Já pensou você interagindo com aquele seu personagem de desenho animado favorito? Bom, o ator/dançarino/cantor Gene Kelly teve essa satisfação nos anos 40, ao lado do ratinho Jerry. Mas aqui, falaremos desse figura, Roger Rabbit.


O longa metragem mesclando cenas de live-action com animação tradicional foi algo que agradou bastante, tanto o público quanto a crítica, vencedor dos Oscars de Montagem, Efeitos Especiais, Efeitos Sonoros além de um Prêmio Especial pela Animação (nessa época ainda não existia o Oscar para longas animados, que veio a surgir no ano de 2001 com “Shrek” debutando na categoria).
A excelente direção de Robert Zemeckis (diretor da trilogia “De Volta para o Futuro”), apresentanos 104 minutos de muita diversão e envolvimento. Passando-se na Hollywood de 1947, os nossos conhecidos personagens cartunizados convivem lado a lado com as pessoas reais, num lugar chamado Desenholândia, e aqui eles são chamados apenas de “desenhos”. Porém, como nem tudo são alegrias, o atrapalhado Roger Rabbit é acusado de ter cometido um assassinato, e sobra para o detetive particular Eddie Valiant resolver o caso. Começam então as confusões, ainda mais quando a esposa de Roger, a elegante e sensual Jessica Rabbit aparece para atrapalar o caso, e pronto, tá armado um dos mais inusitados triângulos amorosos, no melhor estilo de filmes noir.


Como antagonista, temos o Juiz Doom (ninguém menos que Christopher Lloyd), da Corte Superior Distrital de Desenholândia e sua Patrulha composta por doninhas, que querem a todo custo capturar Roger Rabbit e poder usarem “O Caldo” – uma mistura de químicos que dissolve qualquer desenho.


Essa mistura trazendo personagens bastante distintos valorizam bastante o filme, o que fica sendo uma boa diversão para toda família (nossa, que frase de tio). A direção de animação fica por conta de Richard Williams, que não apenas isso, veio a ser autor do livro “The Animator’s Survival Kit”, considerada a bíblia da animação, a qual dentre 10 profissionais do ramo, 11 utilizam o livro como referência. Além da apresentação histórica da animação, o livro possuí muitas – e excelentes – explicações de movimentação para personagens, elementos e envolvendo os 12 príncipios da animação. Recentemente, foi lançado um pack em dvd com vídeo aulas ministradas pelo próprio Richard. Enfim, para interessados pelo assunto, é mais do que obrigatório usufruir dessa oportunidade que Willians nos deu ao compartilhar seu conhecimento.


O post saiu um pouco em cima da hora, mas usei do meu lema que “meu dia só muda depois que eu durmo”, então nesse momento ainda é sexta, hehe!
Bom final de semana pessoal.

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3 Comments on Uma Cilada para Roger Rabbit (1988)

  1. Nuss… muito legal esse filme. Curtia de mais quando criança e fiquei imaginando por longos tempos que os desenhos eram real. #juro

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