Vida Real

Alô, alô, planeta Terra chamando! Este é o diário de bordo da blogueira que vos escreve.

Deixando o cabelo crescer

Deixando o cabelo crescer: do curto ao cumprido


AI SEGURA A CABELEIRA PORQUE VOU
FALAR DE UM ASSUNTO QUE EU A-DO-RO: CABELO!

Como comecei

Lááááá em 2016 eu tive um cabelão. Não era qualquer cabelão, acho que foi o maior tamanho de cabelo que eu tive na minha vida. Eu era apaixonada nele, porém já estava enjoada de olhar no espelho e ver aquele monte de cabelo que me dava um trabalhão e gastava muita tinta colorida.

Foi aí que comecei a ver alguns cortes pelo Pinterest e resolvi que queria um corte igual da Ruby Rose no filme XXX. Meu pai, como exímio cabeleireiro que é, mandou super bem e lá entrava eu na vida de cabelo curto. Cheguei a contar no meu canal do YouTube sobre ter o cabelo curto e até fiz post aqui no blog contando quais cuidados eu tinha com meu cabelinho.


Apresento-lhes: o cabelão. Foto por Gio Coppi


Meu médio-curto por Letícia Aimer

Passando a tesoura

Só que não bastou cortar ele assim, eu queria mais. De repente percebi que estava morrendo de vontade de ver como eu ficaria com um pixie hair. Tipo Anne Hathaway depois de “Os Miseráveis”, sabe? Então cheguei pro meu pai e falei “Pai, quero curtíssimo”. Depois de três vezes ele perguntando se era real oficial, lá fomos nós pra tesourada. Se você acha que um channel é curto, não sabe quanto cabelo pode sair da sua cabeça se pedir um pixie.

No começo achei meio estranho, mas foi bem fácil acostumar. A gente não precisa fazer muita coisa, só acordar jogar uma água, se quiser aproveitar joga uma pomadinha e pronto! Os mesmos trabalhos com o cabelo channel valem pro pixie, porém com muito menos produto.

Eu gostava da praticidade e velocidade que ele secava depois do banho. Tenho verdadeiro ódio de secar o cabelo no dias frios ou depois de treinos de noite, então pra mim foi a festa do caqui poder tomar banho e ter o cabelo seco em minutos.

Deixando o cabelo crescer

Fotos mostrando o cabelo crescendo entre 2016 e 2017

Depois de matar a vontade, resolvi deixar o cabelo crescer de novo, e aí vem a parte difícil. Se você quer ele curto, resolve-se o “problema” em segundos, mas pra crescer demora um bocado e aqui requer um pouco de paciência e uma pitadinha de… paciência. O cabelo curto perde a forma e o corte bem rápido e assim a gente começa a ficar com ele todo desengonçado.

Nestas fotos acima dá pra perceber como eu tive que começar a usar faixa/tiara pra segurar os fios quatro meses depois de cortar o cabelo todo.

Presilhas, tiaras e o que mais virar

Fotos mostrando o cabelo crescendo entre 2017 e 2018

Coloquei uma sequência de três meses seguidos pra vocês verem como o corte muda em pouquíssimo tempo. Se você acha que seu cabelo cresce devagar, experimente cortar bem curto, você vai ver que é tudo questão de ponto de vista. Em poucos meses eu tinha um cabelo com mullets e eu estava quase indo jogar na Argentina péssima piada. Como meu pai é meu único e soberano cabeleireiro, eu tinha que aguardar até a próxima visita pra arrumar os fios. HAJA PRESILHA!

Cresceu!

Fotos de 2018 e 2019

Depois de um tempo você percebe que já dá pra fazer um rabo de cavalo. Com uns meses mais as tranças voltam e agora eu tô toda serelepe com ele grande de novo com direito a tranças, rabos, chuquinhas e o que mais vier. Um pouco longe de ser do tamanho que ele era ainda, mas quase lá. Foram dois anos deixando ele crescer, cuidando dele para que os fios ficassem saudáveis nessa jornada e sempre aparando as pontas para o corte se ajustar e deixar ele forte.

Como comentei no vídeo, cabelo cresce e este post é a prova disso! E você, já pensou em mudar radicalmente? Conta pra mim aí nos comentários!

Pra não dizer que não falei de 2018


Marido e Mulher

2018 foi muito bom pra mim. Ele me tratou com carinho e atenção, ou vai ver fui eu que me tratei assim e com isso o ano ficou com aquele gosto de jujuba. Claro que a vida são altos e baixos, mas 2018 me reservou recomeços, aprendizados e novas etapas e passo por ele sabendo que sou uma pessoa melhor depois disso.

Recomeços

Depois de três anos trabalhando em casa com a minha própria marca – a Alpaka – decidi que queria voltar pro trabalho com salário fixo todos os meses. Queria poder fazer planos, fazer cursos, planejar viagens e sair com amigos sem contar os centavos. Foram três anos de muito (MUITO) aprendizado, nos quais conheci pessoas maravilhosas e tive oportunidades diferentes e muito incríveis, só que cheguei no ponto de escolha: tento investir muito na loja e viro administradora ou volto pro mercado e invisto numa carreira? Resolvi que agora eu quero mais sossego e certezas de dinheiro no bolso, e tá tudo bem. Ter um negócio próprio não é mole não! A gente trabalha e pensa no negócio 100% do tempo e eu vi que não ia fazer o que eu queria se ficasse ali.

Aproveitei então a oportunidade que surgiu em 2017 em um freela e voltei 2018 pra agência. Quem me conhece sabe que eu temia muito esse momento. Era um misto de tristeza, sensação de fracasso (por conta da loja) e medo. Medo de voltar a ter crises de ansiedade e pânico de novo. Mas na Árvore me receberam como em um abraço delicioso e confortável. Me senti valorizada, útil e contente por estar conseguindo viver novamente aquele estilo de vida de levanta, pega ônibus, vai e volta. Além disso pude conhecer muita gente linda que quero manter juntinha no meu coração pra sempre.

Pico dos Marins
Nós no Pico dos Marins.

Novas aventuras

Depois de alguns poucos meses acostumada na agência, surgiu uma oportunidade bem diferente de trabalho: uma vaga na área de marketing na empresa que o marido trabalha. Mesmo com aquele frio enorme na barriga, me joguei. A maioria dos dias agora trabalho home office e me sinto tão feliz com isso! Empresas alow! façam home office!

Então já que estava bem no trabalho, fui realizar alguns sonhos! Depois de 8 anos tentando arrumar oportunidade, finalmente subi o Pico dos Marins. Quando comecei a pegar firme nas minhas corridas e atividades físicas há anos atrás, foi porque o marido (na época namorado) falou que eu não teria condicionamento pra fazer esta trilha. Anos depois eu subi e fui muito bem obrigada!

Aniversário 30 anos
Galera linda.

Além disso fiz pra mim uma festa de aniversário de 30 anos. Chamei os amigos mais queridos que poderiam comparecer (mamãe também veio S2) e com toda a temática de Harry Potter fiz trinta-com-cara-de-vinte-e-dois e não acredito que já fiz tudo isso.

Antes disso eu fiz um pedido. Ele já havia sido feito em 2014 no topo da Basílica de Sacré Cœur em Paris, mas eu reforcei com data e tudo! Ai que no dia 02 de outubro eu e o noivo buscamos nossa certidão de casamento e agora finalmente e legalmente somos marido e mulher. Não teve cerimônia, mas teve e sempre haverá muito amor. Pra marcar o acontecimento fizemos um ensaio de fotos lindo com a Gio Coppi e fomos para uma lua de mel linda, que só descobri no dia pra onde iria: Amazônia.

Uma das viagens mais cheias de conhecimento, novas comidas e lugares lindos que fui. Foram dias deliciosos descobrindo uma das maravilhas do mundo. Vou contar mais sobre ela por aqui em breve, com detalhes e lugares pra vocês conhecerem, claro.

Junto com tudo isso teve o começo de uma nova psicóloga, que me ajudou a passar por 2018 plena, e a troca do kung fu que praticava há cinco anos para o tecido acrobático. Acho que pode ter sido parte das mudanças que senti em mim no ano que passou, mas estou apaixonada pela minha nova vida de acrobata.

No meio de tudo isso teve indas e vindas pra Minas, passeios com a minha irmãzinha linda que amo cada dia mais, séries, filmes, livros (13 lidos em 2018!), doramas e até tatuagem. 2018, você foi bacana, apesar das tretas por conta de política. Pudemos conhecer quem somos, quem está ao nosso lado e quem sabe, aprendemos a lidar com isso.

Que venha um 2019 incrível pra gente!

Me conta uma coisa legal que você aprendeu em 2018 ;D

Tiquin de Mim: Coleção de Chaveiros de Viagem

coleção de chaveiro de viagem

Depois de contar pra vocês sobre meu perfume super especial que ganhei de presente, resolvi dividir mais um “tiquin” de mim. Desta vez vim mostrar a coleção de chaveiros de viagem que eu e o marido temos.

Você pode gostar de ler sobre viagens e passieos

chaveiros de viagem

Colecionando coisas

Quando eu era pequena eu tinha coleção de cartões telefônicos. Talvez se você cara leitora – ou leitor – tiver menos de vinte anos, possa não se recordar desta tecnologia toda utilizada para ligar para pessoas, os famosos telefones públicos, mas na minha infância e metade da adolescência esses cartões eram muito utilizados e tinham figuras bem diferentes e bonitas, por isso muita gente colecionava. Já o marido é o doido das coleções: latinhas de refrigerante/cerveja, cartões telefônicos e maços de cigarro estão entre as coisas que ele ainda tem na casa da mãe dele.

Colecionando Chaveiros

Quando começamos a trabalhar e por isso passear mais, começamos a querer ter uma lembrança de cada lugar que nós íamos. Globinhos de neve não são facilmente encontrados no Brasil, shots de bebida você não vai encontrar em Poços de Caldas, mas uma coisa que temos em quase todos os lugares é aquele ítem que toda tia traz das viagens e são super baratinhos: chaveiros. Estava aí então determinado o item obrigatório de toda viagem e passeio que faríamos.

chaveiros de viagem

Nossa coleção de chaveiros

O primeiro chaveiro que compramos foi do musical Mamma Mia, que o marido da minha mãe levou a gente pra assistir. Estávamos na faculdade e foi o primeiro musical que João Manoel (vulgo, meu esposo) assistiu. Depois dele vieram tantos outros como Rei Leão, que também está na nossa coleção.

Em cada cidade ou evento marcante que vamos – OI ROCK IN RIO! – compramos o chaveiro mais diferente e que tem a ver com o lugar que estamos. O da Argentina, quando viajamos pra Foz do Iguaçu é um apitinho de cerâmica mega fofo com uma lhama, o de Penedo é um pedaço de madeira gravado com aquela caneta quente, Londres tem um ônibus de dois andares e Ubatuba uma tartaruga super fofa pra lembrar a visita ao Projeto Tamar.

chaveiros de viagem

Decidimos há algum tempo colocar todos eles em um painel e pendurar na parede. O painel é de cortiça e colocamos pins pra poder arrumar quando um novo chaveiro chega pra coleção, assim sempre fica organizado. É uma delícia ter algo assim em casa, pois cada um desses objetos nos lembra momentos muito especiais e dá mais ânimo para pensar em novas viagens.

E vocês, tem algum jeitinho de manter lembranças gostosas sempre vivas? Conta pra mim!

Quando comecei a chorar em casamentos

Lenço de Casamento

Eu lembro de dois casamentos que fui quando era criança. Um de uma professora da escola da minha mãe, no qual lembro vagamente que devo ter ido de meia calça branca e uma saia preta, e talvez a noiva estivesse segurando um buquê de rosas vermelhas. O outro foi de um primo meu. Me lembro da confusão que fizemos pra chegar na igreja em um época sem GPS e celular cheio de coisas e do padre com um sotaque forte brincando com alguém quando um celular tocou no meio da cerimônia e ele solta a frase: “Jesus está chamando!”.

Depois foram anos e anos sem ir em alguma comemoração do tipo, só acompanhava casamentos por filmes e seriados, tudo bem distante. Só que a gente cresce, cria laços de amizades e esses amigos começam a se casar e convites começam a pipocar na sua mão. Quando percebi, lá estava eu vendo vestidos, sapatos, maquiagem e me preparando para ser até madrinha.

Já fui em casamentos no cartório, com festa grande, festa pequena, sem festa, em salão, em igreja, a céu aberto… meu repertório é bem vasto, até quando se fala em religiões: católicos, quadrangular, testemunha de jeová ou sem religião nenhuma específica. Em todos a fui eu senti aquele clima gostoso no ar, que só fui entender depois que cresci.

Quer coisa mais linda que um casamento? Todos unidos ali para celebrar o sentimento que mais parece esquecido no dia-a-dia da humanidade: o amor. Duas pessoas acreditando nele, pensando em um “felizes para sempre” e dizendo isso pra muita gente.

Minha parte preferida é quando a noiva entra. Eu gosto de olhar pro noivo. A cara de felicidade – às vezes de surpresa – pela roupa tão diferente, o cabelo, a maquiagem daquela pessoa que ele vê sempre, mas naquele dia, naquela hora específica, está tão diferente, tão preparada pra um dia que eles planejaram tanto e que de repente chegou.

Foi no meu primeiro casamento depois de crescida que eu descobri que sou dessas que chora. Era um amigo querido, eu não conhecia ele pessoalmente internet e essas coisas da vida e vim de longe pra demonstrar meu carinho pelo momento dele e da noiva. Conversávamos muito há anos, ele contava com animação sobre os preparativos e fiquei surpresa quando recebi o convite. Naquele casamento lá em 2012, na hora que eu vi a noiva entrar e vi a cara de felicidade dele, eu chorei. As lágrimas foram crescendo com a música e quando dei por mim, estava limpando o rosto com as costas da mão.

Desde então, eu choro nos casamentos. Se os votos forem falados pelos noivos então, eu vou me debulhar em rios de lágrimas. Não importa a decoração, o lugar, a religião, eu vou chorar. O espírito da alegria do momento, daquela felicidade de ver duas pessoas que se amam me invade, ai eu misturo com meu signo de câncer e meu jeito meigo e romântico de ser, e choro. Sempre. E acho que sempre vou chorar, porque eu acredito no amor e sempre que puder vou festejar ele com quem me convidar, mesmo que seja só pra ver uma troca de alianças no topo de uma montanha.