Séries

Resenhas de séries de TV ou de programas de streaming.

Assistir: Black Mirror

Black Mirror: você tem que assitir.

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Uma espécie de híbrido entre “The Twilight Zone” e “Tales of the Unexpected”, Black Mirror explora sensações do mal-estar contemporâneo. Cada episódio conta uma história diferente, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada à tecnologia.

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Sobre a série

A primeira temporada de Black Mirror foi ao ar em dezembro de 2011 e contou com três episódios. Desde lá já foram, também com três episódios, a segunda temporada (2013) e terceira com seis. Diferente das séries que estamos costumados, Black Milk mostra em cada episódio uma história nova feita pra acabar com sua cabeça.

A série com ares de “Admirável Mundo Novo” em muitos episódios, vive mostrando futuros fictícios muitas vezes bem próximos do que entendemos hoje, com muita crítica ao que somos ou viremos a ser. Será? Os temas tem quase sempre a ver com tecnologia e a maneira que utilizamos ela.

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O que achei

O episódio mais perturbador pra mim foi o “The National Anthem”, primeiro episódio da primeira temporada, que mostra o primeiro Ministro da Inglaterra tendo que fazer algo super absurdo para salvar uma princesa. Foi sufocante ver o sofrimento do personagem e a reação das pessoas.

O mais fofo, com certeza é “San Junipero”, no qual em um futuro fictício as pessoas morrem, mas podem escolher viver em suas consciências em computadores, pra sempre. Uma delicadeza, uma poesia, figurinos maravilhosos, tudo lindo. Amor demais pra mim.

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Vocês já tinham ouvido falar dessa série? Já assistiram? Qual seu episódio favorito?

Assistir: Luke Cage – 1ª Temporada (2016)

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“Depois que um experimento sabotado ter deixado Luke Cage com uma super-força e pele indestrutível, ele se torna um fugitivo que tenta reconstruir a vida no Harlem, bairro de Nova York. Mas logo ele é forçado a sair das sombras e lutar pela sua cidade, bem como confrontar o passado do qual tentou fugir e assumir a identidade de herói.”

Antes de ver Luke Cage eu assisti esse vídeo do canal O Quadrinheiro Véio, pra entender um pouco mais do personagem e da HQ, o que foi bem interessante pro passar da série, pois identifiquei as roupas do quadrinho e algumas referências bem interessantes.

A primeira impressão de Luke Cage foi “caraca, uma série com maioria de atores negros, que foda”. Eu sei que tem “Um maluco no pedaço” e “Todo Mundo Odeia o Cris”, tá? Mas fazia tempo que não faziam isso. Gostei dos atores, apesar de achar que Mike Colter deixou um pouco a desejar em alguns momentos.

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A série começou boa, mas ao meu ver foi esfriando pela metade, tanto que cheguei a cochilar em alguns episódios e começou a ficar massante assistir quase uma hora de Luke levando tiros e furando outro moletom (aliás, sacada ótima de usarem isso como uma marca registrada dele). Alguns diálogos ficaram muito clichês, algumas situações foram previsíveis e a coisa foi ficando meio chatinha. Acabou legal a série? Sim, e no geral eu gostei dela, mas faltou um ‘tchan’. Do mais, achei a linha e crescimento dos personagens como um todo bem interessante, tanto do Luke quanto dos vilões Mariah, Boca de Algodão e Shades.

Sabemos que a história de Luke acontece depois de Jessica Jones, mas achei interessante criarem um romance de Luke com Claire (a enfermeira do Demolidor, lembra?), já que nos quadrinhos, pelo que sei, Luke tem até uma filha com a Jessica. Será que isso vai se transformar?

E vocês o que acharam desta primeira temporada? Assistiram?

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Sinopse do Adoro Cinema.

Assistir: Gilmore Girls

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Gilmore Girls é uma aclamada série do canal americano CW e ganhou popularidade mundial no começo dos anos 2000. Criada por Amy Sherman-Palladino e estrelada por Lauren Graham e Alexis Bledel, o seriado é exibido no Brasil pelo canal Warner Channel na TV paga. A série estreou em 5 de outubro de 2000 e terminou em 15 de Maio de 2007 na sua sétima temporada no canal The CW. Wikipédia

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É um modo de vida. É uma religião.

Há uns oito anos atrás, ou mais, uma grande amiga me indicou Gilmore Girls, e lá fui eu devorar sete temporadas de falas rápidas, romances, trapalhadas e muito café de Lorelai e Rory. De cara foi uma paixão incrível e devorei as temporadas como se não houvesse amanhã. Ai vem o Netflix e faz o favor de trazer todas as temporadas de volta, com direto ainda a fazer mais quatro episódios de revival da série, como eu fiquei no meio de tanta coisa linda? Eu revi todas as temporadas e estou aqui ansiosamente esperando dia 25 de novembro como se não houvesse amanhã.

Então, caso você tenha ouvido falar muito sobre Gilmore Girls, mas não sabe ainda se assiste, vim aqui te dar alguns motivos:

Romance


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Eu sou dessas pessoinhas melosas e românticas, por isso a série me ganhou de cara, pois ao longo das sete temporadas acompanhamos vários relacionamento de Lorelai e Rory, alguns meio atrapalhados, elas tem muito que aprender com relacionamentos, mas quem sabe pra nova temporada, 16 anos depois a coisa não tenha melhorado, né não?

Humor


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Piadinhas e falas rápidas e ácidas, situações constrangedoras pra você se divertir de maneira bem gostosa. A série em geral leva os assuntos de maneira bem leve, deixando ela bem interessante de se assistir depois de um dia cansativo de trabalho. Sookie, Michel e especialmente Kirk são personagens que me fazem dar muitas gargalhadas.

Referências


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Meus livros parecem tristes. Livros podem parecer tristes?

Rory é uma viciada em livros. Lorelai uma apreciadora de cinema. Lane, melhor amiga de Rory, uma especialista em música. Em todos os episódios temos referências a filmes, livros, seriados e bandas, dá pra ficar maluco depois de cada episódio pesquisando tudo que foi falado. Existe até o The Rory Gilmore Reading Challenge (Desafio de Leitura de Rory Gilmore), no qual a pessoa deve ler todos os livros citados na série, nada mais nada menos que 339 obras.

Mulheres Fortes


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Lorelai fica grávida quando adolescente e sai da casa dos pais, uma família muito tradicional e com muitos recursos, para construir sua própria vida em uma cidadezinha no interior de Connecticut. Lá ela cria a filha, Rory, faz sua faculdade, e ao longo das temporadas vemos ela abrir o próprio negócio com a amiga, Sookie. As mulheres Gilmore estão sempre lutando pelo que querem, Rory sempre mostra como quer ser independente e não deixa homem nenhum atrapalhar seu futuro, ok, ela dá um deslise com Mitchel Huntzberger, mas a coisa volta logo ao seu rumo. Além disso o feminismo sempre aparece de forma rápida, mas sempre presente na série e eu só percebi isso da segunda vez que assisti.

Eu não consigo achar uma temporada ruim, tudo corre como tem que correr, começamos com Rory entrando em uma escola muito boa, para conseguir chegar a Harvard e terminamos na sétima temporada com ela se formando na faculdade, acompanhamos toda esta fase da vida dela. Enquanto isso, Lorelai dava um jeito em tudo pra que a filha chegasse onde ela sonhava e procurava um amor que se somasse a ela. Mais que uma série de diálogos rápidos, Gilmore Girls é uma série de mulheres buscando seus sonhos, com caminhos certos ou não, elas chegam lá, assim como nós.

Ficou com vontade? Aproveite então esta playlist delícia da Warner com as músicas mais queridas da série, entre elas a abertura de Carole King, “Where You Lead”.

Se você já assistiu, já é fã, só tenho uma coisa pra te falar:

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Assistir: That ’70s Show

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“That ’70s Show é uma série de televisão norte-americana exibida entre os anos de 1998 e 2006, contando a história de seis jovens que vivem na cidade fictícia de Point Place, subúrbio de Green Bay, Wisconsin, durante a década de 1970.”

O noivo vivia falando da gente assistir esta série, que ele via com os amigos na república na época da faculdade e tudo mais. Como os episódios são curtos (uma média de 22 minutos cada), começamos a detonar os 200 que estão disponíveis em 8 temporadas no Netflix (até a data deste post).

A série cheia de comédia e algumas coisas meio nonsenses conquistou meu coração nos primeiros episódios e logo estava adorando o romance de Donna (Laura Prepon, a Alex de “Orange is the New Black”) e Eric (Topher Grace, o Venom de Homem-Aranha 3), rindo das besteiras de Michael (Ashton Kutcher) e adorando o jeito rabugento de Hyde (Danny Masterson). Além de bem divertida a série apresenta referência a várias coisas dos anos 70, desde músicas, até a paixão de Eric por Star Wars, que estava sendo lançado na época.

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As primeiras temporadas são super engraçadas, mas depois de um certo momento as coisas vão ficando forçadas. Não sei se são os vinte e tantos episódios de cada temporada que me deram esta impressão, mas quando trocam a atriz que interpreta a irmã de Eric, Laurie Forman, de Lisa Robin para Christina Moore eu já achei que algo ia mal. A oitava temporada perde totalmente sentido, sem Eric Forman e sem Michael a coisa desanda e sofremos pra terminar a temporada.

Apesar disso o programa mostra discussões legais como o começo da conquista das mulheres no mercado de trabalho, sendo Donna uma personagem bem feminista e retrucando todo machismo que aparece. Muitas piadas com estrangeiros, geralmente de Jackie (Mila Kunis) para o engraçadíssimo Fez (Wilmer Valderrama), me deixaram meio irritada e não entendi se estavam alí para cutucar o preconceito dos norte-americanos com pessoas que vem de outros países ou eram pra ser engraçadas.

A música de abertura fala tudo que você precisa saber sobre a série, mesmo lugar, mesmas coisas pra fazer sempre e o que estes jovens fazem numa cidade pequena pra se divertir.

“That ’70s Show” está longe de ser a melhor série de comédia que eu assisti, mas para acompanhar aqueles momentos que você quer ligar a TV e ver alguma coisa, cobre facilmente. Um adendo aqui pra risada mais gostosa que eu já ouvi, Debra Jo Rupp, que interpreta a mãe do Eric, está de parabéns.

E vocês, alguém aqui já assistiu? O que acharam?