Ainda no ritmo de “Anima Mundi”, que encerrou sua edição itinerante, aqui em Curitiba, vamos comentar sobre o longa-metragem exibido ontem ao final do evento. Hoje, no Chocottone, vamos falar um pouco sobre “A Princesa e o Piloto” (To Aru Hik?shi e no Tsuioku).


Com a proximidade da guerra entre dois reinos, após um ataque em seu castelo, a Princesa Fana Del Moral, numa missão ultrasecreta, é enviada a uma viagem de aérea para um local seguro. Encarregado desse trabalho, o piloto mercenário Charles Karino conduzira o hidroavião de reconhecimento Santa Cruz, um dos modelos mais rápidos.


No entanto, para alcançarem o seu destino, onde a Princesa encontraria seu noivo, o trajeto consiste em atravessar 12 mil quilômetros em território inimigo, desse modo, apenas havendo a cooperação entre os dois, conseguirão concluir a viagem. Nesse momento você pensa que a Fana poderia ser alguém mimada, como muitas personagens assim de filmes de Sessão da Tarde, no entanto, é justamente o contrário, ela é bem colaborativa, e até um pouco atrapalhada.


O foco da narrativa acaba sendo mesmo nas conversas entres os dois sobre as imposições de colocações sociais, o que a incomoda muito, e ele que tem por habito tolerar as zombarias que sofre pelas suas origens não nobres, como se fosse de uma casta muito baixa. De certo modo, o filme me lembrou muito o livro “A Última Princesa”, do Fábio Yabu, mas de um modo mais generalizado dados os personagens da animação.


Mesmo sendo um às dos ares, Charles acaba sendo atingido durante uma das perseguições, o que acaba ocasionando um ponto de virada interessante na história, que mostra um lado de Fana, o qual ela gostaria de poder viver mais aquela maneira. É uma sequência bem bobinha, mas bonita, enquanto estão na ilha, e creio que também uma das partes mais divertidas.


Jun Shishido já trabalhou como animador no anime “Sakura Card Captors”, Diretor em “X”, além do trabalho em “Rizelmine”. A produção tem todas as características desse tipo de produção, com cenários de beleza ímpar para sua finalização, além da narrativa dramática. O filme mostra muito sobre preconceito, e lições de dignidade, principalmente quando a princesa comenta sobre sua infância, e o que aprendeu com a mãe do piloto. Mas no geral, achei bem raso tudo isso. Sobre as cenas das batalhas áreas, ficaram bem intensas, e me lembraram muito “Sky Crawlers” e até “Macross Plus”.


“A Princesa e o Piloto” foi baseado na fantasy light novel – de nome homônimo – com autoria de Kokuro Inamura, tendo a produção pela parceria entre os estúdios TMS Entertainment e MadHouse (que já comentamos aqui, quando falamos de “Redline” e “A Garota que Conquistou o Tempo”). Ficou em 3º lugar, no Rio de Janeiro e em São Paulo, na categoria Melhores Longas Adultos. É um desenho de visual muito bonito, uma história simples onde você fica torcendo pela união dos protagonistas, trilha bacana, e fica por aí mesmo.


Por hora, encerramos por aqui, e um bom final de semana para todos.
Ateh!

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2 Comments on A Princesa e o Piloto (2011)

1Pingbacks & Trackbacks on A Princesa e o Piloto (2011)

  1. […] A principal vantagem, para mim, foi em poder assistir aos filmes que não consegui durante o final de semana que estive no evento em São Paulo. E foi algo muito gratificante, poder sair do trabalho e ir curtir algumas sessões de animações, praticamente, todos os dias. Sala cheia, assim como foi o grande movimento no final de semana – que já era de se esperar. Enfim, dentre tantos curtas, um breve comentários de alguns que me chamaram mais a atenção: “The People Never Stop” (Japão, França, 2012), mostrando um cotidiano que não se para, mesmo sob adversidades da natureza; “La Detente” (França, 2011), satirizando o início de uma guerra, e depois o impacto psicológico de quando se cai na realidade; “Tunel” (Irã, 2012) o qual foi resultado de uma animação em areia de uma qualidade estupidamente boa; o divino “Rew Day” (Bulgária, 2012), que acho que foi o meu favorito dessa semana, um roteiro surpreendente e animação muito carismática; e um dos destaques para essa edição itinerante “Fata Morgana”, que pretendo comentar um pouco mais noutra ocasião. “Head Over Heels” também estava na seletiva, mas já havia comentado sobre ele no post passado. Dos longas-metragens, assisti apenas o anime “To Aru Hikûshi e no Tsuioku” (Japão, 2011), que encerrou o evento, mas o comentário completo estará no Chocottone. […]

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