Ilustrações

Inspirações, mestres e ilustrações autorais. Acompanhe a evolução de uma aprendiz de ilustradora.

Exposição Salvador Dali – Vale Sul Shopping

Exposição “A Divina Comédia” por Salvador Dali

Dante Alighieri

A Divina Comédia é uma obra muito famosa de Dante Alighieri escrita, estimadamente, entre 1304 e 1321. Ela é dividida em três partes (Inferno, Purgatório e Paraíso) e foi originalmente feita em dialeto toscano. Estes poemas contam a história de uma viagem cenográfica por esses três reinos pelos quais a vida humana passa até atingir a perfeição.

Sobre a exposição

Nascido em Figueres em 1904, Salvador Dalí se tornou um famoso pintor surrealista da sua época por seus trabalhos oníricos e bizarros. Para esta exposição, o Vale Sul Shopping de São José dos Campos trouxe a obra completa, com 100 obras originais do artista, todas feitas por xilogravura e aquarela, vindas diretamente de Paris. Todos os desenhos são assinados por Dalí.

As artes fora encomendadas pelo governo da Itália para comemorar o nascimento de Dante, o escritor da obra, porém por conta da polêmica que isto causou (o artista fazendo não era italiano, e sim espanhol) o projeto foi colocado de lado.

O que achei

Apesar de surrealismo não ser um dos meus estilos preferidos, fiquei muito emocionada em ver de pertinho obras originais de um artista tão famoso. Como uma pessoa formada em design e que teve na formação muitas aulas de história da arte, poder chegar pertinho disso é indescritível.

As obras que coloquei aqui são as que mais gostei da exposição, que conta com uma visita guiada virtual com algumas televisões com atores caracterizados explicando o conceito de cada parte da exposição e as obras. Minha parte preferida foram as artes do purgatório, que pra mim conversam melhor com o estilo bizarro e perturbador do artista.

Como vejo?

A exposição fica na Praça de Eventos do shopping até dia 30 de abril. O Vale Sul funciona de segunda a sábado das 10h às 22h, e domingos e feriados das 12h às 20h, e fica na Avenida Andrômeda, 227.

Testando Papel de Aquarela

Papéis de Aquarela, qual a diferença?

Foto de papéis de aquarela em branco.

Esses dias fui mexer nas minhas coisas e descobri que eu tinha sete tipos de papéis diferentes para aquarela. Alguns em bloco, outros em pedaços menores que sobraram de outros tempos, de quando eu comecei a resolver aprender a técnica e tive aulas com a Sabrina Eras, de vários tipos e marcas diferentes.

Acontece que se tem uma coisa que sempre me intrigou é a diferença que o papel dá quando você vai pintar. Eu achava que não importava o papel de aquarela e a tinta que eu usava, (que quem sabe pode ser o próximo tópico) mas na verdade eles mudam muita coisa, por isso peguei um pedaço de cada e resolvi mostrar pra vocês as diferenças e contar um pouco mais sobre eles.

Papéis de aquarela com suas descrições.

Quais tipos de papel de aquarela existem?

Podemos diferenciar os papéis de aquarela pelo material de que são feitos, os mais comuns são os 100% celulose (feitos de fibras de madeira) e os que são 100% algodão. Os de algodão costumam ter uma melhor absorção da água e do pigmento, por isso são os preferidos de quem pinta. Existem alguns papéis interessantes com fibras de banana, bambu, mas que são mais difíceis de encontrar.

Também diferenciamos os papéis pela maneira que são feitos. Temos os coldpressed (prensados à frio) e os hotpressed (prensados à quente). Os papéis coldpress costumam ser mais rugosos, tem mais textura e uma secagem mais demorada. Os hotpressed são mais lisos, puxam menos água e secam bem mais rápido.

Além disso ainda vem a diferença de textura. Os papéis torchon ou rough grain são bem rugosos, com uma textura bem marcada. Os grana-fina, goft Grain ou fin tem uma textura um pouco mais suave e o satinado, ou satine, quase não apresenta textura, é até gostoso passar a mão e sentir o papel.

Depois de escolher tudo ainda temos que escolher a gramatura do papel, de maneira mais simples, a espessura. Para trabalhos com mais água são indicados sempre papéis com uma gramatura mais alta, como 300g, mas encontramos também em gramaturas menores, como 240g e 180g. Quanto menor, mais fina a folha.

É legal saber se o papel que você compra é Acid Free, que significa que este papel tem pH neutro dificultando o amarelamento do papel com passar dos anos.

Os papéis que eu já testei

Abaixo eu vou mostrar os papéis que tenho em casa. Fiz um pequeno teste em cada um da mesma maneira pra vocês verem como a tinta reage. Usei a mesma tinta (Lukas Dioxazine Violet) em todos também. Na parte de cima um degradê seco (pincel com tinta em cima e puxa o pigmento com água) e embaixo um borrão molhado (mancha de água pura no papel com pontos de pigmento). Também consegui pegar a textura do papel nas fotos, acho que vocês vão conseguir ver a diferença de um para o outro, sendo da mesma marca.

Arches

Arches 300g Coldpress Torchon

Arches 300g Coldpress Grana Fina

Arches 300g Hotpress Satinado

Dá pra ver claramente a diferença de textura de um para o outro, todos da mesma marca, porém com texturas diferentes. Dá pra ver também como a tinta seca mais rápido no satinado, perceba como a tinta corre pouco e quase não espalha a mancha, já no torchon a mancha fica bem mais suave.

Comprei os Arches logo no começo das aulas de aquarela com a Sabrina. Ela falou que se desse era legal comprar as folhas de várias texturas e testar o que cada uma fazia. O torchon eu tenho o bloco, mas as outras comprei em folhas grandes e cortei, separei em saquinho e marquei o nome. Gosto bastante dessa marca, acho que as coisas que faço nesses papéis são bem bacanas (claro que depende da habilidade da artista aqui), mas o preço desse papel já é mais salgado por ser um produto importado. Só uso essas folhas em encomendas que me fazem para quadrinhos, ou coisas assim.

Canson

Canson 300g Montval Grana Fina

Canson 300g Moulin du Roy Grana Fina

Canson 300g Moulin du Roy Satinado

Esses eu descobri a pouco tempo, mas que tem um custo benefício bem bacana já que tem bloco com 100 folhas a preço bem bacana em algumas lojas. O Montval é uma linha mais estudante, tanto que é 100% celulose e dá pra ver em comparação com os outros a diferença de como o pigmento reage. A textura não é tão forte (algo que eu particularmente não gosto) e dá pra fazer coisas mais delicadas.

A série Moulin du Roy é uma delícia! O satinado tem uma textura maravilhosa, mas já garanto que não é nada fácil domar a tinta nessa folha. Ganhei umas duas para testar e dei uma sofrida nos exercícios (lembra que a tinta seca mais rápido?), e nisso o grana fina já fica bem bacana, pois é quase sem textura e não seca tão rápido quanto ao satinado. Dos que usei, o meu preferido é este verdinho!

Lukas

Lukas 180g Coldpressed

Comprei um bloco desta folha em um curso que fiz na Sala Ilustrada com a Sabrina, pois não tinha papel pra treinar em casa, e na época quebrou meu ganho. A textura dele é bem diferente dos anteriores, a gramatura também é menor, o que faz ele enrugar bem mais dependendo da quantidade de água aplicada. Para quem está começando e quer um papel para treinos, vale sim, mas hoje indicaria mais o Montval pela gramatura e a textura, que me agradaram mais.

Qual é o melhor papel de aquarela?

Quando descobrimos as características dos papéis ficamos bem perdidos e não sabemos qual escolher. Tantas possibilidades, características e marcas, uma doidera. O que tenho pra dizer é o seguinte: experimente! Tente arrumar com pessoas papéis variados, ou se você puder, invista em folhas de marcas e texturas diferentes para testar. Não tem uma MELHOR, tem a que você vai gostar mais de trabalhar e a que você vai mais se adaptar.

Eu demorei pra entender as diferenças das folhas e o que elas causavam no resultado do que faço, mas hoje já sei a folha que tenho que usar para o resultado que eu preciso ou quero atingir.

Espero que com este post eu tenha conseguido explicar um pouco sobre os papéis de aquarela e que vocês tenha ficado com vontade de sair pintando por ai.
Ajudinhas do blog da Kris Efe.

Download: Wallpaper de Abril – Isca

Ilustração: Papel de parede de Abril- Isca

Simulação do papel de parede de computador com uma sereia quase encostando em um anzol.

O desenhar

Completo agora em abril três meses estudando desenho diariamente. Antes eu estudava, mas não com a frequência que estou fazendo agora, me obrigando a desenhar todos os dias. Na verdade não é obrigação e sim aceitação de que tenho que deixar um tempo livre pra mim, pra que eu melhore no que eu gosto de fazer. Nesse tempo eu estou buscando informações e rabiscando por vários lugares que vou, o que está me rendendo uma visível melhora, até pra mim, a pessoa mais cética e sem auto-estima que conheço.

Detalhe da ilustração feita em linhas e pontilhismo

Inspiração

Pra comemorar este sentimento em mim, resolvi pegar pesado no wallpaper deste mês e me dediquei bastante em uma arte que fiz em um estilo que gosto muito de fazer, mas que só comecei a reinventar depois de uma mesa de avaliação de portfólios que participei recentemente. Aliás, só tenho a agradecer as pessoas que estavam ali, mal sabem o bem que me fizeram. Mal sabem como meu coração se encheu de esperança e vontade de correr atrás.

Fiz o desenho em uma folha A3, pra que eu pudesse rechear ela de detalhes, e depois fiz tudo em linhas e uma técnica que eu ADORO: pontilhismo. É até engraçado pensar que uma pessoa ansiosa consegue ficar fazendo pontinhos num papel, mas é dessas surpresas que nossa cabeça apronta.

Pra deixar a arte mais linda e colocar aqui na parede de casa, eu usei uma tinta que comprei recentemente, da marca Pestilento (breve vou falar dela aqui tim-tim-por-tim-tim), pra dar um ar feérico e encantado na composição. Abaixo as fotos da aplicação pra vocês entenderem este efeito metálico azulado que a tinta dá.

Detalhe da ilustração com aplicação da aquarela aparecendo amareladaCom aquarela, de frente.

Detalhe da ilustração com aplicação da aquarela aparecendo azulada na luzSem aquarela, na luz.

Detalhe da ilustração ainda sem aquarelaSem aquarela.

Comente e deixe eu saber se vocês gostaram deste tipo de ilustração. Em breve você poderá comprar este pôster lá na Alpaka.

Pra baixar é só clicar nos links abaixo,
de acordo com a resolução desejada:

1920 x 1080 | 1600 x 1200 | Celular

Material utilizado: Papel Canson 200g A3, canetas Sakura Pigma Micron 0.1, 0.3 e 0.8 à prova d’água, pincel Coatman Winsor & Newton nº 04 e aquarela Pestilento Vanilla.

creative commons

Anna Anjos – Ilustradores Inspiradores

“Olá! Meu nome é Anna Anjos, sou ilustradora e artista visual freelancer e moro em Budapeste, Hungria. Atuo para publicidade, editorial, mobiliário, cenografia, design de superfície, embalagem e moda (vestuário).”

Eu sigo o trabalho da Anna já tem um bom tempo! O estilo dela é muito característico e sempre que bato o olho já saio correndo e falando “É Anna Anjos! Eu quero!”. Aqui em casa tenho uma das latinhas que ela fez para a Nestlé na páscoa há uns anos atrás e é meu xodó.

Os trabalhos dela são sempre super coloridos, com tons vibrantes o que deixa tudo bem alegre e divertido. Nas redes sociais dela dá pra acompanhar experimentos feitos em scketchbooks, levando em consideração coisas que ela vê por onde passa. As artes que ela fez em Portugal ficaram lindas!

Agora ela está vivendo em Budapeste e é muito legal ver como ela está levando o estilo de coisas de lá para as artes que faz, principalmente em estampas. Eu que tenho um pezinho no povo de lá estou apaixonada.

Um dos últimos trabalhos que acompanhei foram os vídeos para a Faber-Castell com demonstração de materiais da marca, vou ter que dizer que Anna Anjos deve fazer carvão e café ficarem coloridos e alegres, então não tinha como ficar diferente, artes lindas e alegres.

Estampas, pratos, livros, embalagens, propagandas… a arte desta artista é super versátil e já foi aplicada em vários lugares, mais um motivo pra acompanhar de perto o trabalho dela.

Quer saber mais sobre Anna Anjos?
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