vida

O que tem na minha bols… mochila?

Eu já vi essa TAG rodando pela internet até não poder mais, mas nunca respondi pelo simples fato de eu quase não usar bolsa. Acho elas muito desconfortáveis, ficam caindo e não me permitem liberdade nos movimentos, por conta disso eu sempre preferi as mochilas. Alí cabe tudo com espaço de sobra e ainda distribuo o peso nos ombros. Então hoje eu faço a TAG “O que tem na minha mochila?”.

Livro, celular e caderninho – Essas são as coisas essenciais pra mim. Mais importante que guarda-chuva, protetor solar e remédio pra cólica. Meu caderninho é minha vida. Alí eu anoto, rabisco e desenho o ano todo. Nunca consegui terminar um desses em um ano, então carrego ele pra onde quer que eu vá, junto com minha lapiseira, minha borracha e minha caneta brush. O livro é pra horas de espera, como em bancos, médicos e até mesmo no ônibus indo pro trabalho. Este ítem pode ser substituído pelo Kobo. O celular com fone é importante pra mandar mensagens, ouvir minhas músicas e podcasts no buzão e ainda falar com as pessoas que estão longe durante trajetos e horas de almoço.

Uma bolsinha – “AH! mas você não disse que odeia bolsa?”, é eu não gosto porque pra levar tudo isso da foto eu teria que ter uma gigante. Mas levo uma pequenininha pra usar na hora do almoço e levar celular e carteira. No inverno não precisa porque coloco nos bolsos dos casacos.

Óculos – De grau e de sol, um pra enxergar (miopezinha!) e um pra não chorar com a claridade. Parece frescura, mas quem tem olho claro sofre com a luminosidade do dia, até mesmo dias nublados.

Coisas de mulherzinha – Carrego pouca coisa, considerando muita gente que conheço, mas levo sempre um protetor solar, manteiga de cacau, cera da Granado pras unhas, lenços pra tirar esmalte, esparadrapo (sapatos do mau), prendedores de cabelo, espelhinho e uma escova de cabelo, vai que descabela. Tenho também uma bolsinha cheia de remédios pra tudo, como saio cedo pra trabalhar e só volto fim da tarde carrego pra tudo: cólica, dor de cabeça, dor de estômago, alergia, gripe, ansiolítico e até pra dor de barriga.

Guarda-chuva – Porque praga de mãe pega até de longe. Então melhor levar. Apesar que hoje em dia tá compensando esquecer e ver se a Lei de Murphy faz chover.

Carteira – Acho grande, mas é que tem coisas demais. AH! E sempre vermelha pra atrair dinheiro. Se funciona não sei, mas não custa nada tentar.

Tranqueiras – Além de tudo isso, tem as chaves de casa e do trabalho, porta-níquel e cabo pra carregar celular/Kobo, porque nunca se sabe, né? Uma coisa que sempre vem comigo pro trabalho também são minhas marmitinhas, com frutas, danone e bolachinhas pra comer em horários entre refeições, mas não coloquei pois era fim de semana e nem me toquei.

E aí gente, carrego muita tralha? Quem mais prefere mochila?

Rock in Rio 2013 : Eu fui!


Finalmente chegou o dia de pisar novamente na Cidade do Rock e poder pular, sentir dor e suar com aquele bando de camisetas pretas!
Como perdemos a venda do RioCard, tivemos que ir de taxi/ônibus. Taxi até o terminal Alvorada e de lá um ônibus para a Cidade do Rock. Foi bem tranquilo! Dizem que nos primeiros dias foi sufoco, mas estava tudo bem organizado! Este ano chegamos um pouco mais tarde, umas 15 horas e ficamos mais de uma hora para entrar, o que foi bem chato. Outro fato desagradável: podia entrar com garrafa de água? Podia, mas só sem tampa. Agora eu te pergunto, POR QUÊ? Duas águas pro lixo e outras eu salvei escondendo as tampas nos bolsos e no sutiã. Se a preocupação com as águas era grande, com armas não, porque ninguém me revistou e nem as pessoas que estavam comigo. Ainda bem que nada de mau aconteceu.


Casal Rockenrrou!
O QUE LEVEI? 1l e meio de água (que virou 1l), 3 sandubinhas caseiros com presunto, queijo, alface e tomate, 3 barrinhas de cereal, duas maçãs e balinhas e chocolates. Foi mais do que necessário! Bem alimentada o dia todo e só gastei com um sorvetinho de pistache que fiquei com vontade, ou seja, aprendi com meu primeiro Rock in Rio.


Zépultura
Lá dentro assisti ao show do Helloween, bem legal e lotado para show do sunset, acho que da próxima vai pro palco mundo e dalí já esperamos pelo Sepultura com Zé Ramalho que foi uma surpresa. Não gosto de Sepultura, mas a junção dos dois ficou surpreendente boa. “Admirável Gado Novo” ganhou meu coração. Tenho que confessar que esperava mais do som desse palco esse ano, mas pelo visto, o som dele será ruim eternamente.

Enquanto Slayer tocava, fomos dar uma olhadinha pelos estandes do evento e fizemos selos com nossas carinhas no Correio. Ainda dava pra você mandar cartão postal do evento com seu selinho pra quem você quisesse. Fofo, né?

Dali foi palco mundo com Avenged e Iron. Não sabia muito o que esperar do show do Avenged Sevenfold, não conhecia muito a banda e o pouco que conhecia eu nem gostava muito, mas tenho que dizer que o show deles foi bem animado e bem legal, cheio de fogo no palco e animação do pessoal da banda.


Iron Maiden

Iron dispensa apresentações, foi nessa hora que o pessoal delirou, desmaiou, pirou e gritou até ficar sem voz. Eu que nem fã sou, cantei todos os “ôôôs” e refrãos em meio a pulos com a galera e delirando com o namorado.

Banheiros como sempre, bem tranquilo de usar, nada sujo e demorado. Comidas eu não sei, pois levei a minha e em resumo, foi tudo bem legal e divertido. Quem sabe 2015 eu volto.


Rock Street

Correndo como a Mulherada


Já fiz alguns posts aqui no Chocottone falando de exercícios em momentos diferentes da minha vida, eu sempre tento me manter em movimento constante. Comecei a fazer academia quando meu corpo começou a doer depois de um dia inteiro de trabalho na frente do computador, isso foi lá pela época da faculdade e do estágio, então comecei com aulas de local e musculação. Depois de um tempo, não tinha mais horários para as aulas e comecei a fazer dança do ventre, afinal, vale tudo pra não ficar parada! A dança foi além de um exercício corporal, algo que foi bom para a alma também, mas logo tive que sair de tudo quando mudei de cidade. Por aqui comecei na academia, mas os preços mais salgados da “cidade grande” e a correria do dia a dia me fizeram abandonar os exercícios. Foi então que as dores começaram a voltar e tive que voltar a fazer algo, então encontrei o tal P90X, um programa que promete condicionamento maluco em 90 dias, postei sobre ele aqui e tudo, mas não me agradou. Os exercícios eram ótimos, mas ouvir o mesmo cara, todo dia, estava matando meus neurônios e a minha vontade de fazer exercícios.


Bem, meu namorado adora fazer trilhas e já subiu algumas montanhas bem legais por aqui. Eu acho lindo o que você pode ver de cima dessas montanhas e sempre quis participar dessas aventuras, mas um fator me impediu: falta de preparo. Por conta de bronquite e asma, minha respiração sempre foi minha fraqueza, me cansando com muita facilidade para as coisas e isso sempre foi motivo de brincadeiras e piadas por parte do namorado. Resolvi então juntar minha decepção com o programa dos 90 dias, minha vontade de ter um condicionamento físico melhor e a necessidade de uma atividade que me fizesse cansar pra aliviar estresse, ansiedade e ainda por cima me ajudar com as dores do trabalho.

A assessoria esportiva que existia na agência que eu trabalhava e meus colegas de trabalho corredores me inspiraram a começar essa coisa chamada CORRIDA. No começo eu achava que ia morrer aos 500 m de corrida leve, você acha que não, mas seu corpo vai pedindo mais e mais. A endorfina que seu corpo libera depois do treino compensa todo o momento de sofrimento e suor que você teve antes e então eu comecei a correr. No parque, nas férias, de manhã antes do trabalho… e não é que a coisa foi melhorando?

Hoje, aos poucos, parando de 1 em 1 km, já consigo correr meus 5km e é incrível como a corrida me ajuda a manter a calma, alivia tensão, ansiedade e ainda faz bem pro corpo. Agora os objetivos são: correr os 5 km sem parar, em 30 segundos e participar de uma corrida de rua, vamos?

Fica a dica: Corre Mulherada é um site de meninas lindas que conheço internetisticamente e que falam de coisas bem legais como educação alimentar e dicas pra correr. Corre lá!

Because I`m an underdog

texto_chocottone

Não sei como tudo começou, se sempre foi assim ou veio de mansinho aos poucos, sem que eu percebesse. Sei que de repente eu comecei a me sentir uma pessoa daquelas que se deixa de lado. No colégio, quando era criança, alguns colegas me chamavam de nerd, naquela época isso não era uma coisa boa, cdf era a mesma coisa que te chamar de panaca. Eu detestava passar cola para os outros, principalmente por medo do professor me pegar fazendo isso e eu ficar sem nota ajudando uma pessoa que quase não conversava comigo, em outras palavras, ajudando alguém que nem me via quando os dias não eram de prova. Também gostava de ver enciclopédias, caprichar nas lições de casa e porque tanta gente via mal naquilo, nunca saberei.

Os anos foram passando, mudei de escola, mudei de turma, mas sempre essa sensação de não pertencer aquele lugar me perseguia. Pode ser maluquisse da minha cabeça, pode ser o fato da minha mãe sempre ter dado aula nas escolas que eu estudei (e ser odiada por metade da escola), mas sentia as pessoas me encarando, principalmente quando respondia alguma pergunta do professor, que era bem raro de acontecer. Por isso sempre gostei de sentar no fundo da sala, assim ninguém me veria e eu teria controle sobre quem ficasse me encarando, se é que isso existia, seria a observadora.

Por esses e outros motivos, fui uma pessoa de poucos amigos, mas acho que eles eram/são de muita qualidade. Pessoas que compartilhavam naquele momento específico os mesmos objetivos e as mesmas vontades. Ao todo, desde meu início na vida escolar, posso contar nos dedos de uma mão os meus amigos de verdade. Daqueles de assistir os mesmos filmes, pegar lição de casa no dia que não ia na aula e ligar pra avisar que estava passando “Ela é Demais” na TNT, aquele que a gente compartilha dores, sabores e alegrias.

Sei que mesmo hoje, depois de passar pelo cursinho e sair da faculdade, continuo achando que as pessoas não me notam e não gostam de mim. Não quero ouvir “que isso! eu adoro você”, não é isso, é simplesmente aquele sentimento de ser uma pessoa deixada de lado. Tenho medo de parecer chata, falar demais e por isso tem dias que eu mal abro a boca na aula de desenho ou no trabalho, vai que falo algo que faça que as pessoas não gostem mais ainda de mim?

Não sei se isso um dia vai mudar ou vou continuar achando que estou sendo chata, intrometida e falando demais. Só sei que a alguns dias atrás eu consegui me sentir muito querida e depois disso venho pensando em todo esse sentimento de auto-rejeição que eu tenho dentro da minha cabeça e por incrível que pareça, começo a ver que eu poderia ter um pouco mais de auto-confiança quando se trata disso e lembrar que é impossível agradar gregos e troianos.

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