Resenhas

Vício em cinema, gosto por doramas, paixão por animes e aquela quedinha pelo teatro.

Schoolism, curso on-line de desenho

Schoolism: educação artística evoluída

Schoolism, curso on-line de desenho© Tonko House, The Dam Keeper (2014)

Sobre o Schoolism

No começo deste ano eu resolvi que ia começar a estudar mais seriamente para melhorar meus desenhos e meus trabalhos, foi quando me inscrevi no Schoolism, curso on-line de desenho. Eu já conhecia o trabalho do Bobby Chiu desde quando a Sabrina me indicou pra ler o livro dele, e por isso sabia da existência desta escola on-line que surgiu de uma vaquinha on-line e conta hoje com cursos ministrados por artistas como: Alex Woo (Pixar Animation Studios – Ratatouille, WALL-E e Cars 2), Stephen Silver (design de personagens para Disney e Nickelodeon – Danny Phantom, Kim Possible) e Thomas Fluharty (Já fez trabalhos para TIME, Entertainment Weekly, ESPN, Fisher Price e Coca-Cola).

Sobre as aulas

As aulas são separadas em lições. Cada uma com um número de vídeos e um exercício. Quem determina a quantidade de lições e vídeos são os próprios artistas, então o método de ensino de cada um é bem distinto, assim como a duração do curso. Fiz três ou quatro cursos por lá e é nítida a diferença de meio de ensino de cada um. Mais para frente vou falar mais a fundo sobre o curso de cada um por aqui para vocês saberem como funciona.

Exercícios do Schoolism, curso on-line de desenhoExercício de Adelaide Leeder

Fazendo parte

Para se inscrever na plataforma de cursos é super fácil! Você começa escolhendo um curso entre os mais de vinte existentes no site, que vão desde fundamentos do desenho, iluminação, pintura digital, até composição e storyboard. Depois é só confirmar o método de pagamento e você pode começar a assistir as aulas e fazer os exercícios.

A escola ainda tem um grupo de Facebook para quem se inscreve, lá você pode postar seus trabalhos, receber feedbacks dos professores em alguns casos e também ver trabalhos de outros alunos. Eu cheguei a postar coisas lá e tive muitas respostas bacanas apesar do grupo não ser muito movimentado.

Arte de Boby Chiu, criador do Schoolism, com criaturas fantásticasBobby Chiu

Valores

Ao contrário de algumas plataformas, você só pode fazer um curso por vez no Schoolism. Então você escolhe e termina, ou então troca de curso caso prefira. Para assinar a mensalidade é de U$15, o que pra mim estava saindo na média de R$55 reais com impostos pelo cartão de crédito. Acho um valor super legal para tantas aulas disponíveis e com um material de primeira desses.

Para trocar de curso você precisa de switches, que custam U$1. Então para cada vez que você mudar de curso, você paga 1 doleta. Você compra de 5 em 5, então é bem tranquilo mudar quando você quiser.

DICA! Todos os anos entre maio e junho eles fazem uma promoção e as assinaturas ficam mais em conta. Se você estiver vendo este post por esse período, passa lá e dá uma olhada que você pode economizar alguns dólares.

In English, please!

Vale avisar que todos os cursos da plataforma são em inglês. Hoje em dia a língua da rainha ficou cada vez sendo mais necessária nas nossas vidas e por mais que muita gente não goste, vale a pena aprender para poder ter contato com materiais tão bons assim. O inglês saiu de diferencial para essencial, então se joga na língua nova aí se você não sabe!

3 Quadrinhos Independentes Para Você Apoiar

Conheça Estes Quadrinhos Independentes Para Apoiar

Eu praticamente virei a maior viciada em quadrinhos independentes desde que o pessoal começou a surgir com vários para apoio no Catarse. Nunca se foi tão mais simples colocar sonhos em prática com essa ferramenta que por meio de uma vaquinha possibilita que artistas tenham suas obras saindo do computador e indo parar em folhas impressas bem bonitas. Então pra apoiar ainda mais alguns trabalhos que eu adorei, mesmo porque não consigo ajudar todos eu trouxe hoje três que me chamaram a atenção pra vocês conhecerem, e quem sabe apoiarem.

Amahoy por Thiago Egg

Quadrinho Amahoy
Para a impressão de uma HQ publicada na internet em 2016 e que conta a história de habitantes de um mundo fantástico que lutam pela sobrevivência por conta de um grande mal, Thiago Egg tráz o projeto de Amahoy para o Catarse. Dá pra ler o primeiro capítulo on-line e conferir o estilo do quadrinista que é bem simples, porém bem bacana.

A história não tem balões de fala convencionais, o que te faz ficar observando cada quadro e página com atenção para interpretar o que está acontecendo, e é isso que deixa o trabalho tão fantástico! Além disso tudo é bem colorido, então já ganha meu coração.

Thiago Egg é ilustrador e designer gráfico, tem 2 gatinhos, é casado e tem um filhinho de 1 ano. Tem mais de 15 anos de mercado e trabalha como diretor de arte em agências, além do trabalho como freelancer.

Páginas do quadrinho

Space Punch por Fred Cassar e Bruno Moraes

Quadrinho Space Punch

Space Punch conta a história de Mari, que na infância fez um grande amigo através de um aclamado jogo retrô. Agora, anos após se afastarem, é este mesmo jogo que torna possível um reencontro inesperado. Se questionando sobre sua decisão de tentar se aproximar do velho amigo, Mari avança pelas chaves do campeonato, cercada de lembranças e pancadaria espacial.

O que mais me chamou a atenção neste projeto foram as ilustrações magníficas em pixel art do Bruno. Além de lindas elas ainda tem versões em gif no site do projeto e são de um trabalho lindo de ver! Sou muito fã do trabalho dele. Aí ele vai lá e se junta com um cara que manda bem pra caramba em quadrinhos, pronto, não acho que tem onde dar errado. Se você quiser dá pra ler as primeiras páginas da história aqui, te garanto que você vai querer ler o resto.

Páginas do quadrinho

O Bestiário Particular de Parzifal por Hiro Kawahara

Quadrinho: Bestiário Particular de Parzifal

“Parzifal” é uma história delicada e melancólica. É sobre de uma mãe com mais de 40 anos que nunca foi orientada para lidar com o mundo real, mas precisa criar suas filhas dentro de um universo de muitos desafios. É uma história de uma pessoa que tem dificuldades em se tornar adulta. Alguém muito criativo e que nunca teve responsabilidades ou referências e que por isso sempre tomou as decisões erradas, estragando a própria vida e a de outros.

O que dizer do trabalho do Hiro que eu sou fã de carteirinha? A história me lembrou a sinopse de “Capitão Fantástico”, um filme de 2016 que é maravilhoso, e por isso eu já prevejo coisas lindas, delicadas e fofas. Pressinto que posso chorar nesta história, pois já rolou uma identificação pessoal com algumas partes da história.

Neste projeto o próprio quadrinista disse que vai usar um estilo diferente dos últimos trabalhos que ele publicou. Só de olhar para as primeiras páginas que estão no site do Catarse já dá pra entender e babar um pouco no que vai ser esta HQ, cheia de cor e delicadeza.

Uma página do quadrinho

O que acharam das indicações? Tem mais alguma por ai?
Manda pra mim ou escreve nos comentários.

Assistir: Arang e o Magistrado (2012)

Arang and the Magistrate

Arang e o Magistrado

A História de Arang e o Magistrado

Arang e o Magistrado trata-se do encontro de Arang, uma fantasma que perdeu todas as suas memórias e é incapaz de descansar até descobrir como morreu, com Kim Eun Oh, um nobre que está a procura de sua mãe e que seguindo pistas, acaba chegando a cidade de Miryang. Kim Eun Oh tem a habilidade especial de ver espíritos, mas finge que não, pois não gosta de ser incomodado pelos fantasmas que vêm até ele pedir favores. E Arang está tentando a três anos, através dos magistrados, investigar a sua morte. Dessa forma ela tem a intenção de fazer de Kim Eun Oh um magistrado para ajudá-la. Será que ambos conseguirão desvendar os mistérios que os envolvem? Arang, com a sua morte e o Magistrado, com o desaparecimento de sua mãe?

Arang e Kim Eun Oh

Personagens

Imperador de Jade, Rei do Céu, e Yama, rei do submundo, são os personagens que regem toda a história deste dorama. Como deuses eles jogam suas pedras e tramam o destino das pessoas (e fantasmas) que estão na terra, como Arang e Kim Eun Oh.

Arang é uma fantasma desmemoriada, porém determinada e que aprende a se virar nessa dura vida de fantasma sozinha. Conhecemos ela toda “esfomeada” e suja. Kim Eun Oh é um cara bem mimado, nunca está nem aí pra ninguém que não seja ele e por este motivo ele finge que não vê os fantasmas, já que eles sempre ficam pedindo ajuda e isso só gera incômodo. Com ele sempre está seu servo, Dol-Sew, rapaz generoso, sempre preocupado e dedicado a seu mestre .

Dol-Sew esbarra em Bang-wool, que é uma xamã que sempre vê as coisas pelas metades. Na verdade ela apenas escuta os espíritos. Ela vira e mexe ouve as lamentações de Arang, enquanto pede para ver o espírito de um general. E esses dois são o melhor casal que este dorama poderia ter.

Imperador de Jade, Yama e Ceifador

O que achei

Eu fui ver este dorama por causa do meu queridinho Lee Joon Ki. Depois de Scarlet Heart e O Sábio que Caminha de Noite eu queria ver mais coisas com ele e PA! Cai neste aqui. Acontece que de todos, este foi o mais fraquinho.

Apesar de a sinopse parecer bem interessante, a história de 20 episódios fica arrastada demais. Talvez se fossem menos episódios a coisa seria melhor, ou se as coisas fossem acontecendo com mais frequência entre os episódios, mas lá pro número 11 a gente já está cansado do drama de achar mãe de Kim Eun Oh. Algumas coisas são bem previsíveis, o romance de Arang e Kim Eun Oh demora pra engatar e a gente fica só vendo fantasmas e esperando os encantos da xamã.

No meio disso tudo o que salva é o romance de Dol-Sew e Bang-wool. Engraçadíssimo, fofo e muito sincero! Melhores cenas desses dois. Aliás, a atriz que faz a xamã se destaca muito mais e pra mim foi a melhor personagem deste dorama.

Apesar de não ter gostado muito por conta de tudo demorar muito para acontecer, a história é boa. É fofo ver o cuidado de Kim Eun Oh crescendo por Arang e como eles vão se ajudando e se preocupando um com o outro aos poucos.

Os vilões são bons, não falo muito para não dar spoilers, mas com o passar dos episódios você já vai entendendo e sacando pra onde tudo vai levar. Não é um dorama péssimo, mas dos que vi, é o mais fraco.

Dol-Sew e Bang-wool

E você, já assistiu? Tem algum pra indicar? Falae pra gente!

Assistir: Punho de Ferro (2017)

Punho de Ferro – Netflix

Danny fazendo cumprimento do kung fu.

Sinopse

Daniel Rand (Finn Jones) é um bilionário, herdeiro da fortuna das Indústrias Rayne. Por 15 anos, todos acreditaram que ele estava morto, após um acidente de avião no Himalaia que vitimou seus pais, Wendell e Heather Rand. Mas Danny foi salvo e viveu todo esse tempo na cidade mística de K’un-Lun, uma das Sete Capitais do Céu. Lá, Danny aprendeu a canalizar o seu chi e se tornou o Punho de Ferro. De volta a Nova York, ele vai tentar retomar seu posto na empresa, agora sob o comando de seus amigos de infância Joy (Jessica Stroup) e Ward Meachum (Tom Pelphrey). Mas ele precisa convencer a todos que é realmente quem diz ser e combater o Tentáculo, com a ajuda de Colleen Wing (Jessica Henwick).

Quem é?

Colleen de moleton branco.

Confesso que nem sabia da existência deste personagem da Marvel, muita gente reclamou da série pra mim e estava com toda a convicção de que não iria assistir, até falarem que o personagem principal lutava kung fu. O noivo foi o primeiro a querer ver tudo e tava aí o incentivo que eu precisava pra resolver dar uma chance para esta história.

O personagem de Danny Rand foi criado por Roy Thomas e Gil Kane e surgiu pela primeira vez em um quadrinho no ano de 1974. Lutador de artes marciais e possuidor de uma força mística que se chama Iron Fist (Punho de Ferro), que foca seu chi (tikon nele!) e lhe dá uma força muito grande nas mãos, ele estrelou o quadrinho Power Man and Iron Fist no qual fazia parceria com Luke Cage na equipe de super-heróis Heróis de Aluguel.

Duas cenas de Danny e Collen, uma ela está deitada no chão e ele está preocupado com ela, na outra eles fazem movimentos de taichi

O que achei?

Já vou começar dizendo que, das séries do universo Marvel na Netflix, esta pra mim é a mais fraca. Primeiro que Finn Jones não me encantou com seu kung fu nem com sua atuação, muitos movimentos repetitivos, muita falta de expressão, algumas cenas meio forçadas, talvez a edição possa não ter ajudado muito, mas ai não sei se é isso pois já gostei bastante das cenas com Jessica Henwick que mandou bem no papel de Collen. Mas as cenas de porrada mesmo, aquelas que provavelmente foram dublês, são bem boas.

Danny sumiu quando criança e foi criado por monges que ensinaram a arte do kung fu, porém ao voltar para onde a família vivia ele parece que continua uma criança grande. Apesar de atitudes corajosas e de toda a coisa de seguir o destino de proteger K’un-Lun, ainda dá pra ver várias coisas infantis no que ele faz, talvez por conta do trauma e da situação de rever amigos antigos, essas coisas tragam algo a sua memória.

Em alguns episódios vemos mesmo que o acidente deixou ele traumatizado e percebemos que ele ainda está decidindo entre ser o antigo Danny ou o Punho de Ferro, pois ele até repete sem parar suas missões, mas não vemos nas ações dele essa convicção, que descobrimos o porque alguns episódios para frente.

No meio da história ainda temos a participação de Claire, que pelo que já foi colocado vai ser a ponte de ligação entre nossos heróis todos (Luke, Jéssica e Matt). Ela tem grande importância e pra mim a melhor arma de mão (se você assistiu, sabe qual estou falando). Legal que com o passar das temporadas e das participações dela, vemos a evolução do personagem e no que ela está se tornando.

Vamos aos pontos que eu não gostei: o fato da pessoa sumir por 15 anos e voltar sabendo mexer em computadores, celulares, manjando tudo de uma vida que ele nunca viu, nem passou perto. Já é um super administrador e hacker. Esses monges eram bons mesmo, porque até dirigir ele consegue.

Outra, se o cara foi treinado por monges desde criança, dedicando-se 24h por dia para isso, o que explica ele apanhar de qualquer “zé segurança” que aparece na frente dele? Ele tinha que ser quase um Demolidor gente, o que na verdade não é.

Ao longo da história temos algumas viagens dos personagens, mas que são tão rápidas que parece teletransporte. Achei que essa passagem de tempo poderia ser melhorada, provavelmente coisa de edição e roteiro que poderiam ser melhores.

No fim das contas, Punho de Ferro não é uma série ruim, mas com o ritmo um pouco mais lento ela exige um pouco mais de paciência pra se assistir. E você, assistiu Punho de Ferro? O que achou? Conta aí nos comentários!