Resenhas

Vício em cinema, gosto por doramas, paixão por animes e aquela quedinha pelo teatro.

Assistir: Romance is a Bonus Book | K-Drama (2019)

Hoje conto sobre “Romance is a Bonus Book” um dorama bem fofinho no Netflix.

“Romance is a Bonus Book” é um k-drama Kang Dan-i( Lee Na-young ) é uma mulher com seus 40 anos, separada, com uma filha e que tenta se recolocar no mercado de trabalho depois de anos dedicando-se apenas aos cuidados da família. Antes de se casar ela era uma talentosa publicitária, mas agora tudo parece tão difícil. Ela começa a contar com a ajuda de Cha Eun-Ho ( Lee Jong-suk ), seu amigo desde pequeno que é um escritor famoso e editor em uma reconhecida editora de livros. Entre indas e vindas e muitos segredos, o que será que o futuro reserva para esses dois?

Romance is a Bonus Book escrito. Dan-i à esquerda e Eun-ho à direita deitados em cima de vários livros, cada um segurando o seu.
Dan-i e Eun-ho.

Recentemente finalizado na Coreia e com todos os episódios no Netflix, “Romance is a Bonus Book” é tão fofo e delicado, que lembra um livro de poesia.

A história de Romance is a Bonus Book

Começamos o k-drama acompanhando Dan-i indo se casar e vendo como Eun-ho está ao seu lado em todos os momentos. Já conseguimos perceber como ele adora a amiga e como se preocupa com a felicidade dela.

Enquanto trabalha em bicos e dorme literalmente onde dá, Dan-i não desiste fácil. Para conseguir um emprego, omite sua formação para conseguir algo como assistente, o que acaba funcionando. Ela então começa a trabalhar na mesma editora que Eun-Ho.

Dan-i e Seo-joon no ônibus. Dan-i lê um livro e divide um fone de ouvido com Seo-joon que olha todo apaixonado para ela.
Dan-i e Seo-joon no ônibus.

O tempo passa e nos deparamos com uma Dan-i sozinha, lidando com boletos, separação e desemprego. Ou seja, ela tenta há muito tempo se recolocar no mercado de trabalho, mas esta tarefa se tornou muito difícil depois de tanto tempo afastada. Muito conhecimento para vagas de iniciante, conhecimento parado para vagas mais qualificadas.

Ali ela vai conhecer pessoas incríveis, passar por altos e baixos, sempre com ajuda de Eun Ho. Ainda mais, neste meio tempo ainda vai conhecer Ji Seo-Joon, um divertido e fofo designer de capas de livros que vai balançar bem o coração dela.

Park Hoon, Oh Ji-yool e Chae Song-ee. olhando para o mesmo ponto espantados.
Park Hoon, Oh Ji-yool e Chae Song-ee.

Sobre Romance is a Bonus Book

Apesar de achar que iria mergulhar em clichês, “Romance is a Bonus Book” me provou o contrário. Por exemplo, Dan-i é uma personagem cativante que nos leva a ficar super encantados pela sua história de perseverança. Seus sentimentos vão sendo descobertos ao longo do dorama de uma forma leve e delicada, que combina com toda a temática do programa.

Temos personagens femininas fortes, enfrentando vários altos e baixos (casamentos acabando, solidão, emprego… etc), e com o passar dos episódios todas crescem juntas.

Song Hae-rin é uma personagem que me cativou muito, pois ela poderia ter tudo para ser a “vilã” da história, mas mostrou uma maturidade enorme durante os acontecimentos, mostrando o verdadeiro significado de sororidade.

Eun-ho dando uma aula.
Eun-ho dando aula. Achei ele plastificado demais no começo, mas depois me acostumei.

Adicionando a tudo isso, a história tem desdobramentos diferentes além do romance, já que ele fala sobre ciclos e vida de maneira leve, assim como sua abertura. Uma história bem gostosa de se companhar e feita pra se aproveitar bem devagar, como uma poesia.

Nada de vilões malvados e gente se odiando, apenas a poesia da vida.

Song Hae-rin cochilando sentada com  Ji Seo-Joon encostado nela.
Song Hae-rin e Ji Seo-Joon.

Assistir: The Marvelous Mrs. Maisel

A Maravilhosa Sra. Maisel

The Marvelous Mrs. Maisel

Sinopse

Se formar na faculdade, arranjar um marido, ter duas ou três crianças e um apartamento em Manhattan elegante o bastante para oferecer os melhores jantares de Yom Kippur: Miriam “Midge” Maisel (Rachel Brosnahan) não queria muito mais que isso. Mas a vida apronta para a jovem, e ela precisa depender do que mais consegue fazer bem. E a diferença entre dona-de-casa de elite e comediante stand-up num barzinho de hipsters não é tão assustadora assim. Sinopse do Adoro Cinema

Mrs. Maisel e Susie

O que achei?

Estava muito curiosa para saber como seria esta série tão aclamada, com prêmios de melhor série de comédia no Globo de Ouro e no Emmy. Pra colocar a cereja no bolo, a série ainda é criada pelas mesmas mentes que criaram Gilmore Girls, (uma série que acompanhei, revi no Netflix e sou muito fã): Amy Sherman-Palladino.

A série tem atualmente duas temporadas no Amazon Prime, cada uma com 10 episódios, e conta a vida de uma dona de casa tipicamente norte-americana da década de 60 que leva um pé na bunda do marido e se vê tendo que lidar com o preconceito e o machismo da sociedade da época, e a maneira delicada que a série mostra essas nuances é incrível. Em um dia Mrs. Maisel está fazendo maquiagem antes do marido acordar para parecer linda quando ele acordar, no outro está sendo deixada pra trás por ele e correndo atrás de se virar como pode, descobrindo o primeiro emprego e as oportunidades que a vida lhe apresenta: ser uma comediante.

I'm going to work gif

A primeira temporada conta mais sobre Midge se acostumar com a vida de divorciada e começar a entender se ela quer seguir a carreira no stand-up ou não, já a segunda ela ainda parece que não entende a importância da decisão que ela toma (vide ela viajando de férias e nem ligando para Susie e saindo correndo quando a loja liga pra ela sobre o balcão da Revlon). Midge ainda está descobrindo que suas decisões podem e valem muito mais, está se descobrindo dona de si e é muito interessante ver essa transformação na personagem, em como ela vai se empoderando pouco a pouco, mesmo com a família e alguns amigos falando coisas contrárias ao seu redor.

Mrs. Maisel e família

Além dela, a família passa por transformações, o pai, a mãe e o ex-marido estão se descobrindo também e vão crescendo ao longo dos episódios. A relação com Susie é, na minha opinião, uma das melhores coisas da série! Divertidas, diálogos rápidos (#LorelaiFeelings) e muito amigas, apesar de Susie negar. Uma amizade que passa por altos e baixos, mas que é recheada e GirlPower.

Uma delícia de série pra ver, locais, maquiagem, figurinos lindos e aquele ar de musical que quem viu Gilmore Girls vai adorar! Tits up!

Livro: como publicar o seu?

Como publicar um livro?

Coleção Castelo de Cartas

Eu tenho uma vontade bem grande de um dia ter algo publicado com meu nome na capa – e nas ilustrações – mas enquanto isso não acontece, eu achei que uma amiga minha poderia ajudar bastante a esclarecer algumas dúvidas de quem quer fazer a mesma coisa, mas não sabe como colocar em prática, então apresento pra todo mundo: Camila Loricchio.

Camila LoricchioA Camilinha é designer, escritora, mestre em desenvolvimento, tecnologias e sociedade (chique demais), escreve desde 2011 no blog Castelo de Cartas, mesmo nome da trilogia de livros que ela escreveu (tenho todos), e ela ainda trabalha como revisora e assistente editorial. Tive o prazer de conhecê-la na época da faculdade – ela é minha bixete) e estou desde então acompanhando as coisas legais que ela faz.

Então a partir daqui quem fala é ela. Camila, bem-vinda, a casa é sua!

Publicando com ditora

Publicando com Editora

Meu primeiro livro (o Castelo de Cartas – Valete) foi lançado lá em 2011, por meio de uma editora. A experiência acabou não sendo das melhores, mas serviu pra conhecer um pouco do mercado e descobrir uma coisa que vai aparecer em todos os casos de publicação impressa independente: LIVRO OCUPA ESPAÇO.

Junto dessa experiência, no meu trabalho recente como assistente editorial numa editora independente, eu pude trabalhar com o outro lado da moeda, ajudar escritores a publicarem por meio da editora. Vamos aos prós e contras desse tipo:

Prós:
Você tem um apoio editorial super joia que te ajuda com a revisão, diagramação, distribuição, estoque, notas fiscais, acertos, e contatos no mercado.

Contras
O que o autor recebe é bem pouco se for considerar o todo (depois de entender os custos que envolvem uma editora, eu acho que é justo num mercado que cobra tanto, mas é completamente impossível viver de livros dessa forma), é cerca de 10% do preço de capa do livro. As livrarias também pegam uma bocada, vai custo de impressão, da equipe que trabalhou, e tudo o mais.

Em suma, vale e muito por todo apoio e expertise aos quais você pode ter acesso, mas o retorno é bem a longo prazo! Também é bom frisar que tem editora que cobra pra publicar e editora que cobre os custos, e também algumas em que você investe o valor e recebe conforme as vendas. (Nem preciso dizer que é sempre bom achar uma editora em que você confie e MUITO, ler o contrato com muita atenção e desconfiar de quem tá pedindo demais e não dando nada em troca, escrever é trabalho. 🙂

Livro independente

Publicando um Livro Independente

Depois da experiência com meu primeiro livro, eu acabei enveredando pelos caminhos da independência, então o meu segundo foi feito totalmente independente, foi o Castelo de Cartas – Dama em 2013. Era a continuação do primeiro, eu estava no fim da faculdade, meu namorado também fazia design e já trabalhava numa editora. Então já que ambos tínhamos uma noção do que precisava fazer, fizemos toda a diagramação, revisão, e mandamos imprimir uma tiragem mais coerente.

Outro ponto que já vou trazer aqui referente a publicação impressa é: Tiragem.
Muitos livros significam que você precisa ter um capital maior pra investir, e saber se vai ter vazão. E lugar pra guardar, porque novamente, eles ocupam espaço, pesam, acumulam pó, podem ser danificados e mais mil coisas.

É sempre bom alcançar um equilíbrio entre uma tiragem que valha pelo preço (quanto mais livros menor o preço por exemplar) e que você consiga vender.
Outra coisa é que, se você quer fazer tudo completinho, vai ter de lidar com um prefixo editorial, e isso é mais custo, pensar nos registros na Biblioteca Nacional e tudo o mais. O legal é que fazendo um prefixo você pode publicar um tantão de livro e registrá-los. Então vale bastante.

Nesse tipo você também tem que saber bem mais sobre o processo que envolve fazer um livro, tem que saber falar com as gráficas, com os profissionais que vão fazer o que você não consegue ou não quer/pode fazer (diagramação, leitura crítica e sensível, revisão, capa). O que é bem legal pois a gente acaba tendo contato e entendendo o que realmente envolve fazer tudo isso. Eu particularmente gosto pacas.

Vamos aos prós e contras desse tipo!

Prós:
Tudo que entra é seu. Você tem mais controle criativo sobre o projeto, mesmo não fazendo com alguém pode ter amigos e contatos pra trocar ideias e fazer a obra da melhor forma possível.

Contras:
Tudo que sai também é seu. Nesse caso a gente teve que pagar apenas a impressão, pois fizemos nós mesmos a parte de design e revisão (hoje em dia eu diria que nunca é bom a gente mesmo revisar nossa própria obra, contrata alguém joia pra fazer esse serviço pra você!), mas a impressão é uma das partes mais caras hoje em dia, então você já precisa ter esse dinheiro disponível e ter a consciência de que vai demorar pra recuperar. Você também precisa lidar com o estoque, controle das vendas, divulgação e tudo que a editora faria pra você. E ao mesmo tempo que é muito legal, cansa bastante.

Alguns desses contras conseguem ser rebatidos com uma coisa linda e maravilhosa que entrou pra ficar na minha vida, que é a terceira modalidade:

Independente com Financiamento Coletivo:

Essa já é minha menina dos olhos haha
Já fiz dois livros por meio de financiamento coletivo, o Castelo de Cartas – Rei (de 2016) e a HQ Desenredos (de 2018! Essa feita em parceria com o Pedro Vó).
O financiamento coletivo é uma etapa a mais pra todo mundo que não tem o capital que a gente comentou anteriormente pra investir (que basicamente é a grande maioria de todos nós). Como vender é a parte difícil, o financiamento já te ajuda a fazer quase uma pré-venda lindona e ver quem tá afim do seu trabalho, de conhecer suas leitoras e leitores e de tornar as pessoas parte do projeto. É uma delícia. Dá um trabalho a mais? Sim. Mas vale muito. E te desgasta muito menos financeiramente e na hora da divulgação.

Vai acabar envolvendo os mesmos prós e contras do anterior, mas com a vantagem de já estar sendo um tipo de ação muito usada pelo meio independente (e também por editoras!), assim a galera que lê já está acostumada a lidar com isso e ajudar.

Claro que nesse caso entram algumas questões a mais: você precisa se preparar com uma logística de envios, recompensas viáveis, responsabilidades e orçamentos bem firmes pra não ficar no prejuízo. É aquela coisa, pesquise os projetos que deram certo, conheça as plataformas (tem Catarse, Benfeitoria, Kickstarter, uma penca!), veja as diferenças entre cada um, taxas, tempo, se organize, e ahaze.

Isso tudo que falei até agora foi pra livros impressos, mas e os famigerados ebooks?

Livros Digitais

Livros digitais:

Eu estou no processo de revisar os livros da Trilogia das Cartas pra poder lançar em ebook. Ebook hoje é super prático, você leva pra qualquer canto e é uma super chance de facilitar o acesso pra qualquer um sem depender do meio físico e de transportar o livro (e de imprimir, né).

Pra diagramar ebook pra várias plataformas dá um trabalho (por isso vários ebooks não são tão em conta assim! Às vezes o preço chega a ficar mais caro do que o impresso, dependendo da complexidade do projeto), então se você não consegue fazer isso por conta, não tem como pagar alguém joia pra fazer isso pra você, tem vários meios de autopublicação (como na Amazon). Nesse caso é sempre bom, novamente, ficar atento aos contratos, se envolve exclusividade, quanto do preço de capa fica pra você e pesar tudo certinho. 🙂

Esse é o meio mais acessível sem depender de muita coisa, outra opção, mais independente impossível, vai em muitas feiras é:

Zines

Zines xuxus:

Zine é o rolê mais independente possível, não precisa de ISBN, dá pra fazer em casa, pode fazer com uma única sulfite, xerox, a criatividade é o limite. E muitas vezes é uma chance super joia de mostrar seu trabalho pra quem não conhece.
Acabei lançando um esse ano, o Serial Zine, super simplão, com uns contos, e é isso.

Prós:
Tem muuuuuita referência de zine joia por aí, dá pra despirocar na criatividade, é barato, você apresenta seu trabalho de uma maneira super lindeza e é gostoso de fazer.

Contras:
Se baixa a pessoa megalômana sai caro. Acho que só isso.

Bem, gente, tem mais mil detalhes e mil coisas que envolvem a gente publicar um livro, a ideia era fazer um tourzão rápido pelos tipos de publicação com os quais tive experiência, o rolê mesmo é analisar o que você tem em mãos, o que rola no momento, conversar muito e ir pesquisar.

Se tiverem dúvidas deixem aí que a gente volta pra sanar!
E, claro, nunca deixar de escrever.

Passeio: Eataly | São Paulo

Eataly, pra comer muito bem em São Paulo

Fachada Eataly São Paulo

No começo do ano eu e o marido fomos assistir a peça “A Pequena Sereia” com a maravilhosa Fabi Bang no papel de Ariel. Este desenho era meu preferido quando criança, então não poderia perder a apresentação que estava acontecendo em São Paulo. Mas antes de aproveitar a peça, que foi maravilhosa, resolvemos visitar o famoso Eataly.

Eataly São Paulo

Sobre o Eataly

O nome Eataly nasce da fusão de duas palavras: EAT, comer, e ITALY, Itália,em inglês. A ideia por trás do Eataly é muito simples: reunir todos os alimentos italianos de qualidade sob o mesmo teto, um lugar onde você pode comer, comprar e aprender. O conceito do Eataly foi criado em 2004 e, depois de 3 anos de pesquisa e planejamento, o Eataly abriu sua primeira loja em Turim, na Itália. Existem 38 lojas do Eataly espalhadas por 4 continentes.

Você também pode gostar de: Lugares para visitar em São Paulo.

Eataly São Paulo

O que achamos

Se você estiver procurando por ingredientes diferentes e de ótima qualidade, está aqui um lugar para comprar tudo que deseja! Vinhos, azeites, massas, molhos, chocolates, frutas e até utilitários pra cozinha, com certeza vai adorar o passeio. Porém, além de um empório maravilhoso, o que atrai muitas pessoas para o Eataly são os restaurantes, e era por isso que estávamos ali. Pedimos um ravioli de queijo ao molho de manteiga e pistache e uma sobremesa de baunilha que acho que saíram do céu.

Nunca imaginei que comeria um prato tão gostoso assim. Sonho com ele até hoje! O preço é um pouco além do que estamos acostumados (pra duas pessoas com a sobremesa saiu R$200), mas para uma vez ou outra (beeeem vez ou outra) vale cada centavo. Não é a toa que saimos falando muito bem do lugar e indicamos muito pra todo mundo.

Para evitar tumultos, a dica é chegar cedo para pegar o lugar tranquilo e não pegar filas. Como chegamos por volta das 11:30, estava começado a chegar gente e almoçamos bem tranquilinhos, mas na saída pudemos perceber como a coisa pode ficar cheia.

Ravioli e Mousse de baunilha

ONDE FICA?
Av. Pres.Juscelino Kubitschek, 1489 – São Paulo
De Domingo a Quinta das 8h às 23h, Sexta e Sábado das 8h às 24h.
Mais informações no site.

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