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A descoberta

Quando eu tinha meus 13 anos eu lembro da minha mãe chegar em casa e falar que o pessoal da escola que ela dava aula pediu pra ela criar um site, mas que era pra eu e meu irmão ajudarmos ela com aquilo. Era dentro de uma plataforma interna e você só tinha que adicionar as imagens e textos, tudo bem simples. Acontece que no topo da página tinha um escrito “código”, que quando clicamos ali apareceram letrinhas malucas. O mais legal é que quando a gente mexia nas letrinhas, mudavam as coisas na página que a gente tinha montado. Maluco né? A gente não sabia, mas tinha descoberto a programação.

O que dá pra fazer?

Depois disso foi a festa! Descobrimos o extinto HPG e todas as possibilidades maravilhosas do HTML. De cara criei um site pra falar só de Harry Potter e um blog, e o irmão fez um site pra falar de carros. Era lindo ter tanto poder nas letrinhas!

Eu aprendi pouco, mas o suficiente pra me virar na vida de blogueira, o que me dá mais liberdade pra criar algumas coisas e customizar, mas foi com isso que cheguei até os programas de edição de fotos, como o Photoshop e na época o Corel, que são as minhas ferramentas de trabalho hoje em dia. Mas meu maninho foi longe! Depois de aprender a primeira linguagem, saiu correndo atrás de todas as outras que podia, se interessou tanto que fez técnico de informática e faculdade de ciência da computação. Lá dentro ele fez trabalhos com o pessoal de robótica, e com isso eu fiquei sabendo que você não precisa fazer só sites, mas também programas que controlam robôs. Falae isso é demais!

Hoje eu trabalho como designer freelancer e tenho meu próprio negócio, mas a noção de programação me ajudou em vários momentos da minha profissão e ainda ajuda em coisas que preciso fazer para a empresa. Meu irmão? Está em Paris trabalhando com essas letrinhas.

Pra quê isso?

Vim aqui contar como eu me interessei pela programação pra falar um pouco do projeto Programaê. É uma iniciativa sem fins lucrativos que visa tirar a ideia de que programação é uma coisa chata e difícil, e trazer essa realidade para perto de crianças e jovens de baixa renda, como uma forma de transformar o futuro dessas pessoas.

É super legal mostrar pra galera que além de você poder aprender de graça, isso pode trazer muitas oportunidades. Tá mais do que na hora de usar o computador pra algo que não seja só Facebook, né? Ele é uma ferramenta poderosa, basta você saber usar.

Pra saber mais sobre este projeto acesse o site do Programaê e da Fundação Iemann.
Este post é um oferecimento da Vic lá do Borboletando.

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8 Comments on [Blogagem Coletiva] Como comecei a programar?

  1. Adoro essas iniciativas pois ajuda a desconstruir isso de que isso é só para algumas pessoas. Ouço sempre isso. Oras, todo mundo pode! Muito bacana, de verdade.

    Um beijo,
    Re

  2. Não dá pra dizer que eu comecei a programar, pois tudo o que fiz foi fuçar nos códigos quando comecei a mexer com blog, quando eu tinha uns treze anos. Não me profissionalizei, não fui pra essa área, mas acho que consegui aprender por conta própria o básico pra poder customizar meu blog. Mas acho legal histórias de pessoas como você e seu irmão que levaram essa diversão, digamos assim, pra um outro patamar. =]
    Um beijo!

  3. Eu não acho uma coisa chata, Chell! Ao contrário, me arrependo de não ter estudado isso quando tive oportunidade..
    Meu cunhado é programador e adoro ver ele trabalhando quando está aqui em casa =)

  4. Nossa, saudades HpG! Depois de “home page grátis” virou “home page generator”, algo assim, porque tinha planos pagos, lembra? hahahah O iG enchia tudo de banner, era uma loucura 😛 . Aprendi assim também, com 12/13 anos, fuçando, e hoje trabalho com isso 😀

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