Rumo aos Trinta

rumo aos trinta: foto de um pedaço de bolo com velas

Eu andava muito dedicada, toda preparada, toda disciplinada. Estava programando posts, selecionando os temas para dar um rumo ao blog e cuidando de tudo direitinho. Acontece que na vida, a gente tem que priorizar as coisas, nosso tempo é curto, temos que trabalhar e ainda tem que sobrar tempo para o marido, estudos, hobbies, e quando vemos o dia precisaria ter 120 horas para que conseguíssemos fazer tudo.

Os posts estavam prontinhos até junho, aí eu desandei. Hoje é dia cinco e em outro momento eu estaria entrando em pânico que não tenho nada agendado para esta semana ou a próxima. Tenho sim muitas ideias, mas cadê o tempo? Depois que criei a Alpaka meu tempo é dedicado a ela, mas sempre achei um jeitinho de encaixar o blog por aqui. Acontece que o blog, por mais que seja minha paixão, não me trás nenhum retorno financeiro, e eu acabei dedicando tempo de estudo e criação de coisas novas para ele. Confesso, fiz errado. Tenho que focar minhas energias onde eu quero que dê certo, mas meu amor pelo mundo bloguístico é tão grande que me deixei levar. Eu amaria que ele fosse a parte “certa” da minha vida, mas não consigo escolher nicho, amo escrever e estou me encontrando nas newsletters. Tenho um cara muito bacana (Arthur! MUITO OBRIGADA!) me ajudando com SEO e tentando melhorar o blog desde o começo do ano, ele diz que adora meu trabalho aqui e quase morre de saber que faço tudo isso aqui, todo esse conteúdo 100% original, de graça. E como tá difícil impulsionar tudo isso! Aí aconteceu: a BAD bateu.

Eu já tinha falado aqui que queria que o blog fosse algo leve, mas eu não tomei nenhuma atitude pra resolver isso. Na verdade só algumas poucas: instituí que só posso postar e escrever posts DEPOIS do meu horário de trabalho. Como eu que faço meu horário, dei umas escapulidas, claro. Diminui um post por por semana, mas resolvi gravar vídeos, que me consomem um dia praticamente que inteiro entre gravar e editar. Ou seja, cadê o foco Michelli?

Esse espaço me trouxe tanta coisa, tanta gente, tanta oportunidade que ele faz parte de mim já. Tenho blog há 17 anos, cresci vendo os pastos dos diários virtuais se tornarem prédios enormes de propaganda e acabei ficando nessa terra de ninguém. A maioria das meninas que eu seguia, que tinham blog, acabaram também por ir embora. Algumas, as que tornaram isso profissão, ficaram. Eu continuo aqui, como prova de que eu não desisto fácil.

Agora tenho menos de 365 dias para completar meus 30 anos e continuo repensando muito no que faço aqui, se tem serventia, se alguém nesse mundão sem fim ainda me lê e se vale a pena continuar dando murros em ponta de faca. Minha terapia está me fazendo repensar em muita coisa e nisso acabo me encontrando. Eu AMO dividir coisas legais com as pessoas, mas a internet de meu deus tá ficando cada vez mais complicada pra gente se reinventar. Já tentei muitas coisas, sei que consigo dividir minhas experiências em outros canais, mas escrever, apesar de eu ser bem visual, ter minhas ilustrações e tudo mais, escrever me trás uma paz sem igual.

Estou aqui, chacoalhando a poeira pra não deixar vocês e me preparando para meus próximos dias até os 30, que tenho certeza que serão incríveis. Aguardem as cenas dos próximos capítulos.

Download: Wallpaper de Julho – Bicho Preguiça

Papel de parede de julho – Bicho Preguiça

Simulação do papel de parede de julho com um bicho preguiça se esticando para pegar uma folhinha

Por aqui

Este mês eu dei uma atrasadinha, mas é que sexta-feira foi o dia do meu nome e eu me dei de presente um dia de folga para fazer o que eu queria. Foi um aniversário simples, mas com coisas boas: Harry Potter de manhã, um almoço gostoso com o noivo, cochilada de tarde, leitura na rede com pôr do sol, um pedaço de bolo pra gente comer algo temático e eu poder soprar as velinhas. Pra completar, muita preguiça. Por este motivo escolhi um animal que tem tudo a ver com meu ritmo neste fim de semana: o fofinho bicho preguiça.

Eu sou bem fã deste animalzinho que se movimenta bem lentamente e faz a gente ficar até agoniado de sua lentidão, mas na verdade quem sabe mesmo da vida é ele. Ele aproveita cada momentinho como quem não quer nada e assim vive sua vida na boa. por isso o sorriso sempre no rosto.

O desenho

Fiz a ilustração usando um material que eu tenho uma relação de amor e ódio: o lápis de cor. Sempre fico irritada quando estou utilizando eles, talvez porque os meus estejam todos quebrados de tanto baterem pelo Correio antes de chegarem em casa e eu tenho que apontar umas quinhentas vezes pra utilizá-los, e as cores ficam marcadas, e eu sempre fico triste com o resultado, mas a preguiça ficou tão legal que eu resolvi trazê-la pra cá.

Para baixar é só clicar nos links abaixo,
de acordo com a resolução desejada:

1920 x 1080 | 1600 x 1200

Bicho preguiça se esticando para pegar uma folhinha

Materiais: Caderno da Papelaria Universitária, lápis de cor Prismacolor e brushpen da Pentel.

Assistir: Arang e o Magistrado (2012)

Arang and the Magistrate

Arang e o Magistrado

A História de Arang e o Magistrado

Arang e o Magistrado trata-se do encontro de Arang, uma fantasma que perdeu todas as suas memórias e é incapaz de descansar até descobrir como morreu, com Kim Eun Oh, um nobre que está a procura de sua mãe e que seguindo pistas, acaba chegando a cidade de Miryang. Kim Eun Oh tem a habilidade especial de ver espíritos, mas finge que não, pois não gosta de ser incomodado pelos fantasmas que vêm até ele pedir favores. E Arang está tentando a três anos, através dos magistrados, investigar a sua morte. Dessa forma ela tem a intenção de fazer de Kim Eun Oh um magistrado para ajudá-la. Será que ambos conseguirão desvendar os mistérios que os envolvem? Arang, com a sua morte e o Magistrado, com o desaparecimento de sua mãe?

Arang e Kim Eun Oh

Personagens

Imperador de Jade, Rei do Céu, e Yama, rei do submundo, são os personagens que regem toda a história deste dorama. Como deuses eles jogam suas pedras e tramam o destino das pessoas (e fantasmas) que estão na terra, como Arang e Kim Eun Oh.

Arang é uma fantasma desmemoriada, porém determinada e que aprende a se virar nessa dura vida de fantasma sozinha. Conhecemos ela toda “esfomeada” e suja. Kim Eun Oh é um cara bem mimado, nunca está nem aí pra ninguém que não seja ele e por este motivo ele finge que não vê os fantasmas, já que eles sempre ficam pedindo ajuda e isso só gera incômodo. Com ele sempre está seu servo, Dol-Sew, rapaz generoso, sempre preocupado e dedicado a seu mestre .

Dol-Sew esbarra em Bang-wool, que é uma xamã que sempre vê as coisas pelas metades. Na verdade ela apenas escuta os espíritos. Ela vira e mexe ouve as lamentações de Arang, enquanto pede para ver o espírito de um general. E esses dois são o melhor casal que este dorama poderia ter.

Imperador de Jade, Yama e Ceifador

O que achei

Eu fui ver este dorama por causa do meu queridinho Lee Joon Ki. Depois de Scarlet Heart e O Sábio que Caminha de Noite eu queria ver mais coisas com ele e PA! Cai neste aqui. Acontece que de todos, este foi o mais fraquinho.

Apesar de a sinopse parecer bem interessante, a história de 20 episódios fica arrastada demais. Talvez se fossem menos episódios a coisa seria melhor, ou se as coisas fossem acontecendo com mais frequência entre os episódios, mas lá pro número 11 a gente já está cansado do drama de achar mãe de Kim Eun Oh. Algumas coisas são bem previsíveis, o romance de Arang e Kim Eun Oh demora pra engatar e a gente fica só vendo fantasmas e esperando os encantos da xamã.

No meio disso tudo o que salva é o romance de Dol-Sew e Bang-wool. Engraçadíssimo, fofo e muito sincero! Melhores cenas desses dois. Aliás, a atriz que faz a xamã se destaca muito mais e pra mim foi a melhor personagem deste dorama.

Apesar de não ter gostado muito por conta de tudo demorar muito para acontecer, a história é boa. É fofo ver o cuidado de Kim Eun Oh crescendo por Arang e como eles vão se ajudando e se preocupando um com o outro aos poucos.

Os vilões são bons, não falo muito para não dar spoilers, mas com o passar dos episódios você já vai entendendo e sacando pra onde tudo vai levar. Não é um dorama péssimo, mas dos que vi, é o mais fraco.

Dol-Sew e Bang-wool

E você, já assistiu? Tem algum pra indicar? Falae pra gente!

Priscilla Tramontano – Artistas inspiradores

Conheça a arte de Priscilla Tramontano, a Prips.

Priscilla Tramontano com sua manopla

Quem é?
Priscilla Tramontano, mais conhecida na internet pelo seu apelido Prips, é uma brasileira formada no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo em design, colorista e ilustradora. Atualmente trabalha na série mensal de quadrinhos dos Transformers e também tem trabalhos para os quadrinhos do Godzilla.

Rascunho da artista

Fan art do desenho Street Fighter

La Muerte com um animal de estimação de esqueleto

Como conheci?

Sigo a Priscilla no Instagram há um bom tempo e tive a oportunidade de conhecê-la em um evento aqui na cidade onde moro. Uma pessoa fofíssima! Além de ter tatuagens maravilhosas ela é uma graça.

O que gosto no trabalho da Prips é como ela consegue ir do fofo ao fantástico, dos robôs até as menininhas e parece que tudo foi feito com tanta facilidade que deixa a gente embasbacado. Também me admira em como ela usa cores fortes e bem saturadas e o trabalho não fica pesado nem bagunçado, tudo combina no conjunto e fica lindo, uma meta que tenho pra vida.

Fora que trabalhar desenhando robôs é algo de se admirar demais, pois são seres cheios de geometria, detalhes e que são, pelo menos ao meu ver, BEM difíceis de se desenhar e ela manda muito bem no que faz.

Transformers

Transformers

Godzilla

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