Assisti esse longa-metragem outro dia, e achei que era digno de comentarmos um pouco.


Num primeiro momento você pode achar que será um anime um tanto simplório pelos seus traços dos personagens, somos apresentados a duas crianças de rua. os irmãos Preto e Branco, que são conhecidos na Cidade do Tesouro como Gatos. Os dois orfãos consideram-se responsáveis por protegerem o distrito de outras gangues.


Ao começar a assistir o filme, você pode achar que será uma animação um tanto simplória e boba, contudo, já na sequência de abertura você leva um tapa com a qualidade estúpida dos cenários deslumbrantes criados.


Esse contraste acaba criando um resultado único na animação muito bacana, gerando um contraste que nos imerge na viagens de saltos pelos telhados que os personagens realizam constantemente.


Preto é um garoto que faz de tudo para proteger seu irmão mais novo, é bastante sério e violento; enquanto Branco, por ser mais novo, encara a vida ainda que com muita inocência, envolto de sonhos e alegria, fora da realidade. Assim, a vida pacata da cidade começa a mudar com o retorno de alguns membros da yakuza, liderados pelo gangster chamado Rato. Porém, após um confronto entre um dos capangas dele com um amigo de Preto, um sujeito conhecido como Serpente, entra em cena. Ele pretende acabar de vez com a vida dos Gatos para que possa instaurar na cidade um parque de diversões, dizimindo casas e o comércio local para a construção desse.


A apresentação distorcida dos personagens com proporções de membros finos e mais curtos, e rostos com detalhes simplificados, detém princípios de gestalt, onde através da semelhança, fechamento e continuidade, mesmo com pequenas referências, nosso cérebro concluí a expressão, e esse acaba sendo um destaque da animação. O pensamento de ser um desenho simples e desse modo ser mais fácil, acaba sendo um tanto equivocado, pois enquanto fazemos uma ilustração por inteiro – digamos assim – com todos os significados expressos, torna-se fácil seu compreendimento, no entanto, para o animador/desenhista, a partir do momento que ele simplifica esse trabalho, ele tem por função expor apenas o essencial, sintentizar em poucas linhas toda uma gama de sentimentos que o personagem prentende transparecer.


“Tekkon Kinkreet” é baseado no mangá de Taiyo Matsumoto, produzido pelo – já citado por aqui – Studio 4ºC e foi dirigido por Michael Arias. Recebeu diversos prêmios em 2008, dentre ele “Melhor História Original” e “Melhor Direção de Arte”, no Tokyo International Anime Fair e ganhou o 2008 Japan Academy Prize de “Animação do Ano”. Sua bonita trilha sonora composta pelo duo-inglês de música eletrônica, Plaid, é um capítulo a parte, combinando muito com o rítmo hora dinâmico e hora psicológico, o qual na sequência final é circundado de metáforas e questões subjetivas da psiquê dos personagens. O filme pode possuír diversos significados, mas seu cerne é a amizade fraterna entre os dois irmãos.


Por hora ficamos por aqui…
Logo mais tem mais.

Ateh. o/

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1 Comment on Tekkon Kinkreet (2006)

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