Resenhas

Vício em cinema, gosto por doramas, paixão por animes e aquela quedinha pelo teatro.

Eu e o tecido acrobático

Força, definição de músculos, elasticidade e muita diversão é o que o tecido acrobático vai te trazer.

Eu com os pés amarrados em um espacate no ar entre as árvores. Tecido acrobático.
Nem tá doendo.

Sobre o tecido acrobático

Originado no circo, o tecido acrobático é um esporte no qual a pessoa, sem linhas de segurança, realiza acrobacias em um tecido que fica suspenso e preso no alto de alguma estrutura. A pessoa usa o tecido para se enrolar, dar travas e nós para realizar figuras no ar.

Duas fotos. Na primeira realizo a posição bali: com os dois pés presos as pernas são dobradas em 90 graus, uma para frente e outra para trás, a colubna se curva para trás e o corpo forma uma letra N. Na segunda a posição flamingo: pernas trançadas em uma ponta, o corpo fica de ponta cabeça e as mãos ficam livres.
Posições Bali e Flamingo.

Como tudo começou

Eu sou muito a louca de descobrir atividades físicas, né? Já contei aqui minha experiência com a dança do ventre, com a corrida, com o pilates, com o kung fu e agora eu trago pra vocês o tecido acrobático! Porque o importante mesmo é a gente se manter sempre exercitando o corpo, né?

Ano passado queria experimentar algo novo e aí uma amiga que já praticava o tal tecido me levou pra conhecer uma aula. Posso dizer que meu lado criança-que-trepa-em-tudo se realizou e eu resolvi trocar um pouco as artes marciais pelos tecidos.

Então desde novembro do ano passado eu me encontro nas aulas de tecido e queria muito contar como está sendo esta experiência pra vocês.

tecido acrobático
Caixinha de música e Amazon.

Eu e o tecido acrobático

Uma das coisas que mais estou amando no tecido é a força que eu estou ganhando. Braços, pernas e PRINCIPALMENTE meu abdômen, minha pior parte pra ganhar força, estão ficando melhores a cada dia e isso é visível.

Muita gente fala que precisa de força pra começar as aulas, mas eu digo: você ganha a força conforme as aulas vão acontecendo, e ver isso se refletindo nas posições que você faz é incrível.

A cada aula somos levados para mais um desafio e quebrá-los se torna maravilhoso, ainda mais com as turmas super animadas que encontrei no estúdio que pratico. As colegas de classe e a professora são pessoas incríveis e todas as vitórias, de todo mundo, são comemoradas.

Tecido acrobático.
Grega e Grande L.

Em sete meses treinando tecido além de toda a força que ganhei – e pessoas queridas ao meu redor – consegui vencer desafios pessoais, como o medo de algumas quedas que tenho começado a aprender. Afinal, cair faz parte da vida, né? Ainda mais no caso das quedas que são controladas e que ficam LINDAS pra quem assiste.

O tecido me deu um senso de quebrar meus limites além dos que eu achei que conseguiria e estou me descobrindo mais capaz do que nunca. Estar lá em cima entre as “minhas cortinas”, como diz o marido, é de uma paz incrível, uma sensação de leveza e poder sem igual.

A cada dia me apaixono mais por esta prática, que só tem um defeito: não dá pra fazer em todos os lugares.

Quer saber mais? Fazer uma aula teste? Onde eu faço?
As aulas são no Studio Thais Holiveira que fica na Blackfit do Shopping Vale Sul. Segue no Insta! @studio.thaisholiveira.

Assistir: Responde 1994 | K-drama (2013)

Responde 1994 é um k-drama que te segura até o final da história.

Responde 1994

Sinopse

Através dos personagens, o drama segue vários eventos culturais em 1994, incluindo o surgimento do grupo “Seo Taiji and Boys” e a Korean Basketball League.

Sung Na Jung é uma garota forte e decidida, ela é filha de Sung Dong Il e Lee Il Hwa, eles se mudaram para Seoul há pouco tempo e fizeram de sua casa uma pensão para jovens.
Sseureki (Trash) é amigo da Na Jung desde a infância, ele também mora na pensão. Chilbongi é um jogador conhecido do pai da garota e passa a fazer parte da turma.SamchunpoHaetaeBinggeure e Jo Yoon Jin também moram na pensão.

Via LoveCode.
 Chilbongi e Na-Jung.
Chilbongi e Na-Jung.

Sobre Responde 1994

A história se passa nos anos 2013 e 1994. Em 2013 temos Na-Jung reunida com seus amigos em sua nova casa assistindo ao seu vídeo de casamento, enquanto relembram histórias dos anos 90.

Enquanto isso vamos sendo levados para os anos 90 nessas lembranças, mais especificamente 1994, quando Na-Jung morava com seus pais na pensão que tinham para estudantes em Seul.

Entre essas indas e vindas da história a questão que nos prende até o final é: quem dali se casou com Na-Jung?

Responde 1994 - K-drama
Quem fica com Na-Jung?

Ao longo da história conseguimos nos divertir bastante vendo referências ao início de tecnologias como bipe, celular e computador, assim como o surgimento de bandas de kpop e as fãs fanáticas e super kpoppeiras.

Os personagens evoluem bastante conforme os episódios avançam, as histórias “da época da adolescência” deles vão se tornando cada vez mais fofas e logo estamos presos querendo saber quem será o marido da protagonista.

Haetae, Binggeure, Jo Yoon Jin e Na-jung. - Responde 1994
Haetae, Binggeure, Jo Yoon Jin e Na-jung.

O gostoso desta série e sentir aquela nostalgia boa dos anos 90. Eu era criança, mas as roupas, as músicas estão bem vivas na minha cabeça, por isso diverti muito com a relação bem doida de Na-jung e Trash Oppa e os pais de Na-Jung. Casal mais que engraçado!

Apesar de char que 21 episódios foram muita coisa para este dorama, valeu a pena ver todos eles. Se quiser assistir, ele está disponível no Netflix e Viki.

Assistir: Romance is a Bonus Book | K-Drama (2019)

Hoje conto sobre “Romance is a Bonus Book” um dorama bem fofinho no Netflix.

“Romance is a Bonus Book” é um k-drama Kang Dan-i( Lee Na-young ) é uma mulher com seus 40 anos, separada, com uma filha e que tenta se recolocar no mercado de trabalho depois de anos dedicando-se apenas aos cuidados da família. Antes de se casar ela era uma talentosa publicitária, mas agora tudo parece tão difícil. Ela começa a contar com a ajuda de Cha Eun-Ho ( Lee Jong-suk ), seu amigo desde pequeno que é um escritor famoso e editor em uma reconhecida editora de livros. Entre indas e vindas e muitos segredos, o que será que o futuro reserva para esses dois?

Romance is a Bonus Book escrito. Dan-i à esquerda e Eun-ho à direita deitados em cima de vários livros, cada um segurando o seu.
Dan-i e Eun-ho.

Recentemente finalizado na Coreia e com todos os episódios no Netflix, “Romance is a Bonus Book” é tão fofo e delicado, que lembra um livro de poesia.

A história de Romance is a Bonus Book

Começamos o k-drama acompanhando Dan-i indo se casar e vendo como Eun-ho está ao seu lado em todos os momentos. Já conseguimos perceber como ele adora a amiga e como se preocupa com a felicidade dela.

Enquanto trabalha em bicos e dorme literalmente onde dá, Dan-i não desiste fácil. Para conseguir um emprego, omite sua formação para conseguir algo como assistente, o que acaba funcionando. Ela então começa a trabalhar na mesma editora que Eun-Ho.

Dan-i e Seo-joon no ônibus. Dan-i lê um livro e divide um fone de ouvido com Seo-joon que olha todo apaixonado para ela.
Dan-i e Seo-joon no ônibus.

O tempo passa e nos deparamos com uma Dan-i sozinha, lidando com boletos, separação e desemprego. Ou seja, ela tenta há muito tempo se recolocar no mercado de trabalho, mas esta tarefa se tornou muito difícil depois de tanto tempo afastada. Muito conhecimento para vagas de iniciante, conhecimento parado para vagas mais qualificadas.

Ali ela vai conhecer pessoas incríveis, passar por altos e baixos, sempre com ajuda de Eun Ho. Ainda mais, neste meio tempo ainda vai conhecer Ji Seo-Joon, um divertido e fofo designer de capas de livros que vai balançar bem o coração dela.

Park Hoon, Oh Ji-yool e Chae Song-ee. olhando para o mesmo ponto espantados.
Park Hoon, Oh Ji-yool e Chae Song-ee.

Sobre Romance is a Bonus Book

Apesar de achar que iria mergulhar em clichês, “Romance is a Bonus Book” me provou o contrário. Por exemplo, Dan-i é uma personagem cativante que nos leva a ficar super encantados pela sua história de perseverança. Seus sentimentos vão sendo descobertos ao longo do dorama de uma forma leve e delicada, que combina com toda a temática do programa.

Temos personagens femininas fortes, enfrentando vários altos e baixos (casamentos acabando, solidão, emprego… etc), e com o passar dos episódios todas crescem juntas.

Song Hae-rin é uma personagem que me cativou muito, pois ela poderia ter tudo para ser a “vilã” da história, mas mostrou uma maturidade enorme durante os acontecimentos, mostrando o verdadeiro significado de sororidade.

Eun-ho dando uma aula.
Eun-ho dando aula. Achei ele plastificado demais no começo, mas depois me acostumei.

Adicionando a tudo isso, a história tem desdobramentos diferentes além do romance, já que ele fala sobre ciclos e vida de maneira leve, assim como sua abertura. Uma história bem gostosa de se companhar e feita pra se aproveitar bem devagar, como uma poesia.

Nada de vilões malvados e gente se odiando, apenas a poesia da vida.

Song Hae-rin cochilando sentada com  Ji Seo-Joon encostado nela.
Song Hae-rin e Ji Seo-Joon.

Assistir: The Marvelous Mrs. Maisel

A Maravilhosa Sra. Maisel

The Marvelous Mrs. Maisel

Sinopse

Se formar na faculdade, arranjar um marido, ter duas ou três crianças e um apartamento em Manhattan elegante o bastante para oferecer os melhores jantares de Yom Kippur: Miriam “Midge” Maisel (Rachel Brosnahan) não queria muito mais que isso. Mas a vida apronta para a jovem, e ela precisa depender do que mais consegue fazer bem. E a diferença entre dona-de-casa de elite e comediante stand-up num barzinho de hipsters não é tão assustadora assim. Sinopse do Adoro Cinema

Mrs. Maisel e Susie

O que achei?

Estava muito curiosa para saber como seria esta série tão aclamada, com prêmios de melhor série de comédia no Globo de Ouro e no Emmy. Pra colocar a cereja no bolo, a série ainda é criada pelas mesmas mentes que criaram Gilmore Girls, (uma série que acompanhei, revi no Netflix e sou muito fã): Amy Sherman-Palladino.

A série tem atualmente duas temporadas no Amazon Prime, cada uma com 10 episódios, e conta a vida de uma dona de casa tipicamente norte-americana da década de 60 que leva um pé na bunda do marido e se vê tendo que lidar com o preconceito e o machismo da sociedade da época, e a maneira delicada que a série mostra essas nuances é incrível. Em um dia Mrs. Maisel está fazendo maquiagem antes do marido acordar para parecer linda quando ele acordar, no outro está sendo deixada pra trás por ele e correndo atrás de se virar como pode, descobrindo o primeiro emprego e as oportunidades que a vida lhe apresenta: ser uma comediante.

I'm going to work gif

A primeira temporada conta mais sobre Midge se acostumar com a vida de divorciada e começar a entender se ela quer seguir a carreira no stand-up ou não, já a segunda ela ainda parece que não entende a importância da decisão que ela toma (vide ela viajando de férias e nem ligando para Susie e saindo correndo quando a loja liga pra ela sobre o balcão da Revlon). Midge ainda está descobrindo que suas decisões podem e valem muito mais, está se descobrindo dona de si e é muito interessante ver essa transformação na personagem, em como ela vai se empoderando pouco a pouco, mesmo com a família e alguns amigos falando coisas contrárias ao seu redor.

Mrs. Maisel e família

Além dela, a família passa por transformações, o pai, a mãe e o ex-marido estão se descobrindo também e vão crescendo ao longo dos episódios. A relação com Susie é, na minha opinião, uma das melhores coisas da série! Divertidas, diálogos rápidos (#LorelaiFeelings) e muito amigas, apesar de Susie negar. Uma amizade que passa por altos e baixos, mas que é recheada e GirlPower.

Uma delícia de série pra ver, locais, maquiagem, figurinos lindos e aquele ar de musical que quem viu Gilmore Girls vai adorar! Tits up!

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