em casa e baixei na hora, foi a salvação da minha lavoura.

Por motivos de noivo viajando e carro da empresa, fiquei a pé por pouco mais de um mês na cidade e entrei em desespero pra descobrir as linhas que eu deveria pegar para chegar nos lugares. Os que estou acostumada, OK, mas peguei um freela alocado num bairro que nunca tinha ido, e ai? Uber é bom, mas todo dia é facada no peito, né?

Esse app lindo me ajudou a andar por aqui de ônibus com toda a classe de trabalhadora que eu mereço! Ele dá os horários CERTINHOS que o ônibus passa no ponto, assim não preciso ficar trinta minutos esperando um que nem sei se vai passar e ainda fala exatamente onde descer. APAIXONEI.

Neste meio tempo fui pra vários outros lugares com ele, aprendi linhas novas e já é meu queridinho, por isso tive que compartilhar dessa tecnologia que eu não conhecia e pelo que comento por aqui, ninguém nunca ouviu falar. Vale muito a pena!

Rumo aos Trinta

rumo aos trinta: foto de um pedaço de bolo com velas

Eu andava muito dedicada, toda preparada, toda disciplinada. Estava programando posts, selecionando os temas para dar um rumo ao blog e cuidando de tudo direitinho. Acontece que na vida, a gente tem que priorizar as coisas, nosso tempo é curto, temos que trabalhar e ainda tem que sobrar tempo para o marido, estudos, hobbies, e quando vemos o dia precisaria ter 120 horas para que conseguíssemos fazer tudo.

Os posts estavam prontinhos até junho, aí eu desandei. Hoje é dia cinco e em outro momento eu estaria entrando em pânico que não tenho nada agendado para esta semana ou a próxima. Tenho sim muitas ideias, mas cadê o tempo? Depois que criei a Alpaka meu tempo é dedicado a ela, mas sempre achei um jeitinho de encaixar o blog por aqui. Acontece que o blog, por mais que seja minha paixão, não me trás nenhum retorno financeiro, e eu acabei dedicando tempo de estudo e criação de coisas novas para ele. Confesso, fiz errado. Tenho que focar minhas energias onde eu quero que dê certo, mas meu amor pelo mundo bloguístico é tão grande que me deixei levar. Eu amaria que ele fosse a parte “certa” da minha vida, mas não consigo escolher nicho, amo escrever e estou me encontrando nas newsletters. Tenho um cara muito bacana (Arthur! MUITO OBRIGADA!) me ajudando com SEO e tentando melhorar o blog desde o começo do ano, ele diz que adora meu trabalho aqui e quase morre de saber que faço tudo isso aqui, todo esse conteúdo 100% original, de graça. E como tá difícil impulsionar tudo isso! Aí aconteceu: a BAD bateu.

Eu já tinha falado aqui que queria que o blog fosse algo leve, mas eu não tomei nenhuma atitude pra resolver isso. Na verdade só algumas poucas: instituí que só posso postar e escrever posts DEPOIS do meu horário de trabalho. Como eu que faço meu horário, dei umas escapulidas, claro. Diminui um post por por semana, mas resolvi gravar vídeos, que me consomem um dia praticamente que inteiro entre gravar e editar. Ou seja, cadê o foco Michelli?

Esse espaço me trouxe tanta coisa, tanta gente, tanta oportunidade que ele faz parte de mim já. Tenho blog há 17 anos, cresci vendo os pastos dos diários virtuais se tornarem prédios enormes de propaganda e acabei ficando nessa terra de ninguém. A maioria das meninas que eu seguia, que tinham blog, acabaram também por ir embora. Algumas, as que tornaram isso profissão, ficaram. Eu continuo aqui, como prova de que eu não desisto fácil.

Agora tenho menos de 365 dias para completar meus 30 anos e continuo repensando muito no que faço aqui, se tem serventia, se alguém nesse mundão sem fim ainda me lê e se vale a pena continuar dando murros em ponta de faca. Minha terapia está me fazendo repensar em muita coisa e nisso acabo me encontrando. Eu AMO dividir coisas legais com as pessoas, mas a internet de meu deus tá ficando cada vez mais complicada pra gente se reinventar. Já tentei muitas coisas, sei que consigo dividir minhas experiências em outros canais, mas escrever, apesar de eu ser bem visual, ter minhas ilustrações e tudo mais, escrever me trás uma paz sem igual.

Estou aqui, chacoalhando a poeira pra não deixar vocês e me preparando para meus próximos dias até os 30, que tenho certeza que serão incríveis. Aguardem as cenas dos próximos capítulos.

Quadrinhos: Cerulean e Farofrance

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Vem conhecer “Cerulean”, obra de Catharina Baltar, e “Farofrance”, de Giovana Medeiros, duas ilustradoras brasileiras que correm atrás e publicam seus quadrinhos de maneira independente.

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Cerulean

“Cerulean conta a história de uma curiosa sereia de cabelos azuis cerúleo e seu pequeno amigo cor de rosa, Ollie. Eles vivem tranquilamente no fundo do mar, até que um dia Cerulean encontra um objeto misterioso e brilhante em uma caverna: um celular! Cada vez mais encantada com a tecnologia humana, Cerulean precisa aprender a lidar com dois mundos completamente diferentes.” Catarse.

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Catharina trouxe através do Catarse um quadrinho super gracinha e gostoso de se ler. Com ilustrações bem coloridas ela conta a história de uma sereia que descobre a tecnologia, e assim como Ariel, ganha pernas para ver o mundo com outros olhos, desta vez com óculos. Além da história principal, a HQ conta com algumas histórias rapidinhas no final, que particularmente viraram minhas prediletas.

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Farofrance

“Giovana Medeiros que ela manteve entre os dias 27 de maio e 1 de julho de 2014, pela Europa. No quadrinho ela conta sobre passagens que ocorreram na viagem e curiosidades dos lugares.”

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Este quadrinho da Giovana é um amorzinho! Além de conseguirmos viajar com ela pelas memórias e acontecimentos da viagem, o traço característico da artista faz a gente morrer de fofura a cada página virada. Se você procura uma obra leve, esta aqui é super indicada.

Eu e o Blog

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Eu amo blogar. Tenho este cantinho desde meus 13 anos de idade e hoje tenho 28. Acontece que de uns tempos pra cá eu tenho refletido muito sobre como blogo, pra quê blogo e o que eu quero da vida e toda vez que entro nessa “neura” de analisar minhas atitudes perante a vida, o blog entra no meio da conversa.

Eu gostaria de viver dele? De dividir experiências com todos que passam por aqui? É claro! Quanta coisa boa eu já consegui na vida por conta desse lugar on-line que me sinto tão à vontade. Acontece que os blogs mudaram e eu não tenho a vibe necessária pra “ganhar” com isso. Coloquei entre aspas porque eu ganho muito, conheço pessoas maravilhosas, aprendo muito, busco sempre conhecimento nas áreas que são relacionadas, mas ele não me trás nenhum retorno financeiro e neste momento da minha vida, isso tem pesado um bocado.

Eu amo fazer muitas coisas, isso, me disseram, é ser uma pessoa multipotencial. Quando fui escolher minha faculdade eu queria um pouco de tudo: astronomia, oceanografia, letras (japonês), engenharia mecatrônica… mas acabei prestando todos os vestibulares pra design. Dentro do design eu sou apaixonada por marcas e tipografia, ainda tenho uma veia ilustradora e essas áreas estão sempre nos meus meios de estudo. Compro livros, experimento materiais, corro um pouco atrás de tudo. Acontece que no meio de tudo isso, tem aqueles sonhos, que só serão realizados quando eu realmente focar.

Hoje eu sou mil e uma utilidades: sou empreendedora, ilustro, sou blogueira, tenho canal no YouTube, faço marcas, material publicitário, sou social mídia e até cabelo andei pintando. No meio de tanta coisa eu tenho sonhos. Ouço histórias e penso “queria chegar lá”.

Esses dias vi um vídeo de Leandro Karnal, pessoa que sou fã, e ele disse em tal momento que a gente se entende quando a gente percebe do que temos inveja. Inveja é algo terrível sim, mas TODO mundo sente, o que é perigoso é a intensidade. “A inveja é sempre amargurada, porque ela nasce do reconhecimento da minha fraqueza” e no momento que eu sinto aquela inveja, é porque eu queria aquilo pra mim. E por que não tenho? Por que não corro atrás? O que me segura?

Na minha cabeça começam a pipocar desculpas (que são aquelas coisas que a gente arruma pra se enganar), “tô ficando velha pra isso”, “não vai dar tempo”, “mas tenho que fazer outra coisa”… e por ai vai. No meio das desculpas vem o vitimismo, que aparece sem a gente perceber, e sim, este parágrafo sou eu mesma me esbofeteando, porque eu sei das desculpas que eu arrumo e das vezes que me faço de coitada. Ninguém é perfeito e esses são meus defeitos.

Só queria saber como acabar com esses sentimentos, que quando surgem são identificados e logo depois me sinto mal. Criando assim um ciclo de “vou fazer”, “não fiz”, “péssima”. Não sou budista, mas leio muito sobre, é uma das poucas religiões que eu tenho me identificado, e os textos são tapas na cara a todo momento. As vezes os ensinamentos me ajudam, outras me levam pra baixo. E eu continuo postergando coisas que eu gostaria de fazer e realizar.

Por conta de toda essa doidera, resolvi que o blog não será prioridade. Eu me comprometi a respeitar dias de posts e sempre tem conteúdo por aqui, mas eu preciso focar no que realmente é importante pra mim hoje. Não irei abandoná-lo, mas quero que a “obrigação” que tenho com ele hoje seja maleável e torne-se algo orgânico. Preciso deixar ir algumas coisas, porque hoje quero abraçar tudo e não estou fazendo nada, e o blog foi o que escolhi pra deixar ir aos poucos. Eu ainda tenho necessidade deste espaço pra me abrir, pra conhecer pessoas, mas que isso venha de forma fluída.

Obrigada por você que me acompanha por aqui. Não estou te abandonando, apenas dizendo que os posts serão mais coração daqui pra frente.