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A Bela e a Fera 1991

Em especial para a semana do Dia dos Namorados, aqui no Chocottone, é dia de falar do 31º Clássico Disney: “A Bela e a Fera” (The Beauty and the Beast).

A Bela e a Fera 1991
O filme tem um prólogo mostrando como surgiu a Fera, que já denota uma arte muito bonita por meio de vitrais que ilustram a narração por Márcio Seixas, na versão dublada. Esse tipo de apresentação já proporciona ao público entrar no clima de um conto de fadas, como é a estrutura da narrativa.


Numa pequena aldeia, conhecemos a jovem Bela, uma garota fascinada pelo universo permitem leva-la, tanto que todos os dias vai até a livraria para saber se tem alguma novidade. Contudo, esse modo de agir soa muita estranheza para os demais moradores do lugar, tanto que seu pai já tem fama de ser meio matusquela por ser um inventor.
Durante seu passeio matinal, ela acaba se encontrando com Gaston, o personagem bonitão, machista e prepotente, que todas as menininhas correm atrás, mas ele só tem olhos para Bela, que por sua vez, não faz questão nenhuma da companhia do rapaz.

A Bela e a Fera
A Bela 1991

Após terminar sua última invenção, um tipo de cortador de madeira a vapor, o pai de Bela parte para participar de uma feira. Contudo, durante sua viagem, com o cavalo Philip, eles acabam se perdendo e sendo atacados por lobos. Durante a correria, o pai de Bela, Maurice, encontra um castelo e tenta se proteger da chuva e dos animais selvagens. Inesperadamente, ao entrar, um pequeno candelabro e um relógio começam a conversar com ele, e todo os objetos que normalmente seriam inanimados num castelo, são cheios de vida: xícaras, armários, vassouras, sofás.. No entento, como nem tudo é bonito, surge a Fera, que é um ser de aparência medonha, e sem dar chance de explicações, joga Maurice no calabouço do castelo. Somente quando Felipe volta sozinho pra casa e Bela o vê, vão atrás de seu pai, e por ele ser uma pessoa de mais idade e estar doente, a jovem se propõe a ficar no lugar dele… para sempre.



A Bela e a Fera
Apesar da maneira de como se desenrolou esse encontro, todos no castelo ficam ansiosos para que ela seja a garota que possa quebrar a maldição lançado pela feiticeira tempos atrás, que transformara o príncipe nessa criatura, e todos os serviçais em objetos. A expectativa que gira entre os dois, lógico que é grande, e alternada entre as brigas, desentendimentos e posteriormente, uma compreensão por parte de ambos. Enquanto, que na aldeia, Gaston tenta de todas as maneiras conquistar Bela, nem que para isso tenha que matar a Fera.




A Bela e a Fera o filme

Entre tantos dos detalhes do Making of, algo que me chama a atenção é o modo que diversos animadores com estilos distintos, conseguiram produzir algo tão harmonico e único, cheio de energia e divertido. Na versão estendida está incluído os outros dois músicais “Seja Nossa Convidada” e “Humano Outra Vez”. Outro detalhe importante é justamente a pesquisa de refências, algo que acredito e apoio muito, o de conhecer lugares (como as viagens que realizaram para o interior da França), imergir naquilo que será a base para a excência da animação, do mesmo modo o desafio que foi realizar a personificação de tantos objetos do interior do castelo ao ponto de terem características específicas e se destacarem um dos outros e possuírem tanto carisma. O reflexo disso foi visto quando exibiram uma versão inacabada, que além de mostrar uma história, mostrou à aquele público, a magia que existe na produção de um desenho animado.






Fifi, Madade Samovar, Horloge, Zip e Lumiere.

“A Bela e a Fera”, entre os diversos prêmios que foi indicado, ganhou o “Globo de Ouro 1991 – Melhor Filme”, “Oscar de Melhor Trilha Sonora Original” (composta por Howard Ashman – a quem o filme foi dedicado, pois falecu antes do mesmo ficar concluído – e conduzida por Alan Menken), “Annie Awards: Best Animated Feature”, apenas para citar alguns, além de ter sido também indicado o “Oscar de Melhor Filme”, sendo o primeiro longa metragem animado a ter esse reconhecimento, que se repetiu apenas em 2010 com UP – Altas Aventuras. Essa valorização do trabalho desses profissionais impulsionou a carreira de diversos talentos presentes na equipe, que vieram, posteriormente a participarem de produções como Roger Allers, o supervisor da história e veio a ser o diretor de “Rei Leão”; Kevin Lima, que foi character designer e mais tarde tornou-se p diretor de “Tarzan”; Brenda Champman, que foi importante para intercalação da história e depois dirigiu o “Príncipe do Egito“, e todos derivados de um único projeto, dentre tantos outros.



E por se tratar de um filme Disney, lógico que tem uma lição de moral, e todos, bem sabemos, que nesse é que existe muito mais que os olhos podem ver. E como os pequenos detalhes fazem diferença. Mas muito mais do que mostrar esse lado mágico do amor, uma das cenas que sempre me marcou é quando os aldeões resolvem ir para o castelo, e vão cantando “…não gostamos daquilo que nunca entendemos, e esse monstro pode até nos devorar…” Creio que essa, entre tantas, críticas são algo que fazem o filme agradar tanto um público infantil, quanto espectadores menos jovens por apresentar esses sútis detalhes.


Em 1993, foram lançados alguns títulos para os consoles domésticos baseados no longa animado, um deles foi “Disney´s Beauty and the Beast” (SNES), “Beauty and the Beast: Roar of the Beast” (Mega Drive), onde você controla a Fera, em ambos vídeo-games, contudo com diferenças de interface e narrativa, além dos gráficos que aproveitaram melhor os recursos do Super Nintendo. Também foi lançado o game, considerado popularmente a versão para meninas, apenas para o Mega Drive, “Beauty and the Beast: Belle’s Quest”, onde, nessa adaptação, os acontecimentos são do ponto de vista da Bela, a qual também é sidescrolling, mas na jogabilidade ela deve se abaixar e pular obstáculos, e enfrentar labirintos para no final encontrar a Fera. No game você conversa com os personagens para que te ajudem em alguns trechos, enfim, achei meio monótono perto da outra versão. Houveram também uma versão para NES (Que a Michelli já falou aqui), GameBoy Color, além da participação dos personagens e cenários no crossover “Kingdom Hearts”.

“Disney´s Beauty and the Beast” (SNES), “Beauty and the Beast: Roar of the Beast” (Mega Drive) e “Beauty and the Beast: Belle’s Quest” (Mega Drive)

Kigdom Hearts (1992) / Sony Playstation 2

Bom, eu tenho a versão que saiu DVD duplo + cd da trilha sonora, e é um absurdo de tempo que você deve ter para usufruir na integra de todo o material, contudo, vale – E MUITO – a pena! Assistir “A Bela e a Fera”, seja a época que for, é algo que sempre irá impressionar, seja pelo seus desenhos, paleta de cores; emocionar, pela sua história, cantorias, tanto que ouso dizer que esta entre os TOP 5 filmes da Disney, e pq não falar entre os melhores longas animados do cinema.

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Enfim, esperamos que aproveitem caso não conheçam.
Bom final de semana para todos.
Ateh

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Cartas para Julieta + Gigantes de Aço

Cartas para Julieta [rating:2/5] “O filme conta parte da vida de Sophie (Amanda Seyfried), uma nova-iorquina responsável por checar informações para um jornal, mas que sonha em escrever suas próprias histórias para o periódico. Ao lado do noivo latino Victor (Gael Garcia Bernal), ela parte em uma viagem de férias para Verona, Itália, em busca de uma romântica pré-lua-de-mel e de fornecedores para o restaurante que ele abrirá nos próximos dias. É exatamente nesta cidade que a protagonista do livro mais romântico de Shakespeare foi criada e é nela também que Sophie encontra as secretárias de Julieta, um grupo de mulheres contratadas pela Prefeitura, responsáveis por manterem o mito vivo, respondendo às inúmeras cartas amorosas deixadas por moças de todos os lugares do mundo.”

Já vi filmes mais românticos, mais melosos, mais profundos e mais cativantes, porém “Cartas para Julieta” trás de um jeito mais singelo e meigo alguns minutos de diversão pra quem o assiste. O roteiro é interessante e foge um pouco do que estamos acostumados, focando em um amor antigo e em um que pode surgir a qualquer instante. Sem grandes conflitos e grandes cenas emocionantes este é um filme para um dia de TPM ou tarde com amigas.

Gigantes de Aço [rating:3/5] “Dirigido por Shawn Levy, o longa nos apresenta a Charlie (Hugh Jackman), um ex-boxeador em um mundo onde ninguém mais liga para lutas entre humanos. Após a morte de sua ex-namorada, ele se vê obrigado a passar alguns meses com seu filho, Max (Dakota Goyo). Acidentalmente, os dois descobrem em uma sucata um robô velho, Atom. O desacreditado maquinário pode ser a chave de Charlie para o topo e, de quebra, ajudá-lo a se conectar com o garoto.”

Um filme muito divertido pra assistir com um baldinho de pipoca e guaraná em um dia que não se tem nada pra fazer, porém “Gigantes” é um filme previsível em todos os momentos. Desde o começo do desenrolar da trama já sabemos o que será o final. Porém tenho que dizer que adorei o futuro criado por eles, um no qual nem tanta coisa mudou, aliás, continuam bem iguais diga-se de passagem. Mas o filme é cheio de momentos divertidos e ainda tem Jackman pra alegrar minhas tardes. Destaque para a trilha sonora que eu achei bem legal.

Resenhas do Cinema com Rapadura.

Titanic 3D e minha história com o cinema

Titanic 3D – [rating:3/5] “Jovem aventureiro (Leonardo DiCaprio) ganha passagem, em mesa de jogo, para a primeira viagem do transatlântico Titanic. No navio, apaixona-se por Rose Bukater (Kate Winslet), noiva de um homem rico e arrogante (Caledon Hockley), com quem vive um amor proibido. Mas a viagem ganha contornos trágicos quando o navio se choca com um iceberg.”

Quando eu tinha 8 anos eu fui ao cinema com meu pai, minha mãe e meu irmão. Meu primeiro filme naquela tela grande. E o que minha mãe escolheu ver? Titanic, um filme que estava causando alvoroço por toda parte, que as colegas do colégio diziam ter assistido por 10 vezes, que causava filas enormes do lado de fora de um extinto cinema que nem existe mais hoje. Naquele dia eu descobri o que era uma sala cheia de cadeiras, com uma tela enorme e com uma magia que eu nunca mais iria abandonar. Lembro até hoje meus pais saindo do cinema e eu não assistindo o reencontro final de Rose e Jack, que eu viria assistir apenas depois com o VHS duplo que minha mãe comprou.

Três horas de um filme emocionante e romântico que eu nunca esqueci. Depois disso veio o CD da trilha e eu acho que “My Heart Will Go On” foi uma das primeiras músicas em inglês que aprendi a cantar inteira, deve ser daí que veio minha paixão por trilhas sonoras.

Depois de 15 anos resolvem relançar o filme em 3D, e eu no auge de meus vinte e poucos anos não poderia perder essa oportunidade de relembrar toda a emoção de ver esse filme que foi um marco pra mim, em um cinema mais moderno, melhor, maior e com um som espetacular, coisa que não tínhamos na minha cidade há 15 anos atrás.

Foi maravilhoso sentir o frio na barriga, deixar os olhos encherem de lágrimas, vibrar com a trilha sonora e ficar até o fim dos créditos fazendo dueto com Celine Dion. Mas o 3D…

 
Comecei a ouvir gente contando desse 3D faz tempo, dizendo que seria uma das melhores conversões já feitas, mas sabe de uma coisa? Bela e a Fera foi melhor. Queria ver a imponência do navio e só o que senti foi um friozinho na barriga na hora do quase suicídio de Rose. Esperei muito mais desse 3D, e só por isso dou nota 3. Namorado ainda falou que a legenda estava magnífica em 3D. Mas não importa, o que importa mesmo é que eu pude sentir de novo o que senti há 15 anos atrás e me fazer ver como amo essas salas enormes e escuras chamadas cinema.

Chico & Rita (2010)

Aproveitando que essa semana foi divulgado os concorrentes ao Oscar desse ano, iremos aproveitar para comentar um dos concorrentes na categoria “Melhor Animação”, a co-produção entre Espanha e Reino Unido: “Chico & Rita”.


A época é Havana de 1948, e estamos numa uma noite de muito boêmia. Ao ir a um bar com seu amigo Ramon, acompanhados de duas americanas, Chico conhece a cantora Rita, que se apresentava naquele instante. Naquele mesmo momento, percebemos que não apenas a voz extraodinária dela que encanta o rapaz. Porém, ela acaba indo embora com um gringo para outra casa noturna, a Tropicana.
Lá, ficam sabendo que devido a um acidente, o pianista que iria se apresentar não pode ir, então Chico acaba tendo que tocar piano ao lado de Woody Herman and Four Brothers Band. Desse modo, chamando, então, a atenção de Rita, que apesar dos olhares, não estava dando bola ao rapaz. Ao saírem da clube, ela acaba pegando carona com a turma de farristas.




Ramon deixa o casal, recem conhecido, em outro bar que Chico aparenta frenquentar para tocar piano, começa a se aproximar mais da cantora, até que tarde da noite seguem para a casa dele, passando juntos.


Na manha seguinte, aparece Juanna, uma das namoradas de Chico, que causa grande tumulto. Lógico, que Rita vai embora e não quer ver mais o pianista nem pintado de ouro. Mas bem sabemos que não é assim que acaba… Chico comenta com Ramon – que é seu agente, também – que ela pode ser a cantora que precisam para ganhar um concurso da rádio local, RHC Cadena Azul. Apesar dos desentimentos, Ramon intervém e convence Rita a participar. Dito e feito, todos ficam impressionados e vencem.



Durante uma das apresentações da dupla, um americano começa a falar com Rita sobre uma proposta de leva-la para os Estados Unidos, porém ela recusa assinar o contrato por não ter o nome do Chico. Quando ela vai falar com ele sobre isso, já embriagado, o pianista, em meio a uma crise de ciúmes, discute com ela e vai embora sozinho. A cantora até persiste que só iria embora se ele fosse junto, mas uma série de contratempos acontecem, e o expectador fica sendo cúmplice de como as coisas poderiam ter sido diferente.


No dia seguinte, Rita embarca para os Estados Unidos, deixando Chico e suas lembranças para trás. Apesar de ser tido para ele nunca mais procura-la, a dupla de amigos vende o piano, junta dinheiro e vai rumo a terra da Estátua de Liberdade, onde todos tem oportunidade. A essa altura, Rita, se encontra com sua carreira ascendente e Chico, apesar de tudo, ainda ama a cantora, tenta seguir adiante como pianista também. Infelizmente, devido a uma trapaça dos agentes de ambos, eles acabam se separando, sobrando a Chico ser deportado pra Cuba.



Num primeiro momento não me interessei tanto por esse filme, mas ao final é um bonito romance, e sua narrativa em forma de lembranças é algo que me agradou bastante. A produção “Chico & Rita” mostra muito mais do que uma busca atrás do amor de sua vida, e como as pessoas são em diversas ocasiões. Em meio a imprevistos, conclusões precipitadas e valores. Ao mesmo tempo que mostra o povo latino, sempre feliz, apesar das adversidade, há também uma crítica com a presença deles nos Estados Unidos.


A produção, em rotoscopia, de Javier Mariscal e Fernando Trueba, tem não apenas uma narrativa envolvente, como a própria arte é um capítulo a parte. Enquanto vemos personagens que se movem com tanta suavidade, temos belos cenários desenhados, e valorizando muito o traço do ilustrador, algo que gosto muito nas produções 2D. Da mesma maneira, que os enquadramentos, o movimento de câmera, os objetos se deslocando para passar a sensação de profundidade, vemos muito uso do Toonboom nessas sequências. A cena do acidente de carro, ainda no começo, é linda de se ver e imaginar como foi produzida.




A trilha sonora é um capítulo a parte, algo que sempre que ouço sinto (ainda mais) vontade de conhecer os países da América Central. Dá até vontade de correr atrás dos anos perdidos e voltar a tocar piano, hehe. Produzida por Bebo Valdés (do Buena Vista Social Club), é algo que não se pode deixar de ser comentado, visto que o filme gira em torno das canções, além das participações de diversos músicos como Charlie Parker e Chano Pozo.



Recomendo, para quem quiser acompanhar os indicados esse filme, pois após assisti-lo achei bem justo estar concorrendo, e foi uma grande surpresa não ter visto entre os indicados, os filmes: “As Aventuras de TinTin” e “Rio”, como sempre mantenho minhas dúvidas em relação aos critérios da acadêmia. Mas por hora é isso.


Bom final de semana para todos.
Ateh!

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