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Vivemos em um mundo maluco onde encontramos vários tipos de pessoa e é aí que mora a beleza de cada um poder contar sua história e você poder conhecê-la. Este mês o pessoal do Rotaroots veio com a ideia da gente contar as vezes que começamos do zero em uma blogagem coletiva. Sabe quando a vida dá aquela chacoalhada? Poisé, pode ser que a minha vida não tenha as melhores mudanças, mas hoje vim contá-las pra vocês.

A primeira vez que tudo mudou

Minha primeira grande mudança foi quando eu tinha 10 anos, foi quando meus pais se separaram e eu lembro que tudo ficou confuso. Não sei porque, mas não guardo muitas memórias daqueles tempos. Sei que tivemos que nos adaptar a não ter meu pai sempre perto, a ficar mais tempo sozinha com meu irmão em casa e lembro da professora de matemática me chamar pra conversar porque meu rendimento tinha caído muito. Foi nesta época que também mudei de um colégio particular e fui para um público, mas achei bem legal mudar de escola. Depois que a gente cresce entende, apesar de lembrar que foi um momento ruim pra mim, penso que algumas coisas podiam ter sido diferentes, mas tudo passou e essa foi a primeira vez que tudo mudou.

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É hora de crescer

Eu sempre imaginava que passaria em uma faculdade fora da cidade que eu morava pra ter uma nova experiência, novas responsabilidades e novas oportunidades. Pois foi isso que fiz, passei em uma faculdade no interior de São Paulo e tive que me mudar pra lá pra fazer curso de design. É aí que a porca torce o rabo. Apesar de todo mundo te falar, você nunca vai escutar até essa hora chegar: A hora de crescer dói. Não foi fácil pra mim essa mudança, pois foi a primeira vez que tive uma crise de pânico, fiquei dois dias na cidade nova e voltei pra casa. Me sentia sozinha, sem ninguém e não conseguia pensar em mais nada. Depois voltei pra começar as aulas, desta vez na companhia do namorado que também estudava na mesma cidade, fui para meu primeiro dia da faculdade, conheci pessoas lindas (mas também as ruins) e tudo foi se ajustando. Aos poucos tudo se encaixou e quando vi já estava por lá há quatro anos, formada e procurando emprego.

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Pulando de galho em galho

Um dos meus maiores medos é de ser uma pessoa acomodada. Por conta disso, no final de um ano e meio de formada eu já estava na minha terceira agência de publicidade e me mudando novamente para outra cidade. Desta vez eu iria pra uma cidade maior, com mais qualidade de vida e oportunidades. Foi assim que fui para São José dos Campos buscar mais conhecimento e experiências. Nova casa, nova cidade, novo trabalho, nova rotina… e de novo a maldita crise de pânico. Mas dessa vez eu fui mais forte e aguentei firme. Fiz amigos maravilhosos na cidade e aproveito cada canto que posso dela, acho isso aqui lindo! Mas nunca me acomodei. Quando vi já tinha mudado de emprego mais uma vez (é a dança das cadeiras gente).

Grandes poderes trazem grandes responsabilidades

Um dia achei que minha saúde valia mais e por conta disso voltei de férias sem emprego. Sabe o que foi mais bizarro? Fiquei feliz. Cheia de medo, mas feliz. É engraçado como essa coisa de mudança me deixa cheia de vida. O desespero veio junto, claro, mas apareceram pessoas maravilhosas dispostas a entrar em um barco que não sei onde vai chegar, não sei se vai dar certo e não sei nada, mas eu resolvi tentar começar do zero pra colocar um sonho em prática. Estou correndo atrás de assuntos e ramos dos quais não entendo nada e tenho que aprender cada dia um pouquinho e isso é o que tem me motivado: fazer direito e fazer com amor. Em breve vou poder contar pra vocês aqui no blog, mas vocês podem saber que algo está sendo pensado do zero por aqui.

thiana“Me atende, me atende, me atende”

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6 Comments on Blogagem Coletiva: Das voltas que a vida dá

  1. Gostei de ler sua história e dos gifs (principalmente o do “não quero crescer” haha). A vida vai dando uns tapas e a gente vai se virando, né? As vezes a gente sabe lidar de forma melhor, outras não, o importante é achar um caminho melhor e aprender com os problemas que teve. Acho que você achou um caminho pra chamar de seu, por isso mesmo cheia de medo nessa fase da vida, está muito mais feliz do que antes, e isso que vale <3 Tomara que dê tudo certo 🙂 Beijos.

  2. Gente que lindo! Eu to aqui quase chorando porque né, eu amo a nossa cidade. Eu amo Poços de Caldas. E caraca, como foi difícil todos os anos da faculdade longe de casa, que droga que é crescer mas como eu aprendi…
    No final acabei voltando pra Poços, porque a pessoa sai do interior mas o interior não sai da pessoa hehehe
    Torcendo para que tudo de certo na sua vida Chell, um beijo!

    • @Stephanie Ferreira,

      Eu não volto porque não acho que tem mais nada pra mim por ai. Não tem campo de trabalho, não tem nem gente interessada… Mas concordo com essa coisa de interior hahaha não é a toa que parei em São José dos Campos. =D

  3. que relato sincero, adorei ler 🙂
    acho linda sua coragem de ir mudando assim, sempre que você acha certo – seja de emprego, de cidade, de vida. é importante que a gente consiga aceitar isso na gente e seguir em frente, deixa a vida melhor.

    • @isa,

      Que bom que gostou =D
      Acho que a gente tem que ir pra frente sempre, mesmo com medo. Só não pode ter pânico, porque esse sim te paralisa =D

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