Leituras

Aquele livro de cabeceira, o mangá que coleciono ou o quadrinho que resolvi ler.

HQ: Astronauta Singularidade | Danilo Beyruth

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Em ‘Astronauta – Singularidade’, o Astronauta irá investigar um buraco negro. E vamos ter uma bela surpresa, ele terá companhia! Um estranho objeto vai despertar a atenção da equipe, que em conjunto o irá investigar. Mas esta nova aventura reserva muitas surpresas e alguns problemas sérios ao Astronauta.

Eu sou fã de carteirinha da coleção MSP Graphics, a coleção de Maurício de Souza desenhada por outros artistas brasileiros contando histórias de personagens que a gente conhece, e já até falei de Astronauta Magnetar aqui no blog, o primeiro volume feito por Danilo Beyruth, por isso quando vi o segundo volume eu tive que ter pra manter a coleção completinha.

A história continua depois de Magnetar, com Astronauta sendo analisado psicologicamente e com várias dúvidas ao redor do personagem. Estaria ele louco ou abalado depois da última missão? Com o desenrolar de tudo percebemos que tem gente que pode achar sanidade onde menos se espera, até mesmo na solidão.

As artes de Danilo continuam espetaculares e as cores de Cris Peter gritam e trazem um tom mais quente se compararmos ao primeiro volume, dando um ótimo contraste entre as HQs e trazendo um pouco mais de sentimento pra história.

Pra quem acompanha todos os volumes deste projeto, é mais uma ótima aquisição.

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Conheça os outros quadrinhos da série: Bidu – Caminhos | Chico Bento – Pavor Espaciar | Turma da Mônica: Laços

Quadrinhos: Bufas Danadas, Baleia #1 e Kris Klaus – Papai Noel Casca Grossa

Ano passado na Comic Con eu fiz a festa. Conheci artistas novos, comprei coisas de artistas que admiro e voltei pra casa cheia de coisas, mas sabia que tava tudo encostado em casa? SHAME ON ME!. Por isso resolvi colocar tudo em ordem, ler algumas belezuras que estavam no armário e contar pra vocês.

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Bufas Danadas é uma coletânea de tirinhas do Gomba sobre vários assuntos, mas em todos prevalece o bom humor nonsense. Luís Felipe Garrocho criou as tirinhas em 2007, desenha todas elas no bom e velho Paint e agora você pode comprar algumas em um livrinho super massa. Me peguei rindo das tirinhas no ponto de ônibus e virei a maluca do lugar, então indico super pra dar umas risadas. Se se interessou. você pode acompanhar o trabalho das Bufas no site.

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Baleia #1 é um mini zine da Rebeca Prado que eu fui conhecer no dia por conta da minha paixonite pelo Navio Dragão, uma série de tirinhas feitas por ela. Eu tava sem grana, mas queria apoiar de alguma maneira e PUFT! Apareceu uma baleia. Sou apaixonada por baleias e acabei levando essa gracinha pra casa. São duas historinhas super fofas, com traço lindo que eu adoro da Rebeca. Coisa rápida pra deixar você mais feliz naquele dia entendiante. Saiba mais sobre os trabalhos dela aqui.

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Kris Klaus foi uma grata surpresa, pois estava procurando o estande do Hiro Kawahara e demos de cara com essa obra de arte. O noivo de cara se interessou e trouxe pra gente esse quadrinho maravilhosamente feito em hachuras (desenho feito em linhas finas e paralelas, muito próximas umas das outras) e com uma história bem escrita, engraçada e que deixou a gente com gostinho de quero mais. Já pensou se Papai Noel fosse um heróis e salvasse o natal? Aqui a treta é forte e cheia de sacadas bacanas. Pra saber mais, clique aqui.

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Logo volto com mais indicações de quadrinhos independentes, porque apoiar quem a gente gosta e faz trabalho bacana é muito legal, o que vocês acham? Algum trabalho legal pra vocês me mostrarem?

Livro: Animal Farm (A Revolução dos Bichos) – George Orwell

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“Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, ‘A Revolução dos Bichos’ é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos.

Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.

De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética.

Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.”

A Revolução dos Bichos estava na minha lista fazia um bom tempo, e quando lesionei a perna ano passado e tive que fazer fisioterapias ele se tornou meu amigo de sessões de choque. Peguei diretamente da biblioteca pessoal da mamis, que pra quem não sabe é professora de inglês, e aproveitei também para treinar e ampliar meu vocabulário na língua inglesa.

“All animals are equal, but some animals are more equal than others.”

“Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que outros.”

Para mim o livro foi uma surpresa, pois achei que seria bem chato, mas você vai entendendo os acontecimentos e vai fazendo comparações com coisas atuais que ocorrem na política, nas relações interpessoais e nos governos, aí a coisa vai ficando boa.

 

“The creatures outside looked from pig to man, and from man to pig, and from pig to man again; but already it was impossible to say which was which.” 

“As criaturas do lado de fora olharam de porco para homem, e de homem para porco, e de porco para homem novamente; mas já era impossível de dizer qual era qual.”

Gorge Orwell critica várias atitudes e situações humanas de uma maneira bem ácida e que faz você refletir a cada página. Indico demais o livro pra quem se interessa por política, mas acho que todo mundo deveria ler e enxergar através de cada comparação e palavra.

Livros: Novos Fundamentos do Design e Pensar com Tipos

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Faz muito, mas muito tempo que aproveitei uma promoção da Cosac Naify e comprei livros de design e só agora consegui ler alguns. Os que vou mostrar abaixo são livros considerados básicos, mas só consegui lê-los agora que me propus matar uma fileira de livros que estavam na estante.

novos_fundamentos_design Novos Fundamentos do Design Rating: ★★★★★ Ellen Lupton, autora de Pensar com tipos (Cosac Naify, 2006), e Jennifer Cole Philips, revisitam o bê-a-bá do design, enfocando temas como: ponto, linha, plano, ritmo, equilíbrio, modularidade, tempo e movimento, à luz das mudanças tecnológicas e da sociedade global. Neste guia conciso e visualmente inspirador, as autoras partem de trabalhos de estudantes e exemplos-chave da prática profissional contemporânea que vão desde a criação de marcas, impressos e sinalizações à elaboração de páginas da internet e design em movimento, para mostrar a importância do equilíbrio entre habilidade técnica e pensamento visual crítico. Segundo as autoras: “Nós o criamos porque não víamos nada assim à disposição dos estudantes e jovens designers de hoje”.

O que acho mais bacana nos livros da Elle Lupton é a didática maravilhosa que ela tem em explicar as coisas, com uma leitura clara e bem fácil você consegue seguir sem peso algum. Além disso o livro é recheado de exemplos e até ideias de exercícios pra treinar ou se você é professor, aplicar com seus alunos. Eu cheguei a fazer alguns dos exercícios e achei bem interessantes pra quem sabe servir de inspiração pra algo no futuro. Recomendadíssimo!

pensarcomtipos_gdePensar Com Tipos Rating: ★★★★★ É uma excelente porta de entrada para o mundo da tipografia, além de um ótimo companheiro para os cursos da área. Ao longo do livro, as informações teóricas aparecem sempre acompanhadas de exemplos práticos, os quais são contextualizados na história e na teoria do design. Os ensaios trazem panoramas históricos e teóricos abrangentes, que vão das origens da tradição aos impasses dos novos meios de comunicação. Um apêndice com “dicas úteis, alertas agourentos e outras fontes” complementa o livro, incluindo um pequeno guia de preparação, edição e revisão de textos para designers. Ao fim e ao cabo, Pensar com tipos, como o próprio título sugere, não trata tipografia como um fim em si mesma, com seus vícios, fetiches e clichês autorreferenciais, mas como uma atividade “com a qual o conteúdo ganha forma, a linguagem ganha um corpo físico e as mensagens ganham um fluxo social”.

Se tem uma coisa que eu acho que tenho MUITO que melhorar é na tal da tipografia. Pode parecer simples, mas combinar e criar fontes é algo bem difícil e por conta disso sempre que tenho oportunidade faço algum curso, workshop ou leio algo sobre o assunto. Como já declarei meu amor por Ellen Lupton aqui, o livro tem aquele jeitinho gostoso que te leva a ler todos os blocos prestando atenção e te prendendo em toda a leitura te recheando de aprendizado. Achei bem interessante saber mais sobre os tipos e indico pra todo mundo que quer saber um pouco mais deste mundo.

Fora tudo isso, os dois livros possuem projetos gráficos maravilhosos e você pode ter na sua casa como lindas peças de arte.

Sinopses Cosac Naify.