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Assistir: Stranger Things

“Ambientada em Montauk, Long Island, conta a história de um garoto que desaparece misteriosamente. Enquanto a polícia, a família e os amigos procuram respostas, eles acabam mergulhando em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.”

Sem que eu visse acontecer a Netflix lançou no dia 15 de julho os oito episódios da primeira temporada (sim, vi ter a segunda) de Stranger Things. Não sabia nada da série até ver várias pessoas colocando ela nos seus respectivos check-ins do Facebook e falando muito bem, o que bastou para aguçar minha curiosidade. Convenci o noivo a assistir a série e simplesmente ficamos estasiados de euforia na frente da TV, devorando todos os episódios em 2 dias usando o tempo possível de um adulto que trabalha para assistir, e tenho que dizer: foi loco o bagulho.

Com uma trama que acontece nos anos 70/80 e uma mistura de Goonies, E.T. e Goosebumps a história te pega de uma maneira incrível, com o clímax dos episódios nas horas certas, personagens ótimos e o clima de suspense que te leva até o final do oitavo episódio. Eu sou bem cagona pra coisas de suspense/terror e posso garantir que é super tranquila de assistir pra quem tem muito medo.

Os flashbacks são bem colocados e fazem você conhecer mais dos personagens e entender a relação deles com a situação ou o passado, fazendo você se apegar mais ao personagem e a história de vida dele. As cores, a história, os atores, tudo é super legal e me senti uma criança vendo Sessão da Tarde em casa.

Fora tudo isso, a trilha sonora também é ótima e já está disponível no Netflix pra você sair por aí cantando “Should I stay or should I go”

Sinopse do Adoro Cinema

Assistir: Jessica Jones – 1ª Temporada (2015)

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Criação de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos, a personagem de Jessica Jones surgiu nos quadrinhos em 2001 na série Marvel Alias que teve 28 edições. Nesta HQ ela se torna uma investigadora particular depois de se aposentar como heroína. Algumas diferenças existem ainda do quadrinho para a série do Netflix, porém tanto na série quanto nos quadrinhos, os super poderes que ela apresenta surgiram depois de um acidente de carro, mas ainda saberemos mais sobre isso na segunda temporada (será?).

Nesta primeira temporada descobrimos quem é Jessica (Krysten Ritter), quais os poderes que ela tem e até um pouco do seu passado, mostrando uma relação extremamente abusiva que deixou traumas permanentes no psicológico dela. O que me fez gostar da série foi a mistura entre ação e investigação, afinal, como uma investigadora muito boa no que faz, Jones faz o melhor estilo “Sherlock” dos personagens da Marvel. Fora que o vilão, Kill Grave (interpretado maravilhosamente por David Tennant) é daqueles que você só pensa “como ela vai se livrar deste cara?”, já que ele tem o poder de mandar qualquer pessoa fazer qualquer coisa, e elas obedecem como em um transe hipnótico.

jessica_jones_1Jessica dos quadrinhos, quem viu essa roupa na série?

Além das “tretas” ainda acompanhamos os dramas pessoais da personagem com sua amiga Patsy (Rachael Taylor), que também tem um passado bem conturbado com a mãe, e o romance com Luke Cage (Mike Colter). Como um easter egg ainda temos a participação de Claire Temple (Rosario Dawson), que faz uma enfermeira na série Demolidor .

A série é muito boa e terminamos ela muito rápido aqui em casa, mais alguém devorou esta série? O que vocês acharam?

Assistir: Lucky Ladies (2015)

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Cinco jovens funkeiras foram escolhidas e lutam para se tornarem as novas estrelas da música brasileira. Orientadas por um ícone carioca, Tati Quebra Barraco, as artistas convivem em uma luxuosa cobertura em Copacababa, com um objetivo inédito para o funk do Rio de Janeiro: ter cinco mulheres dividindo o palco em um show inesquecível.

Quando muita gente pensa em funk já vem aquele “nojinho” e comentários maldosos, mas apesar de muita gente criticar, o funk é uma expressão cultural brasileira. É cultura de classes menores ou de pessoas diferentes de mim? Sim, mas não é por isso que deixa de ser, não é? Então pra matar um pouco do preconceito que eu tinha desse gênero musical eu me aventurei a assistir esse reality show da Fox Life pra ver “qualéra” a dessas mulheres todas.

Lucky Ladies trás uma das maiores ícones do funk carioca, Tati Quebra Barraco, que logo de cara mostra que não vai ser só amor com as meninas e eu adorei, porque ali é trabalho e não moleza. O que me fez gostar de tudo foi a diversidade das meninas que estavam no programa, cada uma com uma história de vida, com uma dificuldade e isso acho que tornou o programa e o aprendizado delas bem mais rico.

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Mulher Filé: Já foi dançarina do Katra e desde o fim do programa ela atende por Yani. Tem gênio forte, é alegre, divertida e canta funks mais piriguete e vulgares por assim dizer. É muito legal a relação tão próxima que ela tem com a mãe e com a religião dela, o candomblé.

Mary Silvestre: Já dançou no Caldeirão, foi vice Miss São Paulo 2011, vice Miss Mundo Brasil 2012 e quis se embrenhar pelo mundo do funk. Ela é a novata e nunca trabalhou com isso na vida, mas é incrível a paciência, calma e delicadeza que ela tem ao tratar as pessoas. Muito dedicada, educada e divertida.

Mc Carol: A bagunceira e mais “apaixonada” da casa. Ela veio da favela e ama o lugar que vive, respeitando muito as origens. A história da vida dela é meio confusa, mas nem por isso ela deixa de ser segura de si e divertida. Um exemplo de auto-estima!

Mc Sabrina: O dia que ela contou uma parte do que aconteceu com ela eu caí em lágrimas. É incrível como não sabemos NADA dos outros mesmo. Acho que todo o sofrimento dela se reflete nas mensagens que ela sempre quer passar nas letras de funk que escreve. Ela é maravilhosa de linda, leva a vida e o trabalho bem a sério e é bem centrada no que quer.

Karol Ka: Essa aqui foi dura de engolir. Ela já é “linda, perfeita e uma diva”. Não sei se a edição pesou muito, mas achei ela bem falsa e nada humilde, faz tudo bem teatral. Apesar disso tem qualidade vocal e dança muito bem, o que faz dela uma pessoa esforçada e talentosa, mas meu carísma por ela caiu total.

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Mulher Filé (Yani), Mary, Tati, Mc Carol, Mc Sabrina e Karol Ka.

Achei bem legal o reality todo. Conheci esse mundo da música que é tão distante do que escuto (eu continuo não ouvindo funk) e me fez respeitar mais essas pessoas que trabalham com isso. Gostei muito do programa ter mostrado a diversidade cultural entre as meninas, principalmente a religiosa. Dá pra ver que religiões afro ainda são bem diminuídas e vistas com “maus olhos” pelas pessoas, isso pode incluir você que está lendo esse texto, e foi ponto alto de discussão do programa pra mim. O show final é super divertido e no todo a temporada me surpreendeu positivamente.

E vocês? Já assistiram? Tem curiosidade?

Assistir: Demolidor – 1ª Temporada (2015)

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[rating:5/5] Matthew Michael Murdock (Charlie Cox) é um jovem atleta e excelente aluno. Ainda na adolescência, um acidente envolvendo um caminhão que carregava lixos tóxicos o deixou cego e fez com que ele desenvolvesse vários sentidos. Quando Matt decide vestir o uniforme e adotar o nome “Demolidor” (Daredevil), leva uma vida dupla: é advogado durante o dia, e, à noite, protege as ruas de Hell’s Kitchen, seu bairro em Nova York.

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Quando você começa a assistir esta série criada por Drew Goddard, você logo se depara com uma abertura vermelha e cheia de líquido esparramando por prédios e estátuas, preste bem atenção pois isso indica tudo que você vai ver na série: porrada, sangue, violência e uma ótima história. Vamos acompanhando a evolução de um personagem meio perdido e confuso entre suas ações e seus valores religiosos durante os episódios, que não fazem muita questão em ficar te explicando o que ele faz e como faz, a graça é ir descobrindo aos poucos. Eu achei que Charlie Cox deixa um pouco a desejar no papel de um cara cego, mas se a gente parar pra pensar que ele vê de uma outra maneira, até passa.

Apesar de gostar do Matthew, meu personagem predileto é o Foggy (Elden Henson), por ser tão determinado, leal e corajoso com o que ele tem. E vocês?
A primeira temporada não te dá folga e você devora os 13 episódios como se não houvesse amanhã e agora é aguardar a próxima e torcer pra ser tão boa quanto.

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