Máscara Preta para Cravos

Máscara Preta para Cravos

Eu usando máscara preta com o escrito : a famosa máscara preta

Depois de me arriscar na argila verde, algo que tem realmente feito minha pele bem melhor, eu resolvi que queria tentar a tal máscara preta para cravos. A mulherada tá toda maluca, gravando vídeo e testando e eu queria ver qualé.

Testando a Máscara Preta

Estava procurando esta máscara há um bom tempo, sempre me falavam que “ia chegar” até que finalmente consegui comprar. Comprei da marca Avenca (pra mim era nome de planta da casa da minha avó) e testei ela duas vezes.

Na primeira vez lavei o rosto com água morna e passei a máscara. É importante deixar ela mais grossinha na região que mais aparecem os cravos, assim fica melhor pra puxar depois que secar. Deixei o tempo necessário pra ela ficar firme e conseguir retirar tudo aquilo. Resultado: nada de nada retirado. Ainda achei que a pele tinha ficado com algumas espinhas no dia seguinte e culpei a máscara .Uma amiga falou pra eu jogar água fria depois pra fechar os poros após usar.

Na segunda vez resolvi ser mais hardcore, tomei um banho para o vapor abrir bem os poros e apliquei a máscara depois, somente na região T, que é onde mais tenho cravos, e… NADA. Não vi cravinho nenhum sair na máscara. Depois usei um gelo no rosto pra fechar bem os poros e evitar as espinhas que surgiram da primeira vez e achei que resolveu, mesmo assim achei a pele mais oleosa depois.

Embalagens da Máscara Preta para Cravos da Avenca

Resultado

Para mim a máscara não adiantou nadinha. Não sei se é porque meus cravinhos são pequenos, se eu apliquei errado (apesar que segui as instruções da embalagem), sei que eu vou só continuar com minha argila verde mesmo, porque além de não ajudar, achei a pele muito mais oleosa depois.

Já usou? Testou? O que achou? Conta pra mim nos comentários!

DIY: Customização de Blusinha com Água Sanitária

Blusinha Nova com Água Sanitária

Blusinha marrom manchada com água sanitária

Devido a percalços do feriado e de minha mente maluca, hoje não tem vídeo, mas tem um faça você mesmo maroto! Há uns dias atrás não sei como consegui a proeza de manchar uma blusinha que acho muito confortável. Depois de ficar triste admirando aqueles pingos de água sanitária eu lembrei de uma customização com água sanitária que fiz uma vez em casa e resolvi reformá-la e fazer algo novinho pra mim. Não é que ficou LINDA? Ai vim contar pra vocês como fazer essa mágica.

Material Necessário

Blusinha manchada ou velha
Barbante
Balde
Água e água sanitária

Como fazer a customização com água sanitária?

Blusinha marrom com o meio começando a ser torcido.
Comece torcendo a roupa pelo meio dela, como demonstrado na imagem. Olha lá a mancha da blusinha atrapalhando tudo.

Mão torcendo a blusinha.

Blusinha já torcida.
Torça ela com jeito até ela ficar toda enroladinha. Se precisar termine de ajustar sem torcer, mas deixando no sentido da rotação.

Linha preta ao redor da blusinha, amarrando tudo.
Depois passe um barbante ou uma linha bem firme ao redor dela. É importante que o barbante seja bem amarrado em todas as etapas.

Blusinha toda enrolada com barbante.
Enrole o barbante por toda a blusinha, bem firme, sem seguir um padrão. Aperte bem e dê um nó para segurar.

Blusinha amarrada em um balde com água e água sanitária.
Coloque em um balde uma quantidade de água suficiente para cobrir a blusinha e coloque bastante água sanitária. Misture e mergulhe a trouxinha que foi feita na água até ela se cobrir totalmente com a água.


Deixe agir por uma hora e veja a mágica acontecer! A parte da blusinha que está em contato com a água vai mudar de cor devido ao produto e a parte que está bem amarrada não, isso é o que dá o efeito final na roupa.

Corte o barbante, enxágue a blusinha com bastante água e lave ela pra que saia bem a água sanitária. Depois é só secar e usar! Ela fica com jeitinho todo o estilo Tie-Dye que você respeita.

Já fez algo do tipo? A ideia é super fácil e baratinha pra se fazer em casa e rola fazer com vários tipos diferentes de roupas.

Testando Papel de Aquarela

Papéis de Aquarela, qual a diferença?

Foto de papéis de aquarela em branco.

Esses dias fui mexer nas minhas coisas e descobri que eu tinha sete tipos de papéis diferentes para aquarela. Alguns em bloco, outros em pedaços menores que sobraram de outros tempos, de quando eu comecei a resolver aprender a técnica e tive aulas com a Sabrina Eras, de vários tipos e marcas diferentes.

Acontece que se tem uma coisa que sempre me intrigou é a diferença que o papel dá quando você vai pintar. Eu achava que não importava o papel de aquarela e a tinta que eu usava, (que quem sabe pode ser o próximo tópico) mas na verdade eles mudam muita coisa, por isso peguei um pedaço de cada e resolvi mostrar pra vocês as diferenças e contar um pouco mais sobre eles.

Papéis de aquarela com suas descrições.

Quais tipos de papel de aquarela existem?

Podemos diferenciar os papéis de aquarela pelo material de que são feitos, os mais comuns são os 100% celulose (feitos de fibras de madeira) e os que são 100% algodão. Os de algodão costumam ter uma melhor absorção da água e do pigmento, por isso são os preferidos de quem pinta. Existem alguns papéis interessantes com fibras de banana, bambu, mas que são mais difíceis de encontrar.

Também diferenciamos os papéis pela maneira que são feitos. Temos os coldpressed (prensados à frio) e os hotpressed (prensados à quente). Os papéis coldpress costumam ser mais rugosos, tem mais textura e uma secagem mais demorada. Os hotpressed são mais lisos, puxam menos água e secam bem mais rápido.

Além disso ainda vem a diferença de textura. Os papéis torchon ou rough grain são bem rugosos, com uma textura bem marcada. Os grana-fina, goft Grain ou fin tem uma textura um pouco mais suave e o satinado, ou satine, quase não apresenta textura, é até gostoso passar a mão e sentir o papel.

Depois de escolher tudo ainda temos que escolher a gramatura do papel, de maneira mais simples, a espessura. Para trabalhos com mais água são indicados sempre papéis com uma gramatura mais alta, como 300g, mas encontramos também em gramaturas menores, como 240g e 180g. Quanto menor, mais fina a folha.

É legal saber se o papel que você compra é Acid Free, que significa que este papel tem pH neutro dificultando o amarelamento do papel com passar dos anos.

Os papéis que eu já testei

Abaixo eu vou mostrar os papéis que tenho em casa. Fiz um pequeno teste em cada um da mesma maneira pra vocês verem como a tinta reage. Usei a mesma tinta (Lukas Dioxazine Violet) em todos também. Na parte de cima um degradê seco (pincel com tinta em cima e puxa o pigmento com água) e embaixo um borrão molhado (mancha de água pura no papel com pontos de pigmento). Também consegui pegar a textura do papel nas fotos, acho que vocês vão conseguir ver a diferença de um para o outro, sendo da mesma marca.

Arches

Arches 300g Coldpress Torchon

Arches 300g Coldpress Grana Fina

Arches 300g Hotpress Satinado

Dá pra ver claramente a diferença de textura de um para o outro, todos da mesma marca, porém com texturas diferentes. Dá pra ver também como a tinta seca mais rápido no satinado, perceba como a tinta corre pouco e quase não espalha a mancha, já no torchon a mancha fica bem mais suave.

Comprei os Arches logo no começo das aulas de aquarela com a Sabrina. Ela falou que se desse era legal comprar as folhas de várias texturas e testar o que cada uma fazia. O torchon eu tenho o bloco, mas as outras comprei em folhas grandes e cortei, separei em saquinho e marquei o nome. Gosto bastante dessa marca, acho que as coisas que faço nesses papéis são bem bacanas (claro que depende da habilidade da artista aqui), mas o preço desse papel já é mais salgado por ser um produto importado. Só uso essas folhas em encomendas que me fazem para quadrinhos, ou coisas assim.

Canson

Canson 300g Montval Grana Fina

Canson 300g Moulin du Roy Grana Fina

Canson 300g Moulin du Roy Satinado

Esses eu descobri a pouco tempo, mas que tem um custo benefício bem bacana já que tem bloco com 100 folhas a preço bem bacana em algumas lojas. O Montval é uma linha mais estudante, tanto que é 100% celulose e dá pra ver em comparação com os outros a diferença de como o pigmento reage. A textura não é tão forte (algo que eu particularmente não gosto) e dá pra fazer coisas mais delicadas.

A série Moulin du Roy é uma delícia! O satinado tem uma textura maravilhosa, mas já garanto que não é nada fácil domar a tinta nessa folha. Ganhei umas duas para testar e dei uma sofrida nos exercícios (lembra que a tinta seca mais rápido?), e nisso o grana fina já fica bem bacana, pois é quase sem textura e não seca tão rápido quanto ao satinado. Dos que usei, o meu preferido é este verdinho!

Lukas

Lukas 180g Coldpressed

Comprei um bloco desta folha em um curso que fiz na Sala Ilustrada com a Sabrina, pois não tinha papel pra treinar em casa, e na época quebrou meu ganho. A textura dele é bem diferente dos anteriores, a gramatura também é menor, o que faz ele enrugar bem mais dependendo da quantidade de água aplicada. Para quem está começando e quer um papel para treinos, vale sim, mas hoje indicaria mais o Montval pela gramatura e a textura, que me agradaram mais.

Qual é o melhor papel de aquarela?

Quando descobrimos as características dos papéis ficamos bem perdidos e não sabemos qual escolher. Tantas possibilidades, características e marcas, uma doidera. O que tenho pra dizer é o seguinte: experimente! Tente arrumar com pessoas papéis variados, ou se você puder, invista em folhas de marcas e texturas diferentes para testar. Não tem uma MELHOR, tem a que você vai gostar mais de trabalhar e a que você vai mais se adaptar.

Eu demorei pra entender as diferenças das folhas e o que elas causavam no resultado do que faço, mas hoje já sei a folha que tenho que usar para o resultado que eu preciso ou quero atingir.

Espero que com este post eu tenha conseguido explicar um pouco sobre os papéis de aquarela e que vocês tenha ficado com vontade de sair pintando por ai.
Ajudinhas do blog da Kris Efe.

Assistir: Thirteen Reasons Why (2017)

Os 13 Porquês ou Por Treze Razões

Chamada Netflix - Clay - 13 Reasons WhyClay, ouve logo essas fita!

A história

A série original do Netflix é baseada no livro “Thirteen Reasons Why” de Jay Asher e foi lançada em abril de 2017. A primeira temporada conta a história de Clay, uma garoto americano que tem problemas de ansiedade e que recebe em casa uma caixa com sete fitas K7 de Hannah, uma garota que era amiga e colega de trabalho dele e que se matou recentemente. Assim que Clay começa a ouvir as fitas ele descobre que elas se tratam das 13 razões pelas quais Hannah se matou, contadas por ninguém menos que a própria garota.

Hannah - 13 Reasons WhyHannah.

Como é?

Confesso que só fui assistir a série depois que várias pessoas começaram a postar sobre ela no Facebook. Não sabia o que esperar, nunca tinha ouvido falar do livro ou da história e fui completamente pega de surpresa.

Minha ansiedade me fez assistir os 13 episódios em dois dias, como Clay demora tanto pra ouvir as fitas é algo que eu só consigo entender por conta do grau de preocupação que ele tem por Hannah, porque eu teria devorado em algumas horas.

Muita gente tem falado em como a história é uma coisinha de adolescente, mas o tema central é profundo e intenso. Como ninguém percebeu que Hannah precisava de ajuda? Como uma menina aparentemente normal, feliz e de bem com a vida comete suicídio?

Com o passar dos episódios vemos uma ação que poderia ser julgada por boba tomar proporções enormes e terminar da maneira que acabou. Uma série com adolescentes, mas que trata sobre depressão, ansiedade, bullying, abuso, estupro, drogas, álcool e relações familiares e interpessoais. Coisas que estão tão próximas de nós e que muitas vezes podem passar despercebidas, até mesmo dentro da nossa própria casa.

Talvez seja pra isso que esta série veio, para chamar atenção a importância que damos para nossos atos e para as pessoas que estão ao nosso redor. Você realmente percebe o que acontece dentro da sua casa, da sua família, ou até mesmo, dentro de você?

Skyler - Reasons WhySkyler, pouco apareceu e considero pacas.

Confesso que a série me pegou e me deixou reflexiva por alguns dias. Um dia já julguei pessoas que tinham depressão ou ansiedade, hoje sou eu quem procuro psicólogos para tentar entender meus sentimentos e tratar minhas angústias (assunto para outro post). Vi muitas pessoas falando que deixaram de ver os episódios pois eles mexeram muito com elas. A série expõe hipocrisias, feridas nossas e mostra como não somos perfeitos, temos nossos problemas e erramos, mas alguns erros podem ser uma gota em uma poça de água.

A história é bem amarrada, com algumas coisas soltas que vão certamente para a próxima temporada. O visual é bem legal, as mudanças de tonalidade de cores entre passado e presente, as junções de passado e presente nas “visões” de Clay são bem interessantes e a trilha sonora não deixa a desejar.

Já assistiu? Como se sentiu? O que achou? Contaí, vamos conversar.