Assistir: The Handmaid’s Tale – 1ª (2017)

A distopia impressionante de The Handmaid’s Tale

Qual a história?

“Em um futuro próximo, as taxas de fertilidade caem em todo o mundo por conta da poluição e de doenças sexualmente transmissíveis. Em meio ao caos, o governo totalitário da República de Gileade, uma teonomia cristã, domina o que um dia foi o território dos Estados Unidos, em meio a uma guerra civil ainda em curso.A sociedade é organizada por líderes sedentos por poder ao longo de um regime novo, militarizado, hierárquico e fanático, com novas castas sociais, nas quais as mulheres são brutalmente subjugadas e, por lei, não têm permissão para trabalhar, possuir propriedades, controlar dinheiro ou até mesmo ler. A infertilidade mundial resultou no recrutamento das poucas mulheres fecundas remanescentes em Gileade, chamadas de “servas” (Handmaid), de acordo com uma interpretação extremista dos contos bíblicos. Elas são designadas para as casas da elite governante, onde devem se submeter a estupros ritualizados com seus mestres masculinos para engravidar e ter filhos para aqueles homens e suas respectivas esposas.”

Leia também: Anne with an E, a série mais fofa de todos os tempos.

Madeline BrewerMadeline Brewer, maravilhosa.

O Conto da Aia

A série foi feita com base no livro da canadense Margaret Atwood, publicado em 1985. Ganhou prêmios, como o Prêmio Arthur C. Clarke em 1987, foi nomeado para outros e já foi um filme e uma ópera.

Alexis BledelAlexis Bledel

O que achei?

Quando ouvi falar deste série eu fiquei muito receosa em assistir, pois morro de medo de filmes de terror, e a fotografia da série juntamente com os comentários que eu ouvia me embasavam para achar que se tratava de uma série cheia de sustos e medos. Eu não estava errada, mas bastou assistir o primeiro episódio para entender que o terror estava em outra coisa. Não no sangue, pedaços amputados ou mortes, mas no terror psicológico que a personagem principal e as outras aias sofrem.

Não sei se homens conseguem assistir The Handmaid’s Tale e sentir todo o terror que uma mulher sente. Pensar em tanta regressão depois de tão recentes vitórias dá nojo, asco, medo, um nervoso que brota episódio a episódio. Acompanhamos por meio de flashbacks como as mulheres foram gradativamente perdendo suas conquistas e como tudo foi mudando ao pouco enquanto todos se calavam. Talvez o que mais assusta na série é pensar que o que está ali é possível.

Yvonne StrzechowskiYvonne Strzechowski

As atuações são esplêndidas, e não por acaso a série ganhou o Globo de Ouro de Melhor Série Dramática em 2018 e Melhor Atriz para Elisabeth Moss, que dá um show na pele de June. Ela consegue passar apenas com os olhos a linha tênue entre a insanidade e a raiva que a personagem apresenta, sempre a um passo de perder o controle.

Com personagens complexas, cheias de nuances e fortes, cada uma de seu jeito, The Handmaid’s Tale fala sobre as bençãos e os dramas de ser mulher, e principalmente sobre sororidade. Atrizes maravilhosas fazem parte do elenco como: Yvonne Strzechowski (Serena), Alexis Bledel (Ofglen), Samira Wiley (Moira) e Ann Dowd (Tia Lydia).

General de costas e uma multidão de homens sentados.O patriarcado

Outras características que dão um show a parte são fotografia e trilha sonora. Com músicas conhecidas e letras se encaixando perfeitamente com os acontecimentos, tomadas maravilhosas e cores que dão o tom para as cenas, a série é um prato cheio para quem gosta de cinema.

Se você assistiu a primeira temporada, indico fortemente o podcast sobre a série gravado pelas maravilhosas mulheres do Mamilos. Elas conversam n~;ao somente sobre a série, mas sobre os acontecimentos distópicos. Você pode acabar o podcast concordando com o comandante de Gileade. É só clicar aqui ou então ouvir no seu Spotify.

Se você ainda não assistiu. Pare tudo que está fazendo e entenda porque esta série está sendo tão comentada.
A segunda temporada está quase no fim e logo devo falar dela por aqui.

Os trinta

Eu segurando uma bicicleta com Invalides e árvores ao fundo

Minha psicóloga – maravilhosa – repete sessão ou outra a seguinte frase: “sempre que você estiver em contato com quem você realmente é, você vai estar bem”. Acho que nunca uma frase fez tanto sentido pra mim quanto neste último ano. Acontece que é difícil estar em contato com quem realmente somos, pois pra isso acontecer temos que saber quem somos.

Filosofias à parte, este último ano foi o ano de acertar alguns ponteiros. Vai ver tem a ver com a parte que a psicóloga também diz: que os 30 anos são a porta de entrada para a primeira maturidade. Viajei, tive momentos incríveis com meu irmão, que estão guardados com o maior carinho do mundo na minha memória, conheci a Disney Paris, me senti em filmes medievais na Escócia, fiquei 2 meses longe do noivo trabalhando que nem doida, apesar de sentir medo, voltei para o mercado de trabalho, achei um lugar que eu finalmente me senti confortável e estou experimentando uma paz que há tempos não sentia. Conheci pessoas incríveis, passei por momentos bem malucos e cheguei aos trinta.

Aos trinta eu percebo tanta coisa. Parece que o mundo tem mais clareza, me entendo melhor no mundo, meus gostos, sonhos, preocupações. Algumas coisas já ganharam um foda-se bem gigante e com isso alguns pesos saíram das costas e como é bom se livrar de algumas coisas.

Hoje sinto meu coraçãozinho cheio de amor, como quando andava de bicicleta com meu irmão às margens do Sena com um pôr-do-Sol lindo, o vento batendo no meu rosto e chacoalhando meus cabelos. Estava um clima delicioso, nem calor, nem frio. As pessoas compravam cafés e se sentavam pra ver a luz do sol refletindo nas águas do rio. Um cheiro de café e crepe estava no ar. Meu coração se encheu de alegria. Lágrimas me vieram aos olhos e eu tive a experiência do que se chamam sentir-se plena.

Atualmente este sentimento se repete com frequência e eu não preciso estar lá pra sentir isso, apenas preciso estar em um lugar calmo, talvez uma música boa rolando ao fundo e uma bela paisagem ao alcance dos olhos. Pode ser a luz do nascer ou do dormir do sol – minhas iluminações preferidas. Acho que é isso que chamam de Carpe Diem.

Aos poucos a ansiedade vai sendo controlada e o um dia de cada vez aparece mais presente na minha vida. Coisas que só o tempo pode te trazer.

Não trocaria meus 30 pelos meus 15. Sou muito melhor como pessoa hoje, sou mais saudável, tenho capacidade de correr atrás de meus sonhos (e de correr também porque nos 15 era bem terrível nisso), tenho menos vergonha e me preocupo muito menos com que os outros vão pensar, o tempo amigos, ele é o verdadeiro mestre.

Sketchbook Mochileiro – Mulheres desenhando pelo Brasil

Mulheres desenhando pelo Brasil

Capa escrita Sketchbook Mochileiro com mapa da América do Sul atrás

O Projeto

A Isabella, uma mulher maravilhosa, focada, dedicada a estudar desenho como ninguém, convidou algumas ilustradoras para fazer pate deste projeto lindo e cheio de diversidade chamado Sketchbook Mochileiro, que consiste em um sketchbook viajando por todo país, passando pela mão de mulheres maravilhosas – e olha que sorte eu no meio! – para ilustrarem sobre o tema mulheres do Brasil.

Leia também: Meu sketchbook no Inktober 2017

O Processo

Queria fazer algo bem delicado, então comecei a pensar pelas thumbnails, que são rascunhos pequenininhos feitos rapidamente para saber se o movimento e a composição do desenho vão ficar bacanas. Ali eu já defino que posição eu quero as pessoas e como elas vão ficar dispostas.

Thumbnail, um rascunho bem tosco do desenho que será de três mulheres de mãos dadas
Thumbnail para começar a ideia

Depois passo para uma folha maior e já faço o desenho como quero que ele fique. Olho em algumas referências, se vejo que preciso, (pode ser foto ou outra ilustração de alguém por exemplo) se precisar resolver algum problema. Esta é a parte de dar a forma do desenho. Depois de pronto, uso uma folha de papel manteiga com grafite para passar tudo para o sketchbook.

Mesa com os rascunhos do desenho, o caderno com o desenho mais bem elaborado e ele já transpassado para o sketchbook

Depois passo para finalização. Neste caso escolhi aquarela – usei Winsor & Newton e Pestilento – lápis grafite e lápis de cor (Faber). Para o pontilhismo usei as Micron Sakura. Aproveitei a oportunidade e usei meus pincéis com reservatório de água que comprei ano passado.

Zoom em detalhes de uma das mulheres desenhadas. Aquarela, lápis de cor e pontilhismo

Desenho do sketchbook finalizado - três mulheres diferentes de mãos dadas em uma dançaDesenho finalizado

No final ficou super delicado e mostrou a parceria e a diversidade que eu queria passar entre mulheres. O que acharam?

Quer seguir? Saber mais?

Siga o Instagram e o Facebook do projeto para ver as artes de todas as participantes. Quem já foi: Kris Efe, Lidy Dutra, Fefe Torquato, Mika Takahashi e Thaly Tamura.

Curso: Fundamentos do Design de Personagens | Stephen Silver | Schoolism

Fundamentos do Design de Personagens com Stephen Silver

Sinopse do curso

Já um artista consolidado na área de animação, Stephen Silver é conhecido pelos seus designs únicos e animações como “Kim Possible”, “Danny Phantom” e muitos outros. Entre os clientes dele estão Disney, Warner Bros, Nickelodeon e Sony Pictures.

Como um designer de personagens, você é reponsável por explorar ideias atravez de personagens. Seu papel como criador será de criar personagens principais e incidentais para animações, filmes, vídeo games, além de criar personagens para suas próprias ideias.

Através deste curso, Stephen vai dividir o processo criativo de desenho que ele utiliza e suas técnicas pessoais para produzir desenhos de personagens de sucesso. Você aprenderá a entender a clareza e a variação de formas, assim como muitos outros princípios e elementos importantes do design.

Em suas palestras, Stephen fornecerá a você uma melhor compreensão do processo de desenho e design, além de fornecer ferramentas para melhorar constantemente suas habilidades. Este curso de 9 palestras aumentará a sua confiança no desenho, ao mesmo tempo que vai te inspirar com novas ideias que o ajudarão a crescer continuamente. Texto de Schoolism.

Primeiras anotações do curso de Stephen Silve do Schoolism

Primeiras anotações do curso de Stephen Silve do Schoolism
Anotações do curso.

O que achei do curso

De cara eu já achei que Stephen falava muito. Depois do curso com Alex Woo, que era bem direto, Stephen começou realmente a me irritar, mas continuei firme, aproveitando os momentos de falação para fazer exercícios.

Não por isso o curso é ruim, Stephen é um grande profissional e ao longo do curso mostra todo o processo criativo que ele utiliza para fazer os personagens dele. Enquanto isso os exercícios de quem faz o curso é a criação de um personagem. Nesta época eu comecei a me afastar um pouco do desenho, estudava diariamente sim – já conto o quê – mas não consegui me pegar aos exercícios que ele passava.

O que eu estudava era o “plano para melhorar seu desenho em 20 semanas” que o próprio Stephen passou. Consistia em estudar o corpo humano parte por parte e treinar caricaturas. Baixei muitas imagens, imprimi e usei todas para treinar tudo isso. Estes estudos me animaram bastante e me mantiveram motivada por bastante tempo. Enquanto isso acompanhava as aulas dele, fazendo estes estudos e aprendendo como ele trabalhava.

Descobri como caricaturar mulheres é complicado – principalmente achar foto de mulheres variadas – e como dá pra utilizar melhor formas na hora de criar personagens mais “cartoonescos”. Além disso me dediquei bem aos fundamentos e depois deste curso eu realmente senti uma grande melhora na qualidade dos meus desenhos. Apesar de ser m dos mais maçantes, ele foi realmente

Vários rostos e mulheres diferentes para treinar formas e expressões
Vários rostos e mulheres diferentes para treinar formas e expressões.

Expressões e rotação de cabeça
Expressões e rotação de cabeça, material do curso.


Rosto mais real, arredondado, triangular e quadrado.

Lições e exercícios

Lição 1 – O que é design de personagens?
Examinar o que é design de personagens e quais as suas responsabilidades como designer em um estúdio de animação. Stephen conta experiências, como começou e mostra influências.

Lição 2 – Pensando, olhando, fazendo.
“Sabendo os fundamentos e tudo mais, você vai subir”. Stephen fala dos fundamentos e responde as questões mais comuns. Fala sobre formas básicas, variação e a importância de boas silhuetas.

Lição 3 – Construção/Caricatura
Nesta aula ele fala da importância da construção. O que significa evitar a “escada” e começa a falar sobre caricatura. Examina assuntos como contraste, ângulos, formas e outros. É nesta aula que ele fala sobre o plano de 20 semanas.

Lição 4 – As características
Princípios e características, como mãos, olhos, narizes, orelhas e bocas.

Lição 5 – Limpando
Aqui ele fala sobre escala e proporção. Além disso ele mostra como limpar uma ilustração.

Lição 6 – Turnarounds
Os temidos turnarounds – reviravoltas – do personagens, que você deve saber se você quer trabalhar com animação.

Lição 7 – Expressões e Atitudes
Expressões e atitudes são o tópico desta aula. Ritmo, equilíbrio e movimento.

Lição 8 – Skecth de memória e como se manter desenhando em um sketchbook diariamente.
A importância de se desenhar em um sketchbook, o que você deve observar e porque isto vai te ajudar a crescer. Também fala sobre a importância do sketch de memória e o que esperar disso.

Lição 9 – O trabalho de arte e fazendo um portfólio de sucesso.
O lado dos negócios da arte, ser profissional, cumprir datas, evitar procrastinação e meios de simplificar a vida. Isto significa estar organizado e focado.

Estudos de olhos
Estudos de olhos.

Estudos de mãos
Estudos de mãos

Estudos de anatomia de gato
Estudos de anatomia de animais.

Onde e como faço este curso?

Expliquei neste post os valores e como funcionam os cursos do Schoolism.
Lembrando que todos são em Inglês.