ficção

Metropolis (2001)

Após uma semana corrida de participação na Semana Acadêmica de Design da UTFPR, aqui em Curitiba, para descontrair, um filme que estava querendo assisti-lo a um bom tempo… Hoje, no Chocottone, vamos falar um pouco de “Metrópolis”.


Metropolis é uma produção baseada no mangá do – já falecido – Osamu Tezuka, criador do Astro-Boy, e inspirada no filme mudo alemão Metropolis, de 1927. A produção ficou a encargo da parceria da Madhouse Studios (que também produziu Redline), responsavél pela parte de animação e a Tezuka Productions (gerenciando a parte conceitual do projeto).



A cidade de Metropolis é uma cidade futurista onde humanos e robôs convivem, contudo, devido a isso, existe o desemprego, onde os menos abastados ficam excluídos em locações subterrâneas da cidade, e culpam as máquinas pela falta de emprego para todos. Devido a isso, acontecem muitas manifestações, porém, com o período de inauguração da Zigurate, há uma segurança maior para impedirem essas revoltas.


Chega a cidade o detetive japonês Shunsaku Ban, acompanhado de seu sobrinho Kenichi, que buscam um cientista perigoso, o Dr. Laughton, que é acusado principalmente por tráfico de órgãos. No entanto, ele trabalha – secretamente – para o Duke Red, que é chefe do partido Marduk, o qual é um movimento anti-robôs, que por sua vez, traz o garoto Rock (seu filho adotivo) como principal participante.




Porém, durante as investigações de Shunsaku, Kenichi e o robô emprestado pelo departamento de polícia 803-D, R-P, DM, 497-3C, chegam até o laboratório do Dr. Laughton, porém ele está em chamas, por causa do ataque que Rock realizou, por não concordar com as pesquisas dele, e achar que esganando seu “pai”. Kenichi encontra a jovem Tima, e acaba resgatando, mas se perdem nos subterrâneos da cidade. Mas com a ajuda da robô de limpeza Fifi, conseguem sair de lá.




A partir desse ponto, o filme gira nessa caça de Rock, atrás de Kenichi e Tima, ao saber que ela sobreviveu. Enquanto seu tio, denta desvendar os planos sórdidos do Duke Red, e o que envolve a Zigurate. Que se trata de uma arma, no alto de um arranha-céu, que lhe daria poderes para trazer o caos ao planeta, por conflitar os sistemas dos robôs. No filme existe uma forte – constante – referência da história da Torre de Babel, e a prepotência dos humanos em criarem algo mais forte do que eles, e acharem que ainda podem exercer algum controle sobre isso.




Como qualquer filme, ou produção em geral, as vezes nossas interpretações dependem muito do nosso repertório. Enquanto assistia “Metropolis”, me lembrou muito a história do anime Solty Rei (onde a protagonista é uma menina-robô que tenta se humanizar, também), os episódios do Animatrix (em particular os curtas The Second Renaissance parte 1 & 2, os quais mostram a rebelião dos robôs contra os humanos), uma sutil lembraça do game Final Fantasy VII (lançado para PS1 em 97, pela cidade de Midgar) entre outros detalhes, que as vezes podem parecer que foram referencia do começo do milênio, no entanto, ao saber que é baseado num mangá de 1949, percebi que é muito diferente.


Gostei bastante de “Metropolis”, estava querendo assisti-lo a muito tempo, pois as poucas imagens que vi eram de cenários, então fiquei bastante surpreso ao ver o visual dos personagens. Nunca fui muito fã de Astro-Boy, mas o traço desse tipo de trabalha do Tezuka Productions denotou um ritmo de narrativa particular, 1) por trazer proporções de personagens bastante cartunescas, dentro de um contexto, consideravelmente não infantil (visto que nos EUA foi taxada a classificação PG-13, por exemplo), e 2) que parecia em muitos momentos que estava assistindo as cutscenes de jogos de RPG.


O filme mostra-nos uma lição, quem sabe para a época do mangá, até ainda inovadora, hoje conhecemos muitos desse tipo de produções que mostram que algumas máquinas atingem uma humanização a qual as vezes não temos, como, no início da revolta entre rebeldes, em que o robô ajudante do detetive Shunsaku Ban, 803-D, questiona “Por que humanos usam violência em suas questões?”. Parace clichê, soa como tal, mas até hoje vemos que isso não mudou.


Metropolis é uma animação bonita, envolvente e com uma trilha sonora insipirada, fortemente, no jazz de Nova Orleans, com direito a música “I Can’t Stop Loving You” – Ray Charles, usada no clímax do filme. Essa combinação de aventura, ficção científica e um leve clima de investigação noir, torna o produção uma boa escolha para os interessados.


Mesmo sendo final de domingo… ainda dá tempo de curtir o filme.
Boa semana semana para todos.
Ateh

A Fúria dos Reis – Crônicas de Gelo e Fogo

“Em A Fúria dos Reis, o segundo livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martins segue a épica aventura nos Sete Reinos, onde muitos perigos e disputas ainda estão por vir. Além dos combates que se estendem por todos os lados, a ameaça agora também chega pelo céu, quando um cometa vermelho como sangue cruza o céu ameaçadoramente. Uma terra onde irmão luta contra irmão e a morte caminha na noite fria, nada é o que parece ser, e inocência é uma palavra que não existe. Quando os reis estão em guerra, a terra toda treme!” Sinopse da Saraiva

A Fúria dos Reis - Crônicas de Gelo e FogoE aí vem mais um livro grande, cheio de páginas e que eu amei do fundo do meu coração. É incrível como George Martin me faz ficar maluca em cima do livro, assim como Rowling e Tolkien me fizeram ficar. Acordando mais cedo pra ler, na hora do almoço, antes de dormir, cada hora um pouquinho e assim terminei essa obra prima!

Temos um cometa vermelho sobrevoando o céu de Westeros e cada reino interpreta esta visão como lhe convém. Tyrion se mostra um personagem forte e inteligente, Dany vem com tudo com seus “filhos” e temos dois novos pontos de vista: Davos e Theon. Davos, um ex-contrabandista que agora serve ao irmão mais velho de Robert, Stannis, e Theon, o protegido de Eddard Stark, que é mandado para as Ilhas de Ferro por Rob portando uma mensagem.

Neste livro temos mais batalhas e mais magia, como feitiços, encantamentos e rituais. A família Stark realmente parece que foi atingida por uma nuvem negra, porem senti falta de participações de Rob Stark. Meus preferidos foram Tyrion, Arya e Jon. Os lobos vem com tudo mostrando como o papel deles é importante na história, tá aí uma coisa que a série precisa arrumar. Sansa continua no mundinho lindo e magnífico da cabeça dela, alguém por favor ACORDA essa menina, quem criou ela? Um duende?

Reviravoltas, muitas e muitas batalhas, sangue, traições e muitas surpresas neste segundo livro da série. Cheguei a chorar e ficar sem fôlego em alguns capítulos, agora é esperar ansiosa pela série que vem ano que vem!

COMPRE NA SARAIVA!

Sucker Punch – Animated Shorts (2011)

Aproveitando que está rolando nos Estados Unidos a “San Diego Comic Con”, um dos eventos mais esperados pelos fãs de quadrinhos – senão o mais – que também vemos novidades de séries animadas, filmes, toys… Cerca de 1 ano atrás comentavam do filme que viria a estreiar só nesse ano “Sucker Punch – Mundo Surreal” (como foi divulgado no Brasil), produziram 4 curtas que iremos comentar um pouco sobre eles, hoje, aqui no Chocottone.

“As Trincheiras (The Trenches)”


No meio da guerra, o que sempre vemos é um inimigo que deve ser vencido a todo custo. Nesse campo de batalha vemos que soldados enfrentam um pelotão nazista lembrando muito zumbis. O ponto interessante desse curta, são os pontos focados no personagem apresentado, de suas particularidades, e também, como é apresentado o recrutamento do exército inimigo.


“Dragão (Dragon)”

 


Esse segundo curta lançado, é voltado aos fãs que curtem histórias medievais com direito a cavaleiros de armaduras, orcs, duelos, castelos e claro: dragões! A narrativa de um guerreiro ira apresentar a história e seus conflitos. Acaba sendo uma idéia em a pessoa ser corrompida por um poder desconhecido e acreditar que irá poder controla-lo.

“Planeta Distante (Distant Planet)”

 


A divisão entre riqueza e propreza, elite e proliteraiado, fraco e forte… Não existem humanos, apenas robôs nesse lugar. Os quais numa tentativa de vencer uma opressão, de tentar fazer algo diferente. Mudar o mundo. Algo que as vezes parece e chega a ser utópico, e o questionamento de será que eu estou certo ou errado? E a lembrança daquilo que deixamos para trás quando fazemos nossas escolhas.


“Guerreiros Feudais (Feudal Warriors)”


Para aqueles que se interessam por confrontos de samurais… É, mas não samurais comuns. E sim demôniacos e com metralhadoras giratórias.


Os quatro curtas animados por Ben Hibon, baseados no filme do diretor Zack Snyder, são apresentados como um complemento para a produção cinematográfica. Ao assistir, encarei muito como quando sonhamos: podemos estar num lugar – sem saber como chegamos – mas temos consciencia que ali é onde deveríamos estar, e ao ver uma fila ninguém nos explica mas sabemos para onde vai a mesma, contudo, os curtas teria o papel de nos apresentar o que existe além desse nosso devaneio. Se estou debaixo d’agua, como cheguei lá e porque não tem tubarões por aqui, para onde foram?
A arte tem um ar bem de motion graphics por trabalhar com vetores texturizados animados, alguns momentos lembrando bastante sketchs, algo que destoa bastante com o resultado estético do filme, o qual é carregado de efeitos especiais. O que achei interessante, justamente, para ter um contraste entre as produções.

Particularmente, esse trabalhos em outras mídias de divulgação, acredito ser uma boa aposta para divulgação do carro chefe, como falamos em semanas anteriores de desenhos animados feitos no embalo de jogos de vídeo-game, e aqui comentamos sobre animações para o lançamento de um filme live-action. Esse tipo de trabalho, além de gerar conteúdo de discussão para o fãs, também favorece profissionais dessas áreas a se envolverem com produções diferenciadas.

Enfim, por hoje é só pessoal…
Logo mais tem mais,
Ateh o/

Livro: Guia do Mochileiro das Galáxias

Guia do Mochileiro das Galáxias

“Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado.
Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.
A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.
Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.”

Saraiva – Compre o livro digital

Como demorei tanto tempo pra ler este livro? Ah é… eu tentei ver o filme, foi uma droga e eu não quis ler. Anta. Devia ter escutado os 9027348742374 milhões de avisos: NÃO VEJA O FILME ANTES DE LER. Mas aí eu vi, achei um saco e demorei pra ler. Até que ouvi o Nerdcast sobre Douglas Adams, pedi o bendito emprestado e resolvi ler.

Capa Guia do Mochileiro das GaláxiasComo é nonsense! Como é engraçado! Como é magnífico! Realmente foi muuuuito mais do que eu esperava! Mas aviso, se você se apega à convenções sociais e não sabe levar NADA na brincadeira, você vai odiar este livro. Ele simplesmente destrói com nós, humanos e toda a sociedade. Foi incrível ler algo que é verdade e que em tons de sarcasmo mostra toda a hipocrisia do mundo. Me rendeu boas risadas no ônibus, as pessoas deviam me olhar até de soslaio e com medo.

O livro vai muito além da história nonsense e se você for parar pra pensar vai acabar surtando haha. Um livro diferente de tudo que eu já lí até hoje, com certeza. Espero que os outros volumes sejam tão bons!

Minhas passagens prediletas: o começo, quando ele descreve a minúscula e insignificante Terra, a baleia e o vaso de petúnias e a discussão entre o Super Computador e os filósofos. Mas acho que essas são as passagens mais clássicas, né?

O que é interessante é que como ouvi trechos do livro narrados pelo Guilherme Briggs no podcast, eu li o livro TODO com as entonações e a voz dele na minha cabeça. Tae, uma coisa nonsense pra ler um livro nonsense.

Tchau e obrigada pelos peixes.

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