Nanette - Hannah Gadsby

O que é Nanette?

Nanette é um ato de comédia stand-up escrito e interpretado pela comediante australiana Hannah Gadsby, que estreou em 2017. O trabalho inclui comentários sociais, especialmente sobre questões LGBTQ. Em junho de 2018, a Netflix divulgou um vídeo da performance de Gadsby no Sydney Opera House. Wiki.

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Hannah Gadsby

O que achei?

Fui assistir este show por indicação de várias pessoas na minha timeline. Indicações para ver Nanette pulavam na minha frete praticamente todos os dias e eu ficava pensando:”preciso assistir isso!”. Até que um dia consegui.

Hannah Gadsby começa o show nos fazendo rir, mas ao mesmo tempo começa a nos fazer refletir sobre como é ser LGBT+. No caso dela mais especificamente, lésbica. Ela começa a fazer várias piadas que fazia em shows antigos, conta como brincava com o fato de sua sexualidade e como a família dela lidava com isso, porém em um determinado momento ela começa a mudar o rumo da conversa. Não deixa de ser engraçado em algumas passagens, mas histórias começam a ser contadas de outro ponto de vista e começamos a perceber, como o mundo é. O que o mundo faz com pessoas diferentes.

Na metade do show Hannah começa a nos fazer pensar e refletir. Piadas antigas não têm mais graça, pois degradavam sua vida, quem ela era e pessoas que são como ela. Lá pro final do show, começo a chorar. Chorar com os relatos da via de Hannah, com o fato maravilhoso de vê-la se desculpar com fãs e com a pessoa mais importante pra ela: ela mesma.

Nanette, mais que um show de humor, é um show de reflexão sobre o humor, os limites dele e como podemos fazer rir sem machucar, estereotipar e reforçar preconceitos. Eu ri, chorei, senti raiva e empatia durante os quase 50 minutos deste show que mostra uma mulher forte, maravilhosa e super talentosa.

E você, já assistiu? O que achou? Conta pra mim!

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2 Comments on Assistir: Nanette | 2018

  1. Eu lembro que depois de assistir eu ia em todas as redes sociais e anunciava histericamente pra que todos vissem, whats também!!
    É muito visceral, pega você pelo pescoço e te dá uns tapas na cara. Eu como hétero precisava ouvir dessa forma para criar ainda mais empatia. Me apaixonei por ela ?
    É comovente, triste, mas ela demonstra muita força, não sei de onde, pra ser sincera!
    Eu fiquei extremamente feliz de ter tido a oportunidade de ver alguém expor sua vulnerabilidade com tanta coragem e profundidade. Eu amei!

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