Vida Real

Alô, alô, planeta Terra chamando! Este é o diário de bordo da blogueira que vos escreve.

Minha Decoração de Natal 2016

decoracao_natal_2016_2

Chega meio de novembro e eu já fico em faniquitos pra decorar a casa com luzinhas e guirlandas. Este ano foi maior ainda a vontade, pois estamos em apartamento novo (fiz post falando sobre escolher um lugarzinho) e eu queria ver como as coisas iam se encaixar neste nosso novo espaço. Foi jogo rápido montar tudo e estamos já em clima de Jingle Bell, então resolvi mostrar um pouquinho dos detalhes pra vocês.

decoracao_natal_2016_3
Almofadinha de noel e eu e o noivo do Virei Almofada.

decoracao_natal_2016_4A árvore de natal mais linda.

decoracao_natal_2016_5Sou apaixonada nela.

decoracao_natal_2016_6Detalhes tão pequenos de nós dois.

decoracao_natal_2016_7Minha parede.

decoracao_natal_2016_8Toalha de mesa.

Gostaram daqui de casa? É simples, mas cheia de amor. Como é a decoração na casa de vocês? O que não pode faltar?

Eu e o Blog

pes

Eu amo blogar. Tenho este cantinho desde meus 13 anos de idade e hoje tenho 28. Acontece que de uns tempos pra cá eu tenho refletido muito sobre como blogo, pra quê blogo e o que eu quero da vida e toda vez que entro nessa “neura” de analisar minhas atitudes perante a vida, o blog entra no meio da conversa.

Eu gostaria de viver dele? De dividir experiências com todos que passam por aqui? É claro! Quanta coisa boa eu já consegui na vida por conta desse lugar on-line que me sinto tão à vontade. Acontece que os blogs mudaram e eu não tenho a vibe necessária pra “ganhar” com isso. Coloquei entre aspas porque eu ganho muito, conheço pessoas maravilhosas, aprendo muito, busco sempre conhecimento nas áreas que são relacionadas, mas ele não me trás nenhum retorno financeiro e neste momento da minha vida, isso tem pesado um bocado.

Eu amo fazer muitas coisas, isso, me disseram, é ser uma pessoa multipotencial. Quando fui escolher minha faculdade eu queria um pouco de tudo: astronomia, oceanografia, letras (japonês), engenharia mecatrônica… mas acabei prestando todos os vestibulares pra design. Dentro do design eu sou apaixonada por marcas e tipografia, ainda tenho uma veia ilustradora e essas áreas estão sempre nos meus meios de estudo. Compro livros, experimento materiais, corro um pouco atrás de tudo. Acontece que no meio de tudo isso, tem aqueles sonhos, que só serão realizados quando eu realmente focar.

Hoje eu sou mil e uma utilidades: sou empreendedora, ilustro, sou blogueira, tenho canal no YouTube, faço marcas, material publicitário, sou social mídia e até cabelo andei pintando. No meio de tanta coisa eu tenho sonhos. Ouço histórias e penso “queria chegar lá”.

Esses dias vi um vídeo de Leandro Karnal, pessoa que sou fã, e ele disse em tal momento que a gente se entende quando a gente percebe do que temos inveja. Inveja é algo terrível sim, mas TODO mundo sente, o que é perigoso é a intensidade. “A inveja é sempre amargurada, porque ela nasce do reconhecimento da minha fraqueza” e no momento que eu sinto aquela inveja, é porque eu queria aquilo pra mim. E por que não tenho? Por que não corro atrás? O que me segura?

Na minha cabeça começam a pipocar desculpas (que são aquelas coisas que a gente arruma pra se enganar), “tô ficando velha pra isso”, “não vai dar tempo”, “mas tenho que fazer outra coisa”… e por ai vai. No meio das desculpas vem o vitimismo, que aparece sem a gente perceber, e sim, este parágrafo sou eu mesma me esbofeteando, porque eu sei das desculpas que eu arrumo e das vezes que me faço de coitada. Ninguém é perfeito e esses são meus defeitos.

Só queria saber como acabar com esses sentimentos, que quando surgem são identificados e logo depois me sinto mal. Criando assim um ciclo de “vou fazer”, “não fiz”, “péssima”. Não sou budista, mas leio muito sobre, é uma das poucas religiões que eu tenho me identificado, e os textos são tapas na cara a todo momento. As vezes os ensinamentos me ajudam, outras me levam pra baixo. E eu continuo postergando coisas que eu gostaria de fazer e realizar.

Por conta de toda essa doidera, resolvi que o blog não será prioridade. Eu me comprometi a respeitar dias de posts e sempre tem conteúdo por aqui, mas eu preciso focar no que realmente é importante pra mim hoje. Não irei abandoná-lo, mas quero que a “obrigação” que tenho com ele hoje seja maleável e torne-se algo orgânico. Preciso deixar ir algumas coisas, porque hoje quero abraçar tudo e não estou fazendo nada, e o blog foi o que escolhi pra deixar ir aos poucos. Eu ainda tenho necessidade deste espaço pra me abrir, pra conhecer pessoas, mas que isso venha de forma fluída.

Obrigada por você que me acompanha por aqui. Não estou te abandonando, apenas dizendo que os posts serão mais coração daqui pra frente.

Projeto 100 Dias Felizes

100_dias_felizes_1

Eu conheci o projeto #100happydays ano passado, mas este ano eu tive um impulso dado pela Nicas com o post super legal dela, falando que do dia 22/23 de setembro até dia 31 de dezembro faltavam 100 dias para o final do ano. Com essa contagem regressiva tão legal eu resolvi fazer o projeto, que falhei miseravelmente a primeira vez, novamente. Desta vez eu não tiraria a foto do momento, mas escreveria.

Em alguns dias é difícil achar o lado bom, em outros o lado bom parece tão bobo, mas significa muito no meio de tanta coisa. É legal ver como o projeto está fluindo, como muitas vezes as coisas boas são as mesmas coisas (oi kung fu).

Se você se interessou, comece hoje a fazer o seu, ou então, me segue no Instagram pra conferir os #diasfelizesdachell

100_dias_felizes_2

100_dias_felizes_3

100_dias_felizes_4

Texto: Marcas da Vida

marcas_2

Em alguns dias eu me sinto mais louca que o normal. Minha cabeça vai e vem num turbilhão de pensamentos que me transformam numa montanha russa ambulante, dez minutos de felicidade e logo depois estou na tão temida bad. Acontece que de uns tempos pra cá eu tenho conseguido externar esses sentimentos, seja pra pessoas próximas ou pra quem me segue no Snapchat ou no InstaStories Opa segue eu: merylliel, e isso era algo realmente difícil pra mim. Me abrir significa expor minhas fraquezas, deixar as feridas expostas e com isso fazer todo mundo perceber que eu sou toda errada da cabeça, pelo menos, esta é a visão que eu tinha.

Nessas divagações e conversas com amigos eu descobri que tudo que eu sinto, minhas dúvidas, meus medos, minhas loucuras, não são loucuras sozinhas e vazias no mundo. Teve gente que me abraçou quando contei o que sentia, pois o sentimento era mútuo. Teve gente que comentou que também se sente frustrado por x,y e z. E gente que mandou corações e disse que também pensa assim. Então nesse meio tempo de abrir um pouco as janelas da minha cabeça pra arejar, eu me vi menos maluca, menos ansiosa do que realmente sou. Na verdade eu sou, mas ao contrário do que eu imaginava estamos todos no mesmo barco, desgovernado, cheio dos mesmos medos e incertezas.

A vida vai moldando a gente e deixando aquelas marcas incômodas de coisas que passaram e a gente carrega elas pra sempre. Alguns acontecimentos podem desencadear um sentimento ruim, no meu caso às vezes acontecimentos bem no passado, coisas que provavelmente só eu lembro, mas esses dias uma pessoa que parece ser sábia e é bem vivida disse: “o que passou, passou, não vai mais voltar, pra quê se preocupar?”. Quando a gente lê “águas passadas não movem moínhos”, pode não significar muita coisa, mas naquele momento, naquela hora, eu peguei a frase pra mim e resolvi começar a esquecer essas coisas que me incomodam, deixar as marcas sumirem. Não é fácil, mas a gente tenta, tudo pelo bem de uma mente tranquila e mais sóbria. Quero deixar o que esses momentos me ensinaram e deixar pra lá o que não agrega, porque dessa vida não se leva nada, só a vida que a gente leva.

marcas