Testando Papel de Aquarela

Papéis de Aquarela, qual a diferença?

Foto de papéis de aquarela em branco.

Esses dias fui mexer nas minhas coisas e descobri que eu tinha sete tipos de papéis diferentes para aquarela. Alguns em bloco, outros em pedaços menores que sobraram de outros tempos, de quando eu comecei a resolver aprender a técnica e tive aulas com a Sabrina Eras, de vários tipos e marcas diferentes.

Acontece que se tem uma coisa que sempre me intrigou é a diferença que o papel dá quando você vai pintar. Eu achava que não importava o papel de aquarela e a tinta que eu usava, (que quem sabe pode ser o próximo tópico) mas na verdade eles mudam muita coisa, por isso peguei um pedaço de cada e resolvi mostrar pra vocês as diferenças e contar um pouco mais sobre eles.

Papéis de aquarela com suas descrições.

Quais tipos de papel de aquarela existem?

Podemos diferenciar os papéis de aquarela pelo material de que são feitos, os mais comuns são os 100% celulose (feitos de fibras de madeira) e os que são 100% algodão. Os de algodão costumam ter uma melhor absorção da água e do pigmento, por isso são os preferidos de quem pinta. Existem alguns papéis interessantes com fibras de banana, bambu, mas que são mais difíceis de encontrar.

Também diferenciamos os papéis pela maneira que são feitos. Temos os coldpressed (prensados à frio) e os hotpressed (prensados à quente). Os papéis coldpress costumam ser mais rugosos, tem mais textura e uma secagem mais demorada. Os hotpressed são mais lisos, puxam menos água e secam bem mais rápido.

Além disso ainda vem a diferença de textura. Os papéis torchon ou rough grain são bem rugosos, com uma textura bem marcada. Os grana-fina, goft Grain ou fin tem uma textura um pouco mais suave e o satinado, ou satine, quase não apresenta textura, é até gostoso passar a mão e sentir o papel.

Depois de escolher tudo ainda temos que escolher a gramatura do papel, de maneira mais simples, a espessura. Para trabalhos com mais água são indicados sempre papéis com uma gramatura mais alta, como 300g, mas encontramos também em gramaturas menores, como 240g e 180g. Quanto menor, mais fina a folha.

É legal saber se o papel que você compra é Acid Free, que significa que este papel tem pH neutro dificultando o amarelamento do papel com passar dos anos.

Os papéis que eu já testei

Abaixo eu vou mostrar os papéis que tenho em casa. Fiz um pequeno teste em cada um da mesma maneira pra vocês verem como a tinta reage. Usei a mesma tinta (Lukas Dioxazine Violet) em todos também. Na parte de cima um degradê seco (pincel com tinta em cima e puxa o pigmento com água) e embaixo um borrão molhado (mancha de água pura no papel com pontos de pigmento). Também consegui pegar a textura do papel nas fotos, acho que vocês vão conseguir ver a diferença de um para o outro, sendo da mesma marca.

Arches

Arches 300g Coldpress Torchon

Arches 300g Coldpress Grana Fina

Arches 300g Hotpress Satinado

Dá pra ver claramente a diferença de textura de um para o outro, todos da mesma marca, porém com texturas diferentes. Dá pra ver também como a tinta seca mais rápido no satinado, perceba como a tinta corre pouco e quase não espalha a mancha, já no torchon a mancha fica bem mais suave.

Comprei os Arches logo no começo das aulas de aquarela com a Sabrina. Ela falou que se desse era legal comprar as folhas de várias texturas e testar o que cada uma fazia. O torchon eu tenho o bloco, mas as outras comprei em folhas grandes e cortei, separei em saquinho e marquei o nome. Gosto bastante dessa marca, acho que as coisas que faço nesses papéis são bem bacanas (claro que depende da habilidade da artista aqui), mas o preço desse papel já é mais salgado por ser um produto importado. Só uso essas folhas em encomendas que me fazem para quadrinhos, ou coisas assim.

Canson

Canson 300g Montval Grana Fina

Canson 300g Moulin du Roy Grana Fina

Canson 300g Moulin du Roy Satinado

Esses eu descobri a pouco tempo, mas que tem um custo benefício bem bacana já que tem bloco com 100 folhas a preço bem bacana em algumas lojas. O Montval é uma linha mais estudante, tanto que é 100% celulose e dá pra ver em comparação com os outros a diferença de como o pigmento reage. A textura não é tão forte (algo que eu particularmente não gosto) e dá pra fazer coisas mais delicadas.

A série Moulin du Roy é uma delícia! O satinado tem uma textura maravilhosa, mas já garanto que não é nada fácil domar a tinta nessa folha. Ganhei umas duas para testar e dei uma sofrida nos exercícios (lembra que a tinta seca mais rápido?), e nisso o grana fina já fica bem bacana, pois é quase sem textura e não seca tão rápido quanto ao satinado. Dos que usei, o meu preferido é este verdinho!

Lukas

Lukas 180g Coldpressed

Comprei um bloco desta folha em um curso que fiz na Sala Ilustrada com a Sabrina, pois não tinha papel pra treinar em casa, e na época quebrou meu ganho. A textura dele é bem diferente dos anteriores, a gramatura também é menor, o que faz ele enrugar bem mais dependendo da quantidade de água aplicada. Para quem está começando e quer um papel para treinos, vale sim, mas hoje indicaria mais o Montval pela gramatura e a textura, que me agradaram mais.

Qual é o melhor papel de aquarela?

Quando descobrimos as características dos papéis ficamos bem perdidos e não sabemos qual escolher. Tantas possibilidades, características e marcas, uma doidera. O que tenho pra dizer é o seguinte: experimente! Tente arrumar com pessoas papéis variados, ou se você puder, invista em folhas de marcas e texturas diferentes para testar. Não tem uma MELHOR, tem a que você vai gostar mais de trabalhar e a que você vai mais se adaptar.

Eu demorei pra entender as diferenças das folhas e o que elas causavam no resultado do que faço, mas hoje já sei a folha que tenho que usar para o resultado que eu preciso ou quero atingir.

Espero que com este post eu tenha conseguido explicar um pouco sobre os papéis de aquarela e que vocês tenha ficado com vontade de sair pintando por ai.
Ajudinhas do blog da Kris Efe.

Assistir: Thirteen Reasons Why (2017)

Os 13 Porquês ou Por Treze Razões

Chamada Netflix - Clay - 13 Reasons WhyClay, ouve logo essas fita!

A história

A série original do Netflix é baseada no livro “Thirteen Reasons Why” de Jay Asher e foi lançada em abril de 2017. A primeira temporada conta a história de Clay, uma garoto americano que tem problemas de ansiedade e que recebe em casa uma caixa com sete fitas K7 de Hannah, uma garota que era amiga e colega de trabalho dele e que se matou recentemente. Assim que Clay começa a ouvir as fitas ele descobre que elas se tratam das 13 razões pelas quais Hannah se matou, contadas por ninguém menos que a própria garota.

Hannah - 13 Reasons WhyHannah.

Como é?

Confesso que só fui assistir a série depois que várias pessoas começaram a postar sobre ela no Facebook. Não sabia o que esperar, nunca tinha ouvido falar do livro ou da história e fui completamente pega de surpresa.

Minha ansiedade me fez assistir os 13 episódios em dois dias, como Clay demora tanto pra ouvir as fitas é algo que eu só consigo entender por conta do grau de preocupação que ele tem por Hannah, porque eu teria devorado em algumas horas.

Muita gente tem falado em como a história é uma coisinha de adolescente, mas o tema central é profundo e intenso. Como ninguém percebeu que Hannah precisava de ajuda? Como uma menina aparentemente normal, feliz e de bem com a vida comete suicídio?

Com o passar dos episódios vemos uma ação que poderia ser julgada por boba tomar proporções enormes e terminar da maneira que acabou. Uma série com adolescentes, mas que trata sobre depressão, ansiedade, bullying, abuso, estupro, drogas, álcool e relações familiares e interpessoais. Coisas que estão tão próximas de nós e que muitas vezes podem passar despercebidas, até mesmo dentro da nossa própria casa.

Talvez seja pra isso que esta série veio, para chamar atenção a importância que damos para nossos atos e para as pessoas que estão ao nosso redor. Você realmente percebe o que acontece dentro da sua casa, da sua família, ou até mesmo, dentro de você?

Skyler - Reasons WhySkyler, pouco apareceu e considero pacas.

Confesso que a série me pegou e me deixou reflexiva por alguns dias. Um dia já julguei pessoas que tinham depressão ou ansiedade, hoje sou eu quem procuro psicólogos para tentar entender meus sentimentos e tratar minhas angústias (assunto para outro post). Vi muitas pessoas falando que deixaram de ver os episódios pois eles mexeram muito com elas. A série expõe hipocrisias, feridas nossas e mostra como não somos perfeitos, temos nossos problemas e erramos, mas alguns erros podem ser uma gota em uma poça de água.

A história é bem amarrada, com algumas coisas soltas que vão certamente para a próxima temporada. O visual é bem legal, as mudanças de tonalidade de cores entre passado e presente, as junções de passado e presente nas “visões” de Clay são bem interessantes e a trilha sonora não deixa a desejar.

Já assistiu? Como se sentiu? O que achou? Contaí, vamos conversar.

Cabelo Colorido: Cabelo Rosa Bebê

Cabelo Rosa Bebê

Foto de cabelo rosa clarinho e pontas azuis

Quando a gente encafifa com uma cor.

Eu já queria ter pintado meu cabelo nesta cor de rosa, mesmo sabendo que tons pastéis são difíceis de se chegar pois a descoloração tem que ficar bem clara e tudo mais. Ano passado tentei chegar na cor com uma tinta que ganhei do meu cunhado, uma cor linda da coleção Féria da L’Oreal que só tem cores pastéis e fantasia e só é vendida fora do país. Infelizmente não rolou, como falei no vídeo da semana passada quando contei sobre marcas de tinta, e eu fiquei só na vontade.

Raiz do cabelo rosa bebê e pontas azuis

Chegando na cor desejada

Fim de semana passado eu resolvi retocar a raiz, mesmo ela não estando muito grande, pois vi um vídeo do deus Guy Tang (colorista famosíssimo de cabelo) falando que se você retoca com frequência ele não fica manchado. Então fiz o procedimento como sempre, do jeito que mostrei no meu vídeo lá no canal e resolvi usar uma tinta rosa que eu tinha em casa.

Meu cabelo ficou com um descolorido amarelo bem clarinho e comecei a aplicar a Candy Color Sky Pink. No começo achei que ia ser uma furada, que a cor ia ficar horrível e que não ia pegar. Mas como é bom estar enganada! Foi lavar o cabelo e ver como a cor ficou LINDA!

Raiz do cabelo rosa bebê e pontas azuis

O resultado

Achei a cor maravilhosa e fiquei super surpreendida de como ela pegou no meu cabelo. As fotos do post foram tiradas 6 dias após a coloração, sendo que eu lavo o cabelo TODOS os dias, usando a técnica do low poo porque tenho treinos de kung fu e não rola ficar sem lavar.

As pontinhas ficaram em tom de azul pois antes meu cabelo foi pintado com a Candy Color Blueberry e desbotou pra esse azul LINDO! E como expliquei no vídeo de retoque, não é bom descolorir por cima de uma área que JÁ FOI descolorida, então a tinta que está ali é a da coloração anterior, como o rosa é clarinho, ele não mancha. Na próxima vez que cortar o cabelo acho que vai sair quase todo o azul, então já estou sonhando com ele 100% rosinha, vai ficar lindinho!

Tintas Sky Pink e Blueberry da Candy Color

Onde comprar a tinta?

Se você chegou agora e não sabe, eu vendo as tintas da Candy Color na minha loja, a Alpaka. O estoque sempre acaba bem rápido então fica esperto pra não perder, mas estamos sempre repondo as cores.

Mais posts sobre cabelo?

O que é Cronograma Capilar | O que é Low poo e No poo? | Conheça a Candy Color | Como descolorir o cabelo? | Sobre descoloração | Situações que passei por causa do meu cabelo.

Descomplicando o Bullet Journal e o Planner

Bullet Journal e Planner fácil e barato

Capa de bloco ilustrada por Sabrina Eras e canetinhas Staedtler

O ano já vai pro mês quatro e você ainda não tem o seu BuJo pra chamar de seu? Ainda tá perdido em casa sem saber por onde começar a fazer as coisas, vive perdendo eventos e oportunidades e não tem grana pra comprar aquele planner lindão que você viu na interwebs? Vem aqui que a tia Chell hoje vai descomplicar esses danadinhos com nome em inglês e você vai poder se organizar supimpa!

O que é Bullet Journal?

Esse conceito foi criado pelo designer Ryder Carroll, quando ele notou que mesmo em um mundo digital e todo tecnológico, as pessoas ainda recorriam ao bom e velho papel para se organizarem. Ele tem até um site só dedicado a este sistema de organização (in English).

Este sistema consiste em marcar de forma rápida e objetiva os seus afazeres do dia/semana/ano de um jeito que você organize tudo e não se perca. Tudo vai ficar ali arrumadinho pra você não perder nenhum compromisso e não esquecer nenhum trabalho.

Como ele funciona?

Na verdade o BuJo (forma mais carinhosa de chamar o Bullet Journal) tem um sistema já criado, e você pode entender melhor vendo este post lindo da Maki, mas não significa que você não possa criar o seu né? E é disso que eu vim falar aqui hoje.

E o planner?

Planner é um caderno/bloquinho/fichário que você usa pra organizar seus dias. Na minha época usavam agendas, mas os planners tendem a ser bem mais completos, com espaços para ideias, listas de filmes, cardápios semanais, metas e coisas do tipo.

Página do caderno escrita FILMES e uma canetinha Staedtler

Começando

Primeiro liste o que você quer que tenha neste seu caderno. No meu caso eu queria um lugar para marcar os filmes, as séries e os doramas que assisto em 2017, um pra marcar os livros do ano, um espaço para colocar ideias de posts e vídeos do blog, outro para marcar os gastos do mês, uma parte como agenda com datas mesmo, pra eu saber o dia que tenho que fazer as coisas certinho, mas com espaço menor pra poder visualizar o mês como um todo. Também escolhi colocar um habit track (monitoramento de hábito) para marcar os dias que estudei desenho/desenhei, assim conseguindo ver melhor como estou me saindo nos estudos.

Use o que você tem

Com essas informações em mãos, use o máximo que você tem em casa. No meu caso eu achei um scketchbook que comprei com ilustração da Sabrina Eras há uns anos atrás e vi que tinha o suficiente de folhas nele pra eu usar. Se você não tiver, pode investir em um caderno mais barato ou fazer o seu.

Esses dias dei a dica que eu fazia na faculdade: comprava um pacote de 100 folhas de sulfite, cortava no meio, assim eu tinha 200 folhas em tamanho A5, e colocava uma capa, que podia ser plástica, ou você pode fazer com uma capa dura de caderno que você tenha em casa (você pode customizar até), mandava encadernar com aquelas molas maiores e pronto, meu caderno estava pronto, sem pautas e perfeito pra anotar tudo.

Usei também clips, canetas e coisas que eu já tinha em casa para arrumar ele bonitinho.

Criando e Arrumando

Separe como você quer as informações e quanto espaço vai deixar para cada tópico. Eu separei 4 folhas para cada mês: Primeira folha com coisas boas do mês e habit track, depois duas páginas para um calendário do mês todo em números com aniversários e os dias do mês com espaço para marcação. Por último, lista de posts e afazeres importantes do mês. Duas folhas para filmes, uma para livros, 6 para ideias e por ai foi.

imagem com vista do meu planner com começo e fim de mês

Depois veio a parte mais gostosa, montar! Você pode fazer na mão, como eu fiz, com canetinhas, régua para ajudar a medir tudo certinho e lápis. Ou você pode imprimir coisas e colar caso ache mais fácil, pense que o trabalho é pra você usar o ano todo, então vale a pena.

Para separar os meses e sessões eu usei clips coloridos que tinha em casa, assim fica mais fácil achar a página que estou, mas você pode usar post-its, marcadores, fitas, o que achar melhor. É só soltar a imaginação.

Calendário e lista de aniversário feitos à mão no meu caderno

Na prática

Com tudo arrumadinho é só começar a marcar seus afazeres. Eu uso o sistema de bullets pra marcar, assim faço uma bolinha antes do que tenho que fazer e pinto ela quando acabo. Não deu pra fazer hoje? Passou pra amanhã? Apago e jogo pra outro dia, por isso gosto de usar lápis. Mas se faço isso marco um tracinho na frente pra saber que já foi adiada a tarefa. Cada adiamento, um tracinho. Fiz algo que não estava na lista, mas deveria? Vou lá e coloco. Isso me ajuda a sentir mais motivada, já que vi que fiz mais coisas na minha lista.

No final das contas meu planner + BuJo saiu de graça! Não gastei nada, pois já tinha tudo em casa! Só tive que sentar e pensar direitinho como organizar as informações básicas, como faria e depois sentei pra colocar em prática. Agora carrego esse caderninho pra cima e pra baixo, não esqueço nada e sempre motivada a fazer meu melhor.

Se você está sem ideias pra arrumar seu caderno, use sites e o Pinterest pra pegar inspirações bem legais e deixar seu planner/bujo com a sua cara!

Este post foi útil pra você? Você tem alguma ideia legal pra usar? Comente e deixe eu saber se te ajudei!