vida real

Como fazer um chá de bebê on-line?

Em época de isolamento social, um chá de bebê on-line pode ajudar muito a dividir esse momento especial em segurança.

chá de bebê on-line

Faz tempo que eu não posto aqui, precisava contar mais sobre tantas coisas que passei na gravidez, mas com a nossa situação atual (Covid-19) e o cancelamento de todos os eventos, a gente teve que se virar nos 30 aqui para conseguir comemorar esse momento de uma forma diferente.

Com tanta gente me perguntando sobre como fizemos nosso chá on-line, achei que valia muito a pena fazer um post completinho pra quem estava lá e quem me segue no Instagram e queria saber mais. Vamos lá então?

Primeiro convite que mandei pra todo mundo ficar curioso. Fiz a tipografia pra ficar bem fofinha e personalizada. S2

1. Lista de convidados

O primeiro passo é decidir quem vai estar no seu chá de bebê on-line. Faça uma lista e crie uma Lista de Transmissão no seu WhatsApp ou um grupo no e-mail. É por essa lista que você vai enviar todas as informações sobre o encontro, como convites e links.

2. Escolha a plataforma

Com base na quantidade de pessoas, você escolhe a plataforma. O Google Hangouts permite chamadas de vídeo gratuitas e tempo ilimitado com até 25 pessoas. O Zoom permite chamadas com mais pessoas – até 100 – mas tem limite de 40 minutos nas chamadas gratuitas.

A empresa que eu trabalho, a Pier, permitiu que usasse a sala do Zoom deles e com isso eu não tive que me preocupar muito. A única coisa foi dar suporte para pessoas que não conseguiam entrar.

Pensando nisso, comecei 15 minutos antes para ajudar quem teve dificuldades e mandei as explicações de como usar a ferramenta com uma semana de antecedência, pedindo pra quem precisasse de alguma ajuda entrar em contato. Nem todo mundo tem intimidade com os programas, então vale se precaver.

3. Mande o convite

Mandei um “salve esta data” com dia e horário do chá de bebê on-line pra todo mundo que eu queria que estivesse presente com bastante antecedência. Dez dias antes enviei o convite formal, explicando como funcionaria a dinâmica, como os convidados poderiam baixar os aplicativos (com link pra Android e IOS).

Além disso, o pessoal da empresa me deu a ideia de abrir uma Vakinha On-line pra que quem quisesse mandar presentes pudesse fazer isso. Pra ajudar, criei tabelas explicando valores de algumas lembrancinhas, assim quem se sentisse a vontade poderia escolher o valor que preferisse.

Só mandei o link esta vez. Valeu a pena pois muita gente me perguntou como poderia mandar algo, que queria ajudar com fraldas, então isso foi uma mão na roda! Só lembre-se que essa plataforma cobra uma taxa.

4. Prepare as brincadeiras do chá de bebê on-line

É super comum ter brincadeiras em chás de bebê, mas com a distância tudo fica mais complicado, né? Adivinhar presentes fica bem difícil quando não se tem as pessoas perto.

Pra começar puxamos um bolãozinho pro pessoal adivinhar o tamanho da minha barriga. O pessoal começou a chutar e depois medi com uma fita métrica e já tivemos um primeiro vencedor.

Depois resolvemos fazer uma apresentação (faça em qualquer lugar que você preferir, eu usei o Google Apresentações mesmo) com uma brincadeira perguntando pro pessoal sobre mim e meu marido quando crianças. Tanto o Hangout quanto o Zoom permitem que você compartilhe sua tela, então todos podem seguir juntos.

As perguntas eram sobre “quem nasceu mais pesado?”, ou “quem andou primeiro?”. Perguntamos para nossas mães e colocamos fotos nossas bebês pra ficar fofinho. Abusei dos gifs animados e divertidos também.

Slides de brincadeiras do chá de bebê on-line

No começo falamos que o vencedor ganharia um prêmio e ao longo da brincadeira afirmávamos que nossos ajudantes estavam trabalhando em computar os dados. Era bem divertido ver o pessoal comentando e respondendo. Pra falarem as respostas, poderiam escrever no chat da plataforma ou em um papel com as nossas iniciais colocando na câmera.

No final das 9 perguntas (pra não ficar muito longo) fizemos um suspense e revelamos que todos ganharam. Agradecemos todo mundo e mandei um formulário pra que as pessoas passassem seus endereços, se quisessem, e vamos enviar lembrancinhas quando tudo ficar bem. Ainda abrimos um bolão de peso e tamanho da Aurora quando nascer e quem acertar vai ganhar algo especial – que ainda estamos pensando.

No formulário ainda tinha um campo para as pessoas deixarem uma mensagem pra Aurora.

4.1.: Teste!

Antes de começar tudo, teste suas ferramentas. Teste a apresentação. Teste áudio. Eu fiz tudo isso e na hora meu áudio não funcionava sem fone. Vale a pena testar tudo com antecedência e ainda ajudar quem você acha que terá mais dificuldades, como fiz com uma de minhas avós por exemplo.

5. Divirta-se e registre seu chá de bebê on-line!

Tenha certeza que a sua câmera está pegando você, sua barriga (a atração é o neném, né?) e seu/sua companheiro(a), afinal todos querem ver seu barrigão!

Se você conseguir, grave esse momento e tire print das pessoas, como se fosse foto mesmo. Essa vai ser sua recordação desse momento tão especial, mesmo longe de todos.

Selfie do chá de bebê on-line

Essa foi nossa experiência com o chá on-line! Quem nos deu feedback disse que foi divertido e dinâmico. A brincadeira durou uma hora mais ou menos, conseguimos juntar pessoas de lugares diferentes (trabalho meu, amigos de vários diferentes momentos da vida meu e do marido) e nos divertimos com todos.

O que acharam? Qualquer dúvida é só jogar nos comentários!

Eu e o tecido acrobático

Força, definição de músculos, elasticidade e muita diversão é o que o tecido acrobático vai te trazer.

Eu com os pés amarrados em um espacate no ar entre as árvores. Tecido acrobático.
Nem tá doendo.

Sobre o tecido acrobático

Originado no circo, o tecido acrobático é um esporte no qual a pessoa, sem linhas de segurança, realiza acrobacias em um tecido que fica suspenso e preso no alto de alguma estrutura. A pessoa usa o tecido para se enrolar, dar travas e nós para realizar figuras no ar.

Duas fotos. Na primeira realizo a posição bali: com os dois pés presos as pernas são dobradas em 90 graus, uma para frente e outra para trás, a colubna se curva para trás e o corpo forma uma letra N. Na segunda a posição flamingo: pernas trançadas em uma ponta, o corpo fica de ponta cabeça e as mãos ficam livres.
Posições Bali e Flamingo.

Como tudo começou

Eu sou muito a louca de descobrir atividades físicas, né? Já contei aqui minha experiência com a dança do ventre, com a corrida, com o pilates, com o kung fu e agora eu trago pra vocês o tecido acrobático! Porque o importante mesmo é a gente se manter sempre exercitando o corpo, né?

Ano passado queria experimentar algo novo e aí uma amiga que já praticava o tal tecido me levou pra conhecer uma aula. Posso dizer que meu lado criança-que-trepa-em-tudo se realizou e eu resolvi trocar um pouco as artes marciais pelos tecidos.

Então desde novembro do ano passado eu me encontro nas aulas de tecido e queria muito contar como está sendo esta experiência pra vocês.

tecido acrobático
Caixinha de música e Amazon.

Eu e o tecido acrobático

Uma das coisas que mais estou amando no tecido é a força que eu estou ganhando. Braços, pernas e PRINCIPALMENTE meu abdômen, minha pior parte pra ganhar força, estão ficando melhores a cada dia e isso é visível.

Muita gente fala que precisa de força pra começar as aulas, mas eu digo: você ganha a força conforme as aulas vão acontecendo, e ver isso se refletindo nas posições que você faz é incrível.

A cada aula somos levados para mais um desafio e quebrá-los se torna maravilhoso, ainda mais com as turmas super animadas que encontrei no estúdio que pratico. As colegas de classe e a professora são pessoas incríveis e todas as vitórias, de todo mundo, são comemoradas.

Tecido acrobático.
Grega e Grande L.

Em sete meses treinando tecido além de toda a força que ganhei – e pessoas queridas ao meu redor – consegui vencer desafios pessoais, como o medo de algumas quedas que tenho começado a aprender. Afinal, cair faz parte da vida, né? Ainda mais no caso das quedas que são controladas e que ficam LINDAS pra quem assiste.

O tecido me deu um senso de quebrar meus limites além dos que eu achei que conseguiria e estou me descobrindo mais capaz do que nunca. Estar lá em cima entre as “minhas cortinas”, como diz o marido, é de uma paz incrível, uma sensação de leveza e poder sem igual.

A cada dia me apaixono mais por esta prática, que só tem um defeito: não dá pra fazer em todos os lugares.

Quer saber mais? Fazer uma aula teste? Onde eu faço?
As aulas são no Studio Thais Holiveira que fica na Blackfit do Shopping Vale Sul. Segue no Insta! @studio.thaisholiveira.

Os trinta

Eu segurando uma bicicleta com Invalides e árvores ao fundo

Minha psicóloga – maravilhosa – repete sessão ou outra a seguinte frase: “sempre que você estiver em contato com quem você realmente é, você vai estar bem”. Acho que nunca uma frase fez tanto sentido pra mim quanto neste último ano. Acontece que é difícil estar em contato com quem realmente somos, pois pra isso acontecer temos que saber quem somos.

Filosofias à parte, este último ano foi o ano de acertar alguns ponteiros. Vai ver tem a ver com a parte que a psicóloga também diz: que os 30 anos são a porta de entrada para a primeira maturidade. Viajei, tive momentos incríveis com meu irmão, que estão guardados com o maior carinho do mundo na minha memória, conheci a Disney Paris, me senti em filmes medievais na Escócia, fiquei 2 meses longe do noivo trabalhando que nem doida, apesar de sentir medo, voltei para o mercado de trabalho, achei um lugar que eu finalmente me senti confortável e estou experimentando uma paz que há tempos não sentia. Conheci pessoas incríveis, passei por momentos bem malucos e cheguei aos trinta.

Aos trinta eu percebo tanta coisa. Parece que o mundo tem mais clareza, me entendo melhor no mundo, meus gostos, sonhos, preocupações. Algumas coisas já ganharam um foda-se bem gigante e com isso alguns pesos saíram das costas e como é bom se livrar de algumas coisas.

Hoje sinto meu coraçãozinho cheio de amor, como quando andava de bicicleta com meu irmão às margens do Sena com um pôr-do-Sol lindo, o vento batendo no meu rosto e chacoalhando meus cabelos. Estava um clima delicioso, nem calor, nem frio. As pessoas compravam cafés e se sentavam pra ver a luz do sol refletindo nas águas do rio. Um cheiro de café e crepe estava no ar. Meu coração se encheu de alegria. Lágrimas me vieram aos olhos e eu tive a experiência do que se chamam sentir-se plena.

Atualmente este sentimento se repete com frequência e eu não preciso estar lá pra sentir isso, apenas preciso estar em um lugar calmo, talvez uma música boa rolando ao fundo e uma bela paisagem ao alcance dos olhos. Pode ser a luz do nascer ou do dormir do sol – minhas iluminações preferidas. Acho que é isso que chamam de Carpe Diem.

Aos poucos a ansiedade vai sendo controlada e o um dia de cada vez aparece mais presente na minha vida. Coisas que só o tempo pode te trazer.

Não trocaria meus 30 pelos meus 15. Sou muito melhor como pessoa hoje, sou mais saudável, tenho capacidade de correr atrás de meus sonhos (e de correr também porque nos 15 era bem terrível nisso), tenho menos vergonha e me preocupo muito menos com que os outros vão pensar, o tempo amigos, ele é o verdadeiro mestre.

E aí que eu voltei de viagem

Giverny - viagem França

Quem me segue em algumas redes sociais percebeu que eu dei uma viajada por esses tempos, mas eu não tinha contado nada por aqui, então vamos atualizar a situação, afinal, eu adoro contar as coisas aqui no blog!

Começamos planejando

No começo do ano o noivo aproveitou uma possibilidade dada pela empresa que ele trabalha e resolveu que iria fazer um intercâmbio. Seriam nove semanas estudando inglês para melhorar as habilidades dele. Eu não iria acompanhá-lo nessa empreitada, mas mesmo assim apoiei ele em todos os momentos pra que ele realizasse essa vontade dele, afinal, a gente tá junto pra isso. Colocamos como meta economizar grana pra que ele conseguisse pagar tudo e ainda tivesse um dinheiro pra ir pra lá e nos preparamos o ano inteiro pra isso. Ele escolheu Edimburgo – capital da Escócia – como lugar pra fazer isso e eu decidi que iria viajar pra Europa com o que eu tinha de economia, ficaria um tempo com meu irmão que mora em Paris e de lá partiria pra encontrá-lo.

E aí chegou o dia dele

Dia primeiro de setembro lá ia ele embora para as terras do kilt e eu ficava por aqui. Neste tempo uma coisa doida aconteceu: achei um freela que me consumiu bastante tempo, mas que me distraiu até a data de viajar pra França. Foi uma experiência que eu sinto que precisava, pois já faziam três anos que estava fora das agências, mas isso é assunto pra outro post. Também trabalhei dobrado pra deixar tudo agendado para o período que eu não estaria aqui. Posts do blog, Facebook da Alpaka, clientes e tudo mais.

Foram 42 dias que passaram lentamente. Como ficar longe de quem a gente gosta faz o tempo ser distorcido? 42 dias que pra mim pareceram uma década.

Flores e Invalides ao fundo - viagem França

E aí chegou o meu dia

Antes de ir pra França passei uma semana na minha terra natal, aproveitando chamego da família toda, mas ai chegou meu dia e fui. Dia 12 de outubro peguei um avião rumo a França. O primeiro dia foi OK, mas passei dois dias com crise de pânico. Amigos, não desejo pra ninguém. Nunca tive uma crise tão forte. Mas graças ao meu irmão – ele é um ser maravilhoso, já contei? – que me ouviu e conversou muito comigo, tudo passou e eu consegui aproveitar dias deliciosos e tranquilos em Paris.

E ai chegou o nosso dia

Desenhei, fui pra Disney (vou contar TUDO aqui), conheci a casa do Monet, andei de bicicleta pela cidade e dia 3 de novembro foi o grande dia. Dia do meu relógio parar de andar tão devagar e reencontrar o noivo. Sim, saí correndo no aeroporto de Edimburgo, pulei no colo dele com mochila pesada, assustei ele e chorei muito. Contarão esta história em canções com gaita de fole para sempre.

De cima do Arthur's Seat

Ai tudo passou rápido

Fiquei quatro dias conhecendo o lugar que acolheu o noivo por dois meses – e que lugar! – voltamos para Paris e de lá saímos numa viagem com o meu irmão, a namorada dele e o irmão dela. Foi lindo, tivemos experiências incríveis e logo estávamos de volta em Paris pra correr pra ver algumas coisas e voltar pra casa. É engraçado que depois tudo foi correr, mas foi tão bom!

Aí que depois de tudo isso de aventuras eu voltei. Acho que não sou a mesma que foi. Tenho algumas coisas na cabeça que quero fazer, tenho sonhos pra correr atrás e algumas decisões pra fazer que ainda me faltam, mas pode ser que vocês logo saibam disso.

Quero contar tudo que vi por aqui, assim como fiz com a minha outra viagem, e espero que vocês gostem das dicas e de tudo mais. Obrigada por ler até aqui. =D

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