Para esse feriado de Carnaval, vamos comentar sobre esse filme que uma ex-aluna minha, que hoje é minha amiga, comentou para assistir outro dia. Aproveitando esse período de descanso – já que o motivo do feriado em si, não curto – acabei assistindo. Vamos comentar um pouco hoje sobre “A Garota que Conquistou o Tempo” (The Girl Who Leapt Through Time/Toki o Kakeru Sh?jo).


Primeiramente, não gosto de expor spoilers nos posts, mas dessa vez dependerei de alguns para poder seguir com a indicação do filme. Estejam avisados.

Conhecemos Makoto, que é uma garota que leva sua vidinha normal no colegial, amiga de Chiaki (um garoto que sempre tira sarro dela) e Kousuke (que seria o mais sério dos três, o mais centrado). No dia 13 de julho, a menina acorda atrasada para aula, e o que poderia ser o dia perfeito se torna um pesadelo. Seu dia é repleto de complicações, como prova surpresa, confusão na aula de gastronomia, ser machucada por alguns meninos, dentre outras situações… Até o momento em que estava a caminho do museu, o qual sua tia trabalha, a bicicleta estraga o freio, a menina é atropelada pelo trem e acaba morrendo.




Contudo, num piscar de olhos, a vemos minutos antes do acidente, mas viva. Ao encontrar sua tia, ela diz que a garota realizou uma viagem no tempo, que seria a única explicação, e que ela mesma, quando tinha a idade da sobrinha, era capaz de fazer isso também. Makoto não acredita na tia, mas não consegue deixar de pensar no assunto, e tenta descobrir se realmente é verdade e como consegue realizar esses saltos.



A partir do momento que ela descobre, começa a utilizar essa habilidade para se divertir em dobro, ir bem nas provas e não se atrasar mais para a aula. No entanto, ao conversar com sua tia, novamente, essa fica tranquilizada por saber que a sobrinha só tem usado as viagens para coisas, a princípio banais, mas avisa que suas decisões podem afetar também a vida daqueles que estão ao seu redor, e que mesmo sabendo o futuro, isso é algo poderoso demais para você acreditar que pode dominar.



Lógico que após assistir ao filme, ou mesmo durante, você tera aquela sensação dele ter um pouco de “Corra Lola, Corra” + “Efeito Borboleta”, mas nada que tire o seu interesse pelo resultado dos atos de Makoto. Por causa disso, o filme tem diversas viradas, que te deixam agoniado, principalmente, a partir da segunda metade do filme, e você fica na expectativa para saber de que maneira irá se concluir a narrativa.


A importância de compreender o que acontece, e por quê, faz qualquer pessoa se identificar com as inúmeras situações que a garota passa, seja mudar alguma coisa a seu favor, em não ter feito aquilo que fez, ou simplesmente fugir para não enfrentar o inusitado, que muitas vezes acaba sendo até pior.


Dessa maneira, o filme é cercado de pequenos elementos que estão lá por algum motivo, e não meramente enfeite, como a cena da bifurcação, que acho muito bacana, por terem tornado real a metáfora de “sua vida é feita de escolhas”, a composição pela sequência de diálogos, a além das duas vias, a própria placa de sinalização, e por aí vai. Esse tipo de recurso semiótico foi bastante usado em “Paprika” – como foi comentado outrora – e é algo que quando bem feito, denota um resultado muito bom.


Apesar de não ser do mesmo estúdio, o traço usado em “A Garota que Conquistou o Tempo” me lembrou muito “Tekkon Kinkreet”, onde vemos uma atenção absurda nos cenários super detalhados e bonitos, contrastando com os personagem que são um pouco mais simples, mas não desvalorizando o trabalho como um todo. Na verdade, isso acaba dando um dinamismo maior aos que estão em cena.


“A Garota que Conquistou o Tempo”, foi baseado num romance japonês de 1965, e desde então teve diversas adaptações, sendo elas em livro, séries de tv e filmes em live-action. Mas não despertou meu interesse em conhecer essas demais versões, hehe.


Bom, achei que valeria a pena comentar sobre esse filme ainda mais nesse período esperado pelo povo, justamente para pensarmos a respeito das nossas escolhas, sejam elas quais forem, pois no final, o tempo não espera ninguém.


Enfim, por hora é isso, bom feriado a todos.
Ateh

Você também pode gostar desses

1 Comment on A Garota que Conquistou o Tempo (2006)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Comment *