Vida Real

Alô, alô, planeta Terra chamando! Este é o diário de bordo da blogueira que vos escreve.

Você é Foda

Caso você se esqueça, você é foda!

Once Upon a Time

Esta semana que passou eu tive que resolver alguns problemas aqui no blog, resolvi links que não existem mais e várias imagens que eu hospedava no Photobucket ficaram quebradas e tive que baixar todas, uma a uma, pra poder arrumar. Estou fazendo isso aos poucos, pois são mais de mil imagens em posts diversos e vai levar um tempo, mas saibam que estou arrumando. Acontece que com isso eu tive o prazer de reler alguns posts mais antigos e rever meus desenhos antigos.

Quem acompanha o blog desde meus tempos de adolescente ou desde a época da faculdade, deve se lembrar de um projeto que se chamava Caderninho de Quinta. Ele funcionava assim: toda quinta-feira eu deveria postar um desenho feito por mim, assim eu me obrigava a desenhar pelo menos uma vez por semana. Comecei com isso em 2009 e levei até 2014 e vou contar pra vocês, esta experiência me trouxe muitas recordações lindas, além de perceber como mudei de opinião em várias coisas, mas o principal mesmo foi ver minha evolução no desenho.

First Things First

Nos primeiros que vi eu já falei: “GZUZ! Como eu tinha coragem e postar isso?”, e a cada nova descoberta, uma exclamação. Na época eu achava eles bem ruizinhos já (aliás, achar trabalho próprio ruim é minha especialidade, já contei?), mas hoje eu vejo como eram bem fracos.

No começo eles eram feitos no meu caderno da faculdade no meio das aulas ou no meu caderninho que ganhei na época e ia comigo pra todo lugar. Eu não estudava anatomia nem nada, era desenhar por desenhar. Depois comprei uma mesa gráfica e comecei a me arriscar em alguns desenhos digitais – arriscar mesmo porque vix! – e até algumas pinturas. Os últimos desenhos do projeto já tinham mais exercícios do curso de desenho que fiz aqui em São José dos Campos que comecei logo quando vim pra cá, mas nem por isso eram melhores dos que eu consigo fazer hoje.

Eu comecei a estudar mais seriamente desenho e aquarela depois do workshop da Sabrina Eras em 2013 – sim, ela mesma – foi um momento de catarse pra mim, onde descobri que dava pra viver de ilustração de alguma maneira, conheci pessoas que gostavam disso assim como eu e me senti animada pra fazer melhor algo que eu já amava fazer.

Nem tudo são flores

Acontece que nem sempre eu consigo me manter bem o suficiente para me manter focada nos estudos. Este ano comecei muito bem fazendo vários cursos do Schoolism , me dedicando pelo menos 2/3 horas diárias para os desenhos, pelo menos 22 dias por mês, mas algo acontece e minha energia vai caindo, o habit tracker começa a ser esquecido e quando vejo me perdi de novo. Isso acontece em várias coisas na minha vida, mas o desenho é algo que sempre volto. SEMPRE. Por isso continuo insistindo e pelo visto tá dando certo.

Até Pokemons Evoluem

Depois de rever tanta coisa mais antiga, trabalhos de quase 10 anos atrás eu pude ter uma visão REAL da minha evolução. Já falei por diversas vezes aqui do livro Perfect Bait do Bobby Chiu no qual ele fala sobre você não se comparar com mais ninguém, apenas com você. É algo complicado, a todo momento a gente está se julgando, mas depois de rever meus desenhos antigos, senti que precisava disso e fiz um antes e depois: escolhi dois desenhos mais antigos e refiz eles com o meu traço e conhecimento de hoje, e vejam só como a coisa está diferente:


Post antigo.


Post antigo.

Ainda vejo muito onde melhorar, mas o movimento, a pose, a composição a noção de corpo melhorou de um tanto que eu fiquei muito feliz com o resultado. Deu pra ver como estou aprimorando dia a dia minhas habilidades e como continuar insistindo no desenho está me fazendo melhorar mesmo.

Na faculdade eu comprei umas aquarelas da Pentel porque queria começar a pintar, mas não tinha informação de nada e esta foi minha primeira vez que resolvi aprontar com a tinta, em 2010:

Minha primeira aquarela, se é que se pode chamar disso, em 2010

Eu não acho que eu deveria ser presa pela “polícia das artes”, a coisa está terrivelmente macabra, mas se não fosse este começo eu nunca teria chegado onde estou hoje, que pode não ser o maior patamar do mundo, mas cada degrau aqui tem que ter sua importância. Depois do curso da Sá em 2013 eu me arriscava mais com materiais e papéis corretos e veja a evolução pro ano de 2014:

Aquarela de pássaro feria em 2014

Você É Foda!

Como diriam algumas pessoas: “me perdoem o “francês”, mas vira e mexe a gente se esquece de quanto a gente sonha com algo, de quanto a gente estuda e investe em algumas coisas, esse recado é pra mim e pra todo mundo que lê este post e que pode se sentir meio na bad de vez em quando: VOCÊ É FODA.

Por mais que as vezes a coisa não corra como queremos, que a gente ache que nunca vai conseguir, a gente é foda por continuar, por insistir e por acreditar. A gente as vezes apoia tanta gente e esquece de se apoiar, então fica aqui meu recado pra gente ser menos mal com a gente mesmo.

Tatuagens Pequenas – Tenho e Amo

Tatuagens Pequenas e Delicadas

Tatuagem em tengwar
Foto do meu ensaio feito pela Gio Coppi.

Eu sempre quis ter tatuagens e piercings. Eram coisas que me chamavam atenção desde mais nova e eu sempre adorei ver a dos outros. Tatuagens me passam a ideia de pessoas decididas, confiantes, destemidas e seguras de si, se isso é verdade não sei, mas é coisa que eu tenho comigo e por isso sempre ficava imaginando quais eu teria.

A Primeira – Tatuagem Nerd

Meus pais nunca deixaram, por isso esperei até trabalhar e ganhar meu suado dinheirinho – já que não achava justo usar dinheiro de quem não aprova – para fazer minha primeira: meu nome escrito em Tengwar, a língua dos elfos criada por J.R.R. Tolkien. No dia fomos eu e duas amigas muito queridas, e uma até fez junto comigo a tatuagem – com o nome dela claro. Estudei alguns meses para ter certeza dos escritos e fiz nossos nomes. O tatuador copiou minhas letras e pronto, quase sem dor. O ano era 2010 e eu estava no meu penúltimo ano da faculdade.


Michelli em Tengwar, a língua dos elfos.

A Segunda – Tatuagem Motivacional

A minha segunda fiz este ano, depois de uma epifania. Estava assistindo ao dorama Scarlet Heart e depois do final resolvi que queria escrever uma das últimas frases do personagem de Lee Joon Gi em coreano. Este dorama pra mim é um dos que mais gostei até hoje e a frase iria sempre me acompanhar e me lembraria sempre de dar meu melhor nas coisas e aproveitar ao máximo a vida.

Felizmente a maravilhosa da Loma me ajudou com o coreano e ficou tudo certinho! Escolhi a tipografia no computador e fui no estúdio da fofíssima Talita Sakamoto, que fica aqui em São José dos Campos, para ela fazer o trabalho. Escolhi uma fonte fofinha e pedi para o ponto final ser um coração, afinal, amor nunca é demais, né? Ela foi super atenciosa e batemos um papo muito legal enquanto ela me coloria, indicadíssima!


“A vida é efêmera”.

Eu sei que tatuagens não têm que ter significados, mas pra mim todas tem e terão, afinal tô vendo mais algumas pra fazer já. Eu gosto de fazer em lugares que não vejo com frequência, porque sou muito de enjoar das coisas, por isso uma na nuca e uma do lado de fora do meu braço, quase não vejo as coitadas. E o que eu gosto é ter número par de tatuagens, pois sou muito mais números pares que ímpares, vai entender.

E vocês, curtiram as tatoos? Querem fazer? Tem mais? Quero ver, me mostra!

Página do Facebook da Talita | Instagram da Talita

Rumo aos Trinta

rumo aos trinta: foto de um pedaço de bolo com velas

Eu andava muito dedicada, toda preparada, toda disciplinada. Estava programando posts, selecionando os temas para dar um rumo ao blog e cuidando de tudo direitinho. Acontece que na vida, a gente tem que priorizar as coisas, nosso tempo é curto, temos que trabalhar e ainda tem que sobrar tempo para o marido, estudos, hobbies, e quando vemos o dia precisaria ter 120 horas para que conseguíssemos fazer tudo.

Os posts estavam prontinhos até junho, aí eu desandei. Hoje é dia cinco e em outro momento eu estaria entrando em pânico que não tenho nada agendado para esta semana ou a próxima. Tenho sim muitas ideias, mas cadê o tempo? Depois que criei a Alpaka meu tempo é dedicado a ela, mas sempre achei um jeitinho de encaixar o blog por aqui. Acontece que o blog, por mais que seja minha paixão, não me trás nenhum retorno financeiro, e eu acabei dedicando tempo de estudo e criação de coisas novas para ele. Confesso, fiz errado. Tenho que focar minhas energias onde eu quero que dê certo, mas meu amor pelo mundo bloguístico é tão grande que me deixei levar. Eu amaria que ele fosse a parte “certa” da minha vida, mas não consigo escolher nicho, amo escrever e estou me encontrando nas newsletters. Tenho um cara muito bacana (Arthur! MUITO OBRIGADA!) me ajudando com SEO e tentando melhorar o blog desde o começo do ano, ele diz que adora meu trabalho aqui e quase morre de saber que faço tudo isso aqui, todo esse conteúdo 100% original, de graça. E como tá difícil impulsionar tudo isso! Aí aconteceu: a BAD bateu.

Eu já tinha falado aqui que queria que o blog fosse algo leve, mas eu não tomei nenhuma atitude pra resolver isso. Na verdade só algumas poucas: instituí que só posso postar e escrever posts DEPOIS do meu horário de trabalho. Como eu que faço meu horário, dei umas escapulidas, claro. Diminui um post por por semana, mas resolvi gravar vídeos, que me consomem um dia praticamente que inteiro entre gravar e editar. Ou seja, cadê o foco Michelli?

Esse espaço me trouxe tanta coisa, tanta gente, tanta oportunidade que ele faz parte de mim já. Tenho blog há 17 anos, cresci vendo os pastos dos diários virtuais se tornarem prédios enormes de propaganda e acabei ficando nessa terra de ninguém. A maioria das meninas que eu seguia, que tinham blog, acabaram também por ir embora. Algumas, as que tornaram isso profissão, ficaram. Eu continuo aqui, como prova de que eu não desisto fácil.

Agora tenho menos de 365 dias para completar meus 30 anos e continuo repensando muito no que faço aqui, se tem serventia, se alguém nesse mundão sem fim ainda me lê e se vale a pena continuar dando murros em ponta de faca. Minha terapia está me fazendo repensar em muita coisa e nisso acabo me encontrando. Eu AMO dividir coisas legais com as pessoas, mas a internet de meu deus tá ficando cada vez mais complicada pra gente se reinventar. Já tentei muitas coisas, sei que consigo dividir minhas experiências em outros canais, mas escrever, apesar de eu ser bem visual, ter minhas ilustrações e tudo mais, escrever me trás uma paz sem igual.

Estou aqui, chacoalhando a poeira pra não deixar vocês e me preparando para meus próximos dias até os 30, que tenho certeza que serão incríveis. Aguardem as cenas dos próximos capítulos.

Kung Fu: Cadê a Mulherada? | Chell

Campeonato Paulista de Kung Fu

Eu mordendo duas medalhas do campeonato de kung fu, uma de ouro e uma de prata.

A Arte Marcial

Quem me acompanha há algum tempo sabe que pratico kung fu há três anos. Já rolou vídeo comparando esta luta à dança, contei como foi o começo dos treinos e hoje eu vim mostrar mais um pouco deste esporte que eu sou apaixonada.

O kung fu ou wushu, é uma arte marcial que veio da China e vem dos tempos antes de Cristo. Existem atualmente mais de 400 estilos espalhados pelo mundo.

O Campeonato

Este final de semana (03 e 04 de junho) aconteceu no Ginásio Mané Garrincha em São Paulo o X Campeonato Paulista de Kung Fu e hoje vim contar pra vocês como foi competir pela primeira vez em um campeonato e fazer algumas considerações. Se possível se inscreva no canal: https://goo.gl/d2FRC9

Onde pratico?

Faço aulas na Associação Long Teh em São José dos Campos. A academia fica na Avenida Andrômeda, 2949 no bairo Bosque dos Eucaliptos.