aventura

Planeta do Tesouro (2002)

O que é mais legal do que achar um mapa para uma ilha do Tesouro? Que tal um planeta inteiro!?


Nessa aventura, o que vemos é a história do jovem Jim Hawkins que desde pequeno lê contos de piratas e tesouro, o qual anos mais tarde, na adolescencia acaba se tornando um garoto… Hmmm, problematico, digamos assim. E vemos que isso ocorre pela partida de seu pai.
Eis que um dia, sem mais nem menos, surge um viajante mutante que durante a fuga consegue um mapa… Mas não um mapa comum, afinal todo o universo dessa animação é naquela visual que lembra o bons tempos de navegações, caravelas mesclados com viagem espaciais, humanos, alienigenas, ciborgues… Enfim, um mudareu de seres diversos que só na Disney conseguimos achar esses monstros carismaticos, ou não.
Voltando ao mapa, trata-se de uma esfera no melhor estilo cubo mágico, e nele encontram um mapa das galaxias que indica a posição do lendário Planeta do Tesouro!


Apesar de ser a contragosto de sua mãe, Jim junto com o professor Dopler embarcam numa aventura com muitos bucaneiros e um ciborgue de indole duvidosa.


Esse trabalho da Disney tem um duplo destaque. Primeiramente, a história é baseada na ficção de Robert Louis Stevenson, “A Ilha do Tesouro”, que gerou o primeiro longa metragem em live-action da Disney, de nome homônimo, lá de 1950. Dessa vez, o desafio seria em fazer os efeitos em CG ficarem em harmonia com os desenhos manuais, e para tal, foram realizados diversos estudos para que esse resultado estético virasse um ponto a favor e não o contrário. O material, extremamente, rico do Making Of inclui testes de animação, cenas excluídas, galeria de fotos/concepts, tudo aquilo que nos faz (eu) felizes. Curiosidades técnicas: esse foi o primeiro filme produzido ao mesmo tempo tanto para cinemas tradicionais como para IMAX; na dublagem nacional, o personagem Silver incorpora a voz de Mauro Ramos (o Pumba de “O Rei Leão”) e o B.E.N. por Marco Ribeiro (o Flik de “Vida de Inseto”).


Filme bacana, divertido, personagens carismáticos, e como todo longa metragem Disney quando lançado em dvd – automaticamente – já vem com o letreiro de “Clássicos”.


Só alegria, e por hoje é só pessoal.

COMPRE!
Planeta do Tesouro – DVD

Steamboy (2004)

Para o pessoal fã de animação japones, hoje falaremos desse longa metragem animado, que não tem Kamehamehas e nem Meteoros de Pegasus.

Estamos na Inglaterra vitoriana, na década de 1860, no meio de uma avançada revolução dos motores a vapor. O jovem Ray é membro de uma família de inventores famosos, a qual conseguiu essa fama pelos projetos e pesquisas desenvolvidos pelo seu pai Eddî e seu avô Dr. Lloyd.
Num certo dia, Ray recebe uma encomenda, a qual tinha como conteúdo uma estranha bola de metal, que ele viria a saber de se tratar de uma nova fonte de energia capaz de abastecer uma cidade inteira. Com tamanha viabilidade de uso, capangas de uma organização, que estavam atrás do invento, aparecem na casa da família Steam. Seguindo as instruções de uma carta de seu avô, Ray foge com a nova invenção e depois disso, sua vida torna-se um conflito de aventuras e decisões de posicionamento, quando se reencontram quem estaria falando a verdade: seu pai ou seu avô?


O estilo steampunk foi muito bem explorando na película, mostrando as possíbilidades de maquinários enchendo os olhos, em meio a cenários deslumbrantes. Depois de 10 anos de produção, sob o olhar atento de Katsuhiro Otomo (mesmo diretor de Akira), Steamboy é uma das produções mais caras do mercado japonês. Contou com mais de 180.000 desenhos e 400 cortes em animação computadorizada. No extras é bacana ver as inserções entre o desenho tradicional e o famoso CG, além do contador de quadros onde trabalharam com 24 por segundo, o que possibilitou uma fluídez muito maior na animação.


O vídeo possuí 3 audios e todos muito bem representados, mas comentando sobre os que não são o original, temos na versão em inglês os atores Anna Paquin (Vampira, de X-Men), Alfred Molina (Dr. Octopus, de Homem-Aranha 2) e Patrick Stewart (Charles Xavier, de X-Men também). E a versão brasileira não deixa nada a desejar, trazendo profissionais como Isaac Bardavid (Wolverine nos desenhos animados da FOX) e Júlio Chaves (o dublador do Mel Gibson).


A bonita produção sai do gênero, as vezes costumeiro, de que desenhos animados japoneses devem ter super heróis que gritam algo e lançam um raio luminoso das mãos, para um roteiro de algo tendencioso ao mundo real e de alguém com limitações como são as pessoas mesmo.

Fechamos a semana com essa indicação e a torcida para os camaradas nipônicos para que bons ventos soprem para aqueles lados depois dos acontecimentos recentes.

Por hoje é só pessoal.

obs.: em tempo, nada contra os outros animes, pois assisti e ainda assisto muitos desse gênero, hehe.

Disney Adventures in SAMBA (2010)

Aproveitando o embalo do Carnaval, nada melhor que um pouco de samba por aqui. Embora eu seja mais do eletrônico, as vezes ouvimos um pouco dos outros gêneros musicais.


Bom, quando vi pela primeira vez esse título admito que fiquei muito curioso em relação ao que se tratava. O DVD conta com uma pequena coletânea de vídeos que tiveram as primeiras participações do personagem brasileiro Zé Carioca, extraídos dos filmes “Alô, Amigos!”, “Você já foi à Bahia?” e “Tempo de melodia”. Foram trabalhos resultantes das viagens das equipes da Disney pela América Latina. No que é bacana? Para o pessoal de hoje, que não conhece os filmes originais reparar nos detalhes, resultados, e toda aquela qualidade das produções de Walt Disney, numa época que não existia Photoshop, Flash, Premier e outros softwares gráficos e de edição que hoje são uma mão na roda. A riqueza em transformar objetos inanimados como instrumentos musicais, casas em personagens, além da interação entre desenho animado com pessoas reais.


Os cenários apresentados mostram um cuidado por parte da equipe de produção animada da época, onde mostram um Brasil bonito, que realmente daria vontade de ser visitado, ao contrário dos filmes de hoje que se limitam a exibir praias com mulheres de biquinis, favelas, violências e o próprio Carnaval (sob um ponto de vista mais sexual e vulgar), todo esse papo que sempre ouvimos. Fato que achei um pouco negativo, Zé Carioca em sua primeira aparição é representado por um personagem amigavel, bacana, mas que toma cachaça e fuma charuto, para depois nos quadrinhos nacionais se tornar um malandro que sempre quer comer feijoada fiado, fazendo falcatruas e outras peripécias. Enfim, nossas representações desde os anos 40 parece que sempre ficam no jeitinho brasileiro.
De qualquer forma, por se tratarem de trechos, você acaba ficando com aquela sensação de quero mais.

Fechando o dvd, temos dois clipes musicais inéditos  de “Aquarela do Brasil”, interpretada por Alexandre Pires e a inédita “Pagode na Disney”, por Arlindo Cruz. No Making of temos o produtor Alceu Maia comentando sobre sobre o cd de audio e o projeto, que foi encomendado pela Disney do Brasil, até que a idéia é bacana e você entende o porque da seleção dos cantores e grupos musicais, embora seus depoimentos sempre terminem com “A música na voz de fulano de tal ficou no seu esquema”, hehe.


O DVD é parte do pack que vem com o CD que contém temas dos clássicos Disney em versão samba, como “Aqui no Mar (Under the Sea)” – Diogo Noqueira (Pequena Sereia), “A Bela e a Fera” – Alcione e Sylvinha, “Que Eu Quero Mais é ser Rei” (I Just Can’t Wait to be King) – Exaltasamba (O Rei Leão), dentre outras das 14 faixas.

Seguindo a mesma idéia também temos “Disney Adventures in Jazz” e “Disney Adventures in Bossa Nova” – estes foram lançados apenas em cd de áudio. 🙂
E é isso minha gente, bom feriado para todos…!


Interstella 5555 (2003)

Dentre os estilos de animação, todo mundo já assistiu algum anime, o famoso desenho animado japonês. Agora junte isso com o duo eletrônico francês Daft Punk, o resultado é o longa metragem intitulado de Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem.
Tudo começa em 2001 quando o hit “One More Time” estoura nas pistas do mundo todo, e tem o videoclip em desenho animado… O album “Discovery”, 2º da dupla, chegava as prateleiras das lojas. Com a produção dos vídeos musicais tendo a supervisão de Leiji Matsumoto, nome conhecido de desenhos japoneses dos anos 70 e 80 (dentre eles “Harlock e a Nave Arcadia”, bem triste diga-se de passagem), auxiliou no resultado visual do magnífico trabalho.

A primeira parte da história, mostra uma invasão espacial em outro planeta, onde seres humanóides de pele azul são sequestrados. A partir daí, foram produzidos mais 3 clips animados que seriam a continuação dessa aventura, sendo exibidos inicialmente na MTV e no Cartoon Network, aproveitando o lançamento do CD. O projeto total foi concluído em 2003, e a co-produção Japão e França gerou um longa metragem onde cada faixa representa um trecho da aventura. Após o sequestro da banda, um sinal de emergência é enviado e a nave de Shep, é a mais próxima, e, então, parte para o resgato dos músicos. A partir desse ponto, a trama se desenrola na busca, e tentativa, do piloto em salvar os conterrâneos.

O que Interstella apresenta, não é apenas uma narrativa de ação, romance e aventura, mas também, indiretamente vemos uma crítica ao mercado fonográfico em geral, em que as produtoras ficam com a imagem de que ganham muito mais que os próprios artistas que subsidiam, além da exploração de shows, autografos, músicas novas e por aí vai. Dentre os extras do DVD, além da ficha dos personagens, temos o animatic – que é a parte do projeto, entre o storyboard e o resultado final – apresentando a edição do clip da música “Digital Love”.

O filme fica sendo uma sugestão não apenas para os fãs de animação, mas também para o pessoal que curte música eletrônica. 🙂

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