Aproveitando o embalo, que na quarta-feira nessa semana (dia 05/09), a série animada do Batman (aquela que passava no SBT), completou 20 anos desde sua estreia, vamos comentar sobre essa produção, que conta com a partição do homem-morcego e outro ícone das histórias em quadrinhos da DC Comics. Hoje, aqui no Chocottone, é dia de “Superman & Batman: Apocalypse”.


De uns tempos pra cá, tenho por acaso assistido aos longa-metragens animados dos super-heróis, os quais nunca haviam me chamado a atenção, pois sempre achava que as séries animadas davam conta do recado. Mero engano! Visto que uma produção desse tipo, normalmente, segue outro tipo narrativo, como venho percebendo. Por se tratar de um “episódio isolado”, digamos assim, e se direcionada não apenas ao público das séries, mas acho que mais específicamente aos fãs dos próprios quadrinhos, visto que a apresentação de cenas violentas é mais elaborada que nos desenhos diarios que assitimos. Enfim, não é isso que estou elogiando, mas exemplificando a diferença das abordagentes. Vamos ao filme…


Começamos numa noite típica de Gotham City (que me fazem pensar se a cidade não é uma versão de Curitiba, já que aqui só chove ou fica nublado), enfim, isso é bem comum nos desenhos do Batman. De repente, um meteoro caiu na baía. Contudo, com a chegada do cavaleiro das trevas, percebemos que não era um meteoro e sim algum tipo de transporte o qual o passageiro não está mais a bordo.


Uma sequência de tumultos acontece, quando uma garota com poderes semelhantes ao do Superman aparece na cidade, e devido a uma reação instintiva de sobreviver, começa a escapar, e nessa fuga, causa destruição – involuntariamente – por onde passa. É interessante a sequência que um dirigível, que foi atingido nessa bagunça, começa a cair e pensei: “Tá e agora Batman!?”. Mas o homem de aço surge para salvar o dia. A questão desse momento é algo que quando assisti fiquei me questionando, realmente até onde o Batman pode salvar as pessoas, mas normalmente suas histórias são mais focadas numa trama de investigação, então, tanto faz.




Bom, reunidos na Bat-Caverna, acabam descobrindo que a garota que caiu do céu, é na verdade a prima do Superman, Kara Zor-el, que escapou do extinto planeta Krypton da mesma maneira que Kal-El (o nome verdadeiro do Superman, caso não saibam. Não, Clark Kent é seu nome terrestre para identidade secreta). Devido ao laço familiar, Superman, acaba tentando cuidar da garota, mas Batman não confia nisso, e pede ajuda a Mulher Maravilha para que possa treinar Kara e ensina-la a controlar os seus poderes. Dessa maneira, vão para a Ilha das Amazonas onde acontece o treinamento da kryptoniana.





Enquanto isso, muito longe dali, em Apokolips, terra do impiedoso Darkseid. Durante um treino, Vovó Bondade (que é uma senhora troculente, com uma voz mascula) pretende encontrar uma comandante para a Guarda de Honra do soberano do planeta. No entanto, após falhas repetitivas, ele diz que quer a garota da Terra, e para isso preparam um ataque.




De volta a Ilha Paraíso (Themyscira), Kara tem um treino contra Artemis o qual é interferido pelo Superman, que acaba discutin  do com sua prima. Incompreendida, ela acaba se afastando com Lyla – uma vidente da Ilha – para espairecer. Contudo, ouvem um Tubo de Explosão se abrindo e eis que surge Apocalypse (Doomsday). Para quem não se lembra, ele já causou muitos problemas ao homem de aço. Mas para surpresa de todos, surgem diversos dele… Darkseid havia clonado a criatura. O.O





Porém, tudo não passava de uma distração para sequestrarem Kara. E é nesse momento, nas visões que Lyla tinha aparecia alguém sendo carregado, mas percebemos – agora  que não se tratava da prima de Kal-El. Essa cena tem uma simbologia bem interessante, que já fôra representada em diversas capas de HQs e na própria história da Arte.




O trio de super-heróis acaba pedindo ajuda a Barda, que está em exílio e tendo uma nova vida na Terra. A sequência quando chegam ao bairro que ela mora é – no mínimo – cômica, eu diria. Assim como muitas tiradas que aparecem ao longo da narrativa. Dei muitas boas risadas assistindo ao filme, algo que mostrou muito disso, do dia a dia dessas pessoas que são responsaveis pela paz no mundo, quando estão caminhando entre nós, parafraseando o Superman: “Fazendo compras e comendo porcarias”.



A visita a Apokolips tem umas das melhores sequências de lutas que vi nos últimos tempos, nesse tipo de produção. A impressão de terem planejado bem os golpes, assim como a própria briga entre Superman e Kara, e o suspense na hora que Batman desafia Darkseid. Simplesmente impressionante.




Agora, a luta final entre Kara, Superman e Darkseid, essa sim, é algo que só lembro-me de ter visto no último episódio da “Liga da Justiça – Sem Limites”, visto a tamanha maestria que foi escrita. Muitos momentos me fizeram ver como se fosse um game, a sequência que Kara ataca Darkseid, é digna de um baixo, frente+soco (comando do golpe similar que a Vampira fazia no game X-Men vs StreetFighter – licença poética pra citar personagens da concorrência), seguido de um flashkick, hehe. Um belo combo! XD




A história é baseada no arco de histórias Superman/Batman #8 ~#13, onde a introdução da Super-Moça no convívio dos heróis acaba mudando suas rotinas. De vez enquando penso sobre o porquê de produzirem/adaptarem uma história, algumas vezes, já conhecida, mas como já vimos, seja uma conversão para filme live-action, ou mesmo uma versão para vídeo-game, a narrativa muda, ou ainda, hoje pode se usar a tecnologia para abranger um público maior, enfim… Existe um público fiel para esse consumo, e para eles que é feito, o chamado público periférico acaba sendo “beneficiado”.




A dublagem não deixa nem um pouco a desejar, tendo a direção da grande Miriam Fischer (a Lilica, de “Tiny Toons”) que coordenou a equipe, sendo: SupermanGuilherme Briggs (Radamanthys, de “Os Cavaleiros do Zodíaco – A Saga de Hades”); BatmanMárcio Seixas (Sr. Incrível, “Os Incríveis” – 1ª dublagem); Mulher MaravilhaPriscila Amorim (Sora, em “Digimon”); KaraFernanda Fernandes (a Kim Possible, desenho homônimo); BardaMarcia Morelli (Sedusa, em “As Meninas Superpoderosas”); Vovó BondadeCarlos Seidl (Seu Madruga, em “Chaves”); e o vilão DarkseidJosé Augusto Sendim (Colossus, em “X-Men Evolution”). Dessa maneira, quem acompanhou as séries de animação paralelas, “Liga da Justiça” e “Batman – The Animated Series”, pode se sentir mais a vontade ao assistir.


A sequência após a queda da bola de fogo na baía de Gotham tem muito de Batman no enredo da sequência, o modo da narrativa não é o que vemos na do Superman, por exemplo, acho que essa idéia da união desses dois grandes super-heróis da DC foi algo de responsabilidade extrema, visto de que maneira contar uma história se são personagens tão distintos. Nessa parte, não há dialogos, e apenas a música de fundo que fica responsável por demonstrar o que está acontecendo na tela, algo que tem uma grandiosidade que fazia tempo que não via numa produção animada. Após esse começo, percebi que valeria a pena acompanhar o pouco mais de 1h do longa-metragem.


Essa produção da Warner Bros Animation, com participação de Sam Register, possui não apenas toda uma trama, mas a própria direção de arte é de deslumbrar os olhos. Os cenários de Apokolips, Metropolis, Gotham City, Themyscira, Smallville, são lindos de se pensar como os ilustradores fizeram algo que me lembrou de quando fiz isso para o TCC, e o quando preciso comer de arroz e feijão para chegar nessa qualidade, hehe.






Deixamos “Superman & Batman: Apocalypse” com uma boa pedida para um dia de chuva, acompanhado de pipoca, ou mesmo para esse feriadão.

Por hora é isso, pessoal!
Ateh. o/

 

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5 Comments on Superman & Batman: Apocalypse (2010)

  1. Poxa! Confesso que não li o post inteiro por medo de spoilers…. Mas passei o olho e gostei dessa recomendação pra esse feriado! Depois que eu assistir volto pra dizer o que eu achei!

  2. Ah! Vi o filme e achei legal! Valew ae a recomendação! Me surpreendeu! Gosto do diretor, mas não tinha visto desse desenho aí ainda! Ele fez outros dois que eu curto muito! Legal o post!

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